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25/01 - Família baiana expulsa de voo: quando a companhia aérea pode mudar o assento do passageiro?
Downgrade no avião: veja como o passageiro deve proceder Confusões envolvendo assentos em viagens de avião têm chamado atenção no Brasil e levantado dúvidas sobre quais são os direitos dos passageiros. Na última segunda-feira, uma família baiana foi retirada de um voo da Air France, em Paris, após uma disputa por assentos na classe executiva. O casal viajava com duas filhas e tinha aceitado uma oferta de upgrade da classe econômica premium para a executiva, mas um problema em uma das poltronas impediu que os quatro tivessem lugares garantidos no voo. O caso se soma a outros episódios recentes. Em março de 2025, a atriz Ingrid Guimarães relatou ter sido obrigada por uma tripulação da American Airlines a sair de seu assento e ir para uma classe inferior – uma prática conhecida como “downgrade”. Situações como essas levantam dúvidas como: quando a companhia aérea pode exigir que alguém mude de lugar? Em quais casos cabe indenização? O g1 questionou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e os advogados Rodrigo Alvim e Gabriel de Britto Silva, especialistas em direito do passageiro e do consumidor. Veja as perguntas e respostas. Eu posso ser obrigado a ceder meu lugar no avião? Existem outras situações que as companhias pedem a troca de assento? O que é o downgrade? O que fazer se eu não concordar com a troca de assento? Quais são os meus direitos? Em quais casos posso pedir indenização? Quais leis podem ser aplicadas? As leis valem apenas para voos partindo do Brasil? 1. Eu posso ser obrigado a ceder meu lugar no avião? Sim. Em determinadas situações, a companhia aérea tem o direito de pedir que passageiros mudem de assento. Segundo a Anac, essa troca deve ser feita apenas em casos que envolvam questões de segurança. Alguns exemplos: Assentos em saídas de emergência: esses lugares precisam ser ocupados por pessoas capazes de operar as portas de emergência. Balanceamento da aeronave: O piloto pode solicitar que passageiros mudem de lugar para equilibrar o peso no avião. Acomodação de passageiro com necessidade especial: Pode ser necessário ceder o assento para uma pessoa com deficiência, ou um menor de idade, que precise de um local específico. Não há, no entanto, uma regulamentação específica que trate da troca de assento do passageiro ou do downgrade. Segundo a Anac, essa possibilidade deve ser organizada pela empresa aérea. 2. Existem outras situações que as companhias pedem a troca de assento? Sim. Há casos envolvendo troca de aeronave, atrasos ou cancelamento de voos e até mesmo problemas de comportamento que podem levar à troca de assento. Nessas situações, porém, o passageiro pode ter argumentos mais fortes para contestar a mudança de lugar, dependendo do caso. ✈️ Barraco no avião: veja as possíveis consequências para passageiros indisciplinados 3. O que é o downgrade? O downgrade ocorre quando a companhia aérea coloca o passageiro em uma classe inferior à que reservou. Alguém que comprou um assento na classe executiva, por exemplo, seria realocado para a classe econômica. Essa regra também vale para passageiros que compraram um lugar mais caro dentro da mesma classe, como o “assento conforto” na classe econômica. Os motivos para o downgrade podem ser diversos: questões de segurança ou operacionais, falta de assentos ou outras razões pontuais. 4. O que fazer se eu não concordar com a troca de assento? O passageiro pode se recusar a deixar o seu assento, mas isso pode gerar riscos. O comandante do voo e a companhia aérea são os responsáveis por gerenciar a segurança do voo e podem, inclusive, expulsar o passageiro do avião. Especialistas recomendam que o passageiro tente primeiro dialogar com a companhia aérea, via SAC, e buscar uma forma de compensação. Se ainda assim ele se sentir insatisfeito, o caminho pode ser acionar o Procon ou a plataforma consumidor.gov.br antes de recorrer à Justiça, que seria o último recurso. 5. Quais são os meus direitos? No caso do downgrade, o principal direito é a restituição da diferença de preço entre os assentos que o passageiro pagou e o que ele ocupará. Além disso, dependendo do caso, ele pode ter direito a compensação por danos morais se conseguir comprovar que sofreu prejuízo, dor ou constrangimento por causa da mudança. 💼Sua bagagem foi extraviada após o check-in? Veja o que fazer 6. Em quais casos posso pedir indenização? Existem situações em que o passageiro tem maior chance de receber algum tipo de compensação pela troca de assento. São elas: Quando houver downgrade; Quando o passageiro tiver pagado para marcar seu assento. Existem outras situações que podem render compensação para o passageiro, principalmente se houver prejuízo financeiro. Por exemplo: se a troca de assento for para uma fileira traseira e resultar em atraso no desembarque. “Se isso gerar uma consequência mais grave, como perder um voo, pode ser um caso de dano moral”, diz o advogado Rodrigo Alvim. Já Gabriel de Britto Silva ressalta que problemas de manutenção da aeronave também não podem gerar prejuízo a quem comprou a passagem. “Se ele tiver o assento alterado por uma cadeira quebrada ou um cinto de segurança inoperante, deverá ser reparado”, afirma o especialista. De qualquer forma, quem busca a reparação deve documentar tudo o que aconteceu, reunindo as evidências, para poder contestar a companhia. Desabafo de Ingrid Guimarães sobre voo levanta debate sobre direitos do consumidor 7. Quais leis podem ser aplicadas? Algumas regulamentações ou leis podem ajudar o passageiro a entender seus direitos no transporte aéreo. Um exemplo é a resolução número 400 da Anac, de 2016, que trata do overbooking – quando uma empresa vende mais passagens do que a capacidade do avião e alguns clientes ficam sem assento. A resolução permite à empresa reacomodar passageiros em outro voo “mediante a aceitação de compensação negociada” entre as partes. Um caso de downgrade como resultado de overbooking poderia se enquadrar nessa situação. De forma mais genérica, o Código Brasileiro do Consumidor também garante indenização por cobrança indevida e danos patrimoniais ou morais. Os especialistas dizem que ele pode ser utilizado pelos passageiros que se sentirem prejudicados. Existe também a Convenção de Montreal, da qual o Brasil é signatário, que regula o transporte internacional de passageiros. Ela, no entanto, não traz regras específicas que envolvam troca de assentos. 8. As leis valem apenas para voos partindo do Brasil? Tanto a resolução 400 da Anac quanto o Código Brasileiro do Consumidor são válidos para ocorrências em voos dentro do território brasileiro. No caso de situações fora do Brasil, a Convenção de Montreal é a referência, o que poderia limitar o alcance tanto da resolução da Anac quanto do Código Brasileiro do Consumidor, dependendo da interpretação do juiz. Para Rodrigo Alvim, as regulações brasileiras podem ser aplicadas em casos fora do país desde que elas não entrem em conflito com a Convenção de Montreal. Segundo ele, como o tratado internacional não menciona danos morais, a aplicação da lei brasileira é permitida nessas situações. Ele alerta, porém, que a companhia aérea precisa ter representação no Brasil para ser acionada judicialmente. Caso contrário, o processo envolveria o Judiciário de outro país, praticamente inviabilizando a disputa. Assentos em avião comercial Frank Duenzl/Picture-Alliance/AFP/Arquivo
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23/01 - Anunciado pelo governo, fim do roaming no Mercosul ainda depende de questões operacionais, diz Anatel
Publicação do governo federal anuncia fim do roaming no Mercosul, mas medida ainda depende de questões operacionais, segundo a Anatel Reprodução/Instagram @govbr O governo federal anunciou nas redes sociais, na última quarta-feira (21), que o roaming entre o Brasil e os países do Mercosul deixou de ser cobrado desde 2 de dezembro de 2025. Mas o fim da cobrança entre o Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai ainda depende de questões operacionais, afirmou a Anatel. Não há prazo definido para que isso aconteça. ☎️O "roaming" internacional é uma cobrança específica que acontece quando uma pessoa utiliza serviços móveis, como dados ou telefonia, fora da área de cobertura da operadora. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A publicação original do governo federal, postada na manhã de quarta, diz que “o fim da cobrança de roaming está valendo desde 2 de dezembro de 2025 entre os países do Mercosul”. Questionada pelo g1, a Anatel afirmou que a medida está vigente, mas ainda não é operacional. “Agora, os órgãos reguladores dos países do bloco deverão estabelecer as regras para que o acordo seja operacionalizado”, disse a agência. “Então, os cidadãos do Mercosul só irão usufruir do uso do seu celular, nos países do bloco, como se estivem em seu próprio país, quando os órgãos reguladores estabelecerem entre si os detalhes desta operacionalização, ainda sem prazo definido”, acrescentou a Anatel. Após o esclarecimento da Anatel, o g1 entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do governo federal e aguarda resposta. Post original ainda está no ar O post original continua no ar nos perfis oficiais do governo (@govbr) no Instagram, X e Facebook na tarde desta sexta-feira (23). No Instagram, ele teve mais de 93 mil curtidas e 2.300 comentários até o momento. O post diz que agora, “o usuário pode usar o celular fora do Brasil como se estivesse em casa”, com funcionamento normal de internet, ligações dentro do plano escolhido e SMS sem custo extra. “Sem taxas surpresa, sem chip novo, sem dor de cabeça. Viajar agora é se conectar sem pagar a mais”, afirma a publicação. Na manhã de quinta (22), o governo federal acrescentou um comentário na mesma postagem afirmando que “o acordo pra acabar com o roaming no Mercosul está em vigor desde 18/12/25” (...) “mas para ele entrar em operação ainda é preciso que órgãos reguladores dos países do bloco estabeleçam regras”. A legenda original não foi editada. Comentário em publicação do governo federal diz que fim do roaming no Mercosul depende de regras operacionais Reprodução/Instagram @govbr Brasil aprovou medida em 2025 A medida havia sido aprovada em agosto de 2025 pelo Senado e confirmada, por decreto presidencial, em dezembro. Ela é recíproca e valerá também para argentinos, uruguaios e paraguaios que estiverem no Brasil. A Bolívia, que também faz parte do Mercosul, não está contemplada no acordo. O país só se tornou membro pleno em 2024 e ainda tem quatro anos para se adaptar às regras do bloco sul-americano. Com a mudança, as empresas deverão cobrar do usuário em visita a um país do bloco os mesmos preços dos serviços móveis pagos no país de origem. O decreto que põe fim à cobrança é fruto de um acordo feito em 2019, durante a Cúpula do bloco econômico, em Santa Fé, na Argentina. Desde 2023, o Brasil também possui um acordo de não cobrança de roaming, esse plenamente em vigor, com outro país da América do Sul: o Chile. Pessoa usa celular Freepik
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22/01 - Tá todo mundo falando da Groenlândia; como é e quais são as belezas naturais da maior ilha do mundo que não é continente
Conheça as belezas naturais da Groenlândia A Groenlândia voltou a chamar atenção nas últimas semanas em meio ao crescimento da investida do presidente dos EUA, Donald Trump, para anexá-la ao país. Atualmente, a maior ilha do mundo que não é continente pertence à Dinamarca. Mas, além de despertar interesse geopolítico, a Groenlândia também é conhecida por suas belezas naturais e por atrair turistas em busca de ecoturismo. O clima de frio extremo cria cenários únicos, com paisagens marcadas por icebergs, auroras boreais e a presença de baleias, que fazem da ilha um dos destinos mais impressionantes do Ártico. A Groenlândia também apareceu na lista do jornal norte-americano The New York Times como um dos melhores lugares do mundo para conhecer em 2025. Nem Austrália, nem Antártica: por que a Groenlândia é considerada a maior ilha do mundo Conheça algumas características da Groenlândia: 📍Onde fica? Groenlândia g1 Embora seja um território autônomo da Dinamarca, que fica na Europa, a Groenlândia está geograficamente localizada na América do Norte (veja no mapa acima). ❄️Por estar tão ao norte, as temperaturas ficam acima de zero apenas durante um mês do ano, em julho. Essa característica cria um cenário de paisagens naturais únicas. 🌎​Maior ilha do mundo que não é continente Com 2,16 milhões de quilômetros quadrados, a Groenlândia é considerada a maior ilha do mundo que não é um continente. Essa classificação é adotada tanto pelo governo da Dinamarca e pelas autoridades locais quanto por instituições de referência, como a Enciclopédia Britannica. Para se ter uma ideia da dimensão, a Groenlândia tem mais de três vezes a área do estado americano do Texas, segundo a Britannica. Há, no entanto, um debate recorrente sobre a Austrália: afinal, por que ela, com 7,6 milhões de quilômetros quadrados, não é considerada a maior ilha do mundo? A resposta está no fato de que a Austrália é geralmente classificada como continente, de acordo com a Britannica. A publicação explica que não existe um critério único e rígido para definir o que é um continente. Em geral, são levados em conta fatores geológicos, antropológicos e de dimensão territorial — a Austrália, por exemplo, é quase quatro vezes maior que a Groenlândia. ✈️​🚢​​Como chegar? Ocean Explorer, um navio de cruzeiro norueguês com bandeira das Bahamas, no noroeste da Groenlândia, em 2023. AP/SIRIUS A principal forma de chegar à Groenlândia é por avião, a maioria dos voos sai da Dinamarca ou da Islândia, mas também existem voos sazonais do Canadá ou dos EUA. Além disso, é possível visitar a ilha via barco fretado ou cruzeiro. Atualmente, existem seis aeroportos internacionais na ilha – Kangerlussuaq, Ilulissat, Nuuk, Narsarsuaq, Kulusuk e Nerlerit Inaat (Constable Point), segundo o Visit Greenland, site oficial de turismo do país. 🏘️População Montanhas que rodeiam o porto de Tasiilaq, na Groenlândia Lucas Jackson/Reuters A Groenlândia é lar de cerca de 56 mil pessoas, que se concentram principalmente em assentamentos próximos à costa. Parte da população é descendente dos inuítes, nação indígena que habita tradicionalmente a ilha. Devido ao clima ártico, que impossibilita a agricultura, historicamente, a principal atividade econômica da região é a pesca, segundo o governo local. 👀​Aurora boreal Aurora boreal, na Groenlândia Reprodução/ Visitgreenland Característica de regiões polares e muito procurada pelos turistas, a aurora boreal é um fenômeno natural que enche o céu de luzes e cores. Na Groenlândia, a melhor época para visualizar o fenômeno vai do final de setembro a meados de abril. 🐋​Lar de baleias Baleia jubarte mergulha enquanto nada no Fiorde Nuup Kangerlua, na Groenlândia. AP/David Goldman Na maior ilha do mundo, é possível fazer passeios de barco para observar baleias. A melhor época para encontrá-las é no verão (de junho a agosto), quando até 15 espécies visitam as águas da Groenlândia, segundo o governo local. 🏔️​Icebergs e geleiras Icebergs na Baía de Disko, Groenlândia AP/John McConnico Outra experiência muito buscada por visitantes na Groenlândia é a observação de icebergs e geleiras. A ilha, que tem 80% da área coberta por gelo e neve, concentra centenas dessas formações rochosas. Veja mais: Rota de voo mais turbulenta do mundo fica na América do Sul; confira top 10 Os 20 melhores lugares para uma viagem internacional em 2026, segundo a BBC Plataforma indica 8 destinos turísticos no Brasil que serão tendência em 2026
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22/01 - Turista com ingresso para Copa do Mundo terá prioridade na entrevista de visto dos EUA
Visto EUA Chris Delmas/AFP Quem tiver ingresso para a Copa do Mundo de 2026 terá prioridade para agendar a entrevista do visto de turista para os Estados Unidos, um dos países que sediará os jogos do torneio. A informação já tinha sido anunciada por Trump em novembro de 2025, e a Fifa informou nesta terça-feira (20) a abertura das inscrições ao Sistema de Agendamento de Entrevistas Prioritárias da FIFA (FIFA PASS), que permite o acesso a esse benefício. O programa vale para torcedores que comprarem ingressos diretamente pelo site da Fifa e preencherem o formulário de adesão ao FIFA PASS. O objetivo é permitir acesso antecipado ao agendamento da entrevista do visto antes do início do torneio, segundo a entidade. Quais são as regras para tirar o visto americano de turismo EUA ampliam exigência de caução de até US$ 15 mil para turistas (BR não foi afetado) Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com a Fifa, quem já comprou ingresso receberá uma mensagem com a opção e informações sobre como aderir ao programa. Já quem ainda não adquiriu o bilhete poderá optar pelo FIFA PASS no momento da compra. Para ter acesso à prioridade, é fundamental que as informações preenchidas no formulário de adesão ao FIFA PASS correspondam exatamente aos dados informados na solicitação do visto, segundo comunicado do governo dos Estados Unidos. Além disso, se durante o processo de agendamento da entrevista o viajante for questionado se possui um ingresso da FIFA para a Copa, ele deve confirmar. ⚠️ Mas atenção: o governo dos EUA ressalta que o FIFA PASS não garante a aprovação do visto. "Assim como todos os solicitantes de visto, os portadores de ingressos devem passar por uma análise rigorosa e comprovar que atendem aos requisitos para o visto", disse o governo dos EUA em comunicado. ​➡️​Vale destacar também que o FIFA PASS é um benefício destinado a vistos de turismo e não tem relação com o congelamento dos vistos de imigração para 75 países anunciado no dia 14 de janeiro. Veja mais: 7 ideias em alta para viajar mais e melhor em 2026 EUA congelam emissão de vistos de imigrantes para cidadãos de 75 países
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21/01 - Família expulsa de voo da Air France: saiba o que é downgrade e como o passageiro deve proceder
Downgrade no avião: veja como o passageiro deve proceder Conflitos envolvendo os assentos dos passageiros nos voos têm sido frequentes nos aviões do Brasil. Na semana passada, uma família baiana foi retirada de um voo da Air France, em Paris, após uma disputa por assento na classe executiva. Seu lugar no voo é garantido? Veja o que as companhias aéreas podem fazer (ou não) Um casal, com duas filhas, havia aceitado uma oferta da companhia de um upgrade da classe econômica premium para a executiva, mas um problema em uma poltrona impediu que os quatro passageiros tivessem seu lugar garantido no voo. Em março de 2025, a atriz Ingrid Guimarães relatou ter sido obrigada por uma tripulação da American Airlines a sair de seu assento e ir para uma classe inferior – uma prática conhecida como "downgrade". Mas quais são as situações que podem obrigar o passageiro a trocar de assento durante o voo? A prática de colocar o passageiro em uma classe inferior à que ele reservou é conhecida como “downgrade”. O g1 detalha essa situação e explica o que o passageiro deve fazer. Veja abaixo: Cabine de avião Waldemar/Unslash O que é o downgrade e por que ele acontece? O downgrade é permitido? O que o passageiro deve fazer em uma situação de downgrade? Quais são as leis que podem ser aplicadas? As leis valem apenas para voos partindo do Brasil? 1. O que é o downgrade e por que ele acontece? O downgrade ocorre quando a companhia aérea coloca o passageiro em uma classe inferior àquela originalmente reservada por questões operacionais, falta de assentos ou outras razões, explica Rodrigo Alvim, advogado especializado em direito dos passageiros aéreos. ✈️ Barraco no avião: veja as possíveis consequências para passageiros indisciplinados 2. O downgrade é permitido? A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que a troca de assentos, como ocorre no downgrade, deve ser feita apenas em casos específicos, que envolvam as saídas de emergência ou questões de segurança operacional. Por exemplo: os assentos que ficam ao lado das portas de emergência precisam ser ocupados por alguém que seja capaz de operá-las. A distribuição de peso no avião é outro motivo que pode fazer com que a companhia solicite a troca de assento. Não há, no entanto, uma regulamentação específica que envolva troca de assento do passageiro, ou o downgrade. Segundo a Anac, a possibilidade de alteração de lugares deve ser organizada pela empresa aérea. Gabriel de Britto Silva, advogado especializado em direito do consumidor, ressalta que a companhia não pode fazer esse tipo de mudança de forma unilateral. Além disso, uma situação como uma cadeira quebrada no voo não deve gerar algum tipo de prejuízo a quem comprou a passagem. “Se o consumidor for realocado para outro assento por uma questão de manutenção da aeronave, como uma cadeira quebrada, o ar-condicionado pingando sobre o assento ou um cinto de segurança inoperante, ele deverá ser reparado”, diz Britto Silva. 3. O que o passageiro deve fazer em uma situação de downgrade? O primeiro caminho sugerido é o diálogo entre as partes. O passageiro pode pedir ressarcimento ou algum tipo de compensação, caso a empresa não ofereça uma contrapartida. A solicitação pode ser feita no balcão da companhia ou posteriormente, via SAC. Para Rodrigo Alvim, os principais direitos incluem o reembolso da diferença de preço entre os assentos que o passageiro pagou e o que ele terá que ocupar. “Essa compensação é importante, pois o passageiro pagou por um serviço superior que não foi entregue.” Já Gabriel de Britto Silva afirma que o passageiro pode cobrar a restituição do valor dobrado da diferença entre os assentos. Além disso, ambos citam que o consumidor, dependendo do caso, tem direito a compensação por danos morais. Se o diálogo com a companhia aérea não surtir efeito, o caminho pode ser acionar o Procon ou a plataforma consumidor.gov.br antes de recorrer à Justiça, que seria o último recurso. Caso o consumidor decida acionar a empresa judicialmente, a recomendação é que ele reúna provas do que ocorreu para embasar sua argumentação (veja mais abaixo). 💼Sua bagagem foi extraviada após o check-in? Veja o que fazer 4. Quais são as leis que podem ser aplicadas? Algumas regulamentações ou legislações podem ajudar o passageiro a entender seus direitos no transporte aéreo, inclusive em casos de troca de assento ou de downgrade. Segundo os especialistas, o downgrade pode ser interpretado como um caso de overbooking – quando uma empresa vende mais passagens do que a capacidade do avião, prática permitida pela legislação brasileira, e alguns clientes ficam sem assento. O overbooking é descrito na Resolução número 400 da Anac, de 2016, e permite à empresa reacomodar passageiros em outro voo “mediante a aceitação de compensação negociada” entre as partes. Outra regulamentação é o artigo 251 A do Código Brasileiro de Aeronáutica, que afirma que a indenização por "dano extrapatrimonial em decorrência de falha na execução do contrato de transporte fica condicionada à demonstração da efetiva ocorrência do prejuízo”. Ou seja: caso busque uma indenização, o passageiro precisará reunir evidências do que ocorreu. Gabriel Britto de Silva mencionou o artigo 42 do Código Brasileiro do Consumidor ao justificar que o passageiro pode ter direito à restituição do valor dobrado da diferença entre os assentos. Sobre uma eventual alegação de danos morais, o especialista afirma que é possível usar artigos tanto da Constituição quanto do Código Civil para fundamentar a denúncia. 5. As leis valem apenas para voos partindo do Brasil? Tanto a resolução 400 da Anac quanto o Código Brasileiro do Consumidor são válidos para ocorrências em voos dentro do território brasileiro. No caso de situações fora do Brasil, como nos casos da família baiana e de Ingrid Guimarães, a Convenção de Montreal é a referência, o que poderia limitar o alcance tanto da resolução da Anac quanto do Código Brasileiro do Consumidor, dependendo da interpretação do juiz. Para Rodrigo Alvim, as regulações brasileiras podem ser aplicadas em casos fora do país desde que elas não entrem em conflito com a Convenção de Montreal. Segundo ele, como o tratado internacional não menciona danos morais, a aplicação da lei brasileira é permitida nessas situações. Ele alerta, porém, que a companhia aérea precisa ter representação no Brasil para ser acionada judicialmente. Caso contrário, o processo envolveria o Judiciário de outro país, praticamente inviabilizando a disputa. Sua mala não chegou junto com o voo? Veja o que fazer se a bagagem for perdida
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21/01 - Anac quer regras mais específicas para diminuir judicialização no setor aéreo
Passageiro é tirado de voo em Brasília após conflito sobre 'modo avião' de celular A Agência Nacional de Aviação Civil quer tornar mais específicas as regras sobre os direitos dos passageiros em casos de atraso ou cancelamento de voos provocados por imprevistos fora do controle das companhias aéreas, como mau tempo. A proposta, que ainda será submetida a consulta pública, busca reduzir a judicialização no setor aéreo. Hoje, o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) já prevê que, em situações de caso fortuito ou força maior, não há responsabilidade civil das empresas aéreas pelos atrasos ou cancelamentos. A Anac pretende atualizar a Resolução nº 400, que trata dos direitos e deveres de passageiros e companhias, para dar mais uniformidade e clareza à aplicação dessas regras. 🔎 Pelo CBA, são considerados eventos fortuitos ou de força maior, entre outros: restrições a voo, pouso ou decolagem por condições meteorológicas adversas; indisponibilidade da infraestrutura aeroportuária; determinações da autoridade de aviação civil ou de outros órgãos da administração pública; decretação de pandemia ou atos governamentais que restrinjam o transporte aéreo. Mesmo nessas hipóteses, as companhias continuam obrigadas a oferecer assistência material aos passageiros, de forma gratuita, conforme o tempo de espera no aeroporto: a partir de 1 hora: direito à comunicação (internet, telefone etc.); a partir de 2 horas: direito à alimentação (voucher, refeição ou lanche); a partir de 4 horas: direito à hospedagem (em caso de pernoite) e transporte de ida e volta. No texto em discussão, a Anac propõe retirar a previsão do direito à comunicação, por considerar a medida defasada, mantendo as demais formas de assistência material. A agência ressalta que a mudança não impede que passageiros recorram à Justiça quando considerarem necessário, mas busca deixar mais claros os direitos e deveres de cada parte. ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil do Aeroporto Internacional São Paulo - Cumbica (GRU), em Guarulhos Celso Tavares/G1 Maioria das ações é no Brasil Segundo a Anac, o Brasil concentra mais de 90% das ações judiciais contra companhias aéreas no mundo, apesar de responder por cerca de 3% do tráfego aéreo global. “A modernização das regras é uma das medidas para reduzir a judicialização no setor. Nunca vamos retirar direitos do passageiro”, afirmou o diretor-presidente da agência, Tiago Faierstein. A proposta também prevê que os passageiros recebam informações claras e objetivas sobre os motivos do atraso, o novo horário estimado do voo, as opções de reacomodação e as orientações para acesso à assistência material, com comunicação concentrada em canais acessíveis.
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21/01 - Cobranças ilegais e preços abusivos geram queixas nas praias; quem fiscaliza?
Consumação mínima, aluguel de guarda-sol: o que pode e o que não pode nas praias do Brasil Cobrança de consumação mínima, preços abusivos e reserva indevida de espaço na areia têm gerado reclamações em praias brasileiras neste verão. Um levantamento do g1 mostrou que as regras variam conforme a legislação local. E quem fiscaliza quando uma infração acontece? A quem o consumidor pode recorrer? 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça De forma geral, a fiscalização cabe a Procons e órgãos municipais, como guardas civis, secretarias de urbanismo, de meio ambiente e agentes da vigilância sanitária. Quando o problema diz respeito a práticas abusivas contra o consumidor, como venda casada, ausência de preços visíveis, cobrança indevida ou exigência de consumação mínima, a atuação cabe aos Programas de Proteção e Defesa do Consumidor — os Procons. Questões de ocupação da faixa de areia por estruturas de barracas e quiosques, autorização para funcionamento e limites de uso do espaço público geralmente são responsabilidade das prefeituras. Paulo Pereira, chefe da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do governo federal, diz que algumas situações podem exigir ainda o acionamento de outras autoridades, a depender dos desdobramentos. É o caso da confusão ocorrida em Porto de Galinhas, quando um casal de turistas foi agredido por barraqueiros após uma discussão sobre preços no fim do ano. "Nesse caso você tinha alguns crimes. Em casos envolvendo práticas criminosas, você tem sempre a possibilidade de que o sistema de segurança seja acionado, como a Polícia Militar ou a Guarda Civil Metropolitana", afirma. A Senacon elaborou uma cartilha com orientações aos órgãos de fiscalização para coibir abusos no comércio das praias. O documento reforça que exigir consumação mínima é proibido em todo o país e que a faixa de areia é espaço público, sem reserva ou restrição de acesso. O aluguel de cadeira e guarda-sol é permitido, desde que os preços sejam informados de forma clara, sem cobranças constrangedoras ou multas por perda de comanda. Saiba mais: O que pode e o que não pode nas praias brasileiras Turistas do Mato Grosso denunciam agressões por comerciantes na praia de Porto de Galinhas Reprodução/TV Globo ❗Como denunciar práticas abusivas Antes de registrar a denúncia, o consumidor deve: Reunir provas da irregularidade; Ter fotos ou vídeos que mostrem os preços praticados, a exigência de consumação mínima ou qualquer outra prática abusiva; guardar comprovantes de pagamento, como nota fiscal, recibo ou fatura do cartão; anotar o nome e o endereço completo do estabelecimento. Com essas informações, é possível buscar o CNPJ na internet e incluí-lo na reclamação. Após o registro, o Procon notifica o estabelecimento, que deve apresentar defesa ou proposta de solução. O consumidor recebe um número de protocolo para acompanhar o caso. Veja no fim da reportagem os contatos dos Procons de todo o país. Como está a fiscalização nas praias No Rio de Janeiro, uma operação recente na Praia do Remanso, em Rio das Ostras, flagrou cobrança de preços abusivos, exigência de consumação mínima e aluguel irregular de mesas e cadeiras. Um comerciante que atuava sem autorização teve todo o material retirado da praia e apreendido. Comerciante que atuava sem autorização teve o material retirado da praia e apreendido pelo Procon Divulgação/Prefeitura de Rio das Ostras (RJ) Na cidade do Rio de Janeiro, as operações do Procon Carioca indicaram que a falta de informação ao consumidor é o principal problema. Das 372 barracas monitoradas entre o Leme e o Pontal, 62% não apresentavam tabela de preços. Entre as que exibiam os valores, a situação também era irregular: em 60 casos, os preços estavam ilegíveis ou incompletos. Apenas 80 barracas estavam em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor. A fotógrafa argentina Agnes Dietrich diz que já foi cobrada muito além do que deveria nas praias do Rio. "Eu sei que o queijo é mais ou menos R$ 15, que já foi R$ 10, mas eles queriam cobrar R$ 25. É sempre assim. Aí [o preço] baixa se você fala que não. Coco é bem complicado." A empresária Fernanda D'ávila é moradora do Rio e diz que vendedores tentam cobrar mais porque pensam que ela é turista. "Como eu tenho um sotaque diferente, as pessoas acham que eu não sou daqui e vêm com um preço diferente. Eu falo que moro aqui. Para morador, em vez de R$ 50, custa uns R$ 30, R$ 20, chorando." Na semana passada, a Orla Rio informou que retirou estruturas irregulares de quatro quiosques após denúncias sobre "puxadinhos" que ocupam a faixa de areia além do permitido, especialmente nas praias da Zona Oeste. O Fantástico mostrou o caso de um estabelecimento que cobra consumação mínima de R$ 800 por um "day use" de espreguiçadeiras. Em uma praia em Armação dos Búzios (RJ), um cardápio com um prato de arroz, feijão, frango e fritas vendido a R$ 470 viralizou, e a barraca foi autuada pela fiscalização. Outros estabelecimentos também foram autuados pela fiscalização por preços abusivos e falhas sanitárias. Cardápio com preços abusivos em barraca na praia de Geribá em Búzios, viralizou nas redes sociais. Divulgação Em Porto de Galinhas (PE), a dona da barraca onde houve a confusão com os turistas de Mato Grosso levou uma multa de R$ 12 mil durante uma fiscalização do Procon realizada dias depois. Em Santos (SP), a prefeitura informou ao g1 que a fiscalização é feita de forma integrada pela Guarda Civil Municipal e pela Coordenadoria de Fiscalização de Posturas (Cofis-Posturas), enquanto o Procon entra em ação quando há indícios de infração aos direitos do consumidor. Desde 21 de dezembro, segundo a prefeitura, a GCM recebeu 39 chamadas pelo telefone 153 relatando prática irregular de consumação mínima. Mas apenas três resultaram na responsabilização dos estabelecimentos, já que, para o processo avançar, o autor da denúncia deveria retornar à praia e acompanhar os agentes municipais na fiscalização. “É muito importante que o cidadão entenda que a denúncia só se concretiza quando ele se apresenta à equipe de fiscalização. O que tem ocorrido com frequência é a pessoa ligar, relatar a irregularidade e, quando a GCM chega ao local, o ambulante nega os fatos e não há ninguém para confirmar a situação", explica a chefe da Cofis-Posturas, Sandra Santana. "Sem essa confirmação, infelizmente, ficamos impedidos de autuar. A participação do cidadão é fundamental para garantir o cumprimento da lei e a organização da faixa de areia." Em Praia Grande (SP), a fiscalização reúne Procon, Secretaria Municipal de Urbanismo, Vigilância Sanitária e Guarda Civil. As ações miram práticas como a cobrança de consumação mínima para uso de cadeiras e guarda-sóis e a falta de informações claras sobre preços. Segundo a diretora do Procon de Praia Grande, Andrea Rodrigues, parte dos estabelecimentos são reincidentes. “Muitos comerciantes já foram orientados e notificados, e as inspeções vão continuar”, afirma. Autuação do Procon em Praia Grande por cobrança de consumação mínima para uso do espaço na praia Divulgação Em Florianópolis, o Procon realizou uma operação de fiscalização nas praias Brava e da Cachoeira do Bom Jesus, após denúncias de preços abusivos praticados na faixa de areia. Na capital catarinense há uma regra local que obriga quiosques a oferecer o chamado Prato Manezinho como contrapartida pela cessão do espaço público na orla. Prevista em edital da prefeitura, a refeição é composta por arroz, peixe, batata frita e água ou refrigerante, com preço fixado em R$ 40. Estabelecimentos foram notificados após as denúncias e comprovação de que não estavam oferecendo o prato. Operação de fiscalização do Procon nas praias Bravas e Cachoeira do Bom Jesus, no Norte de Florianópolis. Divulgação Em Balneário Camboriú (SC), o Procon municipal constatou a ausência de preços visíveis para o aluguel de equipamentos e compra de alimentos. Os comerciantes foram notificados. "Todos os estabelecimentos foram orientados. Se qualquer orientação não for seguida, eles serão autuados, já que foram esclarecidos sobre os procedimentos adequados. No final do ano passado, por exemplo, já foi realizada uma autuação após constatação de que um estabelecimento não havia corrigido as irregularidades apontadas", diz o diretor do Procon municipal, Bruno Costa. Em Salvador (BA), a Operação Verão 2026 do Procon notificou 11 estabelecimentos por ausência de preços, produtos vencidos e falhas no armazenamento de alimentos. Em Maceió (AL) o Procon autuou cinco estabelecimentos por ausência de alvará de funcionamento, de acessibilidade nos banheiros e falta de exemplar do Código de Defesa do Consumidor para consulta dos clientes. "As denúncias que recebemos são primordiais", diz o diretor-presidente do Procon Alagoas, Daniel Sampaio. Já em Aracaju (SE), o Procon realizou ações prévias de orientação e fiscalizações em dias alternados, seguindo as regras do Código de Posturas do município e no Código de Defesa do Consumidor. Segundo Paulo Pereira, essas ações são coordenadas pela Senacon, que neste momento tem focado em ajudar no processo de informação, orientar as unidades do Procon sobre como agir nessas denúncias e monitorar o aparecimento de violações relevantes. "Se a Senacon pegar violações relevantes, a gente pode abrir fiscalizações e convidar atores públicos para se manifestar." Em São Sebastião (SP), o Procon realizou fiscalizações na Praia de Barequeçaba e aplicou multas a ambulantes por cobrança abusiva e consumação mínima. Segundo o chefe do órgão, André Batelochi, oito ambulantes foram fiscalizados, com dois multados. Um quiosque também foi alvo da ação. Fiscalização do Procon em praia de São Sebastião (SP) Iuri Cunha | PMSS Veja abaixo os contatos dos Procons de todos os estados e do Distrito Federal. Acre (AC) – procon.ac.gov.br – (68) 3223-7333 / 151 Alagoas (AL) – procon.al.gov.br – 151 / (82) 98876-8297 (WhatsApp) Amapá (AP) – procon.ap.gov.br – 151 Amazonas (AM) – procon.am.gov.br – 0800 092 1512 / (92) 3215-4009 Bahia (BA) – procon.ba.gov.br – (71) 3116-0567 / 151 Ceará (CE) – procon.ce.gov.br – 151 / (85) 3101-2042 Distrito Federal (DF) – procon.df.gov.br – 151 / (61) 3218-7709 Espírito Santo (ES) – procon.es.gov.br – 151 / (27) 3332-4601 Goiás (GO) – procon.go.gov.br – 151 / (62) 3201-7124 Maranhão (MA) – procon.ma.gov.br – 151 / (98) 3261-5100 Mato Grosso (MT) – procon.mt.gov.br – 151 Mato Grosso do Sul (MS) – procon.ms.gov.br – 151 / (67) 3316-9800 Minas Gerais (MG) – procon.mpmg.mp.br – 151 Pará (PA) – procon.pa.gov.br – 151 / (91) 3073-2827 Paraíba (PB) – procon.pb.gov.br – 151 / (83) 98618-8330 (WhatsApp) Paraná (PR) – procon.pr.gov.br – 0800 41 1512 Pernambuco (PE) – procon.pe.gov.br – 0800 282 1512 Piauí (PI) – mppi.mp.br/web/procon – 0800 280 5555 / (86) 99436-9692 (WhatsApp) Rio de Janeiro (RJ) – procon.rj.gov.br – 151 Rio das Ostras (RJ) - WhatsApp 22-2771-6581 Rio Grande do Norte (RN) – procon.rn.gov.br – 151 / (84) 98147-9998 (WhatsApp) Rio Grande do Sul (RS) – procon.rs.gov.br – (51) 3287-6200 Rondônia (RO) – procon.ro.gov.br – 151 / (69) 3216-1026 Roraima (RR) – procon.rr.gov.br – 151 Santa Catarina (SC) – procon.sc.gov.br – 151/48 3665 9057 (WhatsApp) Navegantes (SC) - WhatsApp: (47) 99290-1398 São Paulo (SP) – procon.sp.gov.br – 151 Sergipe (SE) – procon.se.gov.br – 151 Tocantins (TO) – procon.to.gov.br – 151
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20/01 - EUA ampliam exigência de caução de até US$ 15 mil para turistas e incluem países que estarão na Copa; veja lista
EUA congelam vistos: veja perguntas e respostas O governo dos Estados Unidos ampliou a lista de países cujos turistas terão de pagar uma caução de até US$ 15 mil (R$ 80,6 mil) para conseguir viajar para o país. Entre os afetados, a partir de quarta-feira (21), estão nações já classificadas para a Copa do Mundo de 2026. O Brasil não integra a relação. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A Copa do Mundo terá jogos nos Estados Unidos, no México e no Canadá. O governo norte-americano tem orientado turistas que desejam acompanhar o Mundial a procurar as embaixadas com antecedência para obter autorização de entrada no país. A exigência da cobrança de caução foi anunciada pelo governo de Donald Trump em agosto de 2025 e atinge diretamente solicitações dos vistos B-1, voltado para negócios, e B-2, de turismo e atendimento médico. O valor da cobrança varia de US$ 5 mil a US$ 15 mil e é definido no momento da entrevista para a obtenção do visto. O dinheiro é devolvido após a saída do cidadão estrangeiro dos Estados Unidos ou antes do vencimento do visto, caso a viagem ao país não ocorra. Quando o programa entrou em vigor, os EUA incluíram na lista apenas Malawi e Zâmbia, citando altos índices de permanência irregular no país além do prazo autorizado. Dois meses depois, o governo também incluiu Gâmbia, Mauritânia, São Tomé e Príncipe e Tanzânia. Em 1º de janeiro, Butão, Botsuana, República Centro-Africana, Guiné, Guiné-Bissau, Namíbia e Turcomenistão também passaram a integrar a lista. Agora, o Departamento de Estado incluiu mais 25 países, que serão afetados a partir desta quarta-feira. Quatro deles estarão na Copa do Mundo. Veja a seguir: Argélia — na Copa Angola Antígua e Barbuda Bangladesh Benin Burundi Cabo Verde — na Copa Costa do Marfim — na Copa Cuba Djibuti Dominica Fiji Gabão Quirguistão Nepal Nigéria Senegal — na Copa Tajiquistão Togo Tonga Tuvalu Uganda Vanuatu Venezuela Zimbábue LEIA TAMBÉM Deputados europeus sugerem boicotar Copa do Mundo nos EUA por ameaças de Trump sobre Groenlândia Premiê diz que Groenlândia deve estar preparada para possível invasão dos EUA Em meio a crise com aliados europeus, Trump diz que fez mais pela Otan 'do que qualquer outra pessoa viva ou morta' Busca por visto para os Estados Unidos teve aumento em Campinas Reprodução/EPTV VÍDEOS: mais assistidos do g1
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19/01 - Greve de funcionários fecha o Louvre pela 3ª vez em menos de dois meses
Pessoas fazem fila perto da Pirâmide de Vidro do Museu do Louvre em dezembro de 2025 Reuters/Abdul Saboor O Louvre, museu mais visitado do mundo, está fechado novamente nesta segunda-feira (19) devido a uma greve de funcionários, a terceira desde meados de dezembro, quando a mobilização começou para exigir melhorias nas condições de trabalho. "O museu não está aberto hoje", disse um porta-voz da instituição à AFP, após cerca de 300 funcionários votarem em assembleia pela prorrogação da greve, que começou em 15 de dezembro, segundo os sindicatos CFDT, CGT e SUD. Desde o início da mobilização, o museu francês quase sempre conseguiu abrir parcialmente, principalmente para a "visita guiada de obras-primas", que inclui a Mona Lisa, a Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia. Novas imagens revelam detalhes do roubo ao Museu do Louvre Museu do Louvre passa a cobrar cerca de R$ 200 de turistas não europeus: 'Acho injusto', diz brasileira Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mas esta é a terceira vez que a galeria de arte não consegue abrir suas portas. Os dois dias anteriores de fechamento resultaram em uma perda de receita de "pelo menos um milhão de euros (6,23 milhões de reais)", afirmou a administração. Os funcionários exigem, entre outras coisas, que seus salários sejam equiparados aos do Ministério da Cultura e medidas concretas em relação às condições de trabalho, que, segundo eles, deterioraram-se significativamente desde o assalto espetacular de 19 de outubro. Desde o início das greves, foram anunciadas cerca de 140 novas contratações, e uma nova reunião está marcada para quinta-feira no Ministério da Cultura para discutir a questão salarial, que continua sendo um "ponto crucial de atrito", de acordo com Christian Galani, da CGT (Confederação Geral do Trabalho). Veja mais: Rota de voo mais turbulenta do mundo fica na América do Sul; confira top 10 Turista que tentava fazer meme tropeça e rasga quadro de 300 anos em museu de Florença
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18/01 - Novas imagens revelam detalhes do roubo ao Museu do Louvre
Câmeras registram momento de roubo no Museu do Louvre Novas imagens do roubo ao Museu do Louvre, em Paris, foram divulgadas neste domingo (18). Nas gravações, um homem aparece usando uma máquina para serrar parte da estrutura de proteção e, em seguida, dando socos no vidro, em uma tentativa de quebrá-lo. As imagens registram de forma clara a violência da ação e o método utilizado durante o roubo. (Veja o vídeo acima) As imagens inéditas foram divulgadas pelo TF1, principal emissora de televisão da França, e rapidamente passaram a circular em redes sociais como o X (antigo Twitter). O crime, que ocorreu em outubro de 2025, chocou a França e teve repercussão internacional. O Louvre é o museu mais visitado do mundo. O local abriga mais de 33 mil obras, entre antiguidades, esculturas e pinturas, e é conhecido por abrigar a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. Roubo ao Louvre - GIF Reprodução A área onde ocorreu o roubo fica a cerca de 250 metros do famoso quadro. Joias históricas da monarquia francesa foram levadas pelos cirminosos. A invasão aconteceu por volta das 9h30, cerca de 30 minutos após a abertura do museu para visitantes. Os criminosos estacionaram um caminhão ao lado do museu e usaram uma escada mecânica para acessar o primeiro andar. Eles quebraram uma janela que não era blindada, entraram no prédio e arrombaram duas vitrines de alta segurança. A ação durou cerca de sete minutos, e os criminosos fugiram de moto. O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou que as joias roubadas têm “valor inestimável” e representam um “verdadeiro patrimônio”. “Eles claramente fizeram um reconhecimento prévio. Parecem muito experientes”, disse Nuñez. Infográfico: onde foi o roubo de joias no Museu do Louvre, em Paris Arte/g1 Ao todo, foram levadas oito peças da Galeria de Apolo, que abriga a coleção real de pedras preciosas e diamantes da coroa francesa. Uma nona joia, a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, chegou a ser retirada, mas foi encontrada danificada na rua, segundo a ministra da Cultura, Rachida Dati. A peça é composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas. No dia 25 de outubro, duas pessoas foram presas por envolvimento no roubo. Quase uma semana depois, mais cinco suspeitos foram detidos. O caso também reacendeu o debate sobre os desafios enfrentados pelo Louvre, que lida com um número crescente de visitantes e equipes reduzidas. O Louvre tem um histórico de furtos e tentativas de roubo. O mais famoso foi em 1911, quando a Mona Lisa desapareceu de sua moldura, roubada por Vincenzo Peruggia, um ex-funcionário que se escondeu dentro do museu e saiu com a pintura debaixo do casaco. A obra foi recuperada dois anos depois, em Florença — episódio que ajudou a transformar o retrato de Leonardo da Vinci na obra de arte mais conhecida do mundo. Em 1983, duas peças de armadura da era renascentista foram roubadas do Louvre e só recuperadas quase quatro décadas depois. A coleção do museu também carrega o legado de saques da era napoleônica, que ainda hoje geram debates sobre restituição. GIF - Simulação mostra como criminosos invadiram o Museu do Louvre TV Globo/Reprodução
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18/01 - Consumação mínima, aluguel de guarda-sol, reserva de espaço: o que pode e o que não pode nas praias brasileiras
Consumação mínima, aluguel de guarda-sol: o que pode e o que não pode nas praias do Brasil Relatos sobre práticas abusivas nas praias brasileiras, de cobranças indevidas a preços altíssimos, repercutiram nas últimas semanas. Um levantamento do g1 mostra que as regras para uso de guarda-sóis e cadeiras, reserva de espaço na areia e definição de preços variam conforme o local. Foram analisadas as legislações de 24 municípios com praias. Praia de Ipanema lotada. Marcos Serra Lima/ g1 Em cinco cidades analisadas, não há nenhuma lei municipal ou estadual específica para disciplinar o uso comercial da faixa de areia. Nos outros 19 casos, os municípios editaram normas próprias nos últimos anos, com limites para a quantidade de equipamentos, proibição de reserva de área e restrições a estruturas fixas. O Código de Defesa do Consumidor permite cobrar pelo aluguel de cadeiras e guarda-sóis, desde que o preço seja informado de forma clara e antecipada, e não seja abusivo. No entanto, a exigência de consumação mínima nas praias é proibida em todo o país, por configurar prática abusiva e possível venda casada. Nos locais sem regulamentação específica, valem as regras do Código de Defesa do Consumidor e normas federais sobre o uso da orla. Já nas cidades que criaram leis ou decretos, as regras geralmente detalham como e quando cadeiras, mesas e guarda-sóis podem ser colocados na areia e em que situações a cobrança é permitida. Ao g1, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, informou que elaborou uma nota técnica que estabelece regras para coibir abusos no comércio e nos serviços nas praias e recomenda a adoção de normas complementares locais. O documento proíbe a exigência de consumação mínima, reafirma que a faixa de areia é espaço público sem reserva ou restrição de acesso e permite o aluguel de equipamentos, desde que os preços sejam informados de forma clara, sem cobranças constrangedoras ou multas por perda de comanda. O tema ganhou projeção nacional após o caso registrado em Porto de Galinhas, em Pernambuco, onde um casal de turistas foi agredido por barraqueiros após se recusar a pagar um valor maior pelo uso de cadeiras de praia. Segundo as vítimas, a cobrança foi condicionada à consumação no local. O episódio levou prefeituras e órgãos de defesa do consumidor a reforçar orientações e reacendeu o debate sobre a falta de regras claras. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As praias fazem parte dos chamados terrenos de marinha, que são bens da União. Segundo o Ministério da Gestão, essas áreas correspondem a uma faixa de 33 metros a partir da linha do preamar-médio, ponto mais alto alcançado pela maré, em direção ao continente. Embora a gestão do terreno seja federal, estados e municípios podem criar normas próprias para ordenar o uso da faixa de areia, desde que respeitado o caráter público do espaço. Veja a divisão das áreas na beira da praia Ministério da Gestão e Inovação (MGI) Veja o que dizem as leis em diferentes cidades brasileiras e saiba como denunciar abusos: Aracaju (SE); Maceió (AL); São Miguel dos Milagres (AL); Itacaré (BA); Salvador (BA); Fortaleza (CE); Jijoca de Jericoacoara (CE); Natal (RN); Tibau do Sul (RN); Macapá (AP); Barreirinhas (MA); Ipojuca (PE); Vitória (ES); Niterói (RJ); Rio de Janeiro (RJ); Ilhabela (SP); Praia Grande (SP); Santos (SP); São Sebastião (SP); Ubatuba (SP); Pontal do Paraná (PR); Torres (RS); Florianópolis (SC); Balneário Camboriú (SC). Aracaju (SE) A capital sergipana não tem legislação específica sobre a oferta de cadeiras e guarda-sóis nas praias, como a de Atalaia. As regras aplicáveis constam no Código de Posturas do município e no Procon. ✅ Pode: Ocupação de até metade do espaço em frente ao estabelecimento, desde que seja mantida área livre para circulação de pedestres; distância mínima de 1,5 metro entre mesas e cadeiras; manutenção de faixa livre para circulação ao longo da orla. ❌ Não pode: Cobrança de consumação mínima; instalação de mesas, cadeiras ou outros equipamentos sem autorização da prefeitura; ocupação de áreas que prejudiquem a circulação ou a acessibilidade. Maceió (AL) Maceió, capital de Alagoas, possui legislação específica aplicada para praias, como as de Ipioca e Pajuçara. ✅ Pode Comerciantes podem operar com até 20 kits de praia — compostos por guarda-sol, quatro cadeiras, uma mesa e uma lixeira — nos espaços permitidos pela prefeitura; espaço máximo liberado é de 9,5 metros por 16,5 metros, com distanciamento mínimo de 2,5 metros entre um ambulante e outro; locação de cadeiras e guarda-sóis. Segundo a Prefeitura, uma portaria em fase final de elaboração pretende fixar um valor limite de preços para a prática. ❌ Não pode: Reserva de áreas e cobrança de consumação; proibir banhistas de instalar suas próprias mesas e cadeiras. São Miguel dos Milagres (AL) Em São Miguel dos Milagres, em Alagoas, não existe regulamentação municipal ou estadual sobre o uso comercial da faixa de areia das praias. O município segue as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor. ✅ Pode: Cobrança de cadeiras e guarda-sóis, desde que seja informada previamente. ❌ Não pode: Impor consumação mínima. O g1 tentou contato com a prefeitura do município, que não retornou os questionamentos até a publicação da reportagem. Itacaré (BA) Praia de Jeribucaçu, em Itacaré, na Bahia Malu Vieira/ g1 BA Em Itacaré, cidade que abriga as praias de Resende, Itacarezinho, Ribeira e Jeribucaçu, foi publicado um decreto municipal neste ano, que definiu a seguinte regra: ❌ Não pode: Consumação mínima para uso de mesas, cadeiras e guarda-sóis em barracas de praia, quiosques e estabelecimentos localizados na faixa de areia do município. Não há definição sobre quantidade de guarda-sóis permitidos por estabelecimentos ou reserva de faixa de areia com os itens. Salvador (BA) Na capital baiana, Salvador, a prefeitura sancionou, no último dia 8 de janeiro, uma lei que determina: ✅ Pode: Instalação de, no máximo, 40 guarda-sóis com diâmetro máximo de até 2,10 metros. ❌ Não pode: Colocação antecipada de kits de praia na faixa de areia. As regras valem para toda a orla de Salvador, como Porto da Barra, Itapuã e Ilha dos Frades. Em caso de descumprimento da regra, é previsto advertência, multa, apreensão dos equipamentos e suspensão da permissão ou concessão. No caso da Praia de Porto de Barra, outra lei proíbe a instalação antecipada de kits de praia na faixa de areia, sendo permitida apenas com solicitação dos clientes. Em março do ano passado, após a cobrança por um kit de praia na Praia do Porto da Barra, um cliente se exaltou no momento do pagamento e efetuou disparos para o alto. Segundo o barraqueiro envolvido, a cobrança de R$ 70 por um sombreiro e um kit de cadeiras havia sido combinada previamente. A Polícia Militar foi acionada e não houve registro de feridos. Fortaleza (CE) No Ceará, Fortaleza passa por um processo de reordenamento das orlas sob recomendação do Ministério Público Federal (MPF). No período, todas as permissões de uso para comerciantes estão suspensas e a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) monitora e retira barracas instaladas irregularmente nas faixas de areia para viabilizar a reorganização do espaço. Sem decretos ou leis municipais para definir as regras para orlas, como a da Praia do Futuro, a cidade adota orientações do Procon: ✅ Pode: Cobrança de aluguel de cadeiras e guarda-sóis, desde que a cobrança seja informada previamente. ❌ Não pode: Impor consumação mínima; Proibir a compra de alimentos e bebidas vendidos por ambulantes. No início do ano, o Procon do Ceará realizou uma operação nas praias de Fortaleza após queixas de preços abusivos. Jijoca de Jericoacoara (CE) Em Jijoca de Jericoacoara, não há definição municipal sobre o uso e limite de guarda-sóis, cadeiras e reservas, mas há uma lei estadual que define que: ❌Não pode Cobrar taxas extras de clientes que consumam produtos comprados de ambulantes. A regra vale tanto para quem permanece no local quanto para quem entra levando itens adquiridos fora dele. O regulamento vale para orlas como a de Lagoa do Paraíso e a praia de Jericoacoara. Não há definição municipal sobre o uso e limite de guarda-sóis, cadeiras e reservas. Leia mais: Paraísos dominados: como facções transformaram destinos turísticos do Nordeste em um grande negócio Natal (RN) No Rio Grande do Norte, Natal estabeleceu: ✅ Pode: Quatro a 12 guarda-sóis por comerciante; cobrar taxa de utilização quando o cliente não consome, desde que o valor esteja claramente informado; uso da faixa de areia entre 7h e 17h; ❌ Não pode: Cobrança de consumação mínima. As regras valem para todas as orlas da cidade, como a Praia do Careca, dos Artistas, Ponta Negra, Genipabu, Camurupim. Tibau do Sul (RN) Já em Tibau do Sul, que abriga a Praia da Pipa, não há legislação específica. O município segue as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor. ✅ Pode: Cobrar locação de cadeiras e guarda-sóis, desde que a cobrança seja informada previamente. ❌ Não pode: Impor consumação mínima. Macapá (AP) No Amapá, a capital Macapá não possui legislação específica para disciplinar a exploração da Praia da Fazendinha e de outras orlas locais. O g1 procurou a prefeitura do município, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. Barreirinhas (MA) Situação semelhante ocorre no Maranhão, onde Barreirinhas, nas praias de Caburé e Atins, não há normas que tratem da oferta de equipamentos ou da reserva de área. Ipojuca (PE) O município pernambucano de Ipojuca tem um decreto municipal de 2018 que regulamenta a orla da cidade, como Porto de Galinhas. Ele define: ✅ Pode: A instalação de mesas, cadeiras e guarda-sóis é permitida com autorização prévia pelo órgão competente; máximo 5 guarda-sóis alinhados horizontalmente, dentro do máximo de 15 metros. ❌ Não pode: Cobrança de consumação mínima, de taxa ou multa pela ausência de consumo por parte do consumidor, bem como da venda casada de bens, serviços ou produtos. O não cumprimento das regras pode acarretar em cassação da autorização concedida ao comerciante, ou suspensão temporária da permissão. Há ainda projetos de leis municipais que buscam “obrigatoriedade de transparência, publicidade e informação prévia dos valores cobrados pelo uso de cadeiras e guarda-sóis” (PL 104/2025) e a “criação do centro de atendimento ao turista” (PL 28/2025). Barracas de praia em Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco Reprodução/TV Globo Leia mais: Procon reúne barraqueiros de Porto de Galinhas após agressão a turistas e prepara lista com regras para atendimento nas praias Vitória (ES) No Espírito Santo, Vitória não possui legislação específica para as praias locais, como a de Camburi. Projetos de lei estaduais que tentaram proibir a consumação mínima em 2003 e em 2007 acabaram arquivados. Niterói (RJ) Em Niterói, no estado do Rio, um decreto recente determina que: ✅ Pode: Valor máximo de R$ 21,73 para aluguel de barracas; a quantidade de guarda-sóis varia de acordo com a praia: em Itaipu, por exemplo, são 30 módulos de mesa, cadeiras e guarda-sóis; já em Camboinhas, Itacotiara e Piratininga, o número é de 70 kits. ❌ Não pode: Cobrança de consumação mínima. Rio de Janeiro (RJ) Na capital fluminense, um decreto recente estabelece as seguintes regras: ✅ Pode: Informações atualizadas, claras, visíveis e ostensivas, sobre preços, cardápio, condições de venda, taxas adicionais e demais serviços ofertados. ❌ Não pode: Cercamento e a privatização da faixa de areia. A prefeitura também estuda o tabelamento de valores. Não há detalhamento sobre quantidade de guarda-sóis e cadeiras a serem disponibilizadas pelos estabelecimentos para as orlas, como as de Copacabana, Ipanema, Arpoador e Barra da Tijuca. Em Búzios, uma briga entre dois vendedores ambulantes foi registrada na Praia de João Fernandes após uma disputa por espaço e agilidade nas vendas. Os dois trabalham em pequenas embarcações e oferecem bebidas e alimentos a turistas em escunas de passeio. Segundo relatos, o desentendimento começou porque um dos vendedores conseguiu chegar primeiro aos clientes, o que gerou agressões físicas, presenciadas e filmadas por turistas. A polícia não foi acionada, e nenhum dos envolvidos realizou vendas após a confusão. Na cidade do Rio de Janeiro, outro episódio envolvendo vendedores ambulantes foi registrado em fevereiro do ano passado na praia da Barra da Tijuca. Uma briga entre dois vendedores de mate começou após a disputa por clientes que já estavam consumindo a bebida de um deles e terminou com um ambulante esfaqueado em frente a banhistas. A vítima foi socorrida e levada ao hospital em estado grave, e o agressor foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Ilhabela (SP) Em Ilhabela, a regulamentação municipal, em vigor desde 2007, vale para praias como Pedra do Sino, Curral, Feiticeira e Pedras Miúdas e prevê multa de R$ 1 mil em caso de infração. ✅ Pode: Ambulantes podem usar no máximo 5 mesas e 20 cadeiras; ❌ Não pode: Reserva de mesas e a consumação mínima são proibidas. Praia Grande (SP) Em Praia Grande, o Código de Posturas do município, de 1989, atualizado em 2025, estabelece as regras para o uso das praias da cidade, como Forte, Guilhermina, Itararé, Caiçara e Gonzaguinha. ✅ Pode: Instalação de tendas do comércio com dimensão máxima de 3,00m x 3,00m; ❌ Não pode: Instalação fixa de guarda-sóis, só mediante solicitação do cliente; instalação de acampamentos. A norma não detalha sobre reserva de área na faixa de areia. Em caso de descumprimento, é prevista multa de R$ 500 e apreensão do material. Santos (SP) Em Santos, um decreto municipal proíbe consumação mínima e a demarcação de áreas exclusivas, além de garantir que banhistas possam levar seus próprios equipamentos para as praias, como as de José Menino, Boqueirão, Embaré, Ponta da Praia, Aparecida e Gonzaga. ✅ Pode: Os banhistas podem levar seus próprios equipamentos e coolers; para ambulantes, o limite é de 15 a 40 guarda-sóis e 60 cadeiras; ❌ Não pode: Proíbe consumação mínima e demarcação de área. Em caso de infração, o comerciante é intimado, em casos graves ou de reincidência é aplicado uma multa de R$ 250 a R$ 5.000, suspensão das atividades e até a cassação da licença. São Sebastião (SP) Desde 1992, leis e decretos municipais já delimitavam o uso das orlas, como a das praias de Juquehy, Maresias, Calhetas e Boiçucanga, no litoral norte de São Paulo. ✅ Pode: Uso máximo de 20 guarda-sóis e 80 cadeiras, sob pena de multa, apreensão até a cassação da licença; ❌ Não pode: Cadeiras e guarda-sóis não podem permanecer na areia, se não estiverem sendo usados; Tarifa adicional de utilização dos guarda sóis e cadeiras; Proíbem estruturas fixas que obstruem o acesso às praias, sob pena de remoção, demolição e multa de R$ 500 a R$ 5.000. Ubatuba (SP) No litoral paulista, Ubatuba tem regras próprias para o uso das praias há 20 anos, como nas orlas de Lagoinha, Vermelha do Norte, Maranduba e Itamambuca. ✅ Pode: Instalar de cinco a 22 módulos/carrinhos de comércios são permitidos nas praias, com obrigatoriedade de remoção após às 20h. ❌ Não pode: Consumação mínima para uso de cadeiras e outros serviços. O descumprimento das regras está sujeito à multa. Pontal do Paraná (PR) Em Pontal do Paraná, duas leis, de 2019 e 2024, elencam os seguintes regramentos para o uso da praia: ✅ Pode: Disponibilização de, no máximo, 12 jogos de mesas e 48 cadeiras por comerciante. ❌ Não pode: Restringir o consumo ou o uso de serviços a apenas um comércio na praia, alterando o preço, caso cliente decida consumir produtos de outros comércios na faixa de areia. Multas e revogação da licença podem ser aplicadas em caso de descumprimento. Torres (RS) Uma das praias mais movimentadas do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, Torres também possui decreto específico desde 2014 para comércio nas praias. ✅ Pode: Deixar montado apenas 6 conjuntos de guarda-sóis e cadeiras para exposição; ❌ Não pode: Aluguel de tendas ou barracas. Se descumprido, é emitido uma advertência que, em caso de reincidência, leva a imediata apreensão das mercadorias e multa. Florianópolis (SC) Nas praias de Florianópolis, como Ilha do Campeche e Jurerê, valem as seguintes regras: ✅ Pode: Colocar mesa, cadeira e guarda-sol somente até metade da faixa de areia com recolhimento no fim do dia; ❌ Não pode: Espaço ocupado por estabelecimentos não pode obstruir passagem, nem ultrapassar espaço de 2 metros de largura; Reserva de áreas e cobrança de consumação mínima; Proibir banhistas de instalar suas próprias mesas e cadeiras. Em caso de infração, a lei municipal prevê advertência formal ao estabelecimento e, se reincidente, a suspensão do serviço de atendimento de praia e apreensão dos equipamentos. Praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, em julho de 2023 Tiago Ghizoni/NSC Balneário Camboriú (SC) Balneário tem legislação municipal que orienta: ✅ Pode: Guarda-sóis podem ter, no máximo, 2 metros de diâmetro; ❌ Não pode: Restringir áreas exclusivas ou reservas na faixa de areia; exigir consumação mínima ou obrigar banhistas a consumir apenas de um único comércio. Não há definição sobre quantidade limite de guarda-sóis e cadeira. 🔎 No início de janeiro, foi registrado um episódio de violência na Praia Central de Balneário Camboriú envolvendo vendedores ambulantes e um turista, após uma discussão relacionada a preços e consumo. O caso levou a prefeitura a notificar o quiosque envolvido e a abrir um processo administrativo para apurar responsabilidades, segundo a Polícia Militar e a administração municipal. Como denunciar O Código de Defesa do Consumidor é a lei de referência na proteção dos direitos dos consumidores em todo o território nacional, e sua aplicação é fiscalizada pelos Procons estaduais e municipais, onde o consumidor pode denunciar as práticas abusivas. ❗Antes de registrar a denúncia, o consumidor deve: Reunir provas da irregularidade Fotos ou vídeos que mostrem os preços praticados, a exigência de consumação mínima ou qualquer outra prática abusiva; guardar comprovantes de pagamento, como nota fiscal, recibo ou fatura do cartão; Anotar o nome e o endereço completo do estabelecimento, com essas informações, é possível buscar o CNPJ na internet e incluí-lo na reclamação. Após o registro, o Procon notifica o estabelecimento, que deve apresentar defesa ou proposta de solução. O consumidor recebe um número de protocolo para acompanhar o andamento do caso. Veja abaixo os contatos dos Procons de todos os estados e do Distrito Federal. Acre (AC) – procon.ac.gov.br – (68) 3223-7333 / 151 Alagoas (AL) – procon.al.gov.br – 151 / (82) 98876-8297 (WhatsApp) Amapá (AP) – procon.ap.gov.br – 151 Amazonas (AM) – procon.am.gov.br – 0800 092 1512 / (92) 3215-4009 Bahia (BA) – procon.ba.gov.br – (71) 3116-0567 / 151 Ceará (CE) – procon.ce.gov.br – 151 / (85) 3101-2042 Distrito Federal (DF) – procon.df.gov.br – 151 / (61) 3218-7709 Espírito Santo (ES) – procon.es.gov.br – 151 / (27) 3332-4601 Goiás (GO) – procon.go.gov.br – 151 / (62) 3201-7124 Maranhão (MA) – procon.ma.gov.br – 151 / (98) 3261-5100 Mato Grosso (MT) – procon.mt.gov.br – 151 Mato Grosso do Sul (MS) – procon.ms.gov.br – 151 / (67) 3316-9800 Minas Gerais (MG) – procon.mpmg.mp.br – 151 Pará (PA) – procon.pa.gov.br – 151 / (91) 3073-2827 Paraíba (PB) – procon.pb.gov.br – 151 / (83) 98618-8330 (WhatsApp) Paraná (PR) – procon.pr.gov.br – 0800 41 1512 Pernambuco (PE) – procon.pe.gov.br – 0800 282 1512 Piauí (PI) – mppi.mp.br/web/procon – 0800 280 5555 / (86) 99436-9692 (WhatsApp) Rio de Janeiro (RJ) – procon.rj.gov.br – 151 Rio Grande do Norte (RN) – procon.rn.gov.br – 151 / (84) 98147-9998 (WhatsApp) Rio Grande do Sul (RS) – procon.rs.gov.br – (51) 3287-6200 Rondônia (RO) – procon.ro.gov.br – 151 / (69) 3216-1026 Roraima (RR) – procon.rr.gov.br – 151 Santa Catarina (SC) – procon.sc.gov.br – 151 São Paulo (SP) – procon.sp.gov.br – 151 Sergipe (SE) – procon.se.gov.br – 151 Tocantins (TO) – procon.to.gov.br – 151
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18/01 - A ilha do Caribe onde os moradores não podem entrar nas praias
Famosa pela suas praias de areia branca e águas cristalinas, a Jamaica é o destino caribenho por excelência Getty Images via BBC Em uma viagem de carro pelo litoral norte da Jamaica em 2014, parei para almoçar na praia da baía de Mammee. A larga faixa de areia branca e o mar azul-turquesa cintilante me fizeram parar naquele local. Mas minha recordação mais forte é o cenário: barcos de pescadores atracados após o dia de trabalho e crianças brincando na areia. Em 2020, aquele mesmo trecho de areia foi vendido para um empreiteiro local. Ele se transformaria em um conjunto residencial e um resort de luxo, ao custo de milhões de dólares. Uma parede de cimento fechou o acesso à praia para os moradores locais. Os pescadores que moravam na comunidade próxima de Steer Town subitamente perderam o acesso às águas onde passaram gerações lançando barcos. O acesso ao rio Roaring, popular entre a população local para nadar, também foi bloqueado quando o governo vendeu as terras vizinhas para a China Harbour Engineering Company, para a construção de residências particulares. "Como você pode usar uma praia ou um rio por centenas de anos e, em questão de dias, não ter mais acesso?", questiona Devon Taylor, um dos fundadores do Movimento Ambiental pelo Direito por Nascimento às Praias da Jamaica (JaBEEM, na sigla em inglês). Veja os vídeos que estão em alta no g1 A disputa pelas praias da Jamaica Segurança em uma praia, ao lado de uma placa avisando que se trata de propriedade particular e apenas hóspedes autorizados podem ultrapassar o aviso. Alamy via BBC Para muitos turistas internacionais, a Jamaica é sinônimo de praias de areias brancas e palmeiras balançando ao vento. Em 2024, 4,3 milhões de turistas visitaram a ilha, estabelecendo um número recorde de visitantes. Muitos deles viajaram para nadar nas suas águas cristalinas. Mas, para os jamaicanos, as praias do país são cada vez mais inacessíveis. A ilha tem 1.022 km de litoral, mas apenas 0,6% deles são públicos e oferecem livre acesso aos moradores locais, segundo o JaBBEM. "Nossos laços culturais com os espaços locais foram dizimados", lamenta Taylor. "Estão transferindo nossos recursos nacionais para entidades estrangeiras." As praias da Jamaica vêm sendo privatizadas ao longo das últimas sete décadas. Mas o número de resorts e incorporações estrangeiras se multiplicou nos últimos cinco anos. E o fechamento dos locais apreciados pelos moradores do país, como a baía de Mammee, se acelerou. Atualmente, apenas 40% da receita da Jamaica com o turismo (US$ 4,3 bilhões, cerca de R$ 23 bilhões) ficam no país. E os resorts de praia all-inclusive —acomodações de luxo onde as pessoas fazem todas as refeições e atividades de lazer no próprio local de hospedagem — estão em expansão. Até 2030, espera-se a construção de 10 mil novos quartos de hotel em toda a ilha. Muitos deles estão localizados no litoral, como o Hard Rock Hotel, com 1 mil apartamentos, e o Moon Palace The Grand, na baía de Montego, com 1.350. Eles irão restringir ainda mais o acesso dos jamaicanos ao seu próprio litoral. Grande parte deste fenômeno se deve a uma herança de quase um século atrás, quando a ilha ainda era colônia britânica. Em 1956, a Lei de Controle das Praias concedeu ao Estado a propriedade do litoral da Jamaica, determinando que os jamaicanos não têm o direito público de nadar ou ter acesso às praias sem licença. E esta lei permite até hoje que o governo transfira áreas costeiras para a iniciativa privada. "Quando você impede aos jamaicanos o acesso ao mar, às práticas de pesca tradicionais e ao seu sustento, você mata a comunidade", afirma o advogado Marcus Goffe, representante do JaBBEM. "Em uma ou duas gerações, não haverá mais comunidade." Foi apenas com a formação do JaBBEM, em 2021, que a batalha dos jamaicanos pelo acesso às praias ganhou força. Os moradores passaram a exigir cada vez mais a revogação da Lei de Controle das Praias. Existem atualmente cinco ações na Justiça para garantir o acesso dos jamaicanos às praias de toda a ilha. Elas incluem: A praia da baía de Mammee; A praia de Providence, na baía de Montego, onde a Sandals Resorts International pretende construir bangalôs sobre a água; A praia Bob Marley, onde suas comunidades rastafári enfrentam na Justiça um resort de luxo de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão); O rio Little Dunn e a Lagoa Azul, que proibiu a operação local de operadoras de rafting em agosto de 2022. "Na baía de Montego, sobraram talvez quatro praias públicas", segundo a coordenadora de assistência à comunidade do JaBBEM, Monique Christie. Ela também é uma dentre 10 autores de uma ação apresentada recentemente contra a Sandals Resorts. A empresa pretende privatizar a praia de Providence, onde Christie e sua família nadam desde que ela era criança. Para Goffe, "não é uma simples questão de direitos. Comunidades como a nossa são muito ligadas à nossa terra e ao nosso ambiente natural — nossos mares, o ar, o litoral, a flora e a fauna." Quando voltei à Jamaica para uma viagem de carro por toda a ilha, em dezembro passado (apenas um mês e meio depois que o furacão Melissa atingiu a ilha), encontrei a maior parte das praias do litoral norte e oeste inacessíveis, devido aos resorts all-inclusive que ocuparam o espaço, ou com cobrança de entrada, incluindo a baía de Mammee. Paguei 1,2 mil dólares jamaicanos (US$ 7,60, cerca de R$ 41) para ter acesso à praia, pelo restaurante local Bamboo Blu. Nas poucas praias gratuitas do litoral norte da Jamaica, como a praia Dead End e a baía Discovery, famílias com crianças se divertiam ao som do reggae de um bar e restaurante local, enquanto pescadores limpavam e vendiam seus peixes. Nos principais centros turísticos, como a baía de Montego e Ocho Rios, os hóspedes dos resorts fechados ficam cada vez mais distantes destas cenas da vida local. Como visitar com responsabilidade Veja rastro de destruição deixado pelo furacão Melissa na Jamaica Em outubro de 2025, o furacão Melissa atingiu gravemente grande parte do oeste e do sul da Jamaica (veja vídeo acima). Atualmente, mais de dois terços da ilha já reabriram. Todos os aeroportos estão em operação, e o país comunica aos visitantes que "a melhor forma de colaborar é retornar". Enquanto a Jamaica se reconstrói após a destruição causada pelo furacão, Taylor recomenda que os visitantes evitem os resorts que permitem que apenas seus hóspedes tenham acesso à praia, não os jamaicanos. "É um pedido muito simples", segundo ele. "Faça sua pesquisa, gaste seus dólares do turismo com inteligência e incentive os espaços locais na Jamaica." ➡️ Felizmente, ainda há muitas formas de desfrutar férias idílicas nas praias jamaicanas, em conexão com a cultura local e apoiando as empresas da região: Na praia Seven Mile, em Negril, o hotel Charela Inn, de proprietários locais, coloca você a poucos passos da praia pública. E também fica a curta distância a pé dos quiosques de frango jerk, típico da Jamaica, no Boulevard Norman Manley, além dos artesãos locais no mercado de artesanato. Uma tarde semanal de roda de bateria no Wavz Beach Club, com o mestre baterista Calbert Brooks, ou uma banda de reggae ao vivo no Boat Bar, mantido por proprietários locais, são ótimas oportunidades de vivenciar a cultura do país. A duas horas de carro ao sul de Negril, as praias de areia preta de Treasure Beach também são abertas ao público. Elas abrigam uma série de hotéis mantidos por empresas locais e chalés sofisticados, como o My Irie Escape, que oferece alimentos produzidos por fazendeiros e pescadores jamaicanos, além de empregar guias de turismo locais. Taylor também recomenda pesquisar os aluguéis de Airbnb administrados por jamaicanos pela ilha, incluindo na capital, Kingston, um centro cultural subvalorizado. O tranquilo e acidentado litoral leste da Jamaica abriga diversos hotéis boutique íntimos, de proprietários locais. Um deles é o Sea Cliff Resort, que fica a apenas 15 minutos de carro de Winnifred, uma das praias públicas mais bonitas da ilha. A 45 minutos de carro a leste de Kingston, fica a praia pública Bob Marley, originariamente um refúgio de famílias rastafári que fugiam da perseguição estatal, no final dos anos 1960. O lendário artista do reggae (1945-1981) viveu ali por algum tempo, onde criou suas músicas ao lado de outros ícones da música local, como Peter Tosh (1944-1987) e Bunny Wailer (1947-2021). Camala Thomas é moradora rastafári de terceira geração. Sua avó foi uma das primeiras a se estabelecer ali. Ela administra um pequeno restaurante ao lado da praia, chamado Macka's Kitchen. E costuma contar a história da região aos visitantes. Quando surgiram os planos de construir um resort de luxo de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão) perto dali, ela e sua família entraram na Justiça para garantir que o acesso à praia permaneça aberto ao público. "Parece uma grande traição [do governo]", segundo ela. Mas, para Monique Christie, a questão é simples: basta permitir que os jamaicanos tenham acesso aos mesmos mares azuis que atraem tantos turistas. "Na Noruega, a floresta pertence a todos, você não constrói cercas em torno dela", ela conta. É uma referência ao allemannsretten, o direito público norueguês a caminhar livremente pelo ambiente aberto, sem deixar rastros. "Por que o mar e as praias seriam diferentes na Jamaica?"
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16/01 - É #FAKE que o governo Trump suspendeu vistos para turistas do Brasil
É #FAKE que suspensão de vistos dos EUA afete turistas brasileiros Reprodução Circulam nas redes sociais publicações alegando que o congelamento da emissão de vistos para 75 países anunciado na quarta-feira (14) pelos Estados Unidos afeta os turistas brasileiros. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como são os posts? Publicados no X na própria quarta, os posts sugerem que turistas brasileiros não conseguirão tirar o visto americano, necessário para ingressar no país. Veja dois exemplos de mensagens falsas: "EUA SUSPENDEM VISTOS PRA BRASIL E DITADURAS COMO IRÃ E RÚSSIA! LOUCO PRA VER OS ESQUERDISTAS DE IPHONE INDO PASSAR FÉRIAS EM CUBA E NO IRÃ! 😂" ; e "O presidente Trump ordenou o congelamento para a emissão de vistos de entrada nos EUA, uma medida que afetará 75 países. Dentre os países estão Rússia, Somália, Afeganistão, Irã, Iraque e... Brasil! [...] Provavelmente afetará muito aqueles que planejaram acompanhar a Copa do Mundo nos EUA e ainda não tiraram o visto". Elas viralizaram, na mesma data em os Estados Unidos suspenderam a emissão de vistos para imigrantes 75 países. A medida, no entanto, não se aplica às categorias de vistos de turismo e de negócios (leia mais abaixo). Já na sexta-feira (16), o governo de Donald Trump fez uma publicação em português ameaçando novos imigrantes que entrem no país. A mensagem pede que pessoas não viajem aos EUA se tiverem a intenção de "roubar os americanos" – caso façam isso, serão "jogadas na cadeia" e deportadas. ⚠️ Por que isso é mentira? O congelamento não afeta a emissão de vistos para turistas. Em nota enviada ao Fato ou Fake por meio da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, o Departamento de Estado americano afirmou: "Esta medida se aplica apenas à emissão de vistos de imigrante. Não se aplica a vistos de não imigrante, como os para turistas, atletas, trabalhadores qualificados e suas famílias". Segundo o site oficial do departamento, a medida entrará em vigor a partir de 21 de janeiro de 2026. A pasta afirmou que o governo de Donald Trump inclui nações "cujos imigrantes frequentemente se tornam um encargo público para os Estados Unidos ao chegarem ao país". Além do Brasil, a lista inclui países como Colômbia, Cuba, Rússia e Irã. É #FAKE que suspensão de vistos dos EUA afete turistas brasileiros Reprodução Veja também É #FAKE vídeo de idosos em asilo explicando fantasias de Halloween nos EUA É fake vídeo de idosos explicando fantasias cômicas para Halloween; tudo foi feito com IA VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
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16/01 - IA ajuda a resolver mistério de alpinista desaparecido e vira esperança para equipes de resgate em montanhas
Os serviços de resgate de montanha no Piemonte usaram drones para tirar milhares de fotos da encosta da montanha antes de analisá-las com inteligência artificial CNSAS via BBC Em uma corrida contra o mau tempo, as equipes de resgate de uma montanha da região italiana do Piemonte enfrentavam um enigma. Nicola Ivaldo, um experiente alpinista e cirurgião ortopédico italiano de 66 anos, havia desaparecido. Ele não compareceu ao trabalho na segunda-feira e um alerta foi acionado. Ivaldo havia saído sozinho em uma manhã de domingo, em setembro de 2024. Infelizmente, ele não havia compartilhado com amigos ou familiares detalhes sobre o destino. A única pista sobre seu paradeiro era o carro, encontrado pelos socorristas estacionado na vila de Castello di Pontechianale, no Valle Varaita. Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A partir dali, eles especularam se Ivaldo provavelmente havia ido escalar um dos dois picos mais proeminentes dos Alpes italianos, o escarpado Monviso, com 3.841 metros de altitude, ou o vizinho Visolotto, de 3.348 metros. A hipótese era compatível com o último sinal de seu telefone celular, rastreado aproximadamente nessa área. Mas isso deixava a busca e as equipes de resgate com uma área enorme para explorar. As vastas faces rochosas de cada montanha têm diversas rotas que levam ao cume por lados diferentes. Toda a região é cortada por centenas de quilômetros de trilhas, explica Simone Bobbio, porta-voz do Serviço de Resgate Alpino e Espeleológico do Piemonte. No dia do desaparecimento, o bom tempo havia atraído muitos visitantes às rotas mais populares. Ninguém relatou ter visto Ivaldo nos caminhos mais movimentados. Isso indicava que ele, um montanhista experiente, provavelmente havia se aventurado em áreas mais remotas das montanhas. Mais de 50 socorristas percorreram a região a pé por quase uma semana, enquanto um helicóptero realizou diversos voos na tentativa de localizá-lo do alto. Quando a neve precoce chegou no fim de setembro, qualquer esperança de encontrá-lo com vida havia se dissipado, e as buscas foram interrompidas. Em julho de 2025, no entanto, a procura pelo corpo de Ivaldo foi retomada, depois que a maior parte da neve derreteu nos íngremes barrancos da montanha. LEIA MAIS: Irã sem internet: como país causou apagão geral na rede para frear manifestantes 'Você está morto?': O aplicativo chinês para jovens solitários que viralizou na China O Monviso, ou Monte Viso, é uma montanha dos Alpes italianos com 3.841 metros de altitude Getty Images via BBC Mas, desta vez, o serviço de resgate do Piemonte contou com uma ajuda adicional: a inteligência artificial (IA). As equipes recorreram a um software de IA capaz de analisar milhares de imagens captadas por drones, que voaram rente às paredes rochosas e pelos inúmeros corredores que cortam as encostas da montanha. Bastaram cinco horas para que dois drones registrassem as fotos, analisadas no mesmo dia para identificar pontos onde os socorristas poderiam concentrar as buscas. Infelizmente, as más condições meteorológicas atrasaram a operação seguinte, que previa o retorno aos locais indicados para uma verificação mais detalhada com os drones. Ainda assim, três dias após a retomada das buscas, o corpo do médico desaparecido foi encontrado em um dos pontos identificados pela IA, em um barranco na face norte do Monviso, a cerca de 3.150 metros de altitude. O resgate do corpo foi feito por helicóptero. "O elemento-chave foi um capacete vermelho, identificado pelo software como ponto de interesse", afirma Bobbio. Embora tragicamente tarde demais para Ivaldo, o teste de campo com IA aplicada a buscas e resgates mostrou o potencial da tecnologia para o futuro, em casos de desaparecimento. Não havia sido possível empregar esse recurso na operação inicial, mas as equipes esperam que ele possa ser usado em conjunto com métodos tradicionais em situações em que ainda haja chance de encontrar pessoas com vida. O uso de drones na busca pelo corpo de Ivaldo foi decisivo. Pelo tamanho reduzido e pela grande capacidade de manobra, eles conseguiram cobrir rapidamente um terreno difícil, aproximar-se das paredes rochosas e oferecer ângulos de visão impossíveis de se obter com helicópteros. Os pilotos de drone haviam visitado a área várias vezes durante o inverno e a primavera para treinar voos em ambiente montanhoso. "Reunimos todas as informações disponíveis sobre o terreno a partir da missão anterior e estudamos rotas de escalada que poderiam ter atraído Ivaldo", explica Saverio Isola, piloto de drones e chefe da estação de resgate em montanha de Turim (Itália). Isso permitiu definir áreas prioritárias de busca. Um helicóptero deixou dois pilotos de drone em pontos elevados da montanha, próximos às faces rochosas e aos corredores. Com os drones, eles cobriram 183 hectares da encosta e captaram mais de 2.600 imagens em alta resolução. "Até dois anos atrás, nós mesmos analisávamos essas fotos, uma por uma", diz Isola. Mas, em 2023, os serviços de resgate em montanha da Itália começaram a testar softwares de IA treinados para identificar descontinuidades relevantes de cor ou textura na paisagem, o que permite concluir a análise das imagens em questão de horas. A IA analisou as imagens captadas pelos pilotos de drone pixel a pixel, em busca de qualquer elemento que destoasse da encosta da montanha. Em poucas horas, o software identificou dezenas de possíveis anomalias em um grande volume de fotografias. Essa seleção inicial, porém, ainda precisou ser refinada com a ajuda da análise humana. "O software pode reagir a coisas diferentes, como um pedaço de lixo plástico ou uma rocha de cor incomum", explica Isola. "Ele também pode 'alucinar' alguns elementos. Por isso, tivemos de reduzir ainda mais as possibilidades, levando em conta o trajeto que Ivaldo, um alpinista muito experiente, poderia ter seguido." Os restos mortais de Nicola Ivaldo foram eventualmente encontrados parcialmente cobertos de neve nesse barranco, depois que a IA avistou seu capacete vermelho CNSAS via BBC Ao final, restaram três locais possíveis, entre eles um que apresentava um objeto vermelho. Na manhã seguinte, quando os drones foram verificar esses pontos, o objeto vermelho em uma das imagens era o capacete de Ivaldo. A partir daí, os socorristas localizaram rapidamente o corpo do médico desaparecido, ainda parcialmente coberto de neve e vestido de preto. Sem a indicação desse ponto vermelho pela IA em uma das fotografias, ele talvez nunca tivesse sido encontrado. "O software conseguiu detectar a cor vermelha mesmo com o capacete à sombra no momento em que a imagem foi registrada", afirma Bobbio. Não foi a primeira vez que esse tipo de tecnologia de IA foi usado com sucesso em uma missão de busca. Em 2021, um software desenvolvido por uma empresa derivada da Universidade de Wrocław, na Polônia, foi decisivo no resgate de um homem de 65 anos desaparecido na região de Beskid Niski, no sudeste do país. O tempo era crucial: o homem tinha Alzheimer e havia sofrido um derrame no dia anterior ao desaparecimento. O programa, chamado SARUAV, analisou 782 imagens aéreas da área e localizou a pessoa desaparecida em pouco mais de quatro horas, fornecendo as coordenadas ao serviço de resgate de montanha de Bieszczady. Acredita-se que tenha sido a primeira vez que um sistema automatizado de detecção humana participou diretamente de um resgate. Dois anos depois, o mesmo algoritmo foi usado para localizar o corpo de outra pessoa desaparecida na parte austríaca dos Alpes. Outro software, que busca pixels de cores incomuns em paisagens naturais, desenvolvido pela Lake District Search and Mountain Rescue Association, no Reino Unido, ajudou a encontrar o corpo de um excursionista desaparecido em Glen Etive, nas Highlands da Escócia, em 2023. Apesar dos avanços, a tecnologia ainda tem muitas limitações em operações de resgate. Drones são quase inúteis em certos tipos de terreno, como áreas florestais ou com vegetação densa, além de condições de baixa visibilidade. Os softwares de IA capazes de detectar anomalias em imagens aéreas também ainda precisam de ajustes finos. Especialistas do serviço de resgate em montanha da Croácia, um dos primeiros da União Europeia a usar drones, ainda em 2013, disseram à BBC que programas desse tipo produzem muitos resultados enganosos no terreno montanhoso típico do país. A combinação de vegetação com uma paisagem cárstica complexa, cheia de formações rochosas variadas, confunde os algoritmos de IA. "O essencial é continuar treinando os sistemas de aprendizado de máquina para melhorar a precisão em diferentes terrenos e condições", diz Tomasz Niedzielski, especialista em geoinformática da Universidade de Wrocław e líder da equipe que desenvolveu o SARUAV. Identificar uma forma humana em meio a paisagens diversas, explica ele, traz desafios adicionais. "As áreas mais adequadas para o uso de algoritmos como o SARUAV são grandes espaços abertos em regiões selvagens, onde há pouca presença de pessoas e menor chance de o sistema gerar falsos positivos", afirma Niedzielski. Daniele Giordan, líder do Grupo de Monitoramento de GeoRiscos do Instituto Italiano de Pesquisa para Proteção Geo-Hidrológica (IRPI), cujo trabalho envolve o uso de veículos aéreos não tripulados em aplicações de geologia de engenharia, também alerta para os desafios éticos no uso de algoritmos que buscam pessoas desaparecidas. "Uma vez que você obtém imagens aéreas, passa a ter responsabilidade sobre como usá-las", afirma. "Identificar formas humanas nas imagens pode se tornar um problema legal", diz Giordan. Como resgatista de montanha, Giordan colabora com a equipe de geomática da Universidade Politécnica de Turim (Itália) no desenvolvimento de um algoritmo aprimorado, capaz de fornecer informações mais precisas às equipes de resgate. Isso inclui uma georreferência mais exata de cada sinal suspeito identificado pela IA nas imagens, o que tornaria as verificações em campo mais eficientes. "Nossa ideia é desenvolver um software mais completo, capaz de analisar todos os conjuntos de dados das operações de busca e de gerenciar, em um único sistema, as equipes em campo e os drones", diz Giordan. "O desafio futuro será incorporar essas análises complexas diretamente a bordo dos drones, durante o voo de busca e resgate." Isso poderia permitir a análise das imagens em tempo real, enquanto a operação ainda está em andamento. Outros grupos de pesquisa também trabalham com organizações de resgate para aplicar IA de diferentes formas e aprimorar as buscas. Pesquisadores da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, por exemplo, apresentaram recentemente um sistema de aprendizado de máquina que cria "agentes" virtuais para simular o comportamento de uma pessoa perdida. O modelo utiliza dados baseados em relatos reais de como as pessoas agem após se perderem em ambientes naturais. O objetivo é gerar mapas de áreas onde os esforços de busca devem se concentrar. Ao contrário do uso de imagens de drones, essa abordagem preditiva pode ser aplicada em terrenos difíceis, como florestas. Diante da urgência de localizar alguém antes que sucumba a ferimentos ou às condições climáticas, e ao mesmo tempo da limitação de recursos, pesquisadores acreditam que esses algoritmos podem se tornar uma ferramenta importante para os serviços de busca e resgate. Em última análise, podem salvar vidas.
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15/01 - Museu do Louvre passa a cobrar cerca de R$ 200 de turistas não europeus: 'Acho injusto', diz brasileira
Turistas em frente ao Museu do Louvre em 12 de janeiro de 2026 MARTIN LELIEVRE / AFP Turistas estrangeiros que visitam Paris, na França, reclamaram do aumento de 45% no preço dos ingressos para o Museu do Louvre para visitantes de fora da Europa. O novo valor está em vigor desde quarta-feira (14). Agora, turistas de fora do Espaço Econômico Europeu, que inclui União Europeia, Islândia, Liechtenstein e Noruega, pagam 32 euros (cerca de R$ 200) para entrar no museu mais visitado no mundo. São 10 euros a mais (cerca de R$ 63) do que os visitantes europeus. Alguns turistas que visitavam o local na quarta, como a brasileira Marcia Branco, criticaram a diferença de preços para viajantes de países com menos recursos. "Se eu vou para a Índia, os indianos pagam menos, e isso é justo, porque têm menos dinheiro", disse a brasileira à agência AFP. "Mas estou em um país rico. Venho de um país menos rico, então acho injusto pagar muito mais", acrescentou a brasileira. Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS: Congelamento de vistos pelos EUA não atinge turistas NYT coloca um destino do Brasil entre os 52 lugares para conhecer em 2026 Além do Louvre, outros monumentos da capital francesa, como a Sainte-Chapelle e a Conciergerie, também adotaram nesta semana tarifas diferenciadas conforme a origem do visitante. "É injusto para quem vem de mais longe, porque você favorece quem já está aqui e fica muito mais barato do que para nós, que viajamos mais de 10 mil quilômetros", reclamou Pamela González, do Uruguai, que estava na fila para entrar no Louvre com o filho adolescente. "Para nós, a passagem é muito cara; a estadia também, por causa do câmbio. E ainda colocam um custo 50% maior", acrescentou. "Em outros países isso não acontece." Para alguns visitantes, porém, as novas tarifas são aceitáveis. "É o mesmo preço de muitas coisas na Itália, em Malta", afirmou o australiano Kevin Flynn, que viaja pela França com a esposa Sonia. Entrada do Museu do Louvre, em Paris, em foto de 12 de janeiro de 2026 MARTIN LELIEVRE / AFP Taxa ajudará a modernizar museu, diz França O governo francês justificou o aumento por razões financeiras. Segundo o Ministério da Cultura, os novos valores devem gerar entre 20 e 30 milhões de euros por ano e serão destinados ao projeto de renovação do Louvre O museu, que recebeu nove milhões de visitantes no ano passado, precisa modernizar suas instalações, segundo o governo. Embora o valor do ingresso ao Louvre seja semelhante ao de outros museus, a diferenciação por país de origem é rara na Europa e nos Estados Unidos. Para os sindicatos do Louvre, a medida é "ofensiva do ponto de vista filosófico, social e humano" e também é alvo das críticas que alimentam os protestos e greves dos funcionários do museu, que buscam melhores condições de trabalho.
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15/01 - De ‘gold card’ a congelamento de vistos: veja mudanças já determinadas por Trump nas regras de entrada nos EUA
EUA congelam emissão de vistos de imigrantes para cidadãos de 75 países O congelamento da concessão de vistos para brasileiros e cidadãos de outros 74 países anunciado pelos EUA nesta quarta-feira (14) é apenas uma das várias medidas anti-imigração determinadas por Donald Trump em seu segundo mandato. Desde o início do governo, Trump tem promovido mudanças nas regras de entrada no país, com aumento de custos, mais burocracia, ampliação da vigilância e, em alguns casos, suspensão direta da emissão de vistos. Congelamento de vistos dos EUA: pessoas mais velhas e obesas podem ser impactadas Suspensão de vistos pelos EUA não categorias de não imigrantes, como turistas Veja abaixo algumas das principais alterações nas políticas de imigração determinadas no segundo mandato do governo Trump: 💰 Aumento de custos ➡️ Taxa de US$ 100 mil para visto de trabalho qualificado (H-1B) O governo Trump anunciou em setembro de 2025 uma nova taxa de US$ 100 mil (cerca de R$ 530 mil) para a concessão do visto H-1B, voltado a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados. A cobrança passou a valer para pedidos feitos a partir de 21 de setembro de 2025 e representa um aumento expressivo no custo do visto. O H-1B permite que profissionais como engenheiros, cientistas e programadores trabalhem legalmente nos Estados Unidos. Segundo a Casa Branca, a medida busca priorizar a contratação de trabalhadores americanos. Especialistas, porém, afirmam que o valor elevado pode afastar talentos estrangeiros do país. ➡️ Caução de até US$ 15 mil para vistos de turismo e negócios Em abril de 2025, os EUA anunciaram que, para emitir alguns vistos de turismo e negócios, seria necessário pagar um caução de até US$ 15 mil — o equivalente a R$ 82 mil. O objetivo seria reprimir visitantes que ultrapassam o prazo de validade de seus vistos. A exigência vale para 38 países, principalmente da África, Oceania e parte da Ásia. O Brasil não faz parte da lista. ➡️​Gold Card: residência para imigrantes ricos Trump aprovou o gold card, que permite a estrangeiros adquirir residência americana pagando US$ 1 milhão Mandel Ngan/Getty Images via BBC Na contramão do endurecimento das políticas de visto nos EUA, Trump lançou, em dezembro de 2025, o "gold card", programa que concede residência permanente a estrangeiros mediante um investimento de US$ 1 milhões para indivíduos e de US$ 2 milhões para empresas que desejam obter residência para seus funcionários estrangeiros. Além do investimento, o processo exige uma taxa inicial não reembolsável de US$ 15 mil ao Departamento de Segurança do país. Segundo o secretário de Comércio, Howard Lutnick, cerca de 10 mil pessoas já se inscreveram durante o período de pré-registro. 🔍 Mais burocracia e vigilância ➡️ Redes sociais obrigatoriamente abertas Desde junho de 2025, candidatos a vistos de estudante dos EUA passaram a ser obrigados a manter seus perfis em redes sociais abertos ao público para análise das autoridades americanas. A verificação busca identificar “qualquer indício de hostilidade” contra cidadãos, instituições ou princípios dos EUA. Em dezembro de 2025, o governo Trump também apresentou uma proposta ampliar essa política para turistas de países isentos de visto. Eles serão obrigados a fornecer o histórico de redes sociais dos últimos cinco anos. Se aprovada, a regra afetará cidadãos de 42 países, como Alemanha, França, Reino Unido e Japão, que hoje entram nos EUA apenas com autorização eletrônica (ESTA). ➡️ Mais entrevistas presenciais Desde outubro de 2025, menores de 14 anos e maiores de 79 passaram a ser obrigados a realizar entrevista presencial para obtenção de visto, com algumas exceções. A mudança vale para cidadãos de todos os países que precisam de visto para entrar nos EUA, incluindo brasileiros. ❌ Congelamento, revogação e restrições de vistos ➡️Governo Trump revoga mais de 100 mil vistos Desde que assumiu o segundo mandato, em janeiro de 2025, Donald Trump já revogou mais de 100 mil vistos, um número recorde para o período. O balanço foi divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta segunda-feira (12). ➡️ Restrição de entrada nos EUA Em 2025, o governo Trump determinou a proibição total de entrada de cidadãos de 19 países nos EUA. A primeira lista, com 12 países, foi anunciada em junho; outros sete foram adicionados em dezembro. As restrições passaram a valer no início de 2026. A maioria dos países fica na África e o Brasil não está incluído. Segundo o republicano, as ações envolvem preocupações de segurança nacional, ameaças de terrorismo e questões relacionadas à imigração. Veja mais: Renee Nicole Good: quem era a mulher morta a tiros por agente de imigração nos EUA VÍDEO mostra agente de imigração atirando contra mulher nos EUA Trump zomba das defesas da Groenlândia e diz que EUA a obterão 'de um jeito ou de outro'
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15/01 - Congelamento de vistos: o que acontece com quem tem entrevista marcada? Há exceções? Governo dos EUA explica medida
EUA congelam emissão de vistos de imigrantes para cidadãos de 75 países O governo dos Estados Unidos publicou, na noite de quarta-feira (14), um comunicado detalhando como vai funcionar o congelamento da emissão de vistos de imigrantes para cidadãos de 75 países. Brasileiros estão entre os afetados. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o Departamento de Estado, a emissão de vistos será totalmente suspensa a partir de 21 de janeiro. O órgão afirma que a medida busca garantir que imigrantes que entrem nos EUA tenham condições de se sustentar financeiramente e não representem custos para os contribuintes americanos. “O Departamento de Estado está realizando uma revisão completa de todas as políticas, regulamentos e diretrizes para garantir que imigrantes desses países de alto risco não utilizem programas de assistência social nos Estados Unidos nem se tornem um ônus para o Estado”, diz o comunicado. Veja a seguir perguntas e repostas sobre o assunto: Vistos para turistas serão afetados? Vistos que já foram emitidos serão cancelados? O que acontece com quem tinha entrevista marcada? Há exceções? Quais países serão afetados? 1. Vistos para turistas serão afetados? Não. A suspensão vale apenas para vistos de imigrantes. Vistos de turismo, estudo ou negócios são classificados como vistos temporários e não entram na medida. Voltar ao início. Estátua da Liberdade em Nova York, em 30 de setembro de 2025 Reuters/Jeenah Moon 2. Vistos que já foram emitidos serão cancelados? Não. Segundo o Departamento de Estado, nenhum visto de imigrante já concedido foi revogado por causa dessa decisão. Questões sobre entrada nos Estados Unidos ficam a cargo do Departamento de Segurança Interna (DHS). Voltar ao início. 3. O que acontece com quem tinha entrevista marcada? Cidadãos dos países afetados podem continuar enviando pedidos de visto e comparecer às entrevistas normalmente. O governo americano também seguirá agendando novas entrevistas. No entanto, nenhum visto de imigrante será emitido enquanto durar a suspensão. Voltar ao início. 4. Há exceções? Sim. Pessoas com dupla nacionalidade não serão afetadas se solicitarem o visto usando um passaporte válido de um país que não esteja na lista. Voltar ao início. Visto americano e carimbos de entrada nos EUA em um passaporte brasileiro Carlos Severo/Fotos Públicas 5. Quais países serão afetados? A suspensão atinge cidadãos de 75 países. Veja a seguir: Afeganistão Albânia Argélia Antigua e Barbuda Armênia Azerbaijão Bahamas Bangladesh Barbados Belarus Belize Butão Bósnia e Herzegovina Brasil Myanmar Camboja Camarões Cabo Verde Colômbia Costa do Marfim Cuba República Democrática do Congo Dominica Egito Eritreia Etiópia Fiji Gâmbia Geórgia Gana Granada Guatemala Guiné Haiti Irã Iraque Jamaica Jordânia Cazaquistão Kosovo Kuwait Quirguistão Laos Líbano Libéria Líbia Moldávia Mongólia Montenegro Marrocos Nepal Nicarágua Nigéria Macedônia do Norte Paquistão República do Congo Rússia Ruanda São Cristóvão e Névis Santa Lúcia São Vicente e Granadinas Senegal Serra Leoa Somália Sudão do Sul Sudão Síria Tanzânia Tailândia Togo Tunísia Uganda Uruguai Uzbequistão Iêmen Voltar ao início. VÍDEOS: mais assistidos do g1
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14/01 - Menos estrangeiros visitaram os EUA em 2025, mas gastos globais com turismo aumentaram
Jackson Blendowski, de 6 anos, observa a Estátua da Liberdade. John Minchillo/AP Os Estados Unidos registraram uma queda de 6% no número de visitantes estrangeiros em 2025, mesmo com o turismo global superando as preocupações com a saturação em alguns locais e gerando um aumento de 6,7% nos gastos em comparação com o ano anterior, de acordo com um grupo do setor. 🗽O país acaba de anunciar a suspensão da emissão de vistos para 75 países, incluindo o Brasil, segundo o Departamento de Estado. O governo americano disse que congelará os vistos de imigrantes, categoria da qual turistas não fazem parte. Mais de 1,5 bilhão de turistas gastaram 11,7 trilhões de dólares em hotéis, cruzeiros e voos no ano passado, de acordo com dados do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC). A contribuição da indústria do turismo foi equivalente a 10,3% do produto interno bruto global, com os gastos com turismo crescendo duas vezes mais rápido que o crescimento econômico global, disse o WTTC. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com muitas pessoas, especialmente das gerações mais jovens, viajando com mais frequência, preocupações como as políticas anti-imigração dos EUA levaram os turistas a países europeus como Espanha e França, bem como ao Japão, disse a presidente interina e CEO do WTTC, Gloria Guevara. Os latino-americanos, incluindo colombianos e mexicanos, viajaram menos para os EUA, e os mexicanos que ainda foram para os EUA fizeram viagens mais curtas, disse ela em entrevista em Madri. Com a queda do turismo estrangeiro nos EUA, o terceiro país mais visitado do mundo viu os turistas estrangeiros gastarem 7% menos, com a queda nas chegadas do Canadá, México e Europa, de acordo com estimativas do WTTC. No entanto, os gastos dos turistas domésticos compensaram isso. Os EUA são a maior economia de viagens e turismo do mundo. A indústria do turismo continua a crescer, apesar da reação negativa de alguns moradores locais em pontos turísticos, disse Guevara. “Não vimos o impacto do excesso de turismo, e o melhor exemplo é justamente onde o excesso de turismo foi gerado, particularmente na Europa e no Japão, onde estamos vendo outro recorde”, disse ela. A indústria global do turismo deve crescer 4,5% em 2026, novamente superando o crescimento econômico global, de acordo com o WTTC. A França recebeu 105 milhões de visitantes em 2025, enquanto mais de 96,5 milhões de turistas chegaram à Espanha, de acordo com estimativas do WTTC, bem acima dos 68 milhões que visitaram os EUA no ano passado.
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14/01 - Recife é eleita por turistas um dos destinos em alta para 2026, diz Tripadvisor
Praia de Boa Viagem, em Recife Prefeitura do Recife/Arquivo A cidade do Recife foi eleita como uma das tendências de destinos para 2025 no ranking divulgado na terça-feira (13) pela plataforma de viagens Tripadvisor (veja lista). O levantamento foi feito a partir de avaliações de usuários do site entre outubro de 2024 e setembro de 2025. A região da ilha da Madeira, em Portugal, apareceu em primeiro lugar no ranking e foi descrita pelo Tripadvisor como um lugar com "beleza natural deslumbrante" e "ritmo tranquilo". Em seguida, está Tbilisi, capital da Geórgia, que foi destacada como uma cidade que "combina ruas de paralelepípedos, arquitetura colorida e uma cena artística em expansão". O Tripadvisor divulgou outras categorias, incluindo a de principais destinos para 2026. A cidade de Bali, na Indonésia, ficou em primeiro lugar e foi descrita como "um cartão-postal vivo, admirado por suas deslumbrantes paisagens exuberantes e praias de areia branca". Veja todas as categorias do prêmio da Tripadvisor: Destinos em alta Principais destinos Destinos para viagens solo Destinos gastronômicos Destinos culturais Destinos de Lua de Mel Destinos em alta Madeira, Portugal Tbilisi, Geórgia Chicago, Estados Unidos Quy Nhon, Vietnã Puerto Escondido, México Milão, Itália Glasgow, Reino Unido Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos Recife, Brasil Bariloche, Argentina Voltar ao início Veja os vídeos que estão em alta no g1 Principais destinos Bali, Indonésia Londres, Reino Unido Dubai, Emirados Árabes Unidos Hanói, Vietnã Paris, França Roma, Itália Marrakech, Marrocos Bangkok, Tailândia Creta, Grécia Nova York, Estados Unidos Voltar ao início Destinos para viagens solo Dublin, Irlanda Berlim, Alemanha Londres, Reino Unido Santiago, Chile Edimburgo, Reino Unido Nova York, Estados Unidos Hanói, Vietnã Madri, Espanha Bali, Indonésia Cidade do Cabo, África do Sul Voltar ao início Destinos gastronômicos Londres, Reino Unido Dubai, Emirados Árabes Unidos Roma, Itália Hong Kong, China Paris, França Mallorca, Espanha Doha, Catar Creta, Grécia Bangkok, Tailândia Marrakech, Marrocos Voltar ao início Destinos culturais Singapura Londres, Reino Unido Cracóvia, Polônia Paris, França Roma, Itália Edimburgo, Reino Unido Hanói, Vietnã Budapeste, Hungria Kyoto, Japão Bali, Indonésia Voltar ao início Destinos de Lua de Mel Bali, Indonésia Ilhas Maurício Maldivas Santa Lúcia Galle, Sri Lanka Huế, Vietnã Napa, Estados Unidos Positano, Itália Watamu, Quênia Antígua Voltar ao início
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14/01 - Congelamento de vistos pelos EUA não atinge turistas
EUA congelam emissão de vistos de imigrantes para cidadãos de 75 países O congelamento da emissão de vistos para 75 países anunciado pelos Estados Unidos nesta quarta-feira (14) não atinge turistas e nem viagens a negócios, segundo o Departamento de Estado Americano. O governo informou que a suspensão temporária valerá apenas para vistos de imigrantes. O visto de turista faz parte da categoria de "não imigrante", assim como os de trabalho temporário, estudos, intercâmbio e negócios. "O Departamento de Estado suspenderá o processamento de vistos de imigrantes de 75 países cujos migrantes recebem benefícios sociais do povo americano em taxas inaceitáveis. O congelamento permanecerá em vigor até que os EUA possam garantir que os novos imigrantes não irão extrair riqueza do povo americano", disse o departamento. O Departamento de Estado não informou quando a medida entrará em vigor, mas a TV Fox News – que noticiou a mudança antes do governo americano – disse que a ordem valerá a partir de 21 de janeiro, sem data para terminar. Leia mais: Veja a lista de países afetados Quais são as regras atuais para tirar o visto americano de turismo Existem mais de 60 tipos de vistos que permitem a um cidadão estrangeiro ingressar no país. Atualmente, são mais de 30 categorias de visto para não imigrantes, que podem permanecer no país de forma temporária. Algumas são específicas para cidadãos de determinados países, como México, Austrália, Chile e Singapura. Existem também mais de 30 tipos de visto de imigração – ou seja, para cidadãos estrangeiros que vivem de forma permanente nos Estados Unidos. Tipos de visto americano para não imigrantes (não incluídos no congelamento) Turismo, férias, viagem para tratamento médico – B2 Viagem para negócios, empregados domésticos e babás, atletas amadores e profissionais competindo por premiação em dinheiro – B1 Diplomata ou oficiais de governos estrangeiros e seus familiares imediatos e seus empregados domésticos – A1, A2, A3 Trânsito pelos Estados Unidos – C1 Tripulante – D Tratado de Comércio / Tratado de Investidor – E1, E2 Estudante: acadêmico ou vocacional e seus dependentes – F1 ou M1, F2 ou M2 Funcionário de organização internacional e seus empregados domésticos – G1, G4, G5 Funções especializadas em áreas que requerem conhecimento especializado e seus dependentes – H1B e H4 Trabalhador agricultor temporário – H2A Trabalhador temporário realizando serviços ou funções temporárias ou sazonais – H2B Programa de treinamento sem função de trabalho – H3 Mídia, jornalista – I Visitante de intercâmbio, professores, pesquisadores e médicos (em programas de intercâmbio) e seus dependentes – J1, J2 Transferência interna de funcionários e seus dependentes – L1, L2 Estrangeiros com habilidades extraordinárias em ciências, artes, educação, negócios e atletismo, sua equipe de apoio e dependentes – O1, O2, O3 Atleta, artista ou profissional de entretenimento e seus dependentes – P1, P2, P3, P4 Visitante internacional de intercâmbio cultural – Q1 Trabalhador religioso e seus dependentes – R1, R2 Vítima de tráfico humano e seus dependentes – T Vítima de atividade criminosa e seus dependentes – U Tipos de visto americano para imigrantes (emissão congelada) Relação familiar: Cônjuge de cidadão dos Estados Unidos – IR1, CR1 Noivo(a) de cidadão dos Estados Unidos. que irá residir no país – K-1 Adoção internacional de crianças órfãs por cidadãos dos Estados Unidos – IR3, IH3, IR4, IH4 Determinados familiares de cidadãos dos Estados Unidos – IR2, CR2, IR5, F1, F3, F4 Determinados familiares de residentes permanentes legais (green card) – F2A, F2B Trabalho (patrocinado por empregador): Trabalhadores prioritários (Primeira preferência) – E1 Profissionais com diplomas avançados ou pessoas com habilidade excepcional (Segunda preferência) – E2 Profissionais e outros trabalhadores (Terceira preferência) – E3, EW3 Criação de empregos / investidores (Quinta preferência) – C5, T5, R5, I5 Certos imigrantes especiais (Quarta preferência) – S, vários Outras categorias de imigrantes: Trabalhadores religiosos – SD, SR Visto de diversidade – DV Residente retornando aos Estados Unidos – SB Foto mostra um carimbo do visto americano em um passaporte estrangeiro em Los Angeles, nos EUA, em 6 de junho de 2020. Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (6) que não permitiria que estudantes estrangeiros permanecessem no país se todas as suas aulas fossem transferidas para a Internet Chris Delmas/AFP
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11/01 - Rota de voo mais turbulenta do mundo fica na América do Sul; confira top 10
Rota de voo mais turbulenta do mundo fica na América do Sul; confira top 10 Antes de cruzar a cordilheira dos Andes de avião, é bom se preparar: a chance de enfrentar turbulência é grande. Quatro das dez rotas aéreas que mais “chacoalharam” em 2025 passam pela região, segundo o ranking anual do Turbli, site que monitora a intensidade desse fenômeno em voos comerciais. Pelo segundo ano consecutivo, a rota considerada mais turbulenta do mundo liga o Aeroporto Internacional El Plumerillo (MDZ), em Mendoza, na Argentina, ao Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez (SCL), em Santiago, no Chile. Outros trajetos da América do Sul também aparecem no levantamento, ocupando a 4ª, 5ª e 7ª posições. Nenhuma rota que passa pelo Brasil entrou na lista das dez mais turbulentas (veja o ranking abaixo). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Turbulência em voos pode triplicar até 2050 — veja como a aviação está se preparando Avião Unsplash/Ross Parmly Rotas mais turbulentas 2025 g1/Gui Sousa Assim como a América do Sul, a China também se destaca no ranking e não é por acaso. Regiões montanhosas, como a Cordilheira dos Andes e o Himalaia favorecem correntes de vento, aumentando a probabilidade de turbulência durante o voo, segundo o Turbli. Nas redes sociais, circulam vários vídeos que compartilham os "perrengues" com a turbulência. Confira alguns desses vídeo sobre os Andes. Initial plugin text Initial plugin text ➡️​Como o ranking é feito O ranking é elaborado desde 2022 com base em dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) e do Met Office, serviço meteorológico oficial do Reino Unido. A análise considera 10 mil rotas entre os 550 maiores aeroportos do mundo. A cada mês, são monitorados 20 voos por trecho, e o resultado anual é a média dos dados coletados. O Turbli mede a intensidade da turbulência em edr, índice que considera a velocidade dos ventos e a energia envolvida. Quanto maior o edr, mais forte é a turbulência. De zero a 20 ela é considerada leve; de 20 a 40, moderada; de 40 a 60, forte; de 60 a 80, severa e de 80 a 100, extrema. No ranking, mesmo as rotas mais turbulentas não ultrapassaram o nível moderado. Viagem de avião; passageira durante voo Tim Gouw/Pexels Avião Unsplash/Mohammad Arrahmanur Avião Unsplash/emanuviews Veja mais: NYT coloca um destino brasileiro em lista de 52 lugares para conhecer em 2026; veja Toronto cria 'museu' do presente ruim (e aceita doações) Sem classe econômica: quanto custa fazer o voo mais longo do mundo?
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11/01 - Comissário de bordo: veja salário inicial e como funciona carreira no Brasil
Comissária da Emirates viraliza no TikTok ao revelar quanto ganha e benefícios que recebe Recentemente, a comissária de bordo argentina Victoria Capano, de 28 anos, viralizou nas redes sociais ao falar sobre salários, benefícios e requisitos de trabalho na Emirates, uma das maiores companhias aéreas do mundo. A carreira se destaca pelos salários atrativos e pelos benefícios oferecidos, como moradia e transporte. No Brasil, porém, quem deseja atuar como comissário de bordo precisa atender a uma série de requisitos. (veja abaixo) Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), esses profissionais têm como “missão principal cuidar da segurança, tranquilidade e conforto dos passageiros do transporte aéreo, bem como do restante da tripulação”. O g1 procurou as principais companhias aéreas do Brasil (Azul, Gol e Latam), além do sindicato da categoria e da Anac, para responder às seguintes perguntas: Quais são os requisitos para se tornar comissário de bordo? É preciso fazer curso específico? Qual duração e valor? Qual o salário inicial e benefícios? Como é a rotina de trabalho? Quais são os principais desafios da profissão? Quais as oportunidades de crescimento dentro da carreira? Conselhos para quem quer seguir na carreira 1. Quais são os requisitos para se tornar comissário de bordo? Ter no mínimo 18 anos de idade; Ter ensino médio completo (ou equivalente); Estar em dia com as obrigações militares (para homens entre 18 e 45 anos); Estar quite com a Justiça Eleitoral; Ser capaz de ler, escrever, falar e compreender a língua portuguesa; Possuir Certificado Médico Aeronáutico (CMA) de segunda classe, comprovando aptidão física e psicológica para o exercício da função; Ter concluído o treinamento inicial de comissário de voo, em programa aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC); Cumprir pelo menos 5 horas de voo supervisionadas, desempenhando as funções de comissário sob orientação de um instrutor; Ser aprovado em uma avaliação prática, demonstrando conhecimento, habilidades e atitudes necessárias para garantir a segurança e o bom desempenho das atividades a bordo. Desde janeiro de 2024, as regras para a concessão da licença de comissário de voo foram atualizadas. Agora, não é mais obrigatório concluir o curso em uma escola de aviação nem realizar o exame teórico da Anac. Apesar disso, os exames continuam disponíveis para quem quiser realizá-los. A maioria das companhias aéreas ainda considera a formação indispensável nos processos seletivos. De acordo com Salmeron Cardoso, CEO do Centro Educacional da Aviação do Brasil (CEAB), as empresas não contratam candidatos que não tenham passado pelo treinamento teórico e prático. Segundo ele, essa preparação é um requisito básico para quem vai atuar diretamente com a segurança e o atendimento dos passageiros a bordo. Algumas habilidades adicionais podem representar um diferencial importante, segundo o especialista: Inglês ou espanhol: pode ser exigido em alguns processos seletivos, especialmente quando há atendimento a passageiros estrangeiros; Libras (Língua Brasileira de Sinais): tem ganhado destaque e, em alguns recrutamentos, aparece como diferencial valorizado, refletindo um movimento de inclusão e acessibilidade no setor aéreo. “Em algumas seleções, o inglês é eliminatório. Já o domínio de Libras é visto como uma habilidade complementar, que demonstra sensibilidade e preparo para atender todo tipo de passageiro”, explica Salmeron Cardoso. No caso da Latam, por exemplo, é exigida experiência de trabalho em áreas de serviços, especialmente em cargos de atendimento ao cliente ou vendas. Na Gol, o conhecimento intermediário de inglês ou espanhol é requisito para o cargo. Já na Azul, falar outros idiomas é considerado um diferencial, mas não é obrigatório para participar do processo seletivo. 2. É preciso fazer curso específico? Qual é a duração e valor? Apesar de a Anac não exigir mais a conclusão do curso nem a aprovação no exame teórico para a obtenção da licença, muitas companhias aéreas continuam exigindo a formação completa em escola de aviação. Os cursos têm duração de três a cinco meses, e os custos variam entre R$ 2 mil e R$ 7 mil, dependendo da escola e do formato escolhido. A formação prepara o aluno para situações de emergência, com simulações de evacuação, combate a incêndio, sobrevivência na selva e no mar, além de disciplinas como primeiros socorros, meteorologia, regulamentos da aviação civil e atendimento a bordo. Comissário de bordo: veja salário inicial e como funciona carreira no Brasil Divulgação LATAM 3. Qual o salário inicial e benefícios? O salário inicial de um comissário é de R$ 2.694,79, segundo a Convenção Coletiva de Trabalho 2024/2025 do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). Esse valor corresponde ao piso da categoria no início da carreira. Algumas companhias, porém, pagam acima desse patamar: na Latam, o piso é de R$ 2.874,52; na Gol, de R$ 2.806,39; já a Azul não possui acordo específico com valor mínimo definido. Além do salário-base, os comissários recebem adicionais previstos em convenção coletiva, como horas de voo (diurnas e noturnas), compensação orgânica, vale-alimentação, pagamento por sobreaviso e remuneração pelo tempo em solo. As diárias — que cobrem hospedagem e alimentação fora da cidade de residência — não são classificadas como benefício. Trata-se de um item obrigatório no Brasil, com valores definidos em convenções coletivas de trabalho. Segundo o CEO do Centro Educacional da Aviação do Brasil (CEAB), a remuneração total costuma variar entre R$ 4 mil e R$ 6 mil, a depender da empresa, da escala e do tempo de serviço. Entre os benefícios mais comuns estão: Passagens com desconto para o colaborador e familiares; Plano de saúde e odontológico; Seguro de vida; Vale-transporte; Auxílio-creche; Treinamentos periódicos e oportunidades de progressão na carreira. No exterior, companhias como Emirates, Qatar Airways e Etihad Airways oferecem remunerações mais altas, entre US$ 2.500 e US$ 3.500 (cerca de R$ 15 mil a R$ 21 mil), geralmente com moradia, transporte e outros benefícios incluídos. Os processos seletivos, no entanto, costumam ser mais rigorosos e exigem inglês fluente, postura profissional e alta capacidade de comunicação intercultural. 4. Como é a rotina de trabalho? A rotina de trabalho dos comissários de bordo é regulamentada pela Lei nº 13.475/2017 (Lei do Aeronauta) e pelo RBAC-117 da Anac, que estabelecem limites de jornada, descanso e horas de voo para garantir segurança e bem-estar. A legislação define limites mensais de horas de voo, períodos mínimos de descanso e intervalos obrigatórios entre jornadas, que variam conforme o tipo de operação (doméstica ou internacional) e o tempo total de voo. As empresas devem divulgar a escala com, no mínimo, cinco dias de antecedência em relação ao início de cada mês, incluindo voos, treinamentos, deslocamentos e folgas. A lei assegura ao menos 10 folgas mensais de 24 horas consecutivas, das quais pelo menos duas devem ocorrer em um sábado e domingo consecutivos. Pelas normas, o comissário pode cumprir jornadas diárias que variam entre 9 e 18 horas, conforme o tipo de operação (doméstica, internacional ou de revezamento). Os limites de horas de voo variam de acordo com o tipo de aeronave. Por mês e por ano, respectivamente, são: Aviões a jato: até 80 horas mensais e 800 anuais; Aviões turboélices: até 85 horas mensais e 850 anuais; Aviões convencionais: até 100 horas mensais e 960 anuais; Helicópteros: até 90 horas mensais e 930 anuais; Quando o comissário atua em mais de um tipo de aeronave, prevalece sempre o limite mais baixo. Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas, as restrições previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da aviação regular garantem que os profissionais mantenham condições físicas e mentais adequadas para operar com segurança. O regulamento também permite que empresas solicitem ajustes nesses limites, desde que previstos no manual do operador, aprovados previamente pela ANAC e considerados seguros para a operação. A legislação reforça que alterações só podem ser aplicadas mediante acordo ou convenção coletiva, por se tratar de questões internas entre operadores e tripulantes. Na prática, o comissário costuma trabalhar em seis ciclos de voo ao longo do mês, retornando à base operacional ao fim de cada período e respeitando as 10 folgas mensais previstas em lei. “Esses parâmetros são baseados em estudos de fadiga humana, garantindo que o profissional mantenha condições físicas e mentais adequadas para o exercício seguro de suas funções a bordo”, explica o CEO do Centro Educacional da Aviação do Brasil (CEAB). 5. Quais são os principais desafios da profissão? Ser comissário de bordo vai muito além do atendimento aos passageiros e do glamour das viagens. A profissão exige preparo técnico, responsabilidade e capacidade para lidar com situações complexas. Entre os principais desafios estão a rotina intensa de voos, os horários irregulares, o afastamento da família e a necessidade de manter a cordialidade mesmo sob pressão. Além do atendimento, os comissários são responsáveis pela segurança a bordo e precisam estar preparados para agir rapidamente em casos de emergência médica, turbulência, princípio de incêndio ou comportamentos indisciplinados. “Os comissários passam por treinamentos constantes de segurança e primeiros socorros e precisam estar prontos para tomar decisões em segundos”, explica Elisabete Antunes, diretora dos comissários de bordo da Azul. Segundo ela, o trabalho exige equilíbrio emocional, empatia e compromisso com a segurança e o bem-estar dos passageiros. Por outro lado, Elisabete destaca que a profissão também oferece recompensas únicas. “Conhecer novas culturas, desenvolver habilidades interpessoais e representar a companhia diante dos clientes são aspectos que tornam essa carreira especial, sobretudo para quem tem vocação para servir e gosta de lidar com pessoas em um ambiente dinâmico e multicultural”, afirma. “É muito importante ser atencioso, ter foco na segurança e disponibilidade para trabalhar em horários altamente rotativos”, completa Diogo Lotito de Carvalho, gerente-sênior de Serviço a Bordo da LATAM Brasil. 6. Quais as oportunidades de crescimento dentro da carreira? As oportunidades de crescimento na carreira de comissário vão muito além das funções dentro da aeronave. A progressão profissional depende de qualificação constante, desenvolvimento de liderança e busca por novas oportunidades dentro das companhias aéreas. Após o início como comissário auxiliar, o profissional pode progredir para funções como Chefe de Cabine, Instrutor e Examinador Credenciado – neste último caso, é necessário ter formação específica e aprovação da ANAC. Essa evolução pode ocorrer tanto de forma vertical, assumindo posições de liderança dentro da cabine, quanto horizontal, com a possibilidade de atuar em áreas correlatas da aviação, como operações em solo ou segurança. O crescimento pode ser impulsionado pelo treinamento contínuo, pelo desenvolvimento de habilidades de gestão de equipes e pela experiência adquirida em diferentes tipos de operação, incluindo rotas internacionais. Ao investir no aprimoramento técnico e comportamental, o comissário fortalece seu papel estratégico na segurança e na qualidade do serviço a bordo, sendo peça-chave para o padrão de excelência operacional das companhias aéreas. 7. Conselhos para quem quer seguir na carreira Para quem sonha em seguir a carreira, o segredo está em investir na formação técnica, manter-se aberto ao aprendizado e ter vocação para servir. “O atendimento verdadeiramente marcante vem do coração, e é isso que torna nossos comissários únicos”, afirma Elisabete Antunes, diretora dos comissários de bordo da Azul. A função de comissário de voo vai muito além do atendimento aos passageiros. Trata-se de uma carreira sólida, com oportunidades de crescimento baseadas em experiência e formação contínua. Segundo Diogo Lotito de Carvalho, gerente-sênior de Serviço a Bordo da LATAM Brasil, a profissão oferece experiências únicas, em equipes multiculturais e diversas, permitindo que cada comissário deixe sua marca ao garantir a segurança e um de voo de qualidade. A GOL informou, em nota, que para ingressar na carreira de comissário de voo é necessário apresentar toda a documentação exigida e ter domínio de inglês e espanhol — competências consideradas indispensáveis atualmente. A companhia destaca ainda que dedicação e constante atualização são fundamentais para garantir a segurança e a excelência no atendimento, além de reforçar que seus valores servem como referência no perfil buscado para novos colaboradores.
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06/01 - NYT coloca um destino brasileiro em lista de 52 lugares para conhecer em 2026; veja
New York Times coloca um destino brasileiro entre os 52 lugares para visitar em 2026 O jornal The New York Times divulgou nesta terça-feira (6) seu ranking de 52 lugares para conhecer em 2026. Um destino brasileiro está na lista: o Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), que ficou na 24ª posição (veja a lista completa). “Uma das poucas críticas feitas a Inhotim é que um único dia não basta para ver tudo”, diz o New York Times, destacando as “500 obras distribuídas em 24 galerias de arquitetura única, em meio a um enorme jardim botânico”. Instituto Inhotim Raquel Freitas/G1 “Em 2026, Inhotim celebra 20 anos de abertura ao público (o espaço começou como uma coleção privada) com uma programação especial de exposições que exploram a identidade afro-amazônica do Brasil”, acrescenta o jornal. “Obras de Dalton Paula, Davi de Jesus do Nascimento, Paulo Nazareth e de 22 artistas indígenas sul-americanos se somarão ao acervo permanente, que inclui trabalhos de artistas como Yayoi Kusama e Hélio Oiticica.” Museu de Inhotim Rafael Muniz/Divulgação LEIA MAIS: Descubra no mapa onde estão plantas do Instituto Inhotim e veja fotos 20 lugares para uma viagem internacional em 2026, segundo a BBC 7 ideias em alta para viajar mais e melhor em 2026 Na menção a Inhotim, o New York Times cita Belo Horizonte, a cerca de 55 km do museu, como “a capital dos bares” do Brasil e elenca a capital mineira, o Parque Nacional da Serra do Cipó e “igrejas de exuberância barroca” como motivos para estender a viagem após a visita em Brumadinho. Brasília (em 2024), Manaus e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (ambos em 2023) foram alguns dos lugares brasileiros que apareceram recentemente no ranking anual do New York Times. No ano passado, nenhum destino do país entrou na lista. 'América Revolucionária' lidera ranking Comemoração do Dia da Independência dos EUA, em Nova York, em 4 de julho de 2023 REUTERS/Jeenah Moon Além do museu mineiro, o jornal ainda incluiu cidades, praias, parques, cenários naturais e outras atrações como destinos para os viajantes em 2026. Na primeira posição da lista, o New York Times indicou como destino a 'América Revolucionária', reunindo diversos eventos que ocorrerão nos Estados Unidos em 2026 para comemorar os 250 anos da independência do país. "Filadélfia, berço da Declaração de Independência, vai sediar em 2 de julho o [desfile] Red, White & Blue To-Do Pomp & Parade, além de duas novas galerias no National Constitution Center, uma grande exposição no Philadelphia Museum of Art e uma partida da Copa do Mundo no Dia da Independência [4 de julho]", diz o jornal. O NYT também cita a capital Washington e os estados de Virgínia, Nova York, Nova Jersey e Massachussets como locais de destaque para as celebrações. Exposição 'Cidade das Mulheres' no Museu de Arte Moderna em Varsóvia, na Polônia Alicja Szulc/Divulgação Na segunda posição do ranking aparece Varsóvia, na Polônia, com destaque para o Museu de Arte Moderna e a Plac Defilad, praça central da cidade. "Criada nos anos 1950 para desfiles do período comunista, a praça está sendo transformada em um polo verde e voltado aos pedestres, ligando o museu a outros espaços culturais", diz o jornal. Para fechar o top 3, o NYT escolheu outra capital: Bangcoc, na Tailândia, que "vem trabalhando intensamente para combater sua condição de uma das cidades menos verdes da Ásia", segundo a publicação. Vista aérea do templo budista Wat Samphran (Templo do Dragão) em Nakhon Pathom, cerca de 40 km a oeste de Bangcoc, em foto de 2020 Mladen Antonov/AFP Veja a lista completa dos 52 destinos 'América Revolucionária' — Estados Unidos Varsóvia — Polônia Bangcoc — Tailândia Península Osa — Costa Rica Bandhavgarh — Índia Dallas — Estados Unidos Orã — Argélia Rota 66 — Estados Unidos Saba — Pequenas Antilhas (Caribe) Poblenou (Barcelona) — Espanha Outras Montanhas do Nepal (além do Monte Everest) — Nepal Bayreuth — Alemanha Viagem de trem pelas Montanhas Rochosas Canadenses — Canadá Top End (Território do Norte) — Austrália Penang — Malásia Los Angeles — Estados Unidos Nagasaki — Japão Breuil-Cervínia — Itália Memphis — Estados Unidos Armênia Espanha de Joaquín Sorolla (Madri e Valência) — Espanha 'Inglaterra do Ursinho Pooh' (East Sussex) — Inglaterra Seicheles Inhotim — Brasil Islândia Ilhas Sanibel e Captiva — Estados Unidos Hyde Park (Chicago) — Estados Unidos Ilhas Traena — Noruega Miches — República Dominicana Portland — Estados Unidos Montanhas Tien Shan — Quirguistão Assis — Itália Refúgio Nacional da Vida Selvagem do Ártico — Estados Unidos Vietnã Querétaro — México Medora (Dakota do Norte) — Estados Unidos Camiguin — Filipinas Messínia — Grécia Guiana Deer Valley (Utah) — Estados Unidos Yunnan — China Bentonville (Arkansas) — Estados Unidos Cabo Froward — Chile Gênova — Itália Trilha Dongseo — Coreia do Sul Okinawa — Japão Bacia Hidrográfica do Rio Pastaza — Equador Área de Conservação de Ngorongoro — Tanzânia Melbourne — Austrália Praia da Virgínia — Estados Unidos Estrada Big Sur (Califórnia) — Estados Unidos Ilha Mon — Dinamarca Conheça espécies botânicas do Inhotim
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04/01 - Dunas, cachoeiras e fervedouros: conheça os atrativos do Parque Estadual do Jalapão
Fervedouro no Jalapão, região Leste do Tocantins Vilma Nascimento/Arquivo Pessoal Janeiro para muitas pessoas é sinônimo de mês de férias e, no Tocantins, um dos destinos mais procurados é o Parque Estadual do Jalapão. Dunas, cachoeiras e fervedouros com águas cristalinas fazem parte da região, que encanta a todos que visitam o cartão postal. Para mostrar a grandiosidade e importância do Jalapão para o estado, confira alguns dos atrativos mais procurados pelos turistas: 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 📍 Localização O parque tem aproximadamente 158 mil hectares e fica na cidade de Mateiros, município que fica 300 km distante de Palmas. Os limites do parque chegam às divisas de Ponte Alta do Tocantins, São Félix do Tocantins e Novo Acordo. Para acessar as belezas da região, é importante utilizar veículos traçados, já que a maior parte das estradas são de terreno arenoso. O período chuvoso, que o Tocantins atravessa atualmente, pode ocasionar em atoleiros que impossibilitam a passagem de veículos pequenos. Dunas Dunas no Jalapão Divulgação/Gêmeos Tour Jalapão Um das paradas obrigatórias da região é a região das Dunas, uma erosão formada por rochas de arenito na Serra do Espírito Santo. Com a ação do tempo, a areia sempre fica no mesmo local, formando as dunas do cerrado. A areia tem um tom alaranjado, árvores de buritis e poças d’água ao redor, cenário propício para belos registros fotográficos. LEIA TAMBÉM: Aventura e conexão com a natureza: Jalapão revela dunas, fervedouros e cachoeiras que encantam turistas no Tocantins Jalapão está entre destinos mais desejados pelos brasileiros; veja quanto custa conhecer 'paraíso' no Cerrado Cachoeiras Cachoeira do Formiga é um dos atrativos buscados pelos turistas Divulgação/Glerivan Martins - Expedições Tocantins Várias cachoeiras fazem parte da região. Uma delas é a do Formiga Leva esse nome por ter grande quantidades de formigas em plantas que a rodeiam. A estrutura existente no atrativo facilita a entrada nas águas esverdeadas. A cachoeira é uma das mais famosas e procuradas do Jalapão. O Jalapão também tem para visitação a Cachoeira das Araras, a do Escorrega Macaco, a da Roncadeira, entre outras. Pedra Furada O que é literalmente uma pedra com um buraco ao meio se tornou um dos pontos turísticos mais famosos do Jalapão, pelas paisagens incríveis que se tornam visíveis do local. A estrutura se formou há milhares de anos partir da ação do vento e chuvas na pedra de arenito. Fervedouros Localizados em diferentes pontos do Jalapão, os fervedouros são nascentes de rios subterrâneos que brotam em poços após não conseguirem um local de vazão. O que encanta os turistas é que quem toma banho nos fervedouros não afunda. Para visitar, é preciso seguir regras, para evitar gerar problemas ambientais na região. Veja quais são alguns dos fervedouros: Fervedouros são as atrações do Jalapão Divulgação/Warley Araujo - Gêmeos Tour Jalapão Bela Vista – Um dos mais famosos a serem visitados, tanto por parte da nascente como do próprio poço. Buriti – Fica dentro de uma propriedade particular e muito pedido pelos turistas por ter o formato de um coração. Possui estrutura com deck e escada para facilitar a entrada. Rio Sono – Por ser um fervedouro com micronascentes com grau menor de pressão, a sensação de flutuar é menor que nos outros. Buritizinho – Possui capacidade menor que os outros fervedouros, de até seis pessoas. Nos demais, podem visitar dez pessoas por vez. Macaúbas – Um dos fervedouros que possui pressão de água mais forte do Jalapão. Cânion Sussuapara Atrativo mais próximo da cidade de Ponte Alta do Tocantins, o portal do Jalapão. Leva esse nome por causa de um veado comum na região, chamado sussuapara. Possui estrutura com banheiros e escada para atender os turistas. Lagoa do Japonês Localizada em Pindorama, a lagoa possui águas transparentes e azuladas, e vem ganhando destaque nos roteiros. Um refúgio perfeito para quem quer dar um último mergulho e relaxar antes de voltar para Palmas. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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02/01 - Funcionário da Disney é atingido por bola de borracha de 180 quilos em atração do 'Indiana Jones'; VÍDEO
Funcionário da Disney é atingido por bola de borracha de 180 quilos em atração Um funcionário do Walt Disney World, na Flórida, foi aclamado como herói após impedir o avanço de uma bola de borracha de 180 quilos que ricocheteava em direção ao público durante um espetáculo ao vivo de "Indiana Jones". "Ela vinha em nossa direção!", disse uma pessoa da plateia em um vídeo publicado no YouTube. O incidente ocorreu na última terça-feira (30). A bola atingiu o funcionário, que se colocou à frente para bloqueá-la e evitar que caísse sobre o público, derrubando-o. Colegas correram para ajudá-lo e o colocaram de pé, enquanto ele sangrava na cabeça. Funcionário da Disney é atingido por bola de borracha de 180 quilos em atração do 'Indiana Jones' Reprodução/Redes sociais A Disney confirmou que o incidente ocorreu durante o show "Indiana Jones Epic Stunt Spectacular" no parque temático Hollywood Studios, do Disney World. "Estamos focados em apoiar nosso membro do elenco, que está se recuperando", disse um porta-voz da Disney em declaração à AFP nesta sexta-feira (2). "Esse elemento do show será modificado quando nossa equipe de segurança concluir a avaliação do que ocorreu", acrescentou. A bola de borracha remete à cena de uma rocha perseguindo o personagem Indiana Jones — esse é um dos momentos mais lembrados do filme "Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida", de 1981. Trata-se do primeiro filme da saga de Steven Spielberg sobre o famoso arqueólogo, interpretado por Harrison Ford.
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02/01 - 'Gigantes da fé': megaestátuas de santos e beatos transformam o turismo no Ceará; entenda
'Gigantes da fé': conheça estátuas gigantes com potencial de impactar turismo no Ceará. No Ceará, a fé também é feita de concreto e fibra: sete estátuas gigantes de santos e beatos, sendo duas delas maiores que o Cristo Redentor, transformam cidades do sertão e do litoral em destinos turísticos que movimentam a economia do Estado e atraem milhões de visitantes por ano. (clique no mapa abaixo e saiba mais sobre as 'megaimagens') Conhecido pelas praias paradisíacas, o Ceará vem fortalecendo nos últimos anos outro tipo de vocação: o turismo religioso católico. O monumento devocional mais recente foi inaugurado no último dia 7 em Jucás - uma imagem de Nossa Senhora do Carmo com 40 metros. Dois monumentos estão em construção, com previsão de inauguração em 2026. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp O impulso mais recente ao circuito sacro foi uma lei aprovada no estado em 2022 que criou a “Rota do Turismo Religioso do Ceará” para atrair peregrinos ao Estado e evidenciar os atrativos religiosos e culturais com foco no desenvolvimento socioeconômico regional e fortalecimento do turismo religioso, de acordo com o Governo do Ceará. 📍19 cidades do Ceará integram o modelo que estabeleceu uma 'rota da fé'. Além da maioria dos municípios onde há os megamonumentos, também foram incluídas no roteiro as cidades que têm festas religiosas tradicionais, templos e até mosteiro. A Secretaria do Turismo do Ceará informou que a legislação de 2022 é 'simbólica' e que os repasses de recursos à essas prefeituras seguem os trâmites das políticas públicas vigentes por meio de programas, convênios ou ações de desenvolvimento turístico. Segundo levantamento do g1, com base em reportagens publicadas a partir de 2020, foram ao menos 30 milhões investidos nestes monumentos - se considerados recursos empregados na infraestrutura, obras do entorno e outros reparos. O Estado não tem um levantamento consolidado do investimento especificamente nas estátuas. ⛪ O Ceará é o segundo estado do país com a maior população declarada católica, atrás apenas do Piauí. 70,4% dos cearenses, o equivalente a 5,3 milhões de pessoas professam a religião, segundo os dados mais recentes do IBGE. Christian Dennys, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e doutor em Geografia Humana, avaliou que as estátuas como uma 'aposta' do catolicismo em um cenário de crescimento do número de evangélicos no Brasil. "[As estátuas gigantes] são uma forma de transformar essa resistência, de uma população de maioria ainda católica, em representação", disse o pesquisador. As mais novas estátuas religiosas do Ceará, uma delas dedicada a Santo Antônio, padroeiro de Caridade, e a outra à menina Benigna, beata de Santana do Cariri, ambas em obras, devem ser inauguradas em 2026. Brasil tem menor parcela de católicos da história; evangélicos batem recorde Estátua de Nossa Senhora do Carmo de 40 metros é inaugurada no Ceará Maior que o Cristo Redentor, imagem de Nossa Senhora de Fátima atrai multidão Estátua de Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, completa 50 anos Estátua gigante de Santo Antônio no Ceará recebe cabeça após 39 anos Gigante pioneiro Um dos principais destinos do turismo religioso no Brasil é Juazeiro do Norte, no Cariri do Ceará. O destaque no município é a estátua de Padre Cícero, na Colina do Horto, inaugurada em 1969, pioneira das 'esculturas da fé' no Ceará. O monumento tem 27 metros de altura. O local é, especialmente, destino de romarias. Dados do Ministério do Turismo estimam que, em um ano, a cidade recebe cerca de 2,5 milhões de turistas. Juntos eles movimentam cerca de R$ 2,5 milhões ao ano na região. Para aproveitar o movimento de romeiros, a cidade vizinha, Crato inaugurou neste ano um monumento em homenagem à Nossa Senhora de Fátima. A estátua, de 54 metros, equivale ao tamanho de um prédio de 18 andares e supera o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que tem 38 metros. “Ainda é tudo muito novo. Mas ela [a estátua de Nossa Senhora de Fátima] eleva nosso potencial no segmento de turismo religioso no Nordeste e no Brasil”, avaliou Anny Callou, secretária-executiva do Turismo do Crato. O Crato é o município mais católico do Brasil, de acordo com o IBGE. A estátua fica localizada em um santuário onde foi criada uma estrutura também para empreendedores atenderem os romeiros. No local há 30 permissionários que vendem diferentes produtos — artesanatos, comida, etc — também voltados ao catolicismo. “O impacto já foi diretamente sentido, mas é uma grande promessa esse investimento que está sendo feito lá tenha um retorno social e econômico para a região como um todo”, avaliou a secretária-executiva do Turismo. Monumentos a São Francisco das Chagas, Padre Cícero, Santa Edwiges e Nossa Senhora de Fátima (da esq. para dir.) Arte/g1 Principal atividade O Cariri tem posição geográfica considerada estratégica para o turismo religioso. A região faz divisa com a Paraíba e Pernambuco, atraindo turistas dos dois Estados. O Cariri também está no caminho de quem busca conhecer outros destinos católicos do Ceará, como Canindé, conhecida por ser destino de romarias - as duas cidades estão distantes cerca de 130 km. Ao chegar ao município, o turista é recebido pela estátua de São Francisco de Assis, de 31 metros. O local disputa a preferência dos fiéis com a Basílica Santuário de São Francisco das Chagas. A estimativa é que mais de 1,5 milhões turistas visitem Canindé todo ano. “A visitação em Canindé se dá pela linha religiosa e a estátua fortalece isso. Além disso movimenta o comércio e a nossa economia, para que as famílias possam garantir sua renda. Muita gente vive dessa das romarias, do turismo religioso”, disse Sérgio Barbosa, secretário municipal do Turismo. A temporada no município vai de 2 de agosto, 'Dia do Perdão de São Francisco de Assis', até 3 de fevereiro, que é o 'Dia do Romeiro'. O destaque no período é a Festa de São Francisco, de 24 de setembro a 4 de outubro. Litoral Roteiro religioso compete com as praias paradisíacas do litoral de Caucaia, vizinho a Fortaleza Natinho Rodrigues/SVM O interior do Ceará concentra os municípios na Rota do Turismo Religioso do Ceará — a única exceção é Caucaia, ao lado de Fortaleza. A cidade banhada pelo litoral guarda um monumento de 23,7 metros dedicado à Santa Edwiges. O Santuário de Santa Edwiges existe desde 2002 no bairro Garrote. Em média, o santuário recebe cerca de 15 mil visitantes por mês. Em 2019, foi aprovada uma lei estadual para incluir a romaria de Santa Edwiges, em 16 de outubro, no Calendário Oficial de Eventos do Ceará. Stela Rocha, gerente do santuário disse que a maioria dos turistas brasileiros que visitam o local são Rio de Janeiro e São Paulo; já internacionalmente, os turistas são dos Estados Unidos e do Canadá. Conheça as estátuas gigantes de santos e beatos 📍Nossa Senhora da Penha - Campos Sales Estátua de Nossa Senhora da Penha, no Santuário de Campos Sales. Clébio Rodrigues O município de Campos Sales abriga a estátua de Nossa Senhora da Penha de 26 metros. O monumento foi esculpido pelo artista pernambucano Pedro Pereira, conhecido por “Pedro de Saboeiro” O artista levou quase dois anos para terminar, do projeto ao fim da obra. O molde foi feito a partir da mistura de gesso e serra de madeira, e a imagem foi fabricada em fibra, matéria-prima comumente usada nas obras de Pedro de Saboeiro. A estátua fica em um mirante onde há um anfiteatro, um local para o comércio e um estacionamento. 📍Nossa Senhora do Carmo - Jucás Estátua de Nossa Senhora do Carmo, em Jucás. Thiago Gaspar/Governo do Ceará/Reprodução O município de Jucás inaugurou o Santuário de Nossa Senhora do Carmo. O local possui a maior estátua do país dedicada à santa, de acordo com Governo do Ceará, com 40 metros de altura. Por meio de convênio com a prefeitura, o Estado aplicou quase R$ 4 milhões na construção de acesso, urbanização e infraestrutura para o Santuário de Nossa Senhora do Carmo. O local contará com um complexo com lojas, restaurante, lanchonetes e banheiros, além de uma capela e outros espaços para receber romeiros e visitantes. 📍Padre Cícero - Juazeiro do Norte Estátua de Padre Cícero, em Juazeiro do Norte. Gustavo Pellizon/SVM A estátua dedicada ao beato Padre Cícero, que fica na Colina do Horto, abriga na vizinhança um museu e uma igreja. Foi esculpida por Armando Lacerda em 1969. Rômulo Ayres Montenegro foi o engenheiro responsável pelos cálculos de engenharia da base e da estátua. Da estátua é possível ter uma vista panorâmica da cidade e da Chapada do Araripe. 📍Nossa Senhora de Fátima - Crato Estátua de Nossa Senhora de Fátima, no Crato. Elizângela Santos Inaugurada em 2025, a nova estátua de Nossa Senhora de Fátima, no Crato, tem 54 metros. Segundo o Governo do Ceará, a estátua no Crato é a maior do mundo retratando a Santa. O artista responsável pela estátua é Ranilson Viana, que é de Petrolina (PE). O monumento levou um ano e quatro meses da idealização à inauguração. A estátua fica em um santuário com o mesmo nome. Do ateliê de Ranilson ao Crato foram necessárias 10 carretas para transportar as peças e todo o trabalho envolveu mais de 40 profissionais. "No início da nossa preparação para receber a escultura, já começa-se a empregar pessoas, a mudar a história daquela cidade. Se você voltar com um ano, você fica surpreso em ver como a cidade cresceu, como a cidade aqueceu, como as pessoas se transformaram. O impacto é muito grande de uma obra de arte dessa, tanto da parte espiritual como também da material", declarou o artista. O Governo do Ceará investiu mais de R$ 6 milhões na pavimentação da via de acesso ao monumento. 📍São Francisco de Assis - Canindé Estátua de São Francisco de Assis, em Canindé. Thiago Gadelha/SVM A estátua de São Francisco, em Canindé, com 31 metros de altura, é um dos pontos turísticos mais visitados do município. O monumento de concreto foi inaugurado em 2005 e idealizado pelo escultor Deoclécio Soares Diniz, artisticamente conhecido como Mestre Bibi, que é canindeense. O Governo do Ceará fez uma reforma que contemplou um centro comercial de 1,86 mil m², com restaurante, lanchonete e cerca de 60 quiosques, um passeio principal pavimentado, uma via de acesso asfaltada para veículos de grande porte, além de novas calçadas, rampas e escadarias cercando a base da estátua de São Francisco, que compõe o chamado 'Caminho de Assis'. 📍Santa Edwiges - Caucaia Estátua de Santa Edwiges, em Caucaia. Thiago Gadelha/SVM A imagem de Santa Edwiges fica localizada em um santuário que também leva o nome da santa. O local fica em uma colina de 300 metros de altura na Serra do Japuara, no Garrote, a cerca de 32 km de Fortaleza. O monumento em 23,7 metros de altura e foi inaugurado em 2002. O santuário é administrado pela iniciativa privada, tendo capela e uma via-sacra com 15 quadros — cada um com três metros de altura — que retratam o sacríficio de Cristo. Também há uma lanchonete e uma loja que vende artigos religiosos. 📍Santo Antônio - Barbalha Estátua de Santo Antônio, em Barbalha. Arquivo SVM A estátua de Santo Antônio em Barbalha foi inaugurada em 2022. O monumento tem 26 metros de altura e fica na parte mais alta do bairro Alto da Alegria em uma área urbanizada de 10 mil m² no entorno. Barbalha, junto a Juazeiro do Norte e Crato, formam a trindade de municípios mais importantes do Cariri cearense. Para o monumento, o investimento foi de R$ 3,2 milhões, conforme o Governo do Ceará. 📍Santo Antônio - Caridade Projeto da estátua de Santo Antônio, em Caridade. Governo do Ceará/Reprodução O padroeiro de Caridade vai ganhar uma nova estátua com 36 metros de altura, no Serrote do Cágado. Mas a história de monumentos dedicados à Santo Antônio e a cidade é de longa data: Uma situação inusitada, que inspirou um livro e filme, teve um desfecho último dia 15. Uma estátua de Santo Antônio, que ficou quase 40 anos esperando para ter a cabeça instalada, ficou pronta. Essa escultura fica no Morro do Serrote e tem 19 metros. Já o projeto da nova estátua é parte de uma estratégia para impulsionar o turismo religioso no município. O g1 questionou a Secretaria das Obras Públicas (SOP) do Ceará sobre a previsão de inauguração do monumento, mas o órgão respondeu que "a partir de janeiro o Governo do Estado assume os serviços finais de urbanização do entorno, pavimentação do pátio e estacionamento do complexo". 📍Menina Benigna - Santana do Cariri Estátua em construção da beata Menina Benigna, em Santana do Cariri. Governo do Ceará/Reprodução Outra estátua que aguarda inauguração no Ceará é o monumento em homenagem à beata Menina Benigna. O projeto é de uma estátua de 26 metros no município de Santana do Cariri, onde a beata nasceu e foi assassinada. A estátua está sendo construída em um local onde há uma capela e um memorial para Menina Benigna. A previsão de entrega é após janeiro de 2026. Em agosto de 2024, uma estátua em homenagem à beata foi inaugurada na cidade, mas recebeu críticas que apontavam a falta de semelhança física entre o monumento e a religiosa. Com isso, um novo projeto foi desenvolvido para o município. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
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02/01 - Turbulência em voos pode triplicar até 2050 — veja como a aviação está se preparando
Incidentes de turbulência estão aumentando como resultado das mudanças climáticas causadas pela ação humana Getty Images "Vimos sangue no teto… Foi um caos completo." Essa foi a descrição de um passageiro sobre a cena após um voo da Singapore Airlines ter sido atingido por forte turbulência ao sobrevoar o sul de Mianmar, em 2024. "Muitas pessoas estavam no chão." No início da primavera deste ano, um Boeing 787 da United Airlines também enfrentou uma forte turbulência enquanto sobrevoava as Filipinas. Uma comissária de bordo foi arremessada contra o teto, sofrendo uma concussão e uma fratura no braço. Incidentes de turbulência como esses estão aumentando como resultado das mudanças climáticas causadas pela ação humana. A turbulência severa em céu claro (CAT), ou seja, ar extremamente turbulento, invisível a satélites, radares e ao olho humano, aumentou 55% desde 1979, quando começaram os registros meteorológicos confiáveis, segundo pesquisa de Paul Williams, professor de ciência atmosférica da Universidade de Reading (Reino Unido). A previsão é que a turbulência triplique em todo o mundo até a década de 2050 e que tenha, provavelmente, um impacto significativo em rotas aéreas sobre o leste da Ásia e o Atlântico Norte. Isso poderá afetar até mesmo a disposição das pessoas de voar. Entre os motivos mais comuns apontados por passageiros para justificar o medo de avião estão a sensação de perda de controle e experiências anteriores com turbulência. As mudanças climáticas provocadas pela ação humana estão aumentando a turbulência, o que acelera o desgaste das aeronaves Getty Images Mas a turbulência, além de potencialmente perigosa, também gera custos para a indústria da aviação, ao provocar desgaste nas aeronaves e alongar alguns voos, quando pilotos tentam evitá-la. Essas manobras implicam maior consumo de combustível e aumento das emissões. Embora a turbulência geralmente cause desconforto, e não ferimentos ou mortes, o crescimento do volume de movimentos caóticos na atmosfera faz com que companhias aéreas, cientistas e engenheiros busquem formas de mitigar o problema. A empresa Turbulence Solutions, baseada em Baden (Áustria), desenvolveu pequenos flaps que podem ser acoplados aos flaps maiores (ou ailerons) das asas das aeronaves. Esses equipamentos ajustam levemente seu ângulo para compensar as mudanças no fluxo de ar, com base em medições de pressão feitas imediatamente à frente deles, na borda de ataque da asa. Isso ajuda a estabilizar a aeronave, de forma semelhante ao modo como as aves ajustam suas penas durante o voo. A empresa afirma que sua tecnologia pode reduzir a turbulência sentida pelos passageiros em mais de 80%. Até agora, a tecnologia foi testada apenas em aeronaves de pequeno porte, mas o CEO Andras Galffy, que também é piloto de acrobacias aéreas, afirma estar confiante de que ela poderá ser adaptada para aviões muito maiores. "A visão comum é que você pode evitar a turbulência ou aceitá-la e lidar com isso apertando o cinto e reforçando a asa", diz Galffy. "Nós afirmamos que não é preciso aceitá-la. Basta ter o sinal de compensação correto. Para aeronaves leves, esse sempre foi um problema, mas mesmo na aviação comercial a situação está se agravando, porque a turbulência está aumentando." Voar diretamente por redemoinhos, vórtices e correntes ascendentes com o mínimo de perturbação exige não apenas engenharia de precisão, mas também matemática avançada e análise da dinâmica dos fluidos (o ar, assim como a água, é um fluido). O cenário é sempre complexo porque a própria natureza da turbulência é o caos. Pequenas perturbações, desde a forma como o vento desvia de um prédio até o rastro deixado por outra aeronave, podem alterar o comportamento das correntes de ar. É algo difícil para os humanos compreenderem, mas pode ser mais fácil para a inteligência artificial. Turbulência significa muito mais do que desconforto para os passageiros: ela pode provocar estresse significativo na estrutura das aeronaves Getty Images "O aprendizado de máquina é muito bom para encontrar padrões em dados de alta dimensionalidade", afirma Ricardo Vinuesa, pesquisador em mecânica dos fluidos, engenharia e inteligência artificial no KTH Royal Institute of Technology, em Estocolmo (Suécia). "A turbulência talvez seja a aplicação perfeita para a inteligência artificial." Em um experimento recente, Vinuesa e colegas do Barcelona Supercomputing Center (Espanha) e da Delft University of Technology (Holanda) testaram um sistema de IA que controlava "jatos sintéticos" de ar em uma asa de aeronave simulada. A própria IA foi treinada por meio de deep reinforcement learning (aprendizado profundo por reforço, em tradução livre), um processo no qual o modelo aprende por tentativa e erro, de forma semelhante a uma criança pequena aprendendo a andar. "Em vez de medir o fluxo de ar a montante, podemos usar a IA para criar simulações numéricas muito precisas do comportamento do ar, com base em medições feitas diretamente na asa", afirma. "E, enquanto redes neurais costumam ser vistas como caixas-pretas, usamos a IA explicável, que nos permite identificar quais medições são mais importantes para as previsões geradas pelo modelo." Vinuesa e seus colegas trabalham agora com empresas de tecnologia para desenvolver a solução. No ano passado, uma equipe da California Institute of Technology (Estados Unidos) e da Nvidia recriou condições de turbulência extrema em um túnel de vento para testar um sistema de detecção e previsão baseado em IA voltado a drones, com resultados promissores. Pesquisadores do Langley Research Center (Estados Unidos), da Nasa, testaram um microfone desenvolvido especificamente para detectar frequências ultrabaixas de infrassom geradas por turbulência em céu claro a até 480 km de distância. Outra abordagem, em desenvolvimento ativo desde pelo menos 2010, envolve o uso da tecnologia Lidar (Light Detection and Ranging: detecção e medição de distância por luz) para criar um mapa 3D do ar ao redor da aeronave. O princípio é semelhante ao usado por carros autônomos, que constroem uma nuvem de pontos de objetos e veículos próximos para se orientar no ambiente. Um estudo chinês publicado em 2023 propôs um sistema Lidar de "duplo comprimento de onda", que, segundo os autores, seria capaz de observar turbulência leve a moderada entre 7 km e 10 km à frente da aeronave. O problema é que, em grandes altitudes, a menor densidade de moléculas de ar faz com que esses instrumentos se tornem grandes, pesados e com alto consumo de energia, o que inviabiliza seu uso em aeronaves comerciais atuais. A convergência entre manufatura, IA e novos sensores pode transformar a aviação na segunda metade do século 21. Mas o que acontece hoje? Antes da decolagem, OS pilotos consultam boletins meteorológicos e analisam mapas das correntes de jato. Também recorrem a softwares de planejamento de voo e verificam previsões como o Graphical Turbulence Guidance (GTG, "orientação gráfica de turbulência", em tradução livre), para o qual Paul Williams, da Universidade de Reading, contribuiu. "Há cerca de 20 anos, conseguíamos prever em torno de 60% da turbulência", diz. "Hoje, esse número está mais perto de 75%, e suponho que o objetivo da minha carreira seja elevar cada vez mais esse número." Quando pergunto o que impede o avanço, Williams aponta o acesso a dados de turbulência medidos pelas próprias aeronaves. "Os pesquisadores precisam comprar esses dados, e eles não são baratos." Com computação avançada, IA e um número crescente de satélites, a previsão do tempo vem melhorando, mas ainda há uma carência geral de medições de vento acima da superfície da Terra. O que se conhece hoje vem de cerca de 1.300 estações de balões meteorológicos ao redor do planeta e dos acelerômetros de aproximadamente 100 mil voos comerciais que decolam diariamente. O sistema Turbulence Aware, da International Air Transport Association (IATA), anonimiza e compartilha dados de turbulência em tempo real e já é usado por companhias aéreas como Air France, EasyJet e Aer Lingus. Para os passageiros, cresce o número de aplicativos que oferecem acesso a informações que antes eram restritas a pilotos e despachantes. Um deles é o Turbli. "Eu uso o Turbli", diz Williams. "Considero razoavelmente preciso, com a ressalva de que eles não conhecem sua rota exata e, portanto, não podem ser 100% precisos. Mas é um pouco como um hipocondríaco pesquisando os próprios sintomas no Google", acrescenta. "Não tenho certeza de que isso sempre ajuda." É seguro voar de avião durante tempestades? Por que acidentes aéreos aumentaram no Brasil — e quais as principais causas A aviação pode se tornar sustentável um dia?
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30/12 - Após caos no Aeroporto de Lisboa, governo suspende sistema que substituiu carimbo em passaportes
Fila no aeroporto de Lisboa Emiliano Abad/X Depois de meses de longas filas na imigração do Aeroporto de Lisboa, o governo português decidiu, nesta terça-feira (30), suspender por três meses o sistema que substituiu carimbo em passaportes. A medida vem acompanhada do reforço no número de agentes e equipamentos no controle de fronteiras. O Sistema de Entrada/Saída (EES, na sigla em inglês) foi adotado em outubro por 29 países europeus, entre eles Portugal, França e Espanha. O objetivo é identificar viajantes por meio de dados biométricos, como imagem facial e impressões digitais. Ele é necessário para cidadãos de fora da União Europeia (como os brasileiros), da Islândia, de Liechtenstein, da Noruega e da Suíça. Mas a novidade estava provocando filas de até sete horas no Aeroporto Humberto Delgado, da capital portuguesa. Nas redes sociais, usuários narraram o caos dos últimos dias. Fim de uma era: Europa vai substituir carimbo de passaporte por sistema eletrônico "Minha mãe, com quase 70 anos, está há 6 horas na fila do controle de passaporte do Aeroporto de Lisboa. Sem comida, sem água, sem banheiro, junto com centenas de outros, incluindo idosos e crianças", disse Emiliano Abad, no X, no último domingo (28). Initial plugin text Initial plugin text Veja mais: Toronto cria 'museu' do presente ruim (e aceita doações) A jornada de 27 anos do homem que resolveu dar a volta ao mundo a pé — e que finalmente se aproxima do fim
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30/12 - Toronto cria 'museu' do presente ruim (e aceita doações)
Toronto cria Museu dos Presentes Ruins Instagram Onde vão parar os presentes feios? A cidade de Toronto, no Canadá, quebrou a tradição de passá-los para frente e decidiu colocá-los em um museu. A exposição anual acontece pelo segundo ano seguido: começou no último dia 26, logo depois do Natal, e vai até este domingo (4). Entre as "relíquias" do Museu dos Presentes Ruins (Museum of Bad Gifts, em inglês) está uma boneca de três caras: conforme você gira a cabeça dela, encontra um rosto com expressão de riso, outro de choro ou um terceiro, do bebê dormindo. Uma visitante tentou explicar a ideia por trás do brinquedo: "Acho que é (para) quando você é muito pobre e não pode ter mais de uma boneca". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja abaixo outros presentes selecionados para a exposição deste ano. O museu funciona na Northern Contemporary Gallery e também aceita doações ou empréstimos de objetos. Boneco do Museu de Presentes Ruins de Toronto Instagram Quadro de 300 anos rasgado e mais: veja casos de obras de arte danificadas por turistas Quadro exibido no Museu de Presentes Ruins de Toronto Instagram Boneca de três caras é um dos destaques do Museu dos Presentes Ruins, em Toronto Instagram Objeto selecionado para o Museu dos Presentes Ruins de Toronto Instagram Museu dos Presentes Ruins fica na Northern Contemporary Gallery, em Toronto Instagram
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30/12 - A jornada de 27 anos do homem que resolveu dar a volta ao mundo a pé — e que finalmente se aproxima do fim
Karl Bushby iniciou sua aventura em 1998, esperando que a viagem durasse 12 anos Karl Bushby Há 27 anos, Karl Bushby deixou Hull, no Reino Unido, para percorrer a pé 58 mil km ao redor do mundo. Em setembro de 2026, o ex-paraquedista espera voltar à cidade natal, onde sua mãe, que ele descreve como sua fã número um, estará à sua espera. "Estarei aqui", diz Angela Bushby, 75, enquanto percorre com o olhar o ambiente que guarda memórias preciosas. "Não estarei no túnel [sob o Canal da Mancha, entre a França e o Reino Unido]. Estarei aqui, em Hull, esperando que ele atravesse aquele portão e, depois de lhe dar um abraço, vou dizer: '… e que horas são essas, Karl?'" Karl Bushby deixou o Chile (América do Sul) em novembro de 1998, com o objetivo de voltar para casa caminhando, sem usar nenhum meio de transporte. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ele acreditava que a expedição levaria 12 anos. A geopolítica, guerras e a dificuldade para obter vistos atrasaram o progresso, mas agora, prestes a entrar na Áustria, Karl se prepara para o reencontro com sua família. Eu estou com Angela na sala de estar de sua casa no conjunto habitacional Sutton Park, em Hull. É a casa da infância de Karl. Angela Bushby manteve álbuns de recortes que registram a trajetória de Karl Kevin Shoesmith/BBC News Desde 1998, ela viu o filho apenas três vezes, incluindo antes de ele se tornar o primeiro britânico a atravessar o congelado estreito de Bering, entre a América do Norte e a Rússia, em 2006. Sentada em sua poltrona, Angela olha para as fotografias do filho e diz: "Ele certamente me tirou o sono algumas vezes, posso lhe garantir. É um milagre eu não estar com todos os meus cabelos brancos!" Ela acrescenta: "Ele ainda é meu menininho. Toda mãe pensa assim, não importa como eles sejam ou o que façam". Foi nesta sala em que ela fala com a BBC que Karl apresentou a Angela seu plano para a Expedição Golias, com o apoio do pai, Keith, ex-soldado do Serviço Aéreo Especial do Reino Unido (Special Air Service, SAS). "Fiquei de queixo caído quando Karl me contou o que pretendia fazer", diz Angela, aposentada de uma fábrica de salgadinhos e divorciada do pai de Karl. Sobre a mesa de centro, repousa uma pilha de fotografias da família. E uma imagem se destaca: um menino de cabelos claros se prepara para subir em um galho de árvore, enquanto o irmão o segura. O garoto mais velho parece totalmente concentrado. "Karl sempre foi teimoso", diz Angela. "Quando Karl põe algo na cabeça, ele vai lá e faz." Karl Bushby, à direita, com o irmão mais novo, Adrian Angela Bushby Na parede, há fotografias de Karl e do irmão, Adrian, dois anos mais novo, que registram a trajetória de ambos no Exército. Karl aparece usando a boina vermelha escura e as "asas" do Regimento de Paraquedistas. À primeira vista, pode parecer que Karl passou, com facilidade, de uma aventura a outra. "Ele não teve vida fácil", diz Angela, batendo de leve no vidro que protege a fotografia da cerimônia de formatura militar do filho. Dislexia e bullying Karl, então um adolescente em boa forma física, mas franzino, precisou de várias tentativas para ser aprovado no P Company, a unidade de seleção e treinamento pré-paraquedista da força aerotransportada do Exército britânico. Segundo a mãe, garra e determinação, combinadas com o desejo de honrar a si mesmo e à família, fizeram com que ele superasse as dificuldades. A sala de estar de casa também foi o lugar onde Angela consolou o filho quando ele foi alvo de bullying na escola pública da região. "Karl era chamado de burro e estúpido", afirma. "Ele não era nenhuma dessas coisas. Ele sofreu muito na escola." Karl descreve aqueles anos como "um inferno". "Ele tinha 13 anos quando foi diagnosticado com dislexia", diz Angela, cujo filho concordou que ela compartilhasse os detalhes, na esperança de que sua história de superação inspire outras pessoas. "Quando ele soube que havia um motivo para as dificuldades, decolou. Não havia mais como segurá-lo. Encontrou maneiras de contornar a condição e passou a gostar de ler. Teve de trabalhar muito duro para chegar onde está." Angela mantém álbuns de recortes com reportagens de jornais que registram a trajetória de Karl. Até agora, ele já caminhou pela América do Sul, Central e do Norte, além de partes da Ásia, antes de entrar na Europa. Em 2024, nadou 300 km pelo mar Cáspio (entre Ásia e Europa) para evitar ter de entrar novamente no Irã ou na Rússia, onde enfrentou dificuldades para obter vistos. Ele está prestes a deixar a Hungria e entrar na Áustria. Pergunto a Angela se ela acha que o filho, diante dos fortes vínculos da família com a carreira militar, estava destinado a levar uma vida tão movida à adrenalina. "Na verdade, não", diz ela. "Quando criança, ele nunca me deu trabalho. Sempre foi um menino adorável. Karl sempre gostou de estar ao ar livre." "Era um sacrifício fazê-lo voltar para dentro de casa à noite. Ele adorava observar pássaros nos campos." Angela faz um gesto em direção às portas de vidro que dão para o quintal. "Ele sempre quis estar lá fora", afirma. Os campos, território das aventuras de Karl, desapareceram há muito tempo, substituídos por casas. Para Angela, as décadas trouxeram uma mistura intensa de orgulho e preocupação. Sua memória volta a abril de 2006, quando chegou a notícia de que Karl havia alcançado a Rússia após 14 dias caminhando sobre placas de gelo instáveis, sob temperaturas que chegavam a –30°C. "Houve um alívio por ele ter conseguido", diz Angela. "Pouco antes de sair do Alasca [EUA], ele pediu para ver a família, caso algo lhe acontecesse. Todos nós fomos para lá. Ele sabia que havia uma chance muito grande de não conseguir." "Eu estava no trabalho quando alguém me contou que tinha ouvido no rádio que Karl havia sido preso por entrar ilegalmente na Rússia. Meu coração quase parou." Angela também se recorda de uma ocasião em que Karl experimentou uma bebida que lhe foi oferecida na América do Sul. "Ele disse que as árvores começaram a andar em direção a ele e que o céu já não parecia o mesmo de antes, aparentemente", relata Angela. "Quando ele me contou, fiquei furiosa por ter provado aquilo." Angela claramente sente muita falta do filho. "No começo da caminhada, eu recebia telefonemas de vez em quando", diz. "Hoje em dia, a gente costuma se falar pelo [aplicativo de mensagens] Messenger." Angela guardou presentes para Karl ao longo dos anos. "Continuei comprando um presente de Natal para ele todos os anos", afirma. "Ele vai ter vários para abrir. Quando contei, ele disse: 'Mãe, você deve estar louca'." Mas isso ajuda Angela. Ela admite que se preocupa com a forma como Karl vai se readaptar à vida em sociedade quando voltar para casa. "Não sei o que ele vai fazer", diz, com ar pensativo. "Espero que ele acabe ficando aqui." Angela fica perdida em seus pensamentos. "Mas acho que não vai acontecer. Não acho que ele vá conseguir ficar parado em um só lugar depois de viajar por tanto tempo." Mais tarde, por telefone, Karl conta à BBC sua reação ao comentário de sua mãe: "Que horas são essas?" "Essa é a hora da verdade", responde. Em 2024, Karl Bushby nadou 300 km pelo mar Cáspio para evitar ter de entrar novamente no Irã ou na Rússia, onde enfrentou dificuldades para obter vistos Karl Bushby
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28/12 - Pode levar caixa de som para a praia? Uso pode gerar multa de até R$ 10 mil e apreensão em destinos famosos do Brasil
Pode levar caixa de som para a praia? Uso pode gerar multa e apreensão em destinos famosos Levar caixa de som para a praia pode gerar multa e apreensão do equipamento. Diversas cidades do litoral brasileiro adotaram leis, decretos ou normas administrativas que restringem ou proíbem o uso de caixas de som nas praias, com regras e penalidades que variam conforme o município. O uso dos aparelhos na praia geram conflitos entre turistas e comerciantes. Enquanto alguns enxergam o som alto como parte do lazer, outros associam à perda de sossego. No Rio de Janeiro, um decreto de maio proibiu música ao vivo e o uso de caixas de som, instrumentos musicais ou qualquer equipamento sonoro nas praias. A medida gerou protestos: ambulantes e barraqueiros chegaram a fechar parte do trânsito na Zona Sul contra a regra. (Veja a lista dos destinos abaixo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Rio de Janeiro Caixas de som são proibidas em todas as praias da capital. No primeiro flagrante, o banhista é advertido por escrito e obrigado a desligar o som. No segundo, recebe multa de cerca de R$ 550. Em caso de nova reincidência, o equipamento será apreendido. Sul do Rio e Região dos Lagos (RJ) Búzios: uso de caixas de som nas praias é proibido. Em caso de descumprimento, o equipamento é apreendido. Para retirar, é preciso pagar multa de R$ 144 e diária de armazenamento de R$ 36 para retirar. Cabo Frio: é proibido o uso de caixas de som em todas as praias. A multa é de R$ 565,65. Paraty: proibido o uso de caixas de som. O valor é definido no momento da autuação. Caixas de som, que são proibidas, foram apreendidas durante operação de agentes da Secretaria de Ordem Pública na Praia do Forte, em Cabo Frio Prefeitura de Cabo Frio Litoral Norte de São Paulo Ubatuba: é proibido usar caixas de som em qualquer praia da cidade. Quem descumprir a regra pode pagar multa de até R$ 5 mil e ter o equipamento apreendido. São Sebastião: caixas de som estão proibidas nas praias. As multas variam de R$ 5 mil a R$ 10 mil, dependendo da gravidade da infração, reincidência ou realização de festas sem autorização. Ilhabela: não é permitido usar caixas de som nas praias. O infrator pode ser multado em até R$ 3 mil, retirado do local ou ter o equipamento apreendido. Caraguatatuba: caixas de som são proibidas. A multa é de cerca de R$ 2 mil, além da apreensão do equipamento. Litoral Sul de São Paulo Praia Grande: caixas de som são proibidas, com multa de R$ 629,94 e apreensão do equipamento. A Guarda Civil Municipal orienta os banhistas e, em caso de insistência na irregularidade, é autuado. Guarujá: a fiscalização primeiro orienta os banhistas sobre a proibição e, caso haja reincidência, pode haver a apreensão do equipamento, além de multa de cerca de R$ 1 mil. Florianópolis (SC) Uma lei proíbe caixas de som nas praias de Florianópolis. O decreto que regulamenta a norma prevê multa de R$ 500 e apreensão do aparelho para quem descumprir a regra. Balneário Camboriú (SC) Caixas de som de qualquer tamanho são proibidas em locais públicos. A multa pode variar de R$ 760 a R$ 7,6 mil, dependendo da reincidência. A regra prevê também a apreensão do equipamento. Jericoacoara (CE) É proibido utilizar caixas de som, alto-falantes ou qualquer equipamento sonoro na orla e nas lagoas, em qualquer horário. O descumprimento da norma implica multa de R$ 455 (100 UFM – Unidade Fiscal Municipal) para pessoa física e R$ 4.550 (1.000 UFM) para pessoa jurídica, além da apreensão do equipamento. Em Fortaleza não há lei específica que proíba caixas de som na praia. Jericoacoara Jessyca Marques/Divulgação Recife (PE) Não há valor definido para a multa. As punições podem incluir advertência por escrito, notificação, apreensão de equipamentos, interdição da atividade e até cancelamento de autorizações ou contratos de concessão para empresas. Porto de Galinhas (PE) Decreto proíbe o uso de qualquer equipamento sonoro na faixa de areia e orla. O descumprimento pode resultar em advertência, multa de R$ 380 a R$ 7,5 mil (valores calculados com base no salário mínimo mais atual) e até a apreensão dos equipamentos. Vitória (ES) É proibido usar caixas de som em áreas públicas. Multas variam de R$ 672,14 a R$ 2.604,51, dependendo da potência do equipamento. A fiscalização pode apreender o aparelho. Em Vila Velha, outro ponto famoso do estado, não há legislação específica para caixas de som em praias. Guarapari (ES) É proibido usar caixas de som, aparelhos amplificados ou som automotivo na faixa de areia das praias. Quem descumprir a regra pode ter o equipamento apreendido e pagar multa de R$ 1,9 mil. Em caso de reincidência, o valor dobra e pode chegar a três vezes a multa inicial. O infrator tem 20 dias para apresentar defesa. Onde não há proibição direta Em locais como Aracaju (SE), Fernando de Noronha (PE), Fortaleza (CE), Ilhéus (BA), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN), Pipa (RN), Porto Seguro (BA), Salvador (BA), Trancoso (BA) e Vila Velha (ES) não há lei municipal ou norma direta que proíba caixas de som na areia. A fiscalização segue regras gerais de poluição sonora, com limites de volume e horários para áreas urbanas. * Colaboraram para esta reportagem: Júlia Maganin (g1 Vale do Paraíba), Danilo Sardinha (g1 Vale do Paraíba), Gustavo Gato (g1 Santos), Henrique Coelho (g1 RJ), Andreia Freitas (g1 Região dos Lagos), Thaís Brito (g1 CE), Luana Silva (g1 PB), Iris Costa (g1 PE), Taynã Olimpia (g1 PE), Bruno Marinho (g1 PE), Rebecca Moura (g1 AL), João Souza (g1 BA), Claudia Pontes (g1 MA), Ana Elisa Bassi (g1 ES), Joana Caldas (g1 SC) e Sofia Mayer (g1 SC). Praia dos Ingleses, em Florianópolis Allan Carvalho/PMF/Divulgação
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28/12 - Os 20 melhores lugares para uma viagem internacional em 2026, segundo a BBC
De uma ilha na Polinésia rodeada por lagoas azuis até o centro da produção de vinho no Chile, aqui estão os melhores destinos de 2026, selecionados por jornalistas da BBC BBC/Alamy Como todos que a conhecem, nós adoramos Dubrovnik, cidade histórica na Croácia, famosa por suas muralhas medievais, ruas de pedra e arquitetura bem preservada, que é patrimônio da Unesco e serviu de cenário para a série Game of Thrones. Mas muitas pessoas que visitam a Croácia talvez não saibam que Montenegro, ali do lado, também possui belos vilarejos à beira-mar e novas trilhas de caminhada que conectam comunidades nas montanhas. A capital argentina, Buenos Aires, sempre é tendência. Mas, do outro lado do rio da Prata, Montevidéu também oferece tango reconhecido mundialmente, churrasco e arquitetura. E é uma das cidades mais verdes da América do Sul. Roma, na Itália, pode ser uma cidade eterna, mas a Argélia também tem ruínas antigas, sem as multidões de visitantes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 7 ideias em alta para viajar mais e melhor em 2026 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Neste guia dos melhores lugares para visitar em 2026, destacamos destinos que oferecem experiências incríveis e usam o turismo como forma de apoiar as comunidades locais, proteger o meio ambiente e preservar seu patrimônio cultural único. Para compilar esta lista, consultamos funcionários da BBC, nossos jornalistas de confiança e algumas das principais autoridades sobre turismo sustentável do mundo, identificando lugares que recebem entusiasticamente os visitantes e podem fazer com que sua viagem traga impactos positivos. Confira abaixo os destinos escolhidos. Sua próxima aventura pode estar aqui. Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos O Museu Nacional Zayed, em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) abriga mais de 1,5 mil objetos BBC/Getty Images Por que ir: ano repleto de inaugurações no setor cultural, mais a agitação de novos parques temáticos. A expectativa paira no ar do deserto. Depois de anos em construção, o distrito cultural Saadiyat finalmente entra na sua fase final em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O projeto chamou a atenção pela primeira vez pela abertura do Museu do Louvre na cidade, programada para 2017. Foi recentemente aberto em Abu Dhabi o maior museu de arte digital do mundo, o TeamLab Phenomena. Ele foi seguido pelo Museu Nacional Zayed, um marco local onde os visitantes podem observar quais eram os sonhos coletivos da nação antes da riqueza da extração de petróleo. Os Emirados não inventaram o mergulho em busca de pérolas, mas têm uma longa história neste campo. Sem falar na influência do Islã, na difusão do árabe e na visão do pai fundador do país, o xeque Zayed bin Sultan al-Nahyan (1918-2004). Outra novidade no setor cultural é o Museu de História Natural de Abu Dhabi. Inspirado na geologia da região, ele se ergue acima do golfo Pérsico como uma sucessão de gigantescos cubos de açúcar. E existe o muito comentado (e muito atrasado) Museu Guggenheim de Abu Dhabi, o maior já construído. A inauguração da cavernosa galeria de arte moderna só é esperada para o final de 2026 ou ainda além, ao custo estimado de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões). Saindo do setor cultural, o turismo de parques temáticos em Abu Dhabi está em franca expansão. A vasta região de entretenimento da ilha de Yas está se ampliando, com uma extensão dedicada a Harry Potter sendo construída no parque Warner Bros. World Abu Dhabi. Paralelamente, o Yas Waterworld constrói uma megazona de pistas e escorregadores. Também avançam os planos de construção da primeira Disneylândia do Oriente Médio, com inauguração prevista em Yas nos próximos anos. Tudo isso faz parte de um ambicioso experimento, muito distante dos jardins e fortes de areia que, antes, caracterizavam a cidade. (Mike MacEacheran) Argélia A cidade de Djanet é um oásis no deserto, habitado há mais de 500 anos BBC/Getty Images Por que ir: ruínas romanas, dunas em movimento e preservação cultural. Lar de grandiosas ruínas romanas, paisagens desérticas surreais e cidades históricas com uma impressionante mistura de estilos arquitetônicos, a Argélia e seu rico turismo ficaram de lado por muitos anos, devido ao famoso e complicado sistema de vistos do país. Mas a "Bela Adormecida" do turismo africano finalmente está despertando. A Argélia, agora, trabalha arduamente para atingir seu objetivo de elevar seu número de visitantes internacionais para 12 milhões por ano até 2030. Os avanços mais recentes incluem uma política de concessão de vistos na chegada para visitantes em tours organizados, o lançamento de uma nova subsidiária da companhia Air Algérie, com voos domésticos desde agosto de 2025, e o compromisso governamental de promover a proteção e a preservação do seu patrimônio cultural. Este compromisso inclui treinamento e apoio aos 460 mil artesãos do país. E novos tours lançados por diversas operadoras importantes também facilitarão as visitas ao país em 2026. A maioria dos visitantes começa na capital litorânea de Argel, antigo posto avançado dos fenícios, repleto de influências dos seus sucessivos governantes. E, com suas relíquias preservadas de três milênios de ocupação, Constantine, Patrimônio Mundial da Unesco, é outro centro urbano de destaque. Perto dali, ficam as extensas e bem preservadas ruínas romanas de Timgad e Djémila, que os turistas podem conhecer sem precisar enfrentar multidões de turistas. Já as dunas em movimento do Saara argelino se estendem por centenas de quilômetros e a cidade-oásis de Djanet serve de ponto de partida para explorar o deserto. (Sarah Reid) Vale de Colchagua, Chile No Chile, a Rota do Vinho se estende por cinco vales no centro do país BBC/Montes Wines Por que ir: vinhos, vaqueiros e observação de estrelas. A duas horas ao sul da capital chilena, Santiago, o vale de Colchagua se estende dos Andes cobertos de neve, ao longo da fronteira com a Argentina, até o Oceano Pacífico, seguindo o corredor escavado pelo rio Tinguiririca. Muitos visitantes simplesmente desembarcam em Santiago a caminho da Patagônia ou do deserto do Atacama. Mas a viagem rodoviária de vários dias para o sul da capital revela fazendas históricas, caminhadas panorâmicas e o centro da indústria vinícola chilena, que está em franco crescimento. O hotel-vinícola de luxo Vik, na província próxima de Cachapoal, ganhou o prêmio de melhor vinícola do mundo em 2025. Mas, muito antes disso, fazendas estabelecidas de Colchagua já atraíam visitantes para degustar calmamente sua produção, como a Viu Manent, Los Vascos, Casa Silva e MontGras. Já a cultura culinária de Colchagua está concentrada em lugares como Fuegos de Apalta, o templo ensolarado de Francis Mallmann, com pratos assados em meio às vinícolas da Montes Winery. Os visitantes podem até dormir em meio às vinhas. Quais são as melhores vinícolas do mundo? Veja única brasileira da lista Clos Apalta, a propriedade da renomada família de vinicultores Lapostolle, com sua arquitetura exuberante, oferece 10 chalés modernos ao lado das montanhas. Eles parecem flutuar sobre as encostas cobertas de plantações de uvas Carménère, Cabernet e Syrah. Vinhos à parte, há muito o que ver e fazer na terra dos vaqueiros chilenos, desde rodeios até a observação de estrelas, incluindo o Observatório Cerro Chamán. Aldeias como Santa Cruz e Lolol oferecem vibrantes mercados e mansões rurais de adobe da época da colonização espanhola. O ano de 2026 marca o 30° aniversário da Rota do Vinho original do Chile, um circuito que mostra até hoje a cozinha e os vinhos da região, reconhecidos internacionalmente. E a cultura local convida os visitantes a relaxar, aproveitar o sol e prolongar um pouco mais sua estadia. (Alexandra Marvar) Ilhas Cook A trilha Cross-Island, em Rarotonga, é um caminho acidentado que leva ao pico Te Rua Manga ("A Agulha") BBC/Getty Images Por que ir: novo acesso a uma paradisíaca nação da Polinésia. Os moradores das ilhas Cook gostam de receber visitas. Afinal, eles são os extrovertidos do Pacífico Sul. Ainda assim, em comparação com outros destinos da Oceania, como as ilhas Fiji, o número de turistas é baixo. Por isso, você se sente um visitante bem-vindo ao mundo local, não um turista em um resort. Rarotonga é a maior e mais populosa ilha do arquipélago. São apenas 67 km², mas tudo o que há de bom no Pacífico Sul existe por ali, como picos triangulares que relembram o Taiti, seu interior selvagem marcado por uma lagoa de águas azuis e a orgulhosa cultura da Polinésia. Além de Rarotonga e de Aitutaki, popular destino de lua de mel, o turista pode visitar outras 13 ilhas praticamente sozinho. Uma nova onda de barefoot luxury ("luxo descalço", em tradução livre) vem transformando as ilhas e 2026 será um ano de grandes inovações na preservação cultural e ambiental. Os responsáveis pelo Marae Moana (um dos maiores parques marinhos do mundo) estão fortalecendo a proteção dos seus locais mais significativos e, em Aitutaki, três motu (ilhotas) na sua intocada lagoa triangular, agora, têm status especial. O governo também postergou suas pesquisas de mineração em alto-mar, pelo menos até 2032. Em terra, o sagrado vale Maungaroa de Rarotonga (atualmente, na Lista Indicativa para Patrimônio Cultural da Unesco) está repleto de rios e florestas tropicais que nunca foram explorados. Para os visitantes, nunca foi tão fácil chegar ao pequeno e perfeito paraíso do Pacífico. Em junho de 2025, a Hawaiian Airlines ampliou sua rota Honolulu-Rarotonga, com horários de partida diurnos mais convenientes e novas conexões ao continente americano pela Alaska Airlines. E a Jetstar irá lançar seu primeiro voo direto da Austrália, Brisbane-Rarotonga, em maio de 2026. (Craig Tansley) Costa Rica A Costa Rica está ampliando seu trabalho de conservação na terra e no mar, protegendo principalmente os habitats das onças-pintadas e os tubarões BBC/Alamy Por que ir: um dos locais com maior biodiversidade do planeta, à beira de grandes mudanças. "Com suas praias de areias brancas, picos vulcânicos cobertos de névoa, florestas tropicais e rica história colonial e pré-colombiana, a Costa Rica oferece aos visitantes uma série de atrações. O primeiro país tropical a reverter o desmatamento se orgulha de ter cerca de 60% de cobertura florestal e 25% do seu território legalmente protegido. O Plano Nacional de Descarbonização pretende atingir a neutralidade de carbono até 2050" (Jeff Greenwald, do portal Ethical Traveler). Os turistas que chegarem a esta minúscula nação da América Central encontrarão uma rara convergência entre o selvagem e o bem-estar. Na Costa Rica, a floresta tropical encontra praias desertas, araras voam sobre enseadas azul-turquesa e o Oceano Pacífico banha um litoral que sustenta 2,5% das espécies terrestres conhecidas do mundo em uma única península. Você irá acordar ao som de bugios, remar ao longo de estuários no mangue repletos de bioluminescência, surfar em ondas de classe internacional e praticar respiração, meditação ou ioga, antes de caminhar até o coração do Parque Nacional do Corcovado. Voos diretos da capital do país, San José, até a localidade próxima de Puerto Jiménez facilitam a chegada até este canto remoto do planeta, onde os trabalhos de conservação atingem rapidamente seus objetivos. Em 2026, as ONGs locais e seus parceiros nacionais pretendem ampliar as áreas protegidas em terra e no mar, consolidando os corredores das onças-pintadas na floresta e ampliando a proteção para os tubarões migratórios no mar. Escolas de surfe administradas pela comunidade, retiros holísticos e ecopousadas estão em alta no momento. Eles oferecem uma mistura de aventura, bem-estar e viagens renovadoras. O resort de surfe sustentável Lamangata é alimentado por energia solar e recicla a água servida, enquanto o retiro de ioga Blue Osa oferece um programa chamado Salve as Tartarugas-Marinhas, em parceria com a organização Osa Conservation. A península de Osa convida os visitantes a reduzir a velocidade e se conectar à atração dos elementos do oceano, ajudando a protegê-lo. Em um mundo tomado pelo turismo excessivo, este litoral selvagem prova que o luxo e a sustentabilidade podem surfar na mesma onda. (Pier Nirandara). Veja mais: Balneário Camboriú proibirá nudismo em praia; veja locais onde a prática é permitida Como as Maldivas estão virando um destino turístico (surpreendentemente) acessível Ilhas Hébridas, Escócia A ilha de Lewis é a maior do arquipélago das Hébridas Exteriores, na Escócia BBC/Alamy Por que ir: boom do uísque, antigos círculos de pedra, praias de areia branca e comunidade hospitaleira Espalhadas pelo litoral selvagem do Oceano Atlântico, na Escócia, as ilhas Hébridas atraem visitantes há muito tempo com seus fascinantes locais sagrados, praias isoladas e comunidades unidas. E, em 2026, existem ainda mais motivos para muitos se vangloriarem. No extremo norte das Hébridas Exteriores, a ilha de Lewis está inaugurando um centro de visitantes, esperado há muito tempo, nas Pedras de Callanish — o místico círculo de pedras em forma de cruz, mais antigo que Stonehenge. Pela primeira vez, a agência governamental Historic Environment Scotland irá cobrar ingresso dos visitantes, para ajudar a proteger 5 mil anos de história do período neolítico. Mais ao sul, descer na pista de aterrissagem incomum do aeroporto da Barra, localizada na praia, ainda parece uma viagem no tempo. LEIA TAMBÉM: Vestígios na areia: ciência identifica navio de guerra naufragado há 250 anos em ilha escocesa O mistério da mensagem em uma garrafa no Mar do Norte que foi resolvido depois de quase 50 anos Conhecida pelas baías de calcário e pelo castelo medieval de Kisimul, a ilha está ganhando sua primeira destilaria de uísque, colocando a minúscula aldeia de Gorve no mapa global de destilados. O uísque está no DNA de Islay, nas Hébridas do Sul, e a demanda pelo uísque escocês puro malte com alto teor de turfa continua a reconfigurar a ilha. Em termos de uísque, esta é a última casa do tabuleiro. E duas novas destilarias devem ser inauguradas em 2026, juntando-se às outras 12 já existentes na ilha. A primeira é a Destilaria Laggan Bay, dos mesmos responsáveis por outras marcas famosas de destilados escoceses, como Rosebank, Glengoyne e Edinburgh Gin. E, mais para o final do ano, os visitantes poderão conhecer a Destilaria Portintruan, perto de Port Ellen, onde a gigante de luxo francesa LVMH abriu o primeiro hotel temático de uísque imersivo da ilha, o Ardbeg House. A sensação é de que toda a ilha foi criada como um exemplo perfeito, quase presunçoso, da calorosa hospitalidade escocesa. Quer visitá-la? Faça as reservas com antecedência para a Fèis Ìle, o festival anual do uísque de Islay, em maio. (Mike MacEacheran) Ishikawa, Japão Ishikawa fica a 2,5 horas de trem-bala da capital japonesa, Tóquio BBC/Hirotaka Ozawa Por que ir: artesanato tradicional e saquê premiado. No Dia de Ano Novo de 2024, um terremoto com 7,6 graus de magnitude devastou a remota península de Noto, no Japão, na província de Ishikawa. E, dois anos depois, os líderes locais estão convidando os visitantes a retornarem, para apoiar a renovação da região. No sul da província, a cidade de Kanazawa fica apenas a uma viagem de trem-bala da capital japonesa, Tóquio. Ela abriga o Kenrokuen, um dos jardins mais famosos do Japão, e um próspero mundo de artesanato tradicional. Os visitantes podem entrar em ateliês dourados e tentar produzir suas próprias peças de Kaga Yuzen, técnica tradicional japonesa de tingimento de seda para quimonos. Mas é mais ao norte, na região de Noto (a mais atingida pelo terremoto), que os visitantes podem fazer a maior diferença. Ali, as "pousadas em casas de fazenda" convidam os hóspedes a praticar atividades sazonais, como o plantio de arroz. A renda ajuda a manter as famílias e os terraços de arroz seculares de Shiroyone Senmaida. A península de Noto é famosa no Japão pelos seus frutos do mar, seus objetos laqueados e pelo premiado saquê produzido pelos lendários Noto toji (mestres da fermentação). Muitos produtores locais retomaram sua produção, graças a iniciativas como o projeto Não Abandone o Saquê de Noto. Sua renda é revertida para os produtores afetados pelo terremoto. Os visitantes que se hospedam nas pousadas familiares, se alimentam em restaurantes locais reabertos ou compram artesanato tradicional dos artesãos locais ajudam a manter vivas as tradições únicas de Ishikawa, no seu momento de maior risco. É uma chance de colaborar com a comunidade na reconstrução das suas casas e do seu patrimônio cultural, para que esta região repleta de histórias prospere para as gerações futuras. (Mizuki Uchiyama) Ilhas Komodo, Indonésia As ilhas Komodo são o lar do dragão-de-komodo, o maior lagarto do planeta BBC/Getty Images Por que ir: vida selvagem pré-histórica, delicados recifes e preservação dos habitats. Erguendo-se do mar de Flores, com suas águas azul-turquesa, as ilhas Komodo, na Indonésia, permanecem sendo um dos maiores cenários da vida selvagem do planeta. No seu parque nacional, Patrimônio Mundial da Unesco, praias de areia cor-de-rosa encontram os morros da savana, jardins de coral recebem as arraias e a última população selvagem de dragões-de-komodo do mundo caminha livremente. Em 2026, a Indonésia irá comemorar o 45° aniversário do parque com novos programas de conservação e medidas de gestão de visitantes, projetadas para proteger os dragões e os delicados recifes. Voos diretos de Singapura e de Kuala Lumpur, na Malásia, para a cidade portal de Labuan Bajo tornaram o acesso às ilhas mais fácil do que nunca. E autorizações rigorosas, ao lado de caminhadas lideradas por guardas-florestais, garantem que a receita do turismo atinja as comunidades locais e apoie a preservação dos habitats. Os visitantes podem explorar o local em passeios de barco de um dia, se hospedar em ecopousadas nas ilhas próximas ou navegar entre as baías remotas em barcos tradicionais phinisi, para obter conexão mais profunda com o arquipélago. Para quem procura aventuras com propósito, Komodo oferece um raro equilíbrio: encontros próximos com animais selvagens pré-históricos, vibrante biodiversidade marinha e um parque nacional que usa o turismo para proteger seu extraordinário ecossistema. (Pier Nirandara) Loreto, sul da Baixa Califórnia, México Loreto, no México, está criando dois parques nacionais BBC/Diane Selkirk Por que ir: águas ricas em vida selvagem, ilhas desertas e aventuras de conservação. O Parque Nacional da Baía de Loreto, no México, está próximo de comemorar seu 30° aniversário. E sua história de conservação ambiental continua a se desenrolar. O parque protege mais de 200 mil hectares do golfo da Califórnia, que abriga baleias-azuis, tartarugas-marinhas e colônias de leões-marinhos-da-califórnia. Ele permanece uma das mais influentes conquistas ambientais de iniciativa popular do México. Agora, a região está ampliando suas áreas de proteção. Estão sendo cuidadosamente criados dois parques nacionais, Nopoló e Loreto 2. Juntos, eles oferecem aos visitantes milhares de hectares de cânions no deserto, mangues e corredores de animais selvagens. Mas Loreto atrai por outros motivos, além das suas paisagens. Aqui, a conservação ambiental está entrelaçada com o dia a dia das pessoas. Antigos pescadores, agora guias naturalistas treinados, conduzem viagens de caiaque pelas ilhotas do deserto e passeios de avistamento de baleias que também servem de experimentos de ciência cidadã. Os visitantes podem ajudar a identificar baleias-azuis em migração, participar de limpezas do litoral ou comparecer a festivais anuais de conservação, que lotam as ruas de música, comida e narração de histórias. Para conexão com a comunidade, cooperativas e grupos locais promovem caminhadas guiadas pelo deserto e jantares comunitários, com os visitantes compartilhando frutos do mar recém-pescados com as famílias e os artesãos. Com sua missão histórica, ruas caiadas e a Sierra de la Giganta ao fundo, Loreto oferece a intimidade das cidades pequenas ao lado da sua vastidão majestosa — um local onde os visitantes podem participar de uma história de esperança, com ecossistemas que se recuperam e comunidades tomando a frente das ações. (Diane Selkirk) Montenegro Por que ir: a deslumbrante baía de Kotor e locais selvagens intactos. Um dos Estados soberanos mais jovens do mundo, Montenegro comemora seu 20° aniversário em 2026. Com menos de 650 mil habitantes e um mosaico de influências ilírias, romanas, otomanas e iugoslavas, este novato país dos Bálcãs ficou conhecido principalmente pelo seu litoral. Uma atração específica é a majestosa baía de Kotor, com aparência de fiorde. Ela mantém postos avançados venezianos bem preservados e antigas cidades muradas. Seus resorts no mar Adriático são cada vez mais populares entre os visitantes que buscam algo além do litoral superlotado da vizinha Croácia. Ainda assim, poucos visitantes exploram o interior do país, com suas planícies ribeirinhas, rochedos e picos ameaçadores. Os destaques incluem a antiga e minúscula capital real de Cetinje, onde um conjunto de monastérios, palácios e museus oferece uma ideia da história do país. E o lago Skadar, um importante local de biodiversidade, é uma das mais importantes reservas de aves da Europa, abrigando cerca de 281 espécies. Mas as espetaculares montanhas de Montenegro são a verdadeira atração. A cadeia montanhosa de Prokletije é uma das poucas áreas selvagens remanescentes do continente europeu. A região é dominada por picos escarpados, densas florestas e lagos glaciais, onde moram lobos e ursos. Ela é cortada por trilhas de caminhada, incluindo um trecho da trilha Picos dos Bálcãs, com 192 km de extensão, que também atravessa a Albânia e o Kosovo. Com a trilha, Montenegro pretende usar o turismo sustentável para evitar o abandono das comunidades remotas das montanhas e gerar renda para seus moradores. (Shafik Meghji) Litoral de Oregon, Estados Unidos Por que ir: novas formas de conhecer um dos trechos de litoral mais extraordinários dos Estados Unidos. Estendendo-se por cerca de 600 km a partir dos exuberantes rochedos da garganta do rio Columbia, ao norte, até as enormes florestas de sequoias, no sul, o litoral do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, é uma mistura fascinante de vigor e beleza. Sua orla banhada pelas ondas se espalha contra densas florestas. Faróis isolados perfuram o instável nevoeiro e baleias em migração surgem nas águas, em pequenas comunidades de pescadores. Uma lei histórica de 1967 fez de Oregon o único Estado americano onde todo o litoral é livre e público para todos. Menos visitadas que o litoral da Califórnia, as praias de areia branca de Oregon e suas pontas de terra sombrias, ao longo deste trecho da rodovia US-101, formam uma das mais belas viagens rodoviárias do país. E, segundo Kaitlyn Brajcich, da organização Sustainable Travel International, as pessoas que não possuem automóveis e os proprietários de veículos elétricos terão novas formas de conhecer a região em 2026. "Um novo serviço de transporte sazonal liga Portland a destinos no litoral e uma rede cada vez maior de carregamento de veículos elétricos reduz as interrupções nas viagens rodoviárias com este tipo de automóvel", segundo Brajcich. "Para quem prefere pedalar, muitas cidades têm bicicletas disponíveis ou você pode seguir pela ciclovia litorânea entre as fronteiras estaduais, com 600 km de extensão." Brajcich destaca que frutos do mar recém-pescados, agora, estão mais próximos, graças a uma nova iniciativa para preservar a pesca local em Oregon. Este projeto vem ajudar as comunidades que dependem dessas águas há muito tempo. Esteiras de mobilidade estendidas sobre a areia e cadeiras de rodas gratuitas para uso nas praias permitem que mais visitantes apreciem o litoral de Oregon. E uma nova parceria com a plataforma Wheel the World mapeia experiências e hospedagens inclusivas. Além disso, as estadias em hotéis reservadas através da iniciativa Every Stay Gives Back incentiva as organizações ambientais a proteger o acidentado, mas adorado litoral de Oregon. (Eliot Stein) Oulu, Finlândia Por que ir: cidade no Ártico em total expansão criativa, como Capital da Cultura de 2026. Localizada pouco abaixo do Círculo Polar Ártico, Oulu chega às manchetes em 2026, como uma das Capitais Europeias da Cultura. Este acontecimento promete reformular a impressão dos visitantes sobre o sossegado norte da Finlândia. O título é apenas mais um prêmio na sua lista cada vez maior. A cidade já promove o Campeonato Mundial de Guitarra Imaginária e se autodeclarou a capital mundial do ciclismo de inverno. A partir de janeiro, a cidade e as aldeias vizinhas promoverão uma longa programação cultural, que irá durar o ano inteiro. Parece mais um festival em evolução, com festas, apresentações surpresa, instalações de arte e exibições. Um dos destaques é o Laboratório de Comida do Ártico, que reúne os sabores nórdicos e árticos de Oulu para degustações e jantares especiais, com ingredientes produzidos no solo e no clima extremo da região. Outro ponto central é o Relógio do Clima, uma trilha de arte pública de sete trechos, criada por importantes artistas finlandeses e internacionais, em colaboração com cientistas. Cada instalação reflete temas de criatividade, mudanças climáticas e nossa conexão com o "tempo da natureza", refletindo os esforços maiores da cidade para incentivar viagens mais lentas e significativas. Além da programação cultural, existem ilhas varridas pelo vento que merecem ser exploradas, caminhadas ao pôr do sol ao lado de faróis e, é claro, a cultura da sauna, característica da Finlândia. Em 2026, a natureza nos seus limites, o patrimônio do Ártico e a criatividade pioneira fazem deste quase esquecido ponto do norte do planeta um dos destinos mais fascinantes da Europa. (Laura Hall) Como é viver no 'país mais feliz do mundo' Filadélfia, Estados Unidos Por que ir: a comemoração dos 250 anos dos Estados Unidos e um grande ano esportivo. Os Estados Unidos nasceram na Filadélfia, no dia 4 de julho de 1776. Em 2026, a cidade volta a ser o centro das atenções, durante a comemoração dos 250 anos da nação, com uma programação repleta de história, esportes e arte. Um destaque importante são as 52 Semanas de Pioneirismos, uma série espalhada pela cidade para marcar os 250 anos do espírito pioneiro da Filadélfia. A cada sábado, um bairro diferente apresentará um festival homenageando uma inovação ou um marco histórico da cidade. Eles incluirão desde a invenção dos óculos bifocais até a fundação da Igreja Metodista Episcopal Africana Mother Bethel, o pedaço de terra de propriedade contínua de afro-americanos há mais tempo no país. Palestras, apresentações e atividades locais trazem à vida o momento em que essas inovações surgiram pela primeira vez. De fevereiro a setembro de 2026, o Instituto Franklin apresenta a exibição Parques Temáticos Universais. Ela oferecerá aos visitantes uma visão dos bastidores da engenharia e projetos dos parques temáticos mais populares do mundo. Além disso, a organização de arte pública Mural Arts Filadélfia (a maior dos Estados Unidos) realizará mais de 50 workshops liderados por artistas, como parte do projeto Impressão pelas Pessoas. Nele, os visitantes podem participar de eventos gratuitos e ajudar a inspirar um novo mural, refletindo o significado da democracia hoje em dia. Tours guiados por murais, conduzidos por artistas locais, financiarão diretamente programas de arte comunitária e iniciativas educacionais. Os fãs de esporte irão observar que a Filadélfia será uma das sedes da Copa do Mundo da Fifa 2026. A cidade também receberá o All-Star Game da Major League de Baseball (MLB), parte dos jogos da primeira divisão de basquete masculino da NCAA e o campeonato da Associação dos Golfistas Profissionais dos Estados Unidos. Haverá ainda a RockyFest, marcando a passagem dos 50 anos desde que Rocky Balboa subiu os degraus do Museu de Arte da Filadélfia. Os visitantes encontrarão uma cidade repleta de história, orgulho e criatividade. (Mizuki Uchiyama) Phnom Penh, Camboja Por que ir: uma nova era para a capital cambojana, com inaugurações criativas e sustentáveis remodelando a cidade "A seis horas de ônibus de Phnom Penh, você tem a oportunidade de se conectar com a natureza. Nos tours de vida selvagem de Jahoo, guias locais orientam os visitantes em trilhas ao amanhecer para observar gibões balançando sobre suas cabeças. O Projeto Vale do Elefante é um santuário ético, onde animais resgatados vagueiam livremente, sem caçadores, nem armadilhas" (Kaitlyn Brajcich, da organização Sustainable Travel International). Phnom Penh, no Camboja, vive um momento importante. Obscurecida há muito tempo por Siem Reap, a segunda maior cidade do país, a capital entra com confiança em 2026, com a inauguração do novo Aeroporto Internacional Techo, o maior projeto de infraestrutura da história do Camboja. Com design futurista e ornado por uma estátua de Buda gigante, o aeroporto deve melhorar o acesso internacional no ano que vem, recebendo novas rotas dos Emirados Árabes Unidos, Turquia, China e Japão. Com isso, a cidade será mais acessível do que nunca. E, em terra, Phnom Penh também está mudando rapidamente. A cidade tinha apenas um semáforo, 15 anos atrás. Agora, é um modelo de turismo urbano sustentável. Um exemplo é o calçadão de Chaktomuk, uma rua só para pedestres nas margens do rio. Nos fins de semana, ele recebe o festival de comida de rua cambojana, com artesanato local e música ao vivo. LEIA MAIS: Angkor Wat: conheça o maior complexo religioso do mundo e tesouro milenar do Camboja E existem ainda os tuc-tucs elétricos do recém-aberto hotel Rosewood Phnom Penh, usado para transportar os hóspedes pela cidade. A acolhida da cidade aos seus visitantes não surgiu por acaso. O pioneiro arquiteto cambojano Vann Molyvann (1926-2017) afirmava que nenhuma construção deveria ser mais alta que o Palácio Real. E, em 2026, seu legado está presente em toda parte. A antiga residência de Molyvann, construída nos anos 1960, foi reaberta como uma cafeteria especializada em design e um minimuseu, para inspirar a próxima geração de arquitetos cambojanos. E jovens criativos estão restaurando outras construções modernistas da cidade. Uma nova onda de butiques sustentáveis, destilarias e cafeterias alternativas da Geração Z reflete a crescente tendência de acolhimento dos jovens cambojanos. Os visitantes podem provar destilados produzidos com plantas locais, pratos cambojanos que eram proibidos na época da guerra e passear pelas alamedas frondosas, ao lado de lojas históricas. (Claire Turrell) Visitando o Camboja Devido ao atual conflito entre o Camboja e a Tailândia, o Departamento de Estado dos EUA e o Foreign Office do Reino Unido (o Ministério das Relações Exteriores britânico) emitiram alertas para os viajantes que desejam visitar locais perto da fronteira entre os dois países. Phnom Penh e os principais destinos turísticos do Camboja permanecem não afetados, mas os visitantes devem consultar as orientações de momento antes da viagem. Guimarães, Portugal Por que ir: local de nascimento de Portugal e Capital Verde da Europa em 2026. Localizada a apenas 65 km da cidade do Porto, em Portugal, Guimarães é surpreendentemente esquecida. A cidade é considerada o Berço da Nação Portuguesa, no século 12, e foi a primeira capital do país. Seu belo e preservado centro medieval é um emaranhado de praças pavimentadas com pedras e pequenas ruas repletas de grandiosos palácios e restaurantes avarandados. Eles incluem desde estabelecimentos com estrelas Michelin até lanchonetes descontraídas e bares que servem cerveja artesanal. A pouca distância dali, Citânia de Briteiros é um antigo e espetacular sítio arqueológico no topo de uma montanha, que data do século 9 a.C. Mas Guimarães não é uma peça de museu. Ela conta com uma energia jovem e criativa, por ser uma das mais antigas cidades universitárias de Portugal. Metade da sua população tem menos de 30 anos de idade. A cultura contemporânea vive lado a lado com suas ruas medievais. Galerias futuristas, construídas quando a cidade foi Capital Europeia da Cultura, em 2012, se misturam com museus em claustros antigos e locais para os hipsters, abertos em antigas fábricas. Em 2026, Guimarães comemora 25 anos da sua inclusão como Patrimônio Mundial da Unesco. E seu novo título de Capital Verde da Europa é o reconhecimento de duas décadas de trabalho em prol da sustentabilidade em toda a cidade. Caminhe pelos recém-criados oásis verdes urbanos e pelas construções históricas delicadamente redesenhadas, ou pelas margens restauradas dos rios. Uma frota de ônibus elétricos conecta estes projetos. Guimarães é uma cidade silenciosamente confiante, que pensa no futuro. E uma das surpresas mais atraentes da Europa em 2026. (Norman Miller) Samburu, Quênia Por que ir: paisagens sem aglomerações, animais selvagens raros e as novas experiências astronômicas do Quênia. Fugindo do burburinho da sua capital, Nairóbi, e dos congestionamentos da Reserva Nacional Masai Mara, o Quênia oferece o Condado de Samburu, um pedaço de terra remoto no norte do país que decidiu, há muito tempo, priorizar a conservação ambiental, liderada pela comunidade. Em 2026, esta região frequentemente esquecida se concentra em aventuras impactantes, como um novo projeto de astroturismo e dois novos acampamentos de conservação (o acampamento Samburu e a pousada Soroi Samburu). O local também está colocando em ação um plano de ação sobre mudanças climáticas, que prioriza o reflorestamento e a energia renovável. Os visitantes que chegam ao cenário semiárido ao longo do rio Ewaso Nyiro encontrarão um número cada vez maior de locais e projetos de conservação, que destacam as tradições do povo Samburu (Lokop). Na pousada Soroi Samburu, a ser integralmente aberta em meados de 2026, os hóspedes poderão visitar projetos locais e trocar histórias com membros da comunidade Samburu em volta do fogo. A conservação da vida selvagem permanece sendo um ponto fundamental entre os nove projetos de conservação ambiental de Samburu. Eles incluem os "Cinco Especiais de Samburu", uma coleção de animais raros endêmicos do norte do Quênia. Os visitantes podem procurar rinocerontes brancos e pretos no acampamento Saruni (a população das duas espécies cresceu no ano passado). Também é possível ajudar a cuidar de elefantes órfãos no Santuário de Elefantes Reteti, mantido pela própria comunidade, e aprender sobre conservação ambiental no seu centro educativo para visitantes. Os apreciadores do céu noturno podem explorar as maravilhas do cosmos com o projeto de astroturismo da pousada Samburu Sopa, o primeiro empreendimento da sua espécie, inaugurado em setembro de 2025. Você poderá conhecer a antiga sabedoria popular sobre as estrelas com guias locais, conversar com astrofísicos no primeiro planetário de astroturismo do Quênia e dormir sob o céu equatorial em camas específicas para observar as estrelas no acampamento Samburu. Ali, é possível observar constelações dos dois hemisférios da Terra. (Alicia Erickson) Santo Domingo, República Dominicana Por que ir: Vivencie o burburinho festivo de uma cidade que renasceu. A capital da República Dominicana, Santo Domingo, está pronta para comemorações em 2026. Escolhida para receber a 25ª edição dos Jogos da América Central e do Caribe, entre 24 de julho e 8 de agosto, a mais antiga cidade europeia das Américas se prepara para receber atletas de 37 países, no 100° aniversário da competição. Santo Domingo está ocupada com as preparações dos Jogos. Em 2025, sua Zona Colonial do século 16 passou por uma importante renovação, que incluiu a restauração de 15 fachadas antigas e 11 ruas pavimentadas com pedras. Seu Centro Olímpico Juan Pablo Duarte também foi reformado. Uma faixa de pavimentação tátil para orientar visitantes com dificuldades visuais faz parte do trabalho para tornar os Jogos e a própria cidade mais inclusivos. Os visitantes precisam explorar as praias de areia branca próximas da capital e seu cenário musical de classe internacional. Santo Domingo é o coração do merengue e da cultura bachata, que fornecem a palpitante trilha sonora do seu carnaval, em fevereiro, e do Festival do Merengue, que dura vários dias no verão. O festival Ilha da Luz retorna em março e outro retorno muito esperado, após um hiato de 10 anos, é o Festival do Presidente, um dos mais emblemáticos eventos musicais da América Latina, reunindo os principais talentos do país e do continente. Novas e luxuosas inaugurações em 2026 incluem o hotel Hyatt Place Santo Domingo Piantini (no verão) e o recém-aberto hotel Ocama, somente com chalés em frente à baía de Rincón, na verdejante península de Samaná. O Ocama, agora, oferece transfers de helicóptero de Santo Domingo até a província de Samaná, um antigo refúgio de piratas. Suas enseadas, florestas tropicais e águas azul-turquesa foram declaradas Província do Ecoturismo, em maio de 2025. (Eva Sandoval) Vale do Slocan, Colúmbia Britânica, Canadá Por que ir: caminhar por uma nova e poderosa trilha que homenageia um capítulo determinante da história do Canadá. Em um vale de lagos transparentes e florestas profundas, emoldurado pelas montanhas Purcell e Selkirk, a região de Slocan, no Canadá, atrai há muito tempo visitantes que procuram belezas naturais e inóspitas. Em 2026, a Trilha do Legado Nipo-Canadense ampliará o significado daquele cenário. Trata-se de um caminho autoguiado que homenageia as pessoas que foram retiradas à força das suas terras e confinadas naquele lugar durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Entre 1942 e 1946, mais de 22 mil nipo-canadenses foram deslocados das comunidades litorâneas e enviados para o interior, até locais de internamento construídos às pressas em campos de fazendeiros e cidades mineiras abandonadas, como Sandon, no vale do Slocan. Mesmo com as dificuldades (perda de casas, meio de subsistência e da comunidade), os internos construíram escolas, jardins, espaços culturais e redes de apoio. Seus filhos e netos contribuiriam profundamente para a vida cívica, artística e acadêmica do Canadá. Acessível de carro, bicicleta ou a pé, a nova trilha de 60 km acompanha as estradas rurais e trilhos de trem, conectando museus, jardins memoriais, um campo de internamento ao lado do lago e exibições promovidas pela comunidade, em conjunto com as famílias nipo-canadenses. Entre uma parada e outra, os visitantes podem fazer uma pausa nas cafeterias rurais, remar nas águas paradas do lago Slocan, visitar ateliês de artesanato, mergulhar nas fontes de água quente ou praticar shinrin-yoku (banhos de floresta). A trilha oferece uma forma de reflexão local para compreender um capítulo sombrio e fundamental da história canadense, em um momento em que questões de pertencimento parecem particularmente urgentes. Para as comunidades do vale, a nova iniciativa homenageia o passado, sustentando o futuro da região. (Diane Selkirk) Uluru, Austrália Por que ir: aniversário marcante e uma nova forma de andar em antigas terras sagradas. Outubro de 2025 marcou os 40 anos da histórica devolução do monólito Uluru, um local sagrado para seus proprietários tradicionais Anangu. O evento vem reformulando até hoje as relações da Austrália com as terras dos seus aborígenes. A nação incentivou os visitantes, por muito tempo, a escalar a então chamada Rocha de Ayers, até que a prática foi formalmente proibida em 2019. Atualmente, os Anangu contam suas histórias em seus próprios termos e os visitantes podem se conectar com esta terra antiga de forma mais profunda e significativa. O maior momento do ano será o lançamento da Caminhada Típica Uluru-Kata Tjuta. Será uma trilha de cinco dias e quatro noites, ligando as imensas cúpulas de Kata Tjuta à base da rocha vermelha mundialmente famosa. O caminho é composto por 54 km de trilhas mapeadas pelos Anangu através da floresta de carvalhos deserta, planícies cobertas de relva e campos de dunas vermelhas, normalmente fechadas ao público. LEIA TAMBÉM: O que torna tão atraentes as 3 cidades da Austrália incluídas entre as melhores do mundo para se viver Esta é a única forma em que os visitantes poderão dormir no interior do Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta, o que é um raro privilégio, possibilitado por uma década de colaboração com seus proprietários tradicionais. Será, então, possível se hospedar em belos ecoacampamentos artesanais e em uma nova pousada, projetada para se misturar com as cores do deserto. Já conhecida como uma das Grandes Caminhadas da Austrália, a trilha mistura passeios ao pôr do sol, decks para observação de estrelas e workshops promovidos pelos povos da região. Parte da receita beneficia diretamente a comunidade. Além da trilha, os visitantes podem observar dois cenários noturnos extraordinários. Um deles é Wintjiri Wiru, a experiência de narração de histórias sobre o deserto, com drones e luzes, liderada pelos Anangu. A outra é o Campo de Luz, que, em 2026, marca o 10° aniversário da simbólica instalação de 50 mil hastes brilhantes, pelo artista visual Bruce Munro. (Ellie Cobb) Uruguai Por que ir: lagoas repletas de flamingos, churrasco de classe internacional e sustentabilidade. "A Associação de viagens LGBT+ (IGLTA, na sigla em inglês) considera o Uruguai um dos países mais progressistas do mundo, sendo elogiado como um dos locais mais seguros para os viajantes LGBTQIA+ visitarem e viverem" (Jeff Greenwald, do portal Ethical Traveler). O Uruguai é um dos menores países da América do Sul. E fica incrustado entre os dois maiores — o Brasil e a Argentina. Apesar das suas pequenas dimensões, o país oferece uma deslumbrante variedade de excursões para observar a vida selvagem, sua arquitetura colonial e suas dunas varridas pelo vento. Com isso, o Uruguai se tornou silenciosamente um dos destinos mais progressistas do continente. O Uruguai gera 98% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis. O país é frequentemente avaliado como um dos mais seguros para os turistas LGBTQIA+ e sua campanha Uruguaios por Natureza incentiva os visitantes a respeitar o meio ambiente e apoiar as comunidades locais. Mais da metade da população uruguaia de cerca de 3,5 milhões de habitantes mora na sua vibrante capital, Montevidéu. Mesmo sendo um porto movimentado, a cidade oferece a sensação de um resort no litoral. Ofuscada há muito tempo pela capital argentina, Buenos Aires, no outro lado do rio da Prata, Montevidéu é outro berço do tango. A cidade também oferece churrasco de classe internacional e promove o mais longo carnaval da América do Sul, que dura pelo menos 40 dias, entre janeiro e março. Além da capital, a cidade de Colonia del Sacramento, fundada pelos portugueses, é um tesouro da arquitetura. E as planícies férteis dos pampas se intercalam com as fazendas de criação de gado, que produzem algumas das melhores carnes bovinas do planeta. O litoral do Uruguai é salpicado de praias magníficas, pontos para a prática de surfe, cidades festivas e calmas aldeias de pescadores. Isso sem mencionar as lagoas repletas de flamingos de Laguna de Rocha e Laguna Garzón, além das dunas de areia estonteantes de Cabo Polonio. (Shafik Meghji) Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Travel.
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25/12 - 7 ideias em alta para viajar mais e melhor em 2026
Dados das principais empresas ligadas ao setor de turismo indicam que 2026 será o ano das escapadas tranquilas, itinerários preparados por algoritmos, retiros ultrapersonalizados e da retomada de viagens mais lentas e conscientes Getty Images via BBC Analistas de dados, estudiosos do comportamento humano e agências de viagem vêm compilando seus dados nos últimos meses para avaliar quais serão os próximos rumos do setor de turismo. Aparentemente, a lista de tendências anuais de viagem costuma vir, agora, com termos esquisitos em inglês. Uma dessas tendências recebeu o nome de coolcations (férias para fugir do calor). Ela surgiu há alguns anos e se tornou uma das palavras do ano do Dicionário de inglês Collins. Outra é flashpacking, um termo empregado para designar os mochileiros de luxo. Palavras como estas, quase sempre, refletem a forma como vivemos ou queremos viver. Examinamos o melhor das previsões de viagem do ano, as novas palavras cunhadas e tudo o mais. E estas são as principais tendências no horizonte para 2026. Veja os vídeos que estão em alta no g1 1. Acima de tudo, calma Uma tendência deve dominar o ano que vem: quietcations, ou férias calmas. Este movimento também é chamado de hushpitality (hospitalidade do silêncio). Ele se baseia em oferecer conforto e silêncio, como uma forma de escapar do estresse acumulado da vida moderna. Com a nossa cultura digital de estarmos sempre ligados e um loop infinito de eventos globais chegando até nós em tempo real, não surpreende que muitas pessoas desejem se desconectar. Hector Hughes é um dos fundadores de uma série de cabines de desintoxicação digital chamada Unplugged, no Reino Unido. Ele vem acompanhando esta tendência tomar forma. "Quando começamos a Unplugged, em 2020, praticamente não se ouvia falar em desintoxicação digital e na vida analógica", ele conta. "Agora, mais da metade dos nossos hóspedes menciona o burnout e a fadiga de telas como sua principal motivação para nos procurar." Quietcations (férias calmas) são uma tendência em crescimento, que leva os turistas a buscar viagens restauradoras, concentradas no conforto e no silêncio Getty Images via BBC Esta tendência está se espalhando por toda parte. O Mapa da Quietude do portal Visit Skåne mostra uma rede de lugares avaliados por decibéis no sul da Suécia. Ele permite encontrar paz e sossego naquela região. Já os hóspedes do Skycave Retreats, em Oregon, nos Estados Unidos, permanecem por três dias em cabines na completa escuridão. 2. Usar IA para planejar o roteiro Em 2026, sem dúvida, iremos observar a inteligência artificial (IA) penetrar mais no setor de viagens. Pesquisa do portal de viagens Amadeus indica que cada vez mais turistas empregam a IA generativa para planejar viagens e fazer reservas. E, com portais importantes como Expedia e Booking.com integrando ferramentas como o ChatGPT, está ficando mais fácil fazer os robôs planejarem as férias para nós. Acrescente-se a isso a tradução em tempo real e os check-ins digitais pelo celular e encontramos a tecnologia substituindo silenciosamente grande parte do trabalho administrativo que costumava definir uma viagem. Mas o aumento do uso da IA traz complicações. Especialistas em sustentabilidade alertam que as recomendações do algoritmo podem alimentar o turismo excessivo, conduzindo muitas pessoas para os mesmos destinos. E essas ferramentas também estão por trás de um número cada vez maior de golpes de viagem. Por isso, é preciso ter cuidado ao usar estas funções. Cada vez mais pessoas usam a IA generativa para planejar suas viagens e fazer reservas Getty Images via BBC Para a especialista em tendências culturais e CEO (diretora-executiva) da consultoria de marcas Concept Bureau, Jasmine Bina, a IA generativa está mudando a forma como nossos desejos são expressos, mas não o motivo que nos leva a viajar. "Você pode querer viajar para um resort para se recuperar do burnout", explica ela. "Mas, agora, em vez de simplesmente pesquisar resorts no TikTok, você irá usar o ChatGPT, primeiramente para avaliar qual o seu tipo específico de burnout, quais rituais ou experiências sensoriais ajudam você e qual destino reflete melhor o seu estado interno." 3. Deixar que os outros decidam por você o que fazer Pode ser cansaço de tomar decisões, pura preguiça ou a emoção de deixar outra pessoa fazer as escolhas. O fato é que existe um claro aumento das experiências de viagem em que o hóspede não precisa tomar nenhuma decisão. Nas ilhas Faroé (território autônomo da Dinamarca), as escolhas são eliminadas em nome da sustentabilidade, com uma nova iniciativa que oferece carros que se dirigem sozinhos. E, em outras partes do mundo, a tendência é ajudar a criar férias verdadeiramente relaxantes e renovadoras. Em Mendoza, na Argentina, o Winemaker's House & Spa Suites, de Susana Balboa, lançou uma opção de viagem de mistério, projetada para eliminar o estresse das reservas e criar surpresas selecionadas para os hóspedes. No setor de navegação, os cruzeiros de mistério são cada vez mais populares. Neles, os passageiros embarcam sem conhecer o itinerário. Um relatório de tendências da empresa de relações públicas de viagem Lemongrass indica que estes tipos de escapadas selecionadas por terceiros refletem o aumento da fadiga de tomada de decisões e a sobrecarga cognitiva de tomar microdecisões constantes, em casa e fora dela. LEIA TAMBÉM: Tirar férias para nadar? A mais nova tendência entre os amantes de 'slow travel' 3 dicas de especialistas para organizar uma viagem de última hora 4. Pegar a estrada em vez de aviões O Relatório de Tendências para 2026 da rede de hotéis Hilton indica uma tendência de viagens rodoviárias no ano que vem. Ele destaca que a hashtag #RoadTrip atingiu mais de 5,9 milhões de menções em todo o mundo, indicando que os turistas estão redescobrindo o encanto das viagens por terra. As viagens por terra estão aumentando novamente, com os viajantes buscando liberdade, flexibilidade e baixo custo em suas férias Getty Images via BBC A agência especializada em viagens de carro HunterMoss está reinventando a viagem rodoviária clássica como uma experiência de luxo. Ela combina jantares em restaurantes com estrelas Michelin e paradas para experiências selecionadas. Mas muitos turistas preferem dirigir por uma razão muito diferente: o custo. Na pesquisa do Hilton, 60% dos britânicos afirmaram que pretendem dirigir até o seu destino para economizar. Milena Nikolova é a oficial de comportamento da plataforma BehaviorSMART, especializada em entender como e por que viajamos. Ela considera que o boom das viagens rodoviárias tem um sabor distintamente americano. "A natureza do relacionamento entre as pessoas e os automóveis na América do Norte e na Europa é muito diferente", explica ela. "Eles têm postura diferente em relação a dirigir por prazer." 5. Uma viagem ultrapersonalizada para você Reservar a mesma viagem para todas as pessoas faz parte do passado. O setor de turismo se dirige à hiperindividualidade em larga escala. Surgiram nos últimos anos tours especializados para atender situações e etapas de vida específicas, desde o divórcio e o luto até a menopausa, casamento e interesses de nicho, como férias para praticar esportes específicos e roteiros para apreciadores de insetos. Para Bina, esta mudança reflete a forma como vivenciamos o tempo hoje em dia. "A vida se tornou um loop infinito, com menos rituais e ritos de passagem", ela conta. "Experiências como o divórcio, viagens de luto e retiros de menopausa pretendem criar um bolsão de tempo sagrado, centralizado em alguma emoção intensa. São nossos novos limites." "As pessoas querem atravessar esses períodos e sair renovadas no outro lado", explica Bina. "É uma enorme oportunidade para o setor de turismo de fornecer significado e experiência em um nível totalmente diferente." As cabines sem conexão são cada vez mais populares como forma de recarga em meio à natureza Getty Images via BBC 6. Destinos desconectados "Cada vez mais turistas, especialmente da brigada anti-Instagram, se afastam dos locais superlotados que raramente correspondem à sua imagem online, depurada e excessivamente filtrada", explica o fundador da operadora de turismo Selective Asia, Nick Pulley. Por isso, os destinos desconectados estão em alta. Vem crescendo o interesse por locais como Toledo, na Espanha, Brandemburgo, na Alemanha, e, para os mais aventureiros, o Iraque. No Reino Unido, esta tendência está afastando as pessoas dos principais condados turísticos, como as Cotswolds e a Cornualha, em favor de regiões menos visitadas, como Northumberland, o País de Gales e Somerset, segundo um relatório da Lemongrass. A pesquisa de tendências do Hilton também identificou um aumento das viagens levadas pela curiosidade. Os britânicos em especial buscam explorações e crescimento pessoal, mesmo às custas do trabalho. Existe uma procura cada vez maior pela aventura, seja buscando hospedagens autênticas em casas do Nepal, visitando bolsões menos conhecidos da Itália ou simplesmente qualquer região com menos turistas, mas com forte sentimento local. Os turistas estão evitando locais superlotados, em favor de regiões mais tranquilas e menos visitadas Getty Images via BBC Para Nikolova, esta mudança reflete como as expereiências, agora, funcionam como uma forma de moeda social. "Hoje em dia, com as redes sociais, as experiências são muito mais tangíveis e podem servir de evidência de status por longo tempo, junto a públicos maiores", explica ela. "Parte do status também vem do fato de que a viagem de aventura é percebida como típica de pessoas com currículos de viagem mais ricos e que foram além das experiências típicas de massa." 7. Viagens literárias Alimentada, em parte, pela "#BookTok", as viagens literárias devem continuar crescendo em 2026. E também sua tendência irmã, as viagens inspiradas pelo cinema e pela TV. Hotéis em todo o mundo, mesmo em destinos mais conhecidos pela sua vida noturna, estão explorando esta tendência. Na Espanha, de Ibiza até Madri, os hóspedes podem encontrar nos hotéis desde livros raros e retiros de leitura até bibliotecas ao lado da piscina e estadias temáticas. Vários destinos são indicados para a lista dos best-sellers do ano que vem: no Reino Unido, a Cornualha, onde está sendo filmada a nova série de TV de Harry Potter, e as charnecas de Yorkshire, cenário do próximo filme de Emerald Fennell, O Morro dos Ventos Uivantes; e a Grécia, graças à adaptação de A Odisseia para o cinema, por Christopher Nolan. Bina considera que esta tendência é uma forma moderna de escape. "Em tempos de crises ou mudanças rápidas, nós fugimos para a ficção, como forma de explorar nossos medos e desejos", explica ela. "É por isso que a literatura fantástica teve um pico nos anos 1930 e 1940, quando o mundo estava em guerra. A ficção científica ficou popular nos anos 1960, durante a corrida espacial e a era da contracultura. E a ficção mítica e especulativa está crescendo agora, quando tentamos entender o colapso e o renascimento de velhos sistemas." "A viagem literária é como uma catarse. Ela nos ajuda a mergulhar ainda mais na ficção, física e mentalmente", conclui Jasmine Bina. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Travel. LEIA TAMBÉM: 5 experiências noturnas extraordinárias pelo mundo Como postar um simples meme pode arruinar sua viagem de férias
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25/12 - Bombou no g1: 'Guiana Brasileira', o meme do ano, que irritou portugueses nas redes sociais
Meme 'Guiana Brasileira' irrita portugueses nas redes sociais: 'Isso não é brincadeira' Portugueses se irritaram no primeiro semestre de 2025 com brasileiros que gravam vídeos chamando Portugal de "Guiana Brasileira" — uma piada que tratou o país como se fosse um território do Brasil na Europa. A brincadeira liderou o ranking de memes do ano do Google Brasil. Ao longo de dezembro, o g1 revisita as histórias mais malucas - e reais - publicadas em 2025. Veja o vídeo acima, leia o texto abaixo e explore outras reportagens no mapa ao final desta página. A matéria original foi publicada em abril. Um dos portugueses que rebateu o meme disse que gosta de brincadeiras, mas alertou que uma parte dos comentários ultrapassa os limites e pode incentivar preconceitos. "Falar de uma cultura, de um povo de uma nação, de uma bandeira, tudo tem limites", disse Bruno Oliveira. "Isso é mau, isso não é brincadeira. Já está em outro nível". Outra disse que o meme da Guiana Brasileira não a incomoda, mas que tem "vergonha alheia" quando brasileiros comentam sobre o sotaque dos portugueses. "Amo os brasileiros, só que essas atitudes só geram mais conflitos", afirmou Bruna Filipa. "Falar mal da língua do povo que te acolheu, dos portugueses, do país, comparar com favela, é muita falta de respeito". Portugueses publicaram vídeos para rebater meme 'Guiana Brasileira', que trata Portugal como território do Brasil Reprodução/Redes sociais Em outro vídeo, um português rebateu dizendo que o Brasil gostaria de ser parte da União Europeia e ter o euro como moeda. "Fiquem com o Brasil de um lado do Atlântico que nós ficamos com Portugal do outro lado. Não se tentem convencer que um dia Portugal será brasileiro", disse o usuário, que se identifica apenas como Bruno. Uma influenciadora chamada Nokas fez um vídeo bem-humorado e admitiu que os brasileiros são criativos com memes. "Primeiro, foi o meme do ouro. Depois, surgiu que falamos um português arcaico, um português pré-histórico. E, agora, somos uma guiana?". O meme foi parar até na Wikipédia, onde uma página criada nesta sexta-feira (18) dizia que Portugal tinha sido integrado ao território brasileiro em um acordo histórico. O conteúdo foi derrubado do site em cerca de 10 minutos. Brasileiros brincam que Portugal seria "Guiana Brasileira" e irritam portugueses Reprodução/X Brasileiros responderam com mais memes Nos comentários, os brasileiros dobram a aposta com ainda mais memes — sugerem rebatizar Lisboa como "Vitória da Reconquista" e apelidam Portugal de "Pernambuco de pé", numa alusão ao formato parecido dos dois no mapa. Outros afirmam que a brincadeira não é nada comparada com a colonização portuguesa no Brasil e os casos de discriminação sofridos por brasileiros em Portugal. Em 2021, foram registradas 109 queixas de xenofobia contra brasileiros em Portugal, um aumento de 142% em relação a 2018, de acordo com um levantamento da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial. Os casos vão desde situações veladas como dificuldade em alugar um apartamento, conseguir trabalho ou acessar serviços de saúde, por exemplo, a pedidos para falar em inglês ao invés do português brasileiro, até ofensas explícitas e agressões.
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22/12 - Como postar um simples meme pode arruinar sua viagem de férias
O governo dos EUA planos para analisar até cinco anos de publicações em redes sociais de visitantes de dezenas de países que têm direito a entrar no país por até 90 dias sem visto Getty Images O governo dos Estados Unidos anunciou recentemente planos para analisar até cinco anos de publicações em redes sociais de visitantes de dezenas de países que têm direito a entrar no país por até 90 dias sem visto. Embora os detalhes específicos da proposta ainda não estejam claros, o público americano terá algumas semanas para enviar comentários sobre o plano antes de sua entrada em vigor, em 8/2/26. Entre outras informações, os solicitantes do Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA, na sigla em inglês) terão de informar todos os endereços de e-mail usados nos últimos dez anos. A proposta reflete uma tendência recente de maior rigor na fiscalização de visitantes aos EUA, onde o rastro digital dos viajantes pode agora ser usado como base para barrar a entrada ou deportá-los do país. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No início deste ano, um turista norueguês afirmou ter sido impedido de entrar nos EUA depois que autoridades examinaram seu telefone e encontraram um meme do vice-presidente americano, J.D. Vance. A US Customs and Border Protection (a alfândega americana, CBP, na sigla em inglês) nega a alegação e afirma que a decisão ocorreu devido ao "uso admitido de drogas" pelo norueguês. O site do CBP observa que "as buscas de dispositivos eletrônicos na fronteira costumam ser parte integrante da determinação das intenções de um indivíduo ao entrar nos EUA". Desde que retornou à Casa Branca, em janeiro, o presidente americano, Donald Trump, tem buscado reforçar a segurança das fronteiras do país, citando razões de segurança nacional. Alguns especialistas, porém, afirmam que o novo plano pode criar um obstáculo adicional e desestimular potenciais viajantes. Em geral, brasileiros precisam de visto para entrar nos EUA, mas isso não significa que todos eles estejam livres dessas exigências. Desde setembro de 2025, "todas as pessoas que solicitarem um visto de não imigrante das categorias H1-B, H-4, F, M ou J devem ajustar as configurações de privacidade de todas as suas contas de redes sociais para 'públicas', a fim de facilitar a verificação necessária para estabelecer sua identidade e elegibilidade para entrada nos Estados Unidos", afirma o governo americano. Os turistas (categoria B-2), por exemplo, não estão incluídos. As categorias H1-B e H-4 são voltadas para "funções especializadas em áreas que requerem conhecimento especializado e seus dependentes". As categorias F e M tratam de estudantes (acadêmicos ou vocacionais) e seus dependentes. A categoria J inclui, por exemplo, visitantes de intercâmbio, professores, pesquisadores e médicos (em programas de intercâmbio) e seus dependentes. Revistas na fronteira tornam-se digitais Donald Rothwell, professor de direito da Australian National University (Austrália) e comentarista frequente sobre questões jurídicas internacionais, é um dos muitos que agora têm receio de viajar para os EUA, afirmando que a experiência de entrada no país tem se tornado cada vez mais tensa. "Atualmente, no âmbito do Programa de Isenção de Visto (Visa Waiver Program), que permite a visitantes de 42 países entrar nos EUA por meio do processo ESTA, essas pessoas têm pouquíssimos direitos na fronteira", alerta. "Isso ocorre em parte porque, ao se candidatarem pelo Programa de Isenção de Visto, [os visitantes] abrem mão de alguns de seus direitos legais nos EUA para contestar determinadas decisões tomadas pela CBP (a alfândega americana). Assim, se, ao chegar a uma fronteira americana, um visitante estrangeiro não atender a uma solicitação de um agente do CBP, pode ter a entrada negada." O conselho dele aos viajantes é claro: ter extremo cuidado com o que publicam online, especialmente em relação a temas que envolvam políticas dos EUA ou cidadãos americanos. Os EUA não são os únicos a adotar esse tipo de vigilância. Cada vez mais países monitoram a atividade de viajantes nas redes sociais Getty Images Olhando mais adiante, Rothwell avalia que a crescente digitalização tende a tornar níveis elevados de fiscalização muito mais comuns e mais fáceis de implementar. "Se as viagens vão se tornar 'sem fronteiras', é natural que mais dados digitais sejam coletados sobre os viajantes." Quanto maior o volume de dados, acrescenta, maior é a confiança das autoridades de que o visitante não representa uma ameaça à segurança. "Suspeito que veremos um uso cada vez maior de inteligência artificial na tomada dessas decisões", afirma. Pense antes de postar Os EUA estão longe de ser o único país a adotar esse tipo de medida de vigilância. Governos ao redor do mundo monitoram cada vez mais a atividade de viajantes nas redes sociais, e o rastro digital de uma pessoa pode causar problemas mesmo depois de ela cruzar uma fronteira. Em 2018, a Nova Zelândia introduziu o que descreveu como a primeira lei do mundo a autorizar agentes de fronteira a exigir acesso aos celulares de viajantes, prevendo multas elevadas para quem se recusar a compartilhar senhas. Os Emirados Árabes Unidos vão ainda mais longe: as autoridades podem deter estrangeiros que publiquem, ou até republiquem, conteúdo considerado difamatório, como descobriu um irlandês no ano passado ao deixar uma avaliação negativa online sobre um antigo empregador local. Os riscos também aumentam porque os viajantes geram volumes cada vez maiores de conteúdo potencialmente sensível. Uma pesquisa com britânicos realizada pela Virgin Mobile constatou que mais da metade "não consegue imaginar não tirar fotos durante as férias", geralmente publicando sete imagens por semana nas redes sociais. Na corrida do chamado travel porn (exibição de viagens, em tradução livre), muitos usuários entram em competição. Um em cada dez entrevistados afirmou que iria a extremos por uma selfie de férias, incluindo ficar à beira de um penhasco ou posar com animais selvagens. O problema é que essas imagens muitas vezes são feitas sem consideração pelas normas locais, o que provoca reações negativas que podem escalar rapidamente. Em 2022, uma influenciadora russa e o marido foram deportados de Bali após encenarem um ensaio fotográfico nu sob uma árvore sagrada. Pouco depois de as fotos serem publicadas nas redes sociais, a política local Niluh Djelantik pediu que cidadãos denunciassem a influenciadora à polícia. "Ela deveria ser responsabilizada pelo custo da cerimônia de purificação que precisa ser realizada pelos moradores da vila", escreveu Djelantik. "Turista vulgar. Vá embora!" Casos como esse levaram governos a correr para orientar seus cidadãos viajantes, com páginas na internet dedicadas às regras, sempre mutáveis, de etiqueta nas redes sociais no exterior, além de normas culturais que muitos turistas desconhecem. O portal do governo do Canadá, por exemplo, alerta que, na Tailândia, é ilegal promover o consumo de álcool e que é possível ser multado por publicar fotos com bebidas alcoólicas nas redes sociais. O espectro do mal-entendido Sucheta Rawal, palestrante sobre viagens e autora de livros infantis, vivenciou como uma publicação feita durante as férias pode sair rapidamente do controle. Em uma viagem à África no ano passado, um de seus posts foi visto por um contato, que reagiu com indignação e o republicou globalmente. "Eu não senti que estivesse sendo insensível", afirma. "Mas isso levou a interpretações equivocadas, acusações e hostilidade contra mim, o que tornou o restante da viagem muito difícil." Segundo Rawal, todo conteúdo é vulnerável, seja publicado de forma pessoal ou privada. "No ambiente atual, não é nada difícil tirar comentários do contexto ou encaixá-los em narrativas que você nunca pretendeu contar", diz. Turistas podem desrespeitar costumes locais sem perceber, como virar as costas para um portão torii em um santuário xintoísta Getty Images Em um momento em que cada vez mais viajantes se tornam criadores de conteúdo e publicam gigabytes de material todos os meses, o risco de mal-entendidos aumenta. "Quando eu estava escrevendo Beato Goes to Japan", afirma Rawal, "percebi que precisava estar atenta a inúmeras nuances culturais sutis nas imagens". Ela observa, por exemplo, que a forma de vestir um yukata (quimono de verão, em tradução livre) difere entre pessoas vivas e cadáveres, e que virar as costas para um torii — o portal de entrada de um santuário xintoísta — é considerado desrespeitoso. À medida que a fotografia de viagem se torna cada vez mais performática, milhões de pessoas tiram selfies usando roupas locais ou visitando locais religiosos. Esses deslizes podem ofender quem está por perto muito antes de a imagem ser publicada online. O contexto é tudo Em geral, esses episódios decorrem mais do desconhecimento de normas culturais, e não de má-fé. O Japão, por exemplo, assim como muitos países da Ásia e do Oriente Médio, é considerado uma "sociedade de alto contexto". Em uma palestra sobre o tema, a especialista em comunicação intercultural Erin Meyer explica que, nessas culturas, a comunicação "é mais implícita, mais complexa e cheia de nuances", e muito do que é transmitido ocorre por gestos simbólicos ou entendimentos implícitos. Viajantes de "sociedades de baixo contexto", que priorizam a comunicação verbal direta, podem achar esse tipo de interação sutil um campo minado de possíveis grosserias, no qual, mesmo evitando palavras, não se evita necessariamente causar ofensa. Hoje, quando postagens nas redes sociais permitem a inclusão de uma profusão de emojis, um simples vídeo gravado em um mercado de frutas no exterior, acompanhado do ícone de uma melancia, pode facilmente provocar reações de quem interprete o símbolo como um sinal de antissemitismo ou como um estereótipo racista contra americanos negros. Nada disso significa que os turistas devam se autocensurar completamente por medo de reações negativas. Em vez disso, a melhor abordagem pode ser simplesmente postar de forma mais consciente, priorizando a qualidade em vez da quantidade, sem a preocupação de alimentar algoritmos ou atender expectativas. "A consciência muitas vezes surge quando você está plenamente atento e presente ao que acontece ao seu redor", afirma Rawal. "Observe como as pessoas ao redor se vestem, falam e se comportam, e tente se integrar da melhor maneira possível. Não transforme moradores locais em objetos só porque você é um turista." O resultado não é apenas uma viagem mais segura e significativa, mas também uma experiência em que há conexão respeitosa com os locais e culturas visitados, em vez de reduzi-los a simples conteúdo. Sem classe econômica: quanto custa fazer o voo mais longo do mundo? Voos mais baratos sem opção de bagagem de mão valem a pena? Regras para levar líquidos em voos internacionais
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20/12 - Minas Gerais entra em ranking internacional de melhores destinos gastronômicos de 2026
Minas Gerais entra na lista dos melhores destinos gastronômicos do mundo O estado de Minas Gerais foi eleito pela publicação internacional Condé Nast Traveler, referência em turismo, como um dos principais destinos gastronômicos do mundo em 2026. O estado brasileiro aparece ao lado de lugares como Boston, nos Estados Unidos, ilha de Creta, na Grécia, Sevilha, na Espanha, e Medellín, na Colômbia (veja lista completa ao fim da reportagem). A publicação, que entrou no ar nesta quinta-feira (18), destaca que o estado brasileiro é conhecido pela cultura gastronômica baseada em tradições rurais, produtos artesanais e ingredientes de origem local, principalmente queijo e café. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O texto também aponta para o fato de o modo de fazer o queijo artesanal mineiro ter sido reconhecido Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 2024. A reportagem cita que a produção de queijo envolve 106 municípios, onde o produto é feito há mais de 300 anos. Conheça a rota do queijo em Minas Publicação Condé Nast Traveler exibe imagens de locais que colocam Minas Gerais em ranking de destinos gastronômicos do mundo em 2026 Reprodução/Condé Nast Traveler Festival de Tiradentes e alta gastronomia em BH O texto aponta a cidade de Serro, com seus cerca de 800 pequenos produtores e propriedades familiares, como uma das cidades com tradição na produção do queijo. Também cita o festival gastronômico de Tiradentes e a paixão por vinho que tem crescido na cidade histórica e na região da Serra de São José. O ranking da Condé Nast Traveler menciona Belo Horizonte como local de expansão da gastronomia, com chefs abrindo restaurantes da alta culinária e fazendo releituras contemporâneas dos tradicionais botecos. Além de mencionar chef reconhecidos na capital mineira, o texto cita locais clássicos, como o Xapuri e o Mercado Central. Queijo produzido em uma das fazendas da Rota do Queijo. Thâmer Pimentel / Reprodução TV Globo. Melhores destinos gastronômicos de 2026 Ao todo, a publicação cita dez lugares como melhores destinos gastronômicos de 2026. Veja lista abaixo: Boston (EUA) Creta (Grécia) Fès (Marrocos) Hong Kong Medellín (Colômbia) Minas Gerais (Brasil) Parramatta, Sydney (Austrália) Patan (Nepal) Condado Prince Edward (Canadá) Sevilha (Espanha) LEIA TAMBÉM TERRA DE MINAS: Bares secretos em Belo Horizonte: descubra como encontrá-los GLOBO REPÓRTER: Tradições da comida mineira são preservadas no Mercado Central Vídeos mais vistos do g1 Minas:
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20/12 - Balneário Camboriú proibirá nudismo em praia; veja locais onde a prática é permitida
Balneário Camboriú anuncia que vai proibir prática de nudismo na Praia do Pinho O nudismo é permitido oficialmente em seis praias do Brasil, reconhecidas pelas prefeituras locais e pela Federação Brasileira de Naturismo (FBrN), que estabelece uma série de regras de comportamento para os visitantes. Esses princípios de convivência fundamentam o naturismo, movimento que começou a ser praticado oficialmente no Brasil a partir de 1988, na Praia do Pinho, em Balneário Camboriú. Apesar de ter sido pioneira, a praia catarinense não permite mais o nudismo. Nesta sexta-feira (19), a prefeitura de Balneário Camboriú publicou um decreto revogando a autorização da prática no local, que já passou a valer. Como justificativa, o município afirmou que, ao longo dos anos, a Praia do Pinho deixou de ser usada para naturismo e passou a ser cenário de atos ilícitos e crimes sexuais. A Praia da Galheta, em Florianópolis, também tem tradição no naturismo. A prática, porém, deixou de ser autorizada em 2016. Hoje, a discussão sobre a regulamentação do nudismo na Galheta envolve prefeitura, Justiça e Câmara de Vereadores da cidade. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Brasil, no entanto, possui outras praias onde a prática é legalizada. Algumas dessas praias são movimentadas e recebem até competições de surfe nudista. Outras ficam em regiões isoladas e têm acesso difícil. A seguir, veja onde ficam e quais são as principais características de cada uma. LEIA MAIS: Veja como é o cruzeiro de nudismo pelo Caribe Como funcionam e o que rola nas pousadas liberais As praias de nudismo oficiais do Brasil: Praia de Pedras Altas, Palhoça (SC) Praia de Pedras Altas, em Palhoça, SC, praia de nudismo Divulgação/Portal Brasil Naturista A Praia de Pedras Altas, em Palhoça, tem mar calmo, indicado para banho e esportes aquáticos. O acesso é difícil e feito pela BR-101, a cerca de 30 km ao sul de Florianópolis. O local conta com pousada rústica, restaurante e camping. Praia de Barra Seca, Linhares (ES) Praia de nudismo de Barra Seca, no Espírito Santo Divulgação/Portal Brasil Naturista A Praia de Barra Seca, em Linhares, tem cerca de 200 metros destinados ao naturismo. O mar tem ondas fortes e a areia é grossa. O acesso é feito com ônibus e barco. O local oferece cozinha, churrasqueira, banheiros, chuveiros e área de camping com energia, além de pousadas próximas. Praia Olho de Boi, Búzios (RJ) Praia de nudismo do Olho de Boi, em Búzios, RJ Divulgação/Portal Brasil Naturista] A Praia Olho de Boi, em Búzios, é isolada e não tem infraestrutura à beira-mar. Pequena, possui cerca de 50 metros de extensão. O acesso é difícil, por uma trilha íngreme de aproximadamente 600 metros Na volta, é preciso subir a encosta. Praia do Abricó, Rio de Janeiro (RJ) ABRICÓ - Frequentadores recomendam visitas no final de semana Gabriel Barreira/G1 A Praia do Abricó fica próxima à Reserva de Grumari, na zona oeste do Rio de Janeiro. O acesso é feito pela estrada da Prainha, a partir do Recreio dos Bandeirantes. No final da descida de Grumari, placas indicam a entrada para Abricó. Possui restaurante próximo e barraca de bebidas. Praia de Tambaba, Conde (PB) Praia de Tambaba, na Paraíba, tem duas áreas divididas por uma formação rochosa com vegetação: uma destinada ao naturismo e outra onde usar roupa ou não é opcional Marco Pimentel/PBTur A Praia de Tambaba, em Conde, é uma das mais conhecidas do país. Cercada por falésias de cerca de 20 metros, tem mar calmo, com muito vento. Dividida em três trechos por formações rochosas, a área integra uma Área de Proteção Ambiental (APA) e é uma das mais limpas da Paraíba. Praia de Massarandupió, Entre Rios (BA) Praia de Massarandupió, única destinada oficialmente à prática de naturismo na Bahia Imagem/TV Bahia A Praia de Massarandupió, em Entre Rios, tem coqueiros ao longo da faixa de areia e pequenos riachos de água doce. O mar é quente. O local fica próximo à Praia do Forte e o acesso é feito por uma estrada de areia de cerca de 7 km. Como funciona e o que rola nas pousadas liberais
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19/12 - Roma cria taxa de 2 euros para visitantes se aproximarem da Fontana di Trevi
Autoridades italianas jogam moedas na Fontana di Trevi na reabertura do local Alberto PIZZOLI / AFP Turistas terão de pagar uma taxa de dois euros (cerca de R$ 13) para se aproximar da Fontana di Trevi, em Roma, um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. A informação foi anunciada na sexta-feira (19) pelo prefeito Roberto Gualtieri. O monumento, que fica em uma praça pública, continuará podendo ser visto à distância gratuitamente. Já o acesso à área mais próxima da fonte será permitido apenas a visitantes com ingresso, segundo o prefeito, durante entrevista coletiva. Ao g1, a prefeitura de Roma informou que a cobrança vinha sendo avaliada "há algum tempo". Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Fontana di Trevi, onde a tradição determina que visitantes joguem uma moeda para garantir seu retorno a Roma e realizar seus desejos, há muito tempo é uma grande atração na cidade, até mesmo para líderes mundiais em visita. Concluído em 1762, o monumento é uma obra-prima do barroco tardio, com estátuas de tritões guiando a carruagem de conchas do deus Oceano, ilustrando o tema da domesticação das águas. A fonte também é lembrada por uma das cenas mais famosas do cinema, quando, no filme "La Dolce Vita", de Federico Fellini, Anita Ekberg entra na fonte e chama seu colega Marcello Mastroianni para se juntar a ela. Fontana di Trevi Andrea Ronchini/NurPhoto/AFP/Arquivo e Manuel Cohen/AFP Sem classe econômica: quanto custa fazer o voo mais longo do mundo? Plataforma indica 8 destinos turísticos no Brasil que serão tendência em 2026 Voos mais baratos sem opção de bagagem de mão valem a pena?
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19/12 - Proibido ver tudo: por que a MSC barrou o uso de óculos inteligentes em algumas áreas de seus navios
MSC Grandiosa. Divulgação/MSC Cruzeiros A MSC Cruzeiros passou a impedir o uso de óculos inteligentes em áreas públicas de seus navios, como piscinas. Mas o embarque do equipamento segue permitido, confirmou a empresa. A informação consta na política de conduta de hóspedes, cuja última atualização é do dia 16 de julho de 2025. O g1 questionou a MSC se a regra entrou em vigor a partir dessa data, mas não obteve retorno. Com a medida, dispositivos como o Ray-Ban Meta, um dos mais populares do mercado, e modelos do Google (ainda não disponíveis no Brasil) passam a ser vetados em determinados espaços. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A decisão não se restringe apenas aos óculos inteligentes. A empresa diz que veta, em espaços públicos, qualquer dispositivo que possa gravar ou transmitir dados de "forma oculta ou discreta". Veja os vídeos que estão em alta no g1 A MSC afirma que a equipe de segurança dos cruzeiros está orientada a "reter o dispositivo, em caso de uso inadequado" (leia o comunicado ao final da reportagem). "Essa medida existe exclusivamente para proteger a privacidade e a segurança de todos os hóspedes e tripulantes", afirmou a empresa em nota enviada ao g1. Proibição é uma tendência, diz especialista Ray-Ban Meta de 2ª geração Divulgação/Meta Navios de cruzeiro são considerados espaços privados de uso coletivo. Nesse contexto, o uso de óculos inteligentes traz um desafio: a captação de imagens de terceiros de forma discreta e sem consentimento expresso, explica Patrícia Peck, advogada especialista em direito digital. "Eu não posso ter um passageiro no navio capturando imagem de terceiros e postando direto na internet. Considerando tanto regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) como da Constituição Federal, você teria que fazer o aviso prévio da captura em si de imagens e deixar claro a finalidade", afirma. Peck destaca que o artigo 20 do Código Civil "proíbe a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa sem permissão, se isso lhe atingir a honra ou se destinar a fins comerciais". "No caso de cruzeiros, a captura indiscriminada de imagens por outros passageiros pode configurar abuso de direito", completa. À medida que esses dispositivos ganham popularidade, mais locais têm revisto seu uso, como clubes e baladas, lembra a especialista. Ela ressalta ainda que, por outro lado, a captação de imagens para vigilância, com finalidade de segurança, é considerada uma "exceção de consentimento", situação diferente do uso de óculos inteligentes por passageiros. O que diz a MSC Cruzeiros "O uso de dispositivos eletrônicos usados no corpo capazes de gravar ou transmitir dados, de forma oculta ou discreta, só é permitido nas cabines, em terra ou em outros espaços não públicos. Os hóspedes podem embarcar com óculos inteligentes, no entanto, em conformidade com nossos padrões de privacidade, eles não podem ser usados em áreas públicas. Os óculos inteligentes e dispositivos similares constam na lista de itens proibidos para garantir que nossas equipes de segurança possam atuar e reter o dispositivo, em caso de uso inadequado. Essa medida existe exclusivamente para proteger a privacidade e a segurança de todos os hóspedes e tripulantes. A política completa de conduta dos hóspedes está disponível no site da Companhia e pode ser consultada no link: https://www.msccruzeiros.com.br/-/media/brazil/documents/codigo-de-conduta-hospedes.pdf". Android XR: g1 testa novo sistema operacional para óculos de realidade virtual e headsets
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17/12 - Museu do Louvre reabre parcialmente em meio à greve de funcionários
Pessoas fazem fila perto da Pirâmide de Vidro do Museu do Louvre para entrar no museu, que permanece fechado enquanto seus funcionários continuam as discussões sobre a possibilidade de estender uma greve por melhores salários e condições de trabalho neste 17 de dezembro de 2025 Reuters/Abdul Saboor O Museu do Louvre, em Paris, o mais visitado do mundo, reabriu parcialmente nesta quarta-feira (17) após ficar fechado pela manhã por causa de uma greve de funcionários que reivindicam melhores salários e condições de trabalho. "Nem todas as áreas estão acessíveis, mas o museu está aberto e os primeiros visitantes estão entrando", disse a administração do museu à agência AFP. Os trabalhadores votaram nesta segunda por entrar em greve por melhores condições de trabalho e outras reivindicações, em mais uma polêmica envolvendo o museu mais visitado do mundo. No site oficial do museu, há um aviso: "Devido a greves, o museu poderá abrir mais tarde e algumas salas de exposição poderão permanecer fechadas. Pedimos desculpas pelo inconveniente". A paralisação ocorre após um espetacular roubo de joias em outubro, além de problemas recentes de infraestrutura, incluindo um vazamento de água que danificou livros antigos, fatos que expuseram falhas graves de segurança e revelaram o estado de deterioração do museu. Vazamento de água no Louvre danifica quase 400 livros raros O sindicato CFDT informou que a decisão pela greve ocorreu em uma votação com cerca de 400 funcionários, que estão sobrecarregados e mal administrados. Eles também pedem mais contratações, aumentos salariais e a reorientação dos gastos. “Visitar o museu tornou-se uma pista de obstáculos”, afirmou Alexis Fritche, secretário-geral do setor de cultura do sindicato CFDT. Na manhã desta quarta, formou uma fila de visitantes para entrar no museu. A greve ocorre após negociações realizadas na semana passada entre sindicatos e autoridades do governo, incluindo a ministra da Cultura, Rachida Dati. Líderes sindicais disseram que as conversas não aliviaram todas as preocupações relacionadas ao quadro de funcionários e ao financiamento do Louvre. Os trabalhadores do Louvre já haviam entrado em greve em junho deste ano, quando protestavam contra a superlotação do museu, que recebe cada vez mais visitantes e o quadro de funcionários não aumenta de acordo. Trabalhadores do Louvre entram em greve em 15 de dezembro de 2025. REUTERS/Benoit Tessier
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16/12 - TAP é condenada a indenizar brasileira que relatou tentativa de estupro em quarto disponibilizado pela empresa
Avião da TAP durante voo, em foto de abril de 2020 Wikimedia Commons A companhia aérea portuguesa TAP foi condenada a indenizar em R$ 20 mil uma brasileira de 30 anos que disse ter sofrido uma tentativa de estupro no quarto de hotel em que foi acomodada após o cancelamento de um voo. A empresa pode recorrer da decisão. A passageira disse que precisou dividir um quarto de hotel em Paris com outros dois passageiros, um homem e uma mulher, que ela não conhecia. O caso aconteceu em Paris, em 31 de maio de 2024. Segundo ela, a TAP encaminhou os passageiros para um hotel, mas informou que não havia quartos individuais para todos. No início da manhã, ela foi acordada com o homem tentando beijá-la enquanto a dormia. A decisão judicial foi enviada ao g1 pela advogada Nathalia Magalhães, que representa a brasileira e que considerou o valor da indenização "compatível", apesar de reconhecer que ele não é "capaz de reparar integralmente o sofrimento vivenciado pela passageira". Procurada pelo g1, a TAP disse que não comenta decisões judiciais. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 'Completamente nu, tentou agarrá-la e beijá-la', diz advogada de passageira da TAP acomodada em quarto com desconhecido Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Justiça entendeu que a TAP "não cumpriu seu dever de prestar assistência material adequada e segura à autora, o que configura ilícita falha na prestação de seu serviço". E concluiu que a decisão da companhia aérea de fazer a passageira dividir o quarto de hotel com dois desconhecidos, sendo um deles homem, levou a uma "situação que por si só já se mostra absurda e intolerável". Tentativa de estupro O voo TP439, que sairia às 21h de Paris para Lisboa, foi cancelado quando os passageiros já estavam a bordo. A companhia comunicou o cancelamento apenas à 1h, e os passageiros foram realocados para um voo às 10h20, no dia seguinte. Ainda segundo a brasileira, a TAP disse que a única opção de hospedagem seria um quarto triplo. A mulher disse que insistiu por um quarto individual, mas que, como a empresa não cedeu e os custos para encontrar um quarto de última hora seriam muito altos, decidiu aceitar a oferta. Ela recebeu um voucher com o quarto de hotel e o nome dos outros dois passageiros: um homem, que se identificou como brasileiro, e uma mulher, que disse ser alemã. As duas mulheres dormiram na mesma cama de casal; o homem ficou em uma cama extra. Enquanto a brasileira dormia, a outra mulher deixou o quarto e voltou para o aeroporto. Depois, ela explicaria à brasileira que tomou essa decisão porque não estava conseguindo dormir, e que não imaginaria que o outro passageiro poderia ser uma ameaça. A brasileira disse que acordou com o homem nu sobre ela, tentando beijá-la. Ela gritou e conseguiu se livrar dele, que deixou o quarto. Ela conseguiu remarcar seu voo para Lisboa, e não voltou a ver o homem. A mulher não registrou ocorrência na polícia e procurou ajuda da TAP. "Nunca houve retorno, apoio ou qualquer ação para identificar o abusador", disse a brasileira, em setembro. O que disse a Justiça A decisão citou o comunicado da TAP à imprensa para apontar que a empresa agiu de forma diferente com o que afirma ser a sua prática. Em setembro, a TAP disse que suas normas "não preveem a alocação de passageiros desconhecidos em um mesmo quarto, salvo nos casos em que estejam sob a mesma reserva, viajando juntos ou tenham expressamente manifestado interesse e disponibilidade para tal arranjo". Ainda segundo a decisão, o dano moral ficou evidentemente configurado, com violação dos direitos a segurança, honra, dignidade psicológica e sexual, intimidade e privacidade da passageira. "É importante, aqui, nessa ação de cunho civil, pontuar que o ilícito por parte da ré ocorreu independentemente de tal acontecido, porque foi a conduta dela – no descumprimento do dever de assistência material – que propiciou um ambiente que expunha a autora ao risco de ser vítima de situações indevidas", disse a Justiça.
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15/12 - Novas regras de check-in e check-out entram em vigor nesta segunda; entenda
Novas regras de check-in e check-out entram em vigor no Brasil Novas regras de check-in e check-out entraram em vigor nesta segunda-feira (15), informou o Ministério do Turismo. ➡️Uma das novas normas da portaria regulamenta uma prática que já é comum nos hotéis: reduzir o tempo da diária para realizar serviços de limpeza. ➡️O preço das diárias continua sendo calculado sobre 24 horas, mas a portaria estabelece que o hotel pode usar até três horas desse período para fazer a higienização do quarto. ➡️ Na prática, isso significa que o hóspede pode permanecer por pelo menos 21 horas no local somando os dias de entrada e saída. Por exemplo, se o check-in for permitido a partir das 15h, o limite do check-out não pode acontecer antes do meio-dia do dia seguinte. ➡️Durante a estadia, essa regra também vale, segundo o Ministério do Turismo confirmou ao g1. Mas, nesse caso, o viajante pode dispensar a limpeza, desde que isso não comprometa as condições sanitárias do hotel. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Líquido na bagagem de mão: quais as regras em viagens internacionais As normas sobre horários e rotina de limpeza devem ser implementadas por hotéis, pousadas, flats. "São regras básicas de higiene, agora detalhadas em uma portaria específica. Os meios de hospedagem que não se adequarem no prazo poderão ser multados ou processados por órgãos de defesa do consumidor, ou pelo governo", explica Maximilian Paschoal, advogado especializado em direito do consumidor e sócio do Pinheiro Neto Advogados (SP). Plataformas como o Airbnb não se enquadram na definição oficial de meios de hospedagem e, por isso, não estão sujeitas diretamente às novas exigências, explica Maximilian. Mesmo assim, elas continuam obrigadas a cumprir as regras do direito do consumidor, segundo o especialista. Outros pontos definidos pela portaria Viajantes chegando ao hotel Freepik a limpeza deve incluir, no mínimo: higienização completa, troca de roupas de cama e de toalhas; os hotéis decidem sobre horários de check-in, check-out e limpeza, mas deve comunicá-los no momento da reserva (regra que também vale para agências e plataformas que atuam como intermediários); entrada antecipada ou saída tardia são permitidas e podem ser cobradas, desde que informadas previamente ao hóspede. LEIA TAMBÉM: Visto americano: nova regra sobre entrevista começa a valer em outubro Por que os voos domésticos no Brasil são tão caros? Regras para levar líquidos em voos internacionais Ficha Nacional de Registro de Hóspedes eletrônica (FNRH Digital) O órgão também lançou um sistema que permite que os viajantes realizem o check-in digitalmente antes de chegarem ao estabelecimento, chamado de Ficha Nacional de Registro de Hóspedes eletrônica (FNRH Digital). A outra novidade anunciada pelo Ministério do Turismo é a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes eletrônica (FNRH Digital). O documento já era obrigatório, mas antes era preenchido em papel. Com a mudança, hóspedes poderão adiantar o processo com o pré-check-in digital e evitar filas. O sistema já está disponível, mas ainda não é obrigatório para hóspedes nem para os estabelecimentos. Segundo o Ministério informou ao g1, uma nova portaria deve ser publicada em breve para definir mais detalhes. Veja a seguir o passo a passo para acessar o sistema, segundo um manual divulgado pelo governo. Como acessar a FNRH Digital 1. Acesse o site do sistema FNRH, por esse link ou pelo QR Code disponibilizado pelo meio de hospedagem. 2. Faça login com uma das opções: conta Gov.br (mais simples e gratuita, com CPF e senha); certificado digital físico (cartão inteligente ou token). Para isso, instale o software do dispositivo, conecte-o ao computador e insira a senha (PIN); certificado digital em nuvem (ex.: SerproID, Serasa Experian, SafeID)— siga as instruções do serviço contratado. Como fazer o pré-check-in 1. Registre a sua reserva: clique em "Minhas Reservas"; adicione o código da reserva, datas de início e fim da estadia e o tipo de meio de hospedagem e salve. 2. Siga os passos do pré-check-in: selecione a reserva e clique em “Meu pré-check-in”; confira os dados de viagem e, se estiverem certos, clique em “Iniciar pré-check-in”; revise seus dados pessoais e seus contatos e, se estiverem certos, clique em "Avançar"; selecione o motivo da viagem, o meio de transporte, aceite os termos e clique em “Enviar pré-check-in”; o sistema deve confirmar o envio e atualiza o status da reserva. Como fazer o pré-check-in de dependentes Além do próprio hóspede, o sistema permite registrar acompanhantes ou familiares que vão se hospedar juntos. 1. Inclua um dependente: Clique em “Meus Dependentes” no menu inicial; Selecione “Incluir dependente” e preencha os dados: tipo e número do documento, nome completo, data de nascimento, gênero, nacionalidade e país de nascimento; Clique em “Salvar” para registrar o dependente no sistema; Dependentes já cadastrados podem ser alterados ou removidos conforme necessidade. Ao clicar em “Alterar” na lista, você pode editar todos os dados, excetivo o tipo e o número do documento. 2. Faça o pré-check-in: No detalhamento da reserva, clique em “Pré-check-in de dependente”; Selecione o dependente, revise os dados (como nome social, gênero e nacionalidade) e clique em “Enviar pré-check-in”; O status da reserva do dependente deve ser atualizado e o processo concluído. Sua mala não chegou junto com o voo? Veja o que fazer se a bagagem for perdida
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15/12 - Governo espanhol multa Airbnb em 64 milhões de euros por anúncios ilegais de residências turísticas
Logo do aplicativo Airbnb é exibido na tela de iPad em Washington, em 8 de maio de 2021 Patrick Semansky/AP O governo da Espanha anunciou uma multa de 64 milhões de euros (R$ 407) contra a empresa Airbnb por anunciar residências turísticas sem licença na plataforma de aluguel. A decisão, uma consequência das infrações registradas em 65.122 anúncios, "torna-se definitiva e esgota a via administrativa após ter sido solucionado o recurso apresentado ao Ministério do Consumo", afirmou o governo espanhol, em um comunicado sobre a punição à empresa. "A resolução implica, além disso, duas sanções adicionais que obrigam a plataforma a retificar as violações identificadas, eliminando os conteúdos ilícitos publicados, e a tornar pública a multa imposta". O órgão questiona a empresa há vários meses e, em maio, exigiu a retirada de mais de 65.000 anúncios considerados "ilícitos". Na Espanha, o papel das plataformas de aluguel de curta duração provoca um intenso debate, em particular nas grandes cidades turísticas, onde muitos moradores afirmam que as empresas contribuem para o aumento expressivo dos aluguéis. "Há milhares de famílias que vivem no limite por causa da habitação, enquanto alguns poucos enriquecem com modelos de negócio que expulsam as pessoas das suas casas", afirmou o ministro do Consumo, Pablo Bustinduy, citado no comunicado, ao comentar as iniciativas adotadas pela pasta, que também abriu processos contra agências imobiliárias. Veja os vídeos que estão em alta no g1
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15/12 - Trabalhadores do Louvre entram em greve e museu mais visitado do mundo não abre nesta segunda
Trabalhadores do Louvre entram em greve em 15 de dezembro de 2025. REUTERS/Benoit Tessier Trabalhadores do Museu do Louvre votaram nesta segunda-feira (15) por entrar em greve por melhores condições de trabalho e outras reivindicações, em mais uma polêmica envolvendo o museu mais visitado do mundo, que ainda sofre com um roubo histórico de joias em outubro. O sindicato CFDT informou que a decisão pela greve ocorreu em uma votação com cerca de 400 funcionários do museu na manhã de segunda-feira e que eles decidiram paralisar as atividades durante o dia. O museu mais visitado do mundo não abriu conforme o previsto e passou a barrar visitantes. Um aviso no site do Louvre informava aos interessados que “o museu está fechado no momento”. Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, quando o museu voltará a abrir para visitantes. A greve ocorre após negociações realizadas na semana passada entre sindicatos e autoridades do governo, incluindo a ministra da Cultura, Rachida Dati. Líderes sindicais disseram que as conversas não aliviaram todas as preocupações relacionadas ao quadro de funcionários e ao financiamento do Louvre. Vazamento de água no Louvre danifica quase 400 livros raros “Visitar o museu tornou-se uma pista de obstáculos”, afirmou Alexis Fritche, secretário-geral do setor de cultura do sindicato CFDT. Os trabalhadores do Louvre já haviam entrado em greve em junho deste ano, quando protestavam contra a superlotação do museu, que recebe cada vez mais visitantes e o quadro de funcionários não aumenta de acordo. Para os funcionários, o roubo de joias à luz do dia, em outubro, cristalizou preocupações antigas de que a superlotação e a escassez de pessoal estejam comprometendo a segurança e as condições de trabalho no museu, que recebe milhões de visitantes todos os anos. Os ladrões usaram uma plataforma elevatória para alcançar a fachada do Louvre, arrombaram uma janela, quebraram vitrines e fugiram com peças das joias da Coroa francesa —que não foram localizadas até o momento. Uma investigação do Senado divulgada na semana passada afirmou que os criminosos escaparam com pouco mais de 30 segundos de vantagem e citou câmeras quebradas, equipamentos desatualizados, salas de controle com pessoal insuficiente e falhas de coordenação que inicialmente enviaram a polícia para o local errado. Na semana passada, um vazamento de água no museu danificou quase 400 livros raros.
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12/12 - Azul diz que tribunal nos EUA aprovou plano e projeta saída da recuperação judicial em 2026
Azul se vê 'mais leve' e projeta saída de processo de recuperação judicial A Azul Linhas Aéreas divulgou que o Tribunal nos Estados Unidos, onde está em andamento o processo de recuperação judicial da companhia, aprovou, em audiência nesta sexta-feira (12), o plano de reorganização - com mais de 90% de aprovação em todas as classes de credores elegíveis, diz a empresa. Na avaliação da Azul, isso abre caminho para a conclusão do processo já no início de 2026, após a finalização das transações determinadas no plano - o que inclui a redução de mais de US$ 3 bilhões em dívidas, em obrigações com arrendamentos, em juros anuais e em custos recorrentes com frota. “Temos convicção de que concluiremos nossa transformação com uma frota e malha otimizadas, e com a solidez financeira para executar de maneira completa nosso plano de negócios, capturando as significativas oportunidades à frente", destacou, em nota, John Rodgerson, CEO da Azul. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias da região de Campinas em tempo real e de graça Durante o processo do Capítulo 11 da Lei de Falências, nos Estados Unidos, a Azul segue operando normalmente. "A Companhia mantém seu compromisso de oferecer um serviço de confiança em toda sua rede de mais de 130 destinos atendidos e de contribuir para o crescimento econômico do Brasil", informou, em comunicado. No fim de novembro, a Azul anunciou a decisão de suspender, a partir de abril de 2026, os voos entre Campinas (SP) e Paris. Segundo a companhia, a decisão faz parte do plano de otimização de malha, com foco nos demais mercados internacionais. Em nota enviada ao g1, a companhia informou que a suspensão foi “cuidadosamente avaliada para garantir a sustentabilidade da operação e o foco em rotas de maior potencial, demanda e retorno financeiro”. LEIA TAMBÉM De devolução de aeronaves paradas a aumento da receita, Azul se vê 'mais leve' e projeta saída de processo de recuperação judicial Redução de frota? Entenda o que prevê Azul no plano de recuperação judicial nos EUA O que está por trás da suspensão? g1 entrevista CEO, que revela corte de custos Companhia aérea azul voos Araxá e Patos de Minas Azul/Divulgação VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.
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10/12 - Voos cancelados ou atrasados após ventania: saiba quais são os direitos dos passageiros
Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros O Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da cidade de São Paulo, cancelou pelo menos 121 voos nesta quarta-feira (10) após a cidade registrar rajadas de vendo de quase 100 km por hora no mesmo dia. Quando um voo é cancelado ou atrasado, por qualquer motivo, as companhias aéreas são obrigadas a oferecer assistência aos passageiros. Dependendo do caso, o cliente pode pedir reembolso ou ter direito a hospedagem, alimentação e acesso à internet, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O especialista em Direito Aeronáutico Felipe Bonsenso lembra que a lei exige apoio imediato, mesmo quando o atraso ou cancelamento não é culpa direta da empresa. "Todos os passageiros devem procurar imediatamente as companhias aéreas e também podem recorrer à Justiça em busca de indenizações, em caso de perdas de eventos ou reuniões, por exemplo", diz. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Lugar no voo é garantido? Veja o que as companhias aéreas podem fazer (ou não) Ventania derruba árvores, causa apagão e prejudica atendimentos em hospital O que a empresa deve fazer em caso de atraso ou cancelamento? Segundo a resolução 400 da Anac, a companhia deve avisar o passageiro assim que souber do atraso ou cancelamento. Além disso, ela precisa adotar outras medidas: manter o passageiro informado, a cada 30 minutos, sobre a previsão de partida; oferecer assistência gratuita de acordo com o tempo de espera; garantir reacomodação, reembolso integral ou transporte alternativo, quando o atraso for maior que 4 horas ou em caso de cancelamento. A opção deve ser escolhida pelo passageiro. Em caso de atraso, a assistência varia conforme o tempo de espera: a partir de 1 hora: comunicação (internet, telefone ou outros meios); a partir de 2 horas: alimentação (voucher ou refeição); a partir de 4 horas: hospedagem (em caso de pernoite no aeroporto) e transporte. Se o voo for na cidade de residência do passageiro, a empresa pode oferecer apenas o transporte até a casa e de volta ao aeroporto. Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (Pnae) e seus acompanhantes têm direito a hospedagem em qualquer situação. Leia também: Companhia pode colocar passageiro em quarto com estranhos? Entenda as regras Veja as possíveis consequências para passageiros que brigam em voos Cancelamento de voos deixou o saguão do Aeroporto de Congonhas lotado nesta quarta-feira (10) Renato S. Cerqueira/Ato Press/Estadão Conteúdo O que fazer se a empresa não cumprir? Se a companhia aérea não oferecer as assistências, isso é considerado um descumprimento do contrato de transporte aéreo, segundo a Anac. O passageiro deve primeiro procurar os canais de atendimento da empresa. Se não resolver, pode registrar reclamação na plataforma Consumidor.gov.br, usada pelo governo federal. As queixas registradas nesse canal ajudam a Anac a identificar falhas e reforçar a fiscalização. E a indenização, como funciona? Caso o passageiro tenha prejuízos maiores, como a perda de uma entrevista de emprego ou de um casamento, pode pedir indenização além do reembolso. Para isso, deve acionar o Procon. Se ainda assim ele se sentir insatisfeito, o caminho pode ser a Justiça, que seria o último recurso. Além da resolução 400 da Anac, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) também garante indenização por danos patrimoniais ou morais. Especialistas dizem que ele pode ser utilizado pelos passageiros que se sentirem prejudicados. “No caso de cancelamento de voo, o artigo 14 do CDC estabelece que o prestador de serviço responde pelos danos que causa ao consumidor”, diz o advogado Rodrigo Alvim, especialista em direito do passageiro e do consumidor.
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10/12 - EUA querem exigir que turistas exponham histórico de redes sociais
Donald Trump REUTERS/Jonathan Ernst O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (10), uma proposta para obrigar turistas estrangeiros atualmente isentos da necessidade de visto a entregarem, às autoridades do país, os históricos de redes sociais dos últimos cinco anos. Se confirmada, a exigência afetará diretamente turistas de uma lista de 42 países que inclui a Alemanha, França, Reino Unido e Japão, entre outros, que atualmente só precisam fazer uma solicitação de entrada online por meio do Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA, em inglês). A medida é similar a uma que já vinha sendo aplicada para alguns requerentes de visto de países não incluindo no ESTA, como estudantes de nações como o Brasil, que desde junho já vinham tendo que expor o histórico de suas redes sociais. Atualmente, turistas de países do ESTA pagam US$ 40 pelo processo e têm que indicar um endereço de e-mail, endereço residencial, número de telefone e informações de contato de emergência. A autorização é válida por dois anos. Desde 2016, vinha sendo opcional incluir suas redes sociais na inscrição. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mas, segundo o documento divulgado nesta quarta, esses turistas isentos poderão ter que passar fornecer às autoridades consulares americanas uma lista dos números de telefone usados nos últimos cinco anos, além de endereços de e-mail dos últimos dez anos. 👀 Nomes, endereços, datas e locais de nascimento de parentes (pais, cônjuges, irmãos e filhos) e os telefones dos últimos cinco anos deles também poderão ter que ser informados, sob risco de o viajante ser barrado caso esses dados sejam inconsistentes. O texto foi publicado no Federal Register, o diário oficial americano, pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, agência federal de aplicação da lei do Departamento de Segurança Interna do país. As propostas ainda passam por uma revisão de 60 dias antes de começar a valer oficialmente. Durante esse período, cidadãos, empresas ou outras entidades americanas podem fazer comentários, críticas ou sugestões às medidas previstas. A publicação do documento ocorre uma semana depois de uma orientação do Departamento de Estado dos EUA, divulgada pela agência Reuters, para negar visto, inclusive de trabalho, para estrangeiros que já tenham trabalhado com moderação de conteúdo, segurança digital e checagem de fatos. A justificativa é de que esses profissionais estariam praticando "censura” e "supressão da livre expressão essencial ao estilo de vida americano", disse o governo Trump em um memorando enviado aos corpos consulares no exterior, informou a Reuters. Em julho, o governo Trump já havia divulgado uma proposta para impor limites mais rígidos à permanência de jornalistas estrangeiros em solo americano. EUA querem exigir que turistas exponham histórico de redes sociais Foto: Reprodução Cerco a imigrantes e queda no turismo Em 28 de novembro, numa publicação nas redes sociais durante a madrugada do dia de Ação de Graças, Trump afirmou que interromperia "permanentemente” a entrada no país de cidadãos de países de "terceiro mundo”. No dia anterior, um afegão foi apontado como responsável por balear dois membros da Guarda Nacional em Washington, capital americana, matando um deles. A retórica contra imigrantes é o mote de Trump desde o primeiro mandato. O país, no entanto, vem sofrendo uma queda expressiva no turismo – de acordo com o World Travel & Tourism Council (WTTC), os gastos de visitantes internacionais devem cair de US$ 181 bilhões em 2024 para menos de US$ 169 bilhões neste ano, uma perda estimada em US$ 12,5 bilhões. Ao longo do ano, episódios de detenção de turistas, incluindo alemães que ficaram detidos por semanas, repercutiram negativamente no exterior. Em março, a Alemanha atualizou suas recomendações de viagens para os Estados Unidos para alertar seus cidadãos que um visto ou isenção de visto de entrada não garante o acesso ao país. No ano que vem, os Estados Unidos vão receber a maior parte dos jogos da Copa do Mundo de 2026, sediada em conjunto com o México e com o Canadá. Já em 2028, o país sedia os Jogos Olímpicos, que serão realizados em Los Angeles. Para ambos os eventos, é esperada alta demanda de turistas estrangeiros.
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08/12 - Como as Maldivas estão virando um destino turístico (surpreendentemente) acessível
Ilhas Maldivas Getty Images via BBC Nossa balsa chegou à ilha de Thoddoo, nas ilhas Maldivas, ao som do escapamento das motocicletas, não do zumbido dos hidroaviões. O ar tinha leve cheiro de sal e melancias. Doze anos atrás, visitei as Maldivas pela última vez, para um episódio do programa de TV The Travel Show, da BBC. Na época, as ilhas ainda eram um fantástico cartão-postal, com pousadas sobre a água, ilhas particulares e preços que afastavam a maioria dos turistas. Agora, o arquipélago do Oceano Índico recebe famílias que chegam de mochila em barcos coletivos, sem os mensageiros carregando malas Louis Vuitton. Estas não são as Maldivas que eu conheci — e aqui está a questão. Ao longo da última década, os atóis vivenciaram uma revolução silenciosa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça VÍDEO - Veja como é um mergulho nas paradisíacas Ilhas Maldivas: Fant360: faça um mergulho nas paradisíacas Ilhas Maldivas Reformas governamentais permitiram que seus moradores abrissem pensões em ilhas habitadas. A regra anterior confinava o turismo aos resorts em enclaves sem habitantes. O resultado foi transformador. Existem, agora, mais de 1,2 mil pensões em operação, espalhadas por 90 ilhas, segundo o Ministério do Turismo das Maldivas. Com isso, os turistas podem vivenciar a cultura e o dia a dia do país e, pela primeira vez, as famílias locais podem lucrar diretamente com o setor de turismo, que sustenta sua economia. Na minha última visita, com meus três filhos, eu quis observar os efeitos dessa mudança na prática. Nossa viagem nos levou da hospitalidade caseira de Thoddoo (muitas vezes, chamada de "ilha-fazenda" das Maldivas) até um resort de classe intermediária, que está redefinindo o significado do luxo sustentável. Juntos, eles contam a história de um país que está ampliando sua receptividade e remodelando silenciosamente nossa noção do que é um paraíso. A vida nas ilhas A ilha de Thoddoo, no atol North Ari, parece estar a anos-luz de distância da perfeição bem cuidada da vida nos resorts, muitos deles encontrados perto da capital das Maldivas, Malé. A viagem de lancha coletiva de Malé até a ilha leva 90 minutos e custa muito menos que o hidroavião comum dos resorts de luxo. Existem, agora, mais de 1,2 mil pousadas em 90 ilhas espalhadas pelas Maldivas. Elas oferecem aos visitantes a oportunidade de vivenciar o dia a dia do país. Getty Images via BBC Na chegada, observamos imediatamente que o ritmo da ilha é completamente diferente. Não há carros, apenas bicicletas e, às vezes, o carrinho elétrico zumbindo pelas linhas arenosas, repletas de palmeiras. Mamoeiros enfileirados e campos de melancia se espalham pela ilha, rodeada pelas icônicas águas azul-turquesa das Maldivas. Ficamos hospedados na primeira pensão da ilha, chamada Serene Sky. Seu proprietário é Ahmed Karam, ex-presidente da Associação das Pensões das Maldivas e uma das principais vozes do movimento turístico das ilhas do país, que está em franco crescimento. A Serene Sky é simples e impecável. Seus travesseiros não são de designers e o banheiro é modesto. Mas a acolhida é sincera, com refeições caseiras da melhor qualidade: peixes do recife pescados horas antes, abóbora com curry das fazendas próximas e o suco de melancia mais fresco que se pode imaginar. Karam conta que esta nova onda de turismo liderado pela comunidade mudou o panorama por aqui. "Agora, os moradores locais podem se beneficiar diretamente dos dólares do turismo", afirma ele. "Mas isso também nos deixou mais conscientes sobre o quanto precisamos proteger o nosso patrimônio — a ilha, os recifes, a natureza. É isso que traz as pessoas até aqui para ver." Resorts de luxo, como o Six Senses Laamu, ficam em ilhas particulares. Sua diária pode custar mais de US$ 1 mil (cerca de R$ 5,4 mil). Getty Images via BBC Meus filhos adoraram a liberdade da ilha. Mergulhamos nos recifes próximos com os moradores locais e vivenciamos nosso primeiro e mágico encontro com as tartarugas-marinhas. Mais tarde, descansamos em uma das "praias de biquíni" designadas da ilha, que são pequenos trechos separados para que os visitantes nadem e tomem banho de sol em trajes de banho ocidentais. As Maldivas são uma nação predominantemente muçulmana e seus moradores esperam o uso de roupas discretas em outras partes do país. Encontramos o fazendeiro local Andy Anis, que nos convidou para visitar sua fazenda. Ele abre uma bela melancia no meio do campo para experimentarmos. O suco escorre pelos nossos pulsos no calor. Mais tarde, no pequeno bar de sucos de Anis, tomamos sorvete de coco e observamos o anoitecer na ilha. Resorts familiares de propriedade de moradores das Maldivas podem receber os visitantes, oferecendo experiências comunitárias a custo acessível Carmen Roberts / BBC Luxo sustentável A segunda parte da nossa viagem foi um mundo totalmente diferente: o resort familiar Sun Siyam Olhuveli, de propriedade de moradores locais, no atol South Malé. Tivemos uma recepção calorosa e teatral, com tambores no cais, toalhas frias e funcionários sorrindo. Mas o que me chamou a atenção foi a facilidade. O representante do resort que nos atendeu, Raail, sempre risonho, cuidava de tudo pelo WhatsApp, do equipamento de mergulho até remédios para as crianças. Nós optamos por dois quartos em frente à praia e um plano all inclusive. Os turistas costumam ignorar este modelo por ser genérico, mas, aqui, foi libertador. Tivemos a opção de mais de 10 restaurantes e bares espalhados por três ilhas. E, com as atividades e os transportes incluídos no pacote, pudemos nos concentrar em passar o tempo juntos. O resort familiar Sun Siyam Olhuveli atende as famílias que buscam aventuras nos recifes sem os altos preços dos pacotes de luxo Carmen Roberts / BBC O Sun Siyam Olhuveli atende bem as famílias que buscam aventuras nos recifes, sem os altos preços dos pacotes de luxo. Meus filhos percorreram livremente o litoral, observando as tartarugas e tubarões perto do recife próximo. Eu me deliciei com mergulhos de barco para explorar lugares como Shark Point e Banna Reef, onde as arraias deslizam como sombras e as tartarugas-de-pente pastam sobre os corais. De volta à terra firme, as seis piscinas fornecem espaço infinito para diversão e relaxamento. Uma delas é a mais longa das Maldivas, com 210 metros de extensão. O resort oferece um raro equilíbrio, refinado mas descontraído. Sua cordialidade vem naturalmente em um empreendimento de propriedade dos moradores locais. Este tipo de resort serve de linha de frente na corrida das Maldivas pela sustentabilidade. Com o programa chamado Sun Siyam Cuida, os visitantes podem participar de limpezas de praias, plantar corais e restaurar lagoas. A iniciativa Recicle-Reutilize do resort transforma lençóis velhos em panos de limpeza e os plásticos descartáveis estão sendo gradativamente proibidos. Até o meu pedido de um saco plástico para roupa de banho molhada foi respondido com um sorriso: "Não usamos mais isso." A corrida pela sustentabilidade se estende para além dos resorts individuais. A política ambiental, agora, anda lado a lado com o turismo no país e as regulamentações pretendem reduzir o uso de plástico descartável, conservar energia e proteger a vida marinha. O governo do presidente Mohamed Muizzu definiu um objetivo ambicioso: gerar 33% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis até 2028. Esta medida é fundamental para reduzir a pegada de carbono das Maldivas e proteger os frágeis ecossistemas que sustentam o setor turístico. O ministro do Turismo e Meio Ambiente do país, Thoriq Ibrahim, resume a estratégia: "Nosso meio ambiente intocado é o nosso recurso fundamental. Não estamos buscando o crescimento às custas do nosso meio ambiente." A evolução das Maldivas é visível. As pensões e hospedarias familiares, agora, oferecem encontros significativos com a vida local. E os resorts de propriedade dos moradores do país provam que é possível oferecer conforto com consciência. Para os turistas que, antes, não conseguiam pagar para conhecer a exclusividade daquele paraíso, as ilhas, agora, oferecem algo muito mais valioso: a autenticidade. O que, antes, era uma fantasia de lua de mel agora é um destino que as famílias podem visitar, sem ficarem apenas no desejo. Antes destino de viagem para os ultrarricos, as Maldivas adotaram um modelo de turismo mais local e sustentável, permitindo que mais pessoas possam conhecer o paraíso das ilhas Carmen Roberts / BBC Planeje sua viagem Diversifique sua estadia: divida a viagem entre uma pensão local e um resort, para vivenciar cultura e conforto. Transporte: as lanchas coletivas para ilhas como Thoddoo custam US$ 30 a 70 (cerca de R$ 160 a 375) por pessoa (ida). Reserve com antecedência na temporada de férias. Use inteligência na bagagem: filtro solar seguro para os recifes, equipamento de snorkel e calçados para recifes merecem espaço na sua mala. Respeite os costumes locais: use as praias de biquíni designadas e vista-se com discrição nas aldeias. O álcool é proibido nas ilhas. Escolha operadores de confiança: contrate empresas de turismo e mergulho comprometidas com práticas que não agridam os recifes. Preços: as pensões custam entre US$ 50 e 60 (cerca de R$ 268 a 321) por noite. Resorts intermediários, como o Sun Siyam Olhuveli, custam acima de US$ 499 (cerca de R$ 2,7 mil) e estadias de ultraluxo, a partir de US$ 1 mil (cerca de R$ 5,4 mil).
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03/12 - Cidade de SP tem 4 restaurantes classificados entre os 50 melhores da América Latina; veja quais são
Prato do restaurante Tuju, em São Paulo Instagram/@tuju_sp A cidade de São Paulo tem quatro restaurantes classificados entre os 50 melhores da América Latina. O mais colocado deles é o Tuju, estabelecimento que tem duas estrelas Michelin e aparece no oitavo lugar do ranking. Os prêmios foram entregues nesta terça-feira (2). Confira a lista dos estabelecimentos paulistanos que aparecem na lista: Tuju (Zona Oeste) – 8º lugar Nelita (Zona Oeste) – 12º lugar Evvai (Zona Oeste) – 20º lugar A Casa do Porco (Centro) – 25º lugar Localizado no Jardim Paulistano, o Tuju foi descrito como "perfeita combinação de culinária criativa e serviço excepcional". Segundo o site 50 Best, o estabelecimento "reúne uma cozinha precisa e personalizada que reinventa a alta gastronomia brasileira". Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Tuju é comandado pelo chef Ivan Ralston e conta com um menu de 10 pratos sazonais, que mudam a cada três meses para que cada ingrediente seja utilizado da melhor maneira. O Latin America’s 50 Best Restaurants 2025 é elaborado pela empresa do setor de alimentos William Reed. Em junho, a organização divulgou o ranking de 50 melhores restaurantes do mundo, com um brasileiro incluído. No topo do pódio da classificação dos 50 Best ficou o colombiano El Chato, seguido por Kjolle, no Peru, e Don Julio, na Argentina (veja o ranking completo abaixo). A lista é resultado dos votos de um grupo de 300 jurados formado por críticos gastronômicos, chefs e jornalistas latino-americanos. Cada membro vota em dez restaurantes, sendo que pelo menos quatro devem ser de fora do seu país de origem. LEIA MAIS Brasil teve um restaurante entre os 50 melhores do mundo em 2025; veja Outros 10 restaurantes brasileiros apareceram entre os 100 melhores da 50 Best Restaurants. Eles estão posicionados no ranking 51-100, que foi divulgado em novembro. São eles: Origem (Salvador) – 52º lugar Kotori (São Paulo) – 55º lugar Metzi (São Paulo) – 56º lugar Oseille (Rio de Janeiro) – 65º lugar (estreou na lista) Maní (São Paulo) – 67º lugar Cepa (São Paulo) – 73º lugar (estreou na lista) D.O.M. (São Paulo) – 74º lugar Manu (Curitiba) – 80º lugar Notiê (São Paulo) – 93º lugar Restaurante Manga (Salvador) – 99º lugar Veja a lista final com todos os 50 melhores: Julia (Argentina) – 50º lugar Mil (Peru) – 49º lugar Arami (Bolívia) – 48º lugar Cantina del Tigre (Panamá) – 47º lugar Manuel (Colômbia) – 46º lugar Karai by Mitsuharu (Chile) – 45º lugar Osso (Peru) – 44º lugar Sikwa (Costa Rica) – 43º lugar Mercado 24 (Guatemala) – 42º lugar Humo Negro (Colômbia) – 41º lugar Crizia (Argentina) – 40º lugar Roseta (México) – 39º lugar Oteque (Rio de Janeiro – Brasil) – 38º lugar Diacá (Guatemala) – 37º lugar Trescha (Argentina) – 36º lugar Aramburu (Argentina) – 35º lugar Afluente (Colômbia) – 34º lugar Rafael (Peru) – 33º lugar Hunik (México) – 32º lugar Demo Magnolia (Chile) – 31º lugar Máximo (México) – 30º lugar Cordero (Venezuela) – 29º lugar Yum Cha (Chile) – 28º lugar El Mercado (Argentina) – 27º lugar La Mar (Peru) – 26º lugar A Casa do Porco (São Paulo – Brasil) – 25º lugar El Preferido de Palermo (Argentina) – 24º lugar Leo (Colômbia) – 23º lugar Arca (México) – 22º lugar Niño Gordo (Argentina) – 21º lugar Evvai (São Paulo – Brasil) – 20º lugar Sublime (Guatemala) – 19º lugar Maito (Panamá) – 18º lugar Fauna (México) – 17º lugar Villa Torél (México) – 16º lugar Alcalde (México) – 15º lugar Casa Las Cujas (Chile) – 14º lugar Lasai (Rio de Janeiro – Brasil) – 13º lugar Nelita (São Paulo – Brasil) – 12º lugar Mayta (Peru) – 11º lugar Nuema (Equador) – 10º lugar Cosme (Peru) – 9º lugar Tuju (São Paulo – Brasil) – 8º lugar Quintonil (México) – 7º lugar Boragó (Chile) – 6º lugar Celele (Colômbia) – 5º lugar Mérito (Peru) – 4º lugar Don Julio (Argentina) – 3º lugar Kjolle (Peru) – 2º lugar El Chato (Colômbia) – 1º lugar
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03/12 - Brasil tem 6 restaurantes entre os 50 melhores da América Latina
Prato do restaurante Tuju, em São Paulo Instagram/@tuju_sp O Brasil teve seis restaurantes na lista dos 50 melhores da América Latina. Os prêmios foram entregues nesta terça-feira (2). O melhor classificado foi o paulistano Tuju, na 8ª posição. A lista completa dos brasileiros ficou: Tuju (São Paulo) – 8º lugar Nelita (São Paulo) – 12º lugar Lasai (Rio de Janeiro) – 13º lugar Evvai (São Paulo) – 20º lugar A Casa do Porco (São Paulo) – 25º lugar Oteque (Rio de Janeiro) – 38º lugar O Latin America’s 50 Best Restaurants 2025 é elaborado pela empresa do setor de alimentos William Reed. Em junho, a organização divulgou o ranking de 50 melhores restaurantes do mundo, com um brasileiro incluído. No topo do pódio ficou o colombiano El Chato, seguido por Kjolle, no Peru, e Don Julio, na Argentina (veja o ranking completo abaixo). A lista é resultado dos votos de um grupo de 300 jurados formado por críticos gastronômicos, chefs e jornalistas latino-americanos. Cada membro vota em 10 restaurantes, sendo que pelo menos quatro devem ser de fora do seu país de origem. Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS Brasil teve um restaurante entre os 50 melhores do mundo em 2025; veja Outros 10 restaurantes brasileiros apareceram entre os 100 melhores da 50 Best Restaurants. Eles estão posicionados no ranking 51-100, que foi divulgado em novembro. São eles: Origem (Salvador) – 52º lugar Kotori (São Paulo) – 55º lugar Metzi (São Paulo) – 56º lugar Oseille (Rio de Janeiro) – 65º lugar (estreou na lista) Maní (São Paulo) – 67º lugar Cepa (São Paulo) – 73º lugar (estreou na lista) D.O.M. (São Paulo) – 74º lugar Manu (Curitiba) – 80º lugar Notiê (São Paulo) – 93º lugar Restaurante Manga (Salvador) – 99º lugar Veja a lista final com todos os 50 melhores: Julia (Argentina) – 50º lugar Mil (Peru) – 49º lugar Arami (Bolívia) – 48º lugar Cantina del Tigre (Panamá) – 47º lugar Manuel (Colômbia) – 46º lugar Karai by Mitsuharu (Chile) – 45º lugar Osso (Peru) – 44º lugar Sikwa (Costa Rica) – 43º lugar Mercado 24 (Guatemala) – 42º lugar Humo Negro (Colômbia) – 41º lugar Crizia (Argentina) – 40º lugar Roseta (México) – 39º lugar Oteque (Rio de Janeiro – Brasil) – 38º lugar Diacá (Guatemala) – 37º lugar Trescha (Argentina) – 36º lugar Aramburu (Argentina) – 35º lugar Afluente (Colômbia) – 34º lugar Rafael (Peru) – 33º lugar Hunik (México) – 32º lugar Demo Magnolia (Chile) – 31º lugar Máximo (México) – 30º lugar Cordero (Venezuela) – 29º lugar Yum Cha (Chile) – 28º lugar El Mercado (Argentina) – 27º lugar La Mar (Peru) – 26º lugar A Casa do Porco (São Paulo – Brasil) – 25º lugar El Preferido de Palermo (Argentina) – 24º lugar Leo (Colômbia) – 23º lugar Arca (México) – 22º lugar Niño Gordo (Argentina) – 21º lugar Evvai (São Paulo – Brasil) – 20º lugar Sublime (Guatemala) – 19º lugar Maito (Panamá) – 18º lugar Fauna (México) – 17º lugar Villa Torél (México) – 16º lugar Alcalde (México) – 15º lugar Casa Las Cujas (Chile) – 14º lugar Lasai (Rio de Janeiro – Brasil) – 13º lugar Nelita (São Paulo – Brasil) – 12º lugar Mayta (Peru) – 11º lugar Nuema (Equador) – 10º lugar Cosme (Peru) – 9º lugar Tuju (São Paulo – Brasil) – 8º lugar Quintonil (México) – 7º lugar Boragó (Chile) – 6º lugar Celele (Colômbia) – 5º lugar Mérito (Peru) – 4º lugar Don Julio (Argentina) – 3º lugar Kjolle (Peru) – 2º lugar El Chato (Colômbia) – 1º lugar
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02/12 - Procon notifica Latam após polêmica sobre 'banheiro premium' em aeronaves
Procon notifica Latam após polêmica sobre 'banheiro premium' O Procon Paulistano notificou a Latam Airlines na última sexta-feira (28) para prestar esclarecimentos sobre a restrição ao uso dos sanitários localizados na parte dianteira das aeronaves. A prática, apelidada de “banheiro premium”, vinha sendo adotada em voos operados por aviões de corredor único. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O órgão afirma que a prática pode violar princípios de dignidade, igualdade e isonomia, além de afrontar o direito à adequada prestação de serviços, previsto no artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Na notificação, o Procon cita que a cabine Premium Economy é apresentada no site da empresa como uma experiência diferenciada, com mais espaço, assentos ergonômicos, apoio de cabeça ajustável e bloqueio do assento central. "A comunicação reforça o caráter exclusivo do serviço mediante pagamento adicional, o que evidencia a ligação entre a oferta diferenciada e a restrição do uso dos sanitários dianteiros", diz o orgão. De acordo com a notificação do Procon Paulistano, a Latam tem um prazo de dez dias corridos para esclarecer as seguintes informações sob o risco de medidas administrativas previstas no CDC: ➡️ Justificativa técnica e operacional para limitar o uso dos sanitários dianteiros apenas aos passageiros das primeiras fileiras ou das classes superiores. ➡️ Informações sobre a comunicação aos consumidores — indicando desde quando a restrição está em vigor, por quais meios foi divulgada e se, no momento da compra, o aviso foi apresentado de forma clara e transparente. ➡️ Detalhes sobre a operação das aeronaves, incluindo: a) Capacidade total de passageiros por modelo de avião; b) Quantidade de sanitários disponíveis para a classe econômica e número de passageiros atendidos; c) Número de sanitários exclusivos da cabine Premium Economy e total de passageiros atendidos. Em nota, o Ministério de Portos e Aeroportos afirmou ser contra a prática. "Acompanha com preocupação a prática de restringir a utilização dos sanitários da parte dianteira das aeronaves aos passageiros das cabines premium e tomará as medidas cabíveis junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para que esse procedimento seja extinto, garantindo uso irrestrito de qualquer banheiro das aeronaves por todos os passageiros", afirmou. Passageiros se queixam nas redes sociais A regra que limita o uso dos banheiros dianteiros dos aviões da Latam a passageiros das primeiras fileiras ou da cabine Premium Economy desencadeou reações de usuários nas redes sociais. Um dos passageiros afirmou que a companhia teria “reinventado o conceito de ‘premium’… para o banheiro”. Ele descreveu a nova regra como uma mudança que “surpreende até quem vive em aeroportos”, ao relatar que, em aeronaves com cerca de 200 passageiros, apenas poucos teriam acesso ao banheiro dianteiro. Passageiro se queixa sobre banheiro em voos da Latam Reprodução/LinkedIn Ele afirma que a medida resulta em congestionamento na parte traseira da aeronave, desconforto generalizado, mais passageiros circulando, maior tempo de corredor e nenhum benefício real para quem viaja. “Jerome Cadier, é sério isso?”, questiona, marcando o CEO da Latam na publicação. "Do ponto de vista de quem voa toda semana, a única palavra que descreve essa mudança é: desrespeito", finaliza. Outro usuário comentou que a decisão “não foi uma boa escolha”, ao citar a concentração de centenas de passageiros na fila dos banheiros traseiros, enquanto o dianteiro ficaria reservado a um grupo reduzido. "Super antipático." Initial plugin text A percepção de tratamento diferenciado também foi destacada em outras publicações. "Eu me recuso a comprar qualquer passagem aérea dessa companhia”, outro passageiro se queixou, que desacredita que a medida seja adotada por companhias aéreas ao redor do mundo. Initial plugin text Latam diz que segue prática mundial Procurada pelo g1, a Latam afirmou que “prestará os devidos esclarecimentos” ao Procon Paulistano dentro do prazo estipulado. “A Latam Airlines Brasil esclarece que segue a prática mundial de uso de toaletes por cabine, garantindo privacidade e a experiência adequada ao produto adquirido pelo cliente, em conformidade com as normas da ANAC e a legislação brasileira aplicável.” A companhia reforçou que a divisão dos banheiros por cabine faz parte da configuração operacional das aeronaves e está alinhada a padrões internacionais. Ainda assim, a tripulação pode autorizar o uso do banheiro dianteiro por outros passageiros em situações específicas — como atendimento a passageiros com necessidades especiais, emergências ou para equilibrar o fluxo de pessoas a bordo. No entanto, a Latam não informou se a regra poderá ser revista enquanto elabora as respostas ao Procon, nem se avalia ajustes para reduzir o impacto negativo identificado entre os usuários. Prática pode ser considerada abusiva O advogado Léo Rosenbaum, especialista em direitos dos passageiros aéreos e sócio do Rosenbaum Advogados, afirma que a restrição ao uso do banheiro dianteiro pode ser considerada abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor. "O banheiro é serviço essencial no voo, e limitá-lo só a quem pagou premium viola o artigo 39, inciso II, que impede recusar atendimento pela disponibilidade técnica, além de ignorar a vulnerabilidade do consumidor (art. 4º, I) e a isonomia constitucional (art. 5º da CF).” Rosenbaum afirma que a discussão levantada pela Latam — sobre a divisão de banheiros seguir padrões internacionais — não elimina a obrigação legal de informar adequadamente os passageiros. Além disso, divulgar a restrição apenas no site, sem aviso no aplicativo, no bilhete ou no momento do embarque, pode caracterizar omissão e até publicidade enganosa. A prática, segundo ele, também contrasta com o que ocorre em outras empresas. “Internacionalmente, Delta e United usam banheiros exclusivos em cabines premium, não bloqueando os comuns — aqui, é gambiarra em frota velha. No Brasil, sem precedentes favoráveis: o STJ aceita restrições por 'segurança operacional', mas rejeita se violam dignidade. Sem prova cabal, é falha pura, e o Procon pode atuar.” Sobre eventuais penalidades, Rosenbaum afirma que, caso o Procon-SP confirme a infração, as consequências podem envolver: Multas que variam de R$ 650 a R$ 10 milhões, conforme o artigo 57 do CDC. Suspensão da oferta de produtos premium até que a prática seja corrigida, nos termos do artigo 56, inciso IV. Indenizações individuais por danos morais, que podem variar entre R$ 5 mil e R$ 12 mil em casos semelhantes apreciados pelo STJ. O que oferece a cabine Premium Economy? A cabine Premium Economy não é nova na operação da Latam e é apresentada pela companhia como um produto distinto da classe econômica, tanto em rotas nacionais como internacionais. “A bordo, você encontrará um compartimento separado para a sua mala pequena e, conforme o modelo do avião, um banheiro de uso exclusivo”, anuncia a companhia em seu site. Além do banheiro exclusivo, a categoria Premium Economy oferece aos passageiros um compartimento separado para bagagem de mão e tomadas USB em cada assento e acesso gratuito à plataforma de entretenimento em dispositivos portáteis. Nos voos internacionais, inclui ainda entrada nos lounges da Latam em aeroportos como Santiago, Ezeiza, Bogotá, Miami e Guarulhos. Embraer fecha acordo com Latam para a venda de até 74 aviões E2 Divulgação/Embraer
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02/12 - Sem classe econômica: quanto custa fazer o voo mais longo do mundo?
Sem classe econômica: quanto custa fazer o voo mais longo do mundo? Quanto custa uma passagem no voo atualmente considerado o mais longo do mundo? Uma 'perna' desse trajeto pode chegar a quase R$ 45 mil. A rota, que liga Singapura a Nova York (e vice-versa), tem quase 19 horas de duração e é considerada a mais longa do planeta desde 2020, segundo o Flightradar24, plataforma que monitora viagens aéreas. O trecho é operado diariamente pela Singapore Airlines com aeronaves Airbus A350-900ULR, modelo usado para viagens de longa duração (veja na foto abaixo). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Airbus A350-900ULR Divulgação/Singapore Airlines O avião tem capacidade para 161 passageiros, divididos em duas classes: 67 assentos na executiva e 94 na premium economy. A rota não oferece classe econômica na versão sem escalas — essa opção só existe em voos com conexões. Mas tem concorrência no horizonte: a companhia aérea australiana Qantas planeja lançar, em 2027, um voo ainda mais longo, de 22h. Ainda não foram divulgados preços nem detalhes das rotas. 💸Quanto custa a passagem no voo sem escalas mais longo do mundo? ➡️O g1 pesquisou os preços no site da Singapore Airlines em 1º de dezembro e encontrou os seguintes valores para janeiro de 2026. Todos os bilhetes abaixo são somente de ida e incluem as taxas. 👉 Saindo de Singapura (SIN) para Nova York (JFK) — duração de 18h15 Opção mais barata (disponíveis nos dias 26, 27, 28, 29 e 30 de janeiro): Premium economy: 912 dólares de Singapura (SGD) — cerca de R$ 3,7 mil; Classe executiva: 5 mil SGD — cerca de R$ 20,7 mil. Opção mais cara (6 de janeiro): Premium economy: 4,2 mil SGD (R$ 17,7 mil); Classe executiva: 10,7 mil SGD (R$ 44,2 mil). 👉 Saindo de Nova York (JFK) para Singapura (SIN) — duração de 18h55 Opção mais barata (disponível nos dias 26, 27 e 28 de janeiro): Premium economy: 895 dólares (USD) — cerca de R$ 4,7 mil; Classe executiva: 5.000 USD — cerca de R$ 27 mil. Opção mais cara (4 de janeiro): Premium economy: 2.800 USD — cerca de R$ 15 mil; Classe executiva: 7.100 USD — cerca de R$ 38 mil. Veja mais sobre turismo: Estrangeiros pagarão taxa extra de US$ 100 no Grand Canyon e outros parques nacionais dos EUA Quanto custa ficar nos 3 hotéis brasileiros entre os 100 melhores do mundo, segundo guia Comissária da Emirates viraliza no TikTok ao revelar quanto ganha e benefícios que recebe
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01/12 - Quarto privativo, cama e TV de 32": como é o avião que fará voo mais longo do mundo
Avião pode superar recorde de voo mais longo do mundo O recorde de voo comercial mais longo do mundo sem paradas poderá ser superado por um novo avião: o A350-1000ULR, da fabricante europeia Airbus. A aeronave poderá voar por até 22 horas seguidas, sem a necessidade de parada, informou a companhia aérea australiana Qantas. Ele teria a capacidade de conectar destinos como Londres e Nova York à Austrália, em trechos que podem representar a rota aérea ininterrupta mais longa do planeta. Atualmente, o voo mais longo do mundo é operado pela Singapore Airlines e dura cerca de 18 horas, ligando Nova York a Singapura, segundo o Flightradar24, site que monitora voos pelo mundo. ✈️ AUTONOMIA: Qual é o segredo dos aviões que conseguem ficar mais de 18 horas no ar? A Qantas encomendou 12 aviões desse modelo e divulgou novas imagens da primeira unidade, que deve ficar pronta em 2026. O voo comercial de estreia está previsto para o primeiro semestre de 2027. Segundo a companhia, pela primeira vez será possível voar sem paradas entre a Austrália e destinos como Londres e Nova York. Na prática, essa mudança pode reduzir em até quatro horas o tempo total das viagens. A empresa, porém, ainda não detalhou a duração exata dos novos trechos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O investimento faz parte do que a empresa chamou de Projeto Sunrise ("nascer do Sol"). Ele ganhou esse nome porque, devido à diferença do fuso horário entre a Austrália e o restante do mundo, os passageiros poderão ver o nascer do sol duas vezes nos voos mais longos. O modelo comprado pela Qantas é uma versão de alcance ultralongo do A350-1000. Uma das diferenças é um tanque adicional com capacidade para mais 20 mil litros de combustível. Para oferecer mais conforto, a companhia levará no máximo 238 passageiros por voo, abaixo dos cerca de 300 lugares da versão padrão da aeronave. Avião A350-1000ULR, fabricado pela Airbus, foi encomendado pela companhia aérea australiana Qantas Divulgação/Qantas O projeto da Qantas inclui uma zona de bem-estar com opções para passageiros alongarem as pernas, se alimentarem e se hidratarem. Além disso, todos terão acesso a Wi-Fi durante o voo. O avião terá 6 assentos na primeira classe, 52 na classe executiva, 40 na classe econômica premium e 140 na classe econômica. Saiba mais sobre cada uma delas: Primeira classe com quarto privativo com poltrona reclinável, cama, TV de 32", seis áreas para armazenar objetos, guarda-roupa e espaço para trabalhar e comer; Classe executiva com poltrona larga de 2 metros de comprimento (que pode virar cama), TV de 18", mesa de apoio, carregador sem fio, área de armazenamento e opção para fechar a cabine; Classe econômica premium com apoios para pernas e cabeça, tela de 13,3" e porta-luvas pessoal; Classe econômica com apoio para cabeça, espaço extra para pernas, tela de 13,3". Primeira classe do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas A empresa também disse ter trabalhado com especialistas em sono para reduzir os efeitos do jet lag com a adoção de iluminação e horários de refeição mais adequados. A companhia aérea já tinha anunciado o plano de comprar os novos aviões da Airbus em 2019, mas, por conta da pandemia, o negócio só foi oficializado em 2022. No início de novembro de 2025, a empresa informou que a primeira aeronave estava na linha de montagem da Airbus em Toulouse, na França. Já foram instalados componentes como as seções frontal, central e traseira, assim como asas, cauda e trem de pouso. Neo: quanto custa robô que pode lavar, dobrar e passar suas roupas Robô humanoide da empresa de Elon Musk luta Kung Fu; veja vídeo Curso gratuito de IA e nuvem da Amazon tem 150 mil vagas; veja como se inscrever Avião A350-1000ULR na fábrica da Airbus em Toulouse, na França Divulgação/Qantas Zona de bem-estar do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas Avião A350-1000ULR na fábrica da Airbus em Toulouse, na França Divulgação/Qantas Classe executiva do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas Classe econômica premium do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas Classe econômica do avião do projeto Sunrise Divulgação/Qantas Neo: conheça robô que pode lavar, dobrar e passar suas roupas Agentes de IA viram aposta das empresas, e quem domina a tecnologia pode ganhar até R$ 20 mil
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28/11 - Ingresso do Louvre vai ficar mais caro para visitantes não europeus; confira
Entrada do Museu do Louvre, o mais visitado do mundo AP/ Emma Da Silva O Louvre, que fica em Paris (França) e é o museu mais visitado do mundo, aprovou nesta quinta-feira (27) um aumento de 45% no preço dos ingressos para visitantes de fora da Europa — como os brasileiros. A mudança começa a valer em 14 de janeiro de 2026 e vai afetar todos os turistas de fora do Espaço Econômico Europeu (EEE, que inclui a União Europeia, Islândia, Liechtenstein e Noruega) que terão que pagar 32 euros (R$ 198) por ingresso, ou seja, 10 euros (R$ 62) a mais que o preço atual. À AFP, o museu informou que o objetivo da medida é conseguir verba para equilibrar contas e resolver "problemas estruturais" (veja mais abaixo). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Estrangeiros pagarão taxa extra de US$ 100 no Grand Canyon e outros parques nacionais dos EUA Vale destacar que o aumento vai impactar os americanos, o principal contingente de visitantes estrangeiros, e os chineses, que ocupam o terceiro lugar, segundo o balanço de atividades de 2024 do museu. Segundo esse documento, o Louvre recebeu 8,7 milhões de pessoas no ano passado, das quais 69% eram estrangeiras. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os sindicatos criticaram de forma unânime o aumento do preço da entrada para os não europeus em nome do "universalismo" do Louvre e do "acesso igualitário" às suas coleções. As organizações sindicais, que denunciam falta de pessoal, também se preocupam com a carga adicional que essa nova tarifa imporá aos trabalhadores, que terão que verificar a nacionalidade dos visitantes. Roubo de joias e crise financeira Veja imagens das joias roubadas no museu do Louvre  O museu está envolvido em uma polêmica após o roubo espetacular de 19 de outubro, que gerou grande repercussão. Com o aumento dos ingressos para não europeus, o museu espera obter entre 15 e 20 milhões de euros (entre R$ 93 e R$ 124 milhões) adicionais por ano, que serão destinados aos "problemas estruturais" do museu, informou a instituição à AFP. Segundo um relatório recente do Tribunal de Contas, o Louvre enfrenta "uma montanha de investimentos que não está em condições de financiar", em particular pela falta de uma priorização clara de seus numerosos projetos. O roubo de 19 de outubro também evidenciou "equipamentos insuficientes nos dispositivos de segurança", segundo a investigação administrativa aberta após o furto de joias da coroa francesa. Em janeiro de 2024, o preço da entrada do Louvre já tinha passado de 17 para 22 euros (R$ 105 e R$ 136) para todos os visitantes. Veja mais: França multa em até R$ 124 mil quem usa celular em etapas proibidas do voo ou desrespeita ordens da tripulação Plataforma indica 8 destinos turísticos no Brasil que serão tendência em 2026; veja lista Comissária da Emirates viraliza no TikTok ao revelar quanto ganha e benefícios que recebe
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26/11 - Toffoli determina suspensão de processos que discutem indenização por atraso e cancelamento de voos
Advogado explica qual é o direito do consumidor em caso de atraso de voos O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão de processos que tratam de indenização por danos morais a consumidores por conta de atrasos de voos por situações de força maior como condições meteorológicas, por exemplo). O ministro é o relator de um recurso que discute a responsabilidade de empresas aéreas por danos causados a consumidores por cancelamento, alteração ou atraso nos voos. A discussão envolve saber se é aplicável aos casos o Código Brasileiro da Aeronáutica ou o Código de Defesa do Consumidor. O caso tem repercussão geral, ou seja, o Supremo vai analisar a questão e estabelecer uma tese, uma espécie de guia que vai orientar a decisão de processos sobre o tema nas instâncias inferiores. Ainda não há data para esse julgamento. Pedido Toffoli teve discussão acalorada com o ministro André Mendonça Reprodução A decisão de Toffoli atende a pedidos da Confederação Nacional do Transporte e da empresa Azul. Eles argumentaram que o tema tem sido alvo de decisões divergentes no Poder Judiciário, o que gera tratamento desigual a casos idênticos. "Mediante uma rápida pesquisa jurisprudencial, é possível constatar que não há uniformidade das decisões judiciais quanto ao regime jurídico incidente nas hipóteses de responsabilidade das companhias aéreas brasileiras por cancelamento, alteração ou atraso de voos decorrentes de caso fortuito ou força maior — se seria o do Código de Defesa do Consumidor, ou o do Código Brasileiro de Aeronáutica —, o que gera divergência também quanto à aplicação (ou não) de excludentes de responsabilidade e à necessidade (ou não) de comprovação do dano extrapatrimonial para que se tenha direito à indenização", afirmou Toffoli. "Nesse contexto de litigiosidade de massa (e, possivelmente, de litigância predatória) e, por conseguinte, de enorme insegurança jurídica, parece-me de todo conveniente e oportuno suspender o processamento de todos os processos judiciais que versem sobre o assunto discutido nos autos no território nacional, até o julgamento definitivo do presente recurso", prosseguiu. "Penso que, dessa maneira, será possível evitar tanto a multiplicação de decisões conflitantes quanto a situação de grave insegurança jurídica daí decorrente, a qual aflige, igualmente, empresas de transporte aéreo de passageiros e consumidores desse serviço, como também e, sobretudo, desestimular, por ora, a litigiosidade de massa e/ou predatória", completou. A suspensão vai valer até o julgamento definitivo do Supremo sobre a questão.
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26/11 - Estrangeiros pagarão taxa extra de US$ 100 no Grand Canyon e outros parques nacionais dos EUA
Grand Canyon, um dos principais parques nacionais dos Estados Unidos Fallon Michael/Unsplash O governo dos Estados Unidos anunciou que irá cobrar uma taxa extra de US$ 100 (R$ 536, na cotação atual) de estrangeiros que não residem no país para a entrada em 11 parques nacionais, incluindo Grand Canyon e Yellowstone, a partir de 2026. Segundo o Departamento de Interior, responsável pelos locais, a taxa será cobrada adicionalmente ao valor individual de entrada nos 11 parques mais visitados do país (veja lista abaixo). "O presidente Trump sempre coloca as famílias americanas em primeiro lugar", disse o secretário do Interior, Doug Burgum. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Essas políticas garantem que os contribuintes americanos, que já apoiam o Sistema de Parques Nacionais, continuem desfrutando de uma entrada acessível, enquanto os visitantes internacionais contribuem com sua parte justa para manter e melhorar nossos parques para as gerações futuras", acrescentou. Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Passe anual fica mais caro para estrangeiros O governo norte-americano também anunciou que o preço do passe "America the Beautiful" (América, a bela), que oferece acesso anual ilimitado aos parques, subirá de US$ 80 para US$ 250 (R$ 1.342) para os turistas estrangeiros. Os cidadãos americanos e estrangeiros que têm residência permanente nos EUA continuarão pagando o valor atual. Os turistas estrangeiros que comprarem o passe anual não estarão sujeitos à tarifa extra de US$ 100. Fonte termal no parque nacional de Yellowstone, nos EUA Meina Yin/Unsplash Alguns parques cobram taxas por veículo, ou por pessoa, para cada entrada individual. Já o passe anual isenta dessas taxas todos os passageiros mais o titular do documento, ou até quatro adultos. O governo ainda anunciou a criação dos "dias patrióticos sem tarifas", com entrada gratuita nos parques para americanos e residentes no país em datas como o feriado da Independência (entre 3 e 5 de julho), o Dia dos Veteranos (11 de novembro) e o aniversário de Trump, que coincide com a comemoração anual do Dia da Bandeira (14 de junho). Os 63 parques nacionais dos EUA recebem centenas de milhões de visitantes por ano. Em 2024, foram quase 332 milhões de turistas, segundo o governo. Globo Repórter: Grand Canyon, uma das maravilhas naturais do mundo Veja os 11 parques nacionais dos EUA que cobrarão a taxa extra: Acadia (Maine) Bryce Canyon (Utah) Everglades (Flórida) Glacier (Montana) Grand Canyon (Arizona) Grand Teton (Wyoming) Rocky Mountain (Colorado) Sequoia & Kings Canyon (Califórnia) Yellowstone (Wyoming, Montana, Idaho) Yosemite (Califórnia) Zion (Utah)
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25/11 - França multa em até R$ 124 mil quem usa celular em etapas proibidas do voo ou desrespeita ordens da tripulação
Uso de computadores, celulares e outros aparelhos só são permitidos em algumas etapas dos voos Stock4B GMBH/Image Source/AFP A França deu o seu jeito para conter a ação de passageiros indisciplinados em voos que operam no país: quem tumultuar ou perturbar a tranquilidade na aeronave será multado em até 20 mil euros, o equivalente a R$ 124.600, e poderá ser proibido de viajar por quatro anos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A ordem do governo é a tolerância mínima a comportamentos inadequados, que afetam de 200 a 500 voos por mês, e são classificados como inaceitáveis pelo ministro dos Transportes, Philippe Tabarot. “Põem em risco a segurança do voo e comprometem as condições de trabalho das tripulações. Com este decreto, daremos os meios para uma aplicação rápida, justa e proporcional da lei”, adverte. A medida já está em vigor e estabelece como situações disruptivas as seguintes transgressões: o uso de celulares ou dispositivos eletrônicos em algumas etapas do voo; a interferência no trabalho da tripulação que comprometam instruções de segurança; e a recusa do passageiro a cumprir ordens da tripulação. Para estas violações, as penalizações serão imediatas, com multas de 10 mil euros (R$ 62.300) para iniciantes e 20 mil euros (R$ 124.600) para os reincidentes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em alguns casos, o embarque do passageiro nas companhias aéreas licenciadas a operar na França pode ser impedido por até quatro anos. O ministro Tabarot ressalta que há ações penais mais graves, que preveem penas de até cinco anos de prisão e multas de 75 mil euros (R$ 465 mil). Estas novas sanções são administrativas para o descumprimento de regras básicas. Quem nunca observou o vizinho ao lado operando o celular após os alertas da tripulação para que os aparelhos estejam desligados? Ou viajantes que se recusam a permanecer sentados quando há turbulências? Ou ainda os que afrouxam os cintos de segurança durante a decolagem e o pouso? Na França, estas transgressões, consideradas corriqueiras para alguns passageiros, agora pesam no bolso. LEIA TAMBÉM: Passageiros expulsos de voos pagarão multa de R$ 3 mil, anuncia companhia europeia SANDRA COHEN: Entenda o que motivou o rompimento entre Marjorie Taylor Greene e Donald Trump Little Brazil: o desaparecimento do 'coração brasileiro' em Nova York
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14/11 - Destino paradisíaco de SC com 39 praias começa a cobrar taxa de até R$ 191 para turistas
Conheça as paisagens de Bombinhas, cidade do Litoral de Santa Catarina 🚦🌱 A cidade de Bombinhas, um dos destinos paradisíacos do Litoral de Santa Catarina, começa a cobrar a Taxa de Preservação Ambiental (TPA) neste sábado (15). O valor pode chegar até R$ 191,50 e é destinado aos turistas que entram no município com veículos (veja a lista dos preços abaixo). Com 34,5 quilômetros quadrados, Bombinhas tem 67% de área verde e três unidades de conservação. A cidade é a Capital Nacional do Mergulho Ecológico e abriga 39 praias, cinco delas com selo Bandeira Azul - certificação internacional conhecida como o 'Oscar das Praias' que avalia os balneários. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp 💰📉 O pagamento é feito desde 2015 na cidade e seguirá até 15 de abril de 2026. Segundo a prefeitura, a medida visa garantir recursos para a conservação ambiental e a manutenção da infraestrutura urbana durante o período de maior movimentação turística. Na temporada passada, a cidade recebeu 2,3 milhões de visitantes, aumentando a população de 25 mil moradores em até 18 vezes ao mês. Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina Cristian Cruz/Prefeitura de Bombinhas Confira os preços 🏍️ Motocicleta, motoneta e bicicleta a motor: R$ 4,50 🚗 Veículos de pequeno porte (passeio automóvel): R$ 38,00 🛻 Veículos utilitários (caminhonete e furgão): R$ 57,00 🚐 Veículos de excursão (van) e micro-ônibus: R$ 76,50 🚚 Caminhões: R$ 114,50 🚌 Ônibus: R$ 191,50 Pagamento O pagamento pode ser realizado antecipadamente pelo site da prefeitura ou pelo aplicativo da TPA, que oferece a opção de pagamento via Pix. Também é possível efetuar o pagamento por meio das tags automáticas Sem Parar, ConectCar e Taggy. A cobrança também ocorre nos pórticos de acesso ao município, em Bombas e Zimbros. Há ainda totens de autoatendimento disponíveis em: Komprão Koch Atacadista – Rua Araçá, nº 495, Sertãozinho Shopping Tropical – Av. Ver. Manoel dos Santos, 850, Centro Supermercado Comper – Av. Leopoldo Zarling, 1473, Bombas Pórtico do Morro do Macaco – Canto Grande Praia da Sepultura, em Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina Cristian Cruz/Prefeitura de Bombinhas Mais informações Para dúvidas, informações ou regularização de débitos, a Secretaria de Finanças atende pelos telefones: (47) 3393-9593 e (47) 3393-9565, pelo WhatsApp (47) 3393-9500 (opções 01 e 07), ou pelo e-mail cobrancatpa@bombinhas.sc.gov.br. LEIA TAMBÉM: Reportagem: Turismo de massa, desafio em dobro em Bombinhas Como o turismo pode ajudar a preservar áreas naturais? Infográfico: Bombinhas (SC) tenta conciliar crescimento e preservação Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
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14/11 - MrBeast lança parque na Arábia Saudita para visitante se sentir dentro de seus vídeos
MrBeast lança parque na Arábia Saudita para visitante se sentir dentro de seus vídeos A mais recente celebridade a chegar à Arábia Saudita no esforço do reino para se tornar um destino global de entretenimento é MrBeast, o youtuber mais popular do planeta. O astro atingiu 100 bilhões de visualizações neste mês e está em Riad para lançar o Beast Land, um parque temático inspirado em seus vídeos que colocam as pessoas em desafios elaborados de resistência para ganhar grandes prêmios em dinheiro. "Este é provavelmente um dos melhores dias da minha vida", disse à Reuters o jovem de 27 anos, cujo nome verdadeiro é James Donaldson, antes do lançamento, na última quinta-feira (13). "Um dos principais pedidos que recebo é: quero participar de um vídeo do MrBeast... Então, agora (estamos) criando isso na vida real, onde vocês podem visitar e experimentar como é", disse ele. MrBeast inaugura a BeastLand, em RIad, na Arábia Saudita Hamad I Mohammed/Reuters Beast Land, parque do MrBeast na Arábia Saudita Hamad I Mohammed/Reuters Beast Land é inspirada nos vídeos de MrBeast Hamad I Mohammed/Reuters Beast Land, o parque do youtube MrBeast Hamad I Mohammed/Reuters Iluminada em azul neon, a Beast Land combina atrações de parques temáticos, como montanhas-russas, com desafios no estilo do Gladiador norte-americano de Donaldson. O youtuber diz que 70% de seus fãs estão fora dos Estados Unidos e que a Arábia Saudita também foi uma escolha natural devido à facilidade de acesso ao espaço de estúdio para filmar sua última temporada de vídeos. "Eu diria para você experimentar, pois o país é muito mais desenvolvido do que você imagina", disse ele. Tempos de mudança no reino Na última década, a Arábia Saudita, que já foi ultraconservadora, desenvolveu rapidamente opções de entretenimento como parte da Visão 2030 do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman para diversificar o país para além do petróleo e transformar a sociedade. Os jovens sauditas cresceram com poucas opções de diversão, com cinemas e shows efetivamente proibidos. As pessoas de fora viam o reino como se estivesse parado no tempo. Ambas as percepções mudaram. A capital saudita é agora o cenário da Riad Season, que acontece quase metade do ano com eventos quase diários, desde competições de boxe e de tapas na cara até festas de house music e competições esportivas. O reino é conhecido por atrair talentos internacionais: estima-se que o contrato de Cristiano Ronaldo com o Al Nassr, da Arábia Saudita, valha mais de US$ 200 milhões. MrBeast, maior youtuber do mundo, visita lugares mortais e elege ilha em SP como o pior
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11/11 - Ladrões roubam ouro antigo do Museu Nacional da Síria
Fachada do Museu Nacional da Síria, em Damasco. Foto de janeiro de 2025. REUTERS/Yamam Al Shaar/File Photo Ladrões roubaram vários lingotes de ouro antigos do Museu Nacional de Damasco, o mais importante da Síria, informaram fontes de segurança e da administração do museu a agências de notícias internacionais nesta terça-feira (11). O roubo ocorreu na madrugada de domingo para segunda-feira. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Seis peças foram roubadas da ala 'clássica'", uma das seções mais importantes do estabelecimento, que abriga artefatos helenísticos, romanos e bizantinos de importantes sítios arqueológicos da Síria, afirmou à AFP uma fonte próxima à administração do museu. Trata-se de "lingotes de ouro", segundo essa fonte, que não especificou a idade das peças. Um funcionário da Direção-Geral de Antiguidades e Museus da Síria disse à agência Associated Press que seis estátuas de mármore foram roubadas e que uma investigação estava em andamento. O museu, que escapou da devastação da guerra civil que assolou o país entre 2011 e 2024, abriga obras inestimáveis do rico patrimônio histórico e antigo da Síria. A instituição reabriu para visitantes em janeiro deste ano, cerca de um mês após a queda do regime de Bashar al-Assad —derrubado por uma ofensiva-relâmpago do grupo rebelde HTS em dezembro de 2024. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A administração do museu não comentou o caso publicamente. "O museu está fechado por motivos de segurança e reabrirá na próxima semana", disse à AFP um funcionário sob condição de anonimato. As autoridades sírias não confirmaram oficialmente o roubo até a última publicação desta reportagem. Durante a guerra civil síria, que começou em 2011, um grande número de artefatos de regiões afetadas pela violência foram transferidos para o museu para serem armazenados. Diversos sítios arqueológicos foram bombardeados durante o conflito. Também houve saques em museus sírios durante o conflito, com o roubo de dezenas de milhares de peças arqueológicas, o que rendeu milhões de dólares aos traficantes.
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11/11 - Little Brazil: o desaparecimento do 'coração brasileiro' em Nova York
Milhares de pessoas percorrem a Rua 46, em Nova York, durante o festival de rua Brazil Day, em 5 de setembro de 1999 Bernie Nunez/Getty Images Quando se pensa em bairros de imigrantes em Nova York, é fácil que Chinatown e Little Italy venham à mente. Mas entre as décadas de 1980 e 1990, borbulhava ali também um pedaço do Brasil, concentrado em uma quadra da 46th Street — ou 'Rua 46', entre a Quinta e a Sexta Avenida. O lugar ganhou o apelido — e mais tarde, o nome oficial, com uma placa instalada pela prefeitura, — de Little Brazil (Pequeno Brasil, em português). A história da 46th Street começou como um caldeirão econômico e cultural. Entre lojas de eletrônicos, joalherias, lojas de discos, restaurantes servindo feijoada e caipirinhas, e até uma agência do Banco do Brasil localizada por perto, o entorno funcionava como uma vitrine da cultura brasileira e como um ponto de encontro para turistas e imigrantes. Mas hoje já não é tão comum ouvir português brasileiro nas ruas e sentir o cheiro de pão de queijo ou coxinha saindo das cozinhas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS: A controversa e deslumbrante região da China que virou refúgio turístico Veja 8 destinos turísticos no Brasil que serão tendência em 2026, segundo plataforma Fases boas e ruins Em 1984, mesmo antes do quarteirão ganhar o nome oficial de Little Brazil pela prefeitura, os primeiros sinais de declínio já apareciam. O jornal New York Times publicou uma reportagem intitulada "Crise da dívida latino-americana atinge a 'Rua Brasileira' de Nova York". 'Crise da dívida brasileira abala um canto de Nova York' dizia a manchete do jornal Arquivo New York Times O texto apontava que as dificuldades na economia brasileira — com inflação acima de 200%, recessão e a maior dívida externa do mundo — estavam sendo sentidas até na Little Brazil, onde o movimento de turistas e comerciantes brasileiros despencava. À reportagem, Jaime Felzen, dono da loja de eletrônicos Brasil Som, contou que, entre 1981 e 1984, suas vendas caíram 90%, o número de funcionários passou de 15 para 5, e quase toda a área de estoque havia sido transformada em escritório. O jornal relatou que, enquanto clientes da alta classe ainda visitavam a rua, a classe média, que formava a maioria da clientela, havia parado de viajar para Nova York. "Esta é uma parte de Nova York que depende mais das decisões econômicas tomadas em Brasília do que das que vêm de Washington", disse à época ao NYT Jota Alves, editor do jornal comunitário The Brasilians. Abrão Glikas, dono da Bertabrasil Butik, uma loja de eletrônicos e roupas, também já lamentava: "Era uma época que me dá saudade. Só se falava português, de uma ponta da rua à outra." Placa dizendo 'Little Brazil' na rua 46 foi colocada depois de 1995 Getty Images via BBC A reportagem do jornal local também destacou os detalhes que tornavam a rua tão brasileira: "Para matar a saudade, era possível ouvir discos de bossa nova nas lojas de música, comprar edições da Seleções do Reader's Digest em português, ver as cores verde e amarela da bandeira brasileira nas vitrines e levar a família para uma tradicional feijoada de sábado à tarde." Luís Gomes, dono do restaurante Via Brasil, lamentou ao jornal na época: "A rua nunca mais vai voltar a ser o que foi." Mais de 40 anos depois, no fim de setembro de 2025, a reportagem da BBC News Brasil encontrou com Luis Gomes, que disse algo parecido enquanto preparava um coquetel no bar do Via Brasil, que comanda desde 1978. Luis Gomes no bar de seu restaurante, Via Brasil Giulia Granchi/BBC "Ah, não tem comparação. Naquela época existiam grupos de colégios que vinham para compras, ônibus de turismo, era uma época totalmente diferente", lembra Luis. "Existiam muitas boutiques brasileiras, clubes… mudou muito daquela época para cá. Infelizmente, uma mudança drástica. Não creio que vá voltar." O restaurante Via Brasil é hoje um dos poucos sobreviventes daquela época de ouro. "Ainda mantemos uma boa clientela, mas os anos 90 eram muito mais agitados", diz Luis, com nostalgia. Fotos na parede e lembranças de clientes antigos mostram um espaço pulsante, referência para quem queria sentir um pedaço do Brasil fora do país. Além do restaurante de Luis, a presença brasileira ainda perdura com um outro restaurante e poucas lojas que resistem à especulação imobiliária e à transformação acelerada da cidade. O pugilista brasileiro Acelino 'Popó' Freitas com sua então esposa, Eliana Guimarães, no restaurante Via Brasil em 2002 Getty Images A antropóloga Maxine Margolis, autora do livro Little Brazil, estudou a comunidade brasileira em Nova York desde o início dos anos 1990. Segundo ela, a presença brasileira na 46th Street estava mais voltada para turistas do que para imigrantes residentes. "Na época, havia muitas lojas de eletrônicos. Brasileiros vinham à 46th Street para comprar televisões e outros produtos, que eram muito mais baratos nos EUA do que no Brasil. Isso mudou porque muitos desses produtos começaram a ser produzidos no Brasil, e não havia mais necessidade de importar. Aos poucos, as lojas fecharam, e a presença brasileira na rua foi diminuindo." A pesquisa de Margolis também aponta fatores estruturais que contribuíram para o desaparecimento do bairro. A construção de grandes prédios comerciais, hotéis e empreendimentos de luxo elevou drasticamente os aluguéis e prejudicou pequenos negócios. Capa do livro de Maxine L. Margolis, publicado em 1993 Divulgação "Nova York está sempre mudando. Mas houve muita construção de grande porte que prejudicou os pequenos negócios, incluindo os brasileiros", explica a antropóloga. Em seu livro, Margolis trata o Little Brazil como um "ponto de encontro", mas traça um perfil mais amplo dos brasileiros vivendo na cidade. Ela descreve um grupo de imigrantes que não está fugindo de pobreza extrema nem de repressão política, mas que enfrentavam "condições econômicas caóticas no Brasil que dificultam a manutenção de um padrão de vida de classe média". Sua descrição aponta que apesar da educação (parte deles com diplomas universitários) e da origem social (de classe média e média baixa), muitos, com pouco inglês e sem documentos de trabalho, acabaram aceitando empregos pouco qualificados após chegar aos Estados Unidos. Mapa por Caroline Souza, da Equipe de Jornalismo visual da BBC News Brasil BBC News Brasil/Reprodução 'Brazil Day': a festa de rua O Brazil Day em Nova York celebrado em 2016 Getty Images Além da movimentação diária, a quadra da Rua 46 foi o palco do nascimento de uma das celebrações mais emblemáticas da comunidade: o Brazil Day. A festa, realizada todos os anos em setembro, reunia milhares de pessoas —imigrantes brasileiros, americanos e turistas interessados em experimentar a culinária, os produtos e os ritmos nacionais. Ao longo dos anos, grupos como Babado Novo, Calypso e outros artistas participaram do desfile e das feiras de rua. "A festa era talvez a mais importante, não só da comunidade brasileira, mas também para americanos e para a colônia espanhola. Era maravilhosa", recorda Gomes. A comemoração já soma 38 anos. Segundo o site oficial do evento, "em 2013, segundo dados do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), cerca de 1,5 milhão de pessoas estiveram presentes no Brazilian Day, lotando uma área de 25 quarteirões durante todo o dia". Mas no ano de 2025, o Brazil Day não aconteceu - segundo o site, por "diversos obstáculos". Feira de rua na '46th Street', ou, 'Little Brazil' JT Milanich/BBC News Brasil Astoria: o outro polo brasileiro em Nova York Mesmo nos anos de auge da chamada "Rua Brasileira", muitos comerciantes e trabalhadores que atuavam na 46th Street moravam longe dali — em bairros mais tranquilos e acessíveis, como Astoria, no Queens. O custo de vida era bem mais baixo que em Manhattan, e a região começou a concentrar famílias brasileiras em busca de aluguel mais barato e de uma vida de bairro, próxima a outros imigrantes. "A 46th Street era importante para os turistas, mas acho que foi menos importante para os imigrantes que viviam em Nova York", explica a antropóloga Maxine Margoli. "Se você visitar Astoria hoje, ainda há muitos brasileiros." Segundo Margolis, o bairro se destacou justamente por acolher os que se estabeleceram de forma mais permanente. "Há um grande supermercado brasileiro com todo tipo de produto — opções que te fazem pensar que você poderia muito bem estar no Brasil. Tem desde sabonetes e detergentes até carnes e ingredientes para feijoada", conta. Além disso, segundo a pesquisadora, os restaurantes e lanchonetes de Astoria sempre foram mais acessíveis que os da 46th Street. "Muitos brasileiros achavam os restaurantes da 46th muito caros. Em Queens, havia os de comida a quilo — mais simples e acessíveis." De acordo com dados do U.S. Census Bureau (American Community Survey, 2020), Astoria tem cerca de 37% de população imigrante. Hoje, estabelecimentos como o restaurante Copacabana e o mercado Rio Market seguem como pontos de convivência — símbolos de como a presença brasileira se espalhou e se reinventou fora de Manhattan. Resquícios verde e amarelo em Manhattan Andando pela Rua 46 em setembro de 2025, ainda era possível encontrar resquícios da nostalgia brasileira. A loja Búzios, por exemplo, não tem placa ou nada que indique sua existência para quem passa despercebido pelo quarteirão. É preciso chegar perto de um interfone em um prédio estreito para ler o nome e tocar para que a porta seja aberta pela dona, Marcela Ferreira. E mesmo "escondida", a Búzios continua atraindo clientela — tanto fiel quanto nova. "Nosso espaço é limitado, então busco ter um pouco de tudo que os brasileiros mais sentem falta: pão de queijo, requeijão, guaraná, bombons e brigadeiro. Coisinhas que remetem ao Brasil", conta a proprietária. Quem mais compra, segundo ela, são, claro, os brasileiros que sentem falta de casa. "A gente compra saudade. Eu pelo menos detesto quando muda a embalagem, parece que já não é mais a mesma coisa. As pessoas querem a experiência que tiveram quando eram crianças", explica. Produtos expostos na loja Búzios Giulia Granchi/BBC "Mas também tem quem já teve companheiro brasileiro, experimentou algo e quer continuar consumindo, tem famílias que tiveram filhos aqui e querem passar um pouquinho de como era a vida no Brasil..." Biquínis e chinelos Havaianas também fazem sucesso entre os clientes estrangeiros — e até livros infantis e gibis da Turma da Mônica conquistam os americanos. "Vendo bastante para adultos que estão aprendendo português e precisam treinar a leitura com uma linguagem fácil", diz. A história do bairro é também marcada por pioneiros que ajudaram a consolidar a presença brasileira. Segundo Margolis, a inauguração da placa "Little Brazil" na esquina da Quinta Avenida com a 46th Street foi resultado da ação de um imigrante de Minas Gerais que convenceu o prefeito de Nova York a oficializar o reconhecimento. Além disso, a proximidade com o Diamond District atraiu brasileiros envolvidos na comercialização de pedras preciosas, como ametistas e água-marinha, fortalecendo o comércio local. "Os brasileiros sempre tentaram se diferenciar de outros imigrantes latino-americanos, especialmente os de língua espanhola, que muitas vezes eram estereotipados como mais pobres ou menos educados. Havia um senso de comunidade e de identidade própria", diz Margolis.
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09/11 - Plataforma indica 8 destinos turísticos no Brasil que serão tendência em 2026; veja lista
Plataforma indica 8 destinos turísticos no Brasil que serão tendência em 2026 A plataforma de hospedagem Booking.com listou oito destinos do Brasil que serão tendência para os turistas em 2026, com base no aumento anual de reservas feitas por viajantes brasileiros. Cidades de seis estados diferentes estão na lista. Segundo a Booking, os destinos estão entre os 1.000 mais reservados na plataforma, no Brasil, entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de agosto de 2025. Para fazer a seleção, a Booking considerou o aumento de reservas nos locais em 2025 na comparação com o ano anterior. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Além disso, a plataforma fez uma curadoria, levando em conta a distribuição geográfica, para trazer mais diversidade de regiões à lista. Veja os destinos: Juquehy, São Paulo Praia de Juquehy, em São Sebastião Marcos Bonello/Setur São Sebastião O local é uma das várias praias de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. “Sua praia é extensa e oferece experiências variadas: mar calmo que atrai famílias e banhistas, faixa de areia ideal para atividades ao ar livre, além de uma área com mais ondas, no canto direito, recomendado para a prática de surfe”, diz a plataforma. Armação dos Búzios, Rio de Janeiro Armação dos Búzios Reprodução / Prefeitura de Armação dos Búzios São mais de 20 praias no tradicional destino turístico do litoral fluminense, na Região dos Lagos, que encantou a atriz francesa Brigitte Bardot em 1964. “A Orla Bardot e a Rua das Pedras são o coração do vilarejo, repletas de restaurantes, bares e boutiques. Já o Mirante do Forno oferece uma das melhores vistas da cidade, revelando o cenário que conquistou Brigitte Bardot e colocou Búzios no mapa do turismo internacional”, recomenda a Booking. LEIA MAIS: Quanto custa ficar nos 3 hotéis brasileiros entre os melhores do mundo Nove das viagens de trem mais sensacionais do mundo Estátua de Brigitte Bardot, em Búzios Sergio Quissak/Prefeitura de Búzios Cajueiro da Praia, Piauí Cajueiro-Rei, em Cajueiro da Praia Divulgação/Prefeitura de Cajueiro da Praia O município fica no extremo norte do Piauí e tem praias como Barra Grande, Sardim e Itaim. Ele também como destaques o Cajueiro-Rei, um dos maiores cajueiros do mundo. “Cajueiro da Praia encanta com sua atmosfera rústica e natureza preservada, apresentando grande diversidade de fauna e flora, como o peixe-boi”, diz a plataforma. Viajantes indicam os 10 lugares mais românticos do mundo Espírito Santo do Pinhal, São Paulo Theatro Avenida, em Espírito Santo do Pinhal Prefeitura de Espírito Santo do Pinhal Conhecido pelo histórico de produção de café e por suas vinícolas, Espírito Santo do Pinhal fica na Serra da Mantiqueira, próximo à divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Segundo a Booking, o município é “um refúgio para os amantes do vinho e do café”, com destaque para marcos arquitetônicos do século XIX, como a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, no centro da cidade. Serra da Canastra, Minas Gerais Cachoeira no Parque Nacional da Serra da Canastra Globo Repórter O Parque Nacional da Serra da Canastra, local do queijo de mesmo nome, se estende por seis municípios mineiros e abriga a nascente histórica do Rio São Francisco. “A região é uma das joias do ecoturismo nacional e oferece um mosaico de paisagens que combinam montanhas, rios, cachoeiras e cânions”, destaca a plataforma. Entre as belezas da Serra da Canastra estão cerca de 60 cachoeiras Encantado, Rio Grande do Sul Complexo do Cristo Protetor, em Encantado Maurício Tonetto/Palácio Piratini O cartão-postal de Encantado, no Vale do Taquari, é a estátua do Cristo Protetor, inaugurada em 2022. Ela tem 43,5 metros, incluindo a base, e supera a altura do Cristo Redentor, do Rio de Janeiro. “Além do Cristo, o município abriga a Lagoa da Garibaldi, cercada por áreas verdes ideais para caminhadas, piqueniques e contemplação da paisagem”, diz a Booking. Morro Branco, Ceará Areia colorida de Morro Branco, Beberibe Acervo Sebrae Ceará A praia do Morro Branco fica no município de Beberibe, a 90 km de Fortaleza, é um dos locais mais visitados no litoral do Ceará. “Suas falésias multicoloridas, esculpidas naturalmente pelo vento e pela chuva, formam o famoso ‘labirinto das falésias’, que permite explorar os diferentes tons de areia”, destaca a Booking. O destino também é conhecido pelas garrafinhas de areia colorida produzidas por artesãos locais. São Gabriel, Rio Grande do Sul Igreja Matriz de São Gabriel, no Rio Grande do Sul Divulgação A cidade está na região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, a cerca de 330 km de Porto Alegre, e é conhecida por celebrar as tradições gaúchas. “O município abriga o Museu Gaúcho da Força Expedicionária Brasileira, com um grande acervo de documentos e objetos da época da Segunda Guerra Mundial, além de casarões históricos preservados e coloridos”, diz a plataforma.
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05/11 - EUA vão cancelar 10% dos voos nos maiores aeroportos do país por causa da paralisação no governo
Paralisação no governo dos EUA é a mais longa da história O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, ordenou uma redução de 10% nos voos programados em 40 dos principais aeroportos do país a partir de sexta-feira (7). A medida será adotada por causa da paralisação do governo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A paralisação, que já dura 36 dias, obrigou 13 mil controladores de tráfego aéreo e 50 mil agentes da Administração de Segurança no Transporte a trabalharem sem salário. Isso tem provocado atrasos e cancelamentos em dezenas de milhares de voos. Segundo a Agência Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), o corte nos voos devem reduzir a pressão sobre controladores de tráfego aéreo. As autoridades afirmaram que podem adotar novas medidas por questões de segurança. A lista dos aeroportos que serão impactados será divulgada na quinta-feira (6). Ainda não há uma estimativa de quantos voos serão cancelados. Duffy já havia alertado na terça-feira (4) que, se a paralisação se prolongasse por mais uma semana, poderia haver um cenário de “caos total”. Segundo ele, isso o forçaria a fechar parte do espaço aéreo nacional — uma medida drástica que poderia paralisar a aviação americana. As companhias aéreas têm pedido insistentemente o fim da paralisação, alegando riscos à segurança dos voos. LEIA TAMBÉM Trump tenta culpar democratas por 'shutdown' e pressiona Senado a acabar com 'filibuster', que dá poder à minoria Após ameaçar cortar recursos, Trump diz que talvez ajudará Mamdani: 'Vamos ver como um comunista se sai em Nova York' Motor se soltou da asa antes de avião perder controle e explodir nos EUA, diz autoridade 'Shutdown' Aviões da companhia aérea American Airlines no aeroporto internacional de Phoenix, no Arizona, nos EUA, em 24 de dezembro de 2024. Ross D. Franklin/ AP A paralisação, também conhecida como “shutdown”, ocorre quando o Congresso não consegue aprovar o Orçamento federal dentro do prazo estipulado. Com isso, o governo fica sem dinheiro para manter uma série de serviços. Desde o dia 1º de outubro, órgãos públicos foram fechados, e servidores federais estão em licença compulsória. Trabalhadores de serviços essenciais, como controladores de tráfego aéreo, continuam em atividade, mas só receberão o salário após o fim da paralisação. No centro do impasse atual está a área da saúde. Os democratas, que fazem oposição ao presidente Donald Trump, afirmam que só aprovarão o Orçamento se programas de assistência médica prestes a expirar forem prolongados. Enquanto isso, os republicanos querem discutir o tema em um projeto de lei separado. O governo precisa de 60 votos no Senado, que tem 100 cadeiras, para aprovar o Orçamento. Como apenas 53 senadores são do mesmo partido de Trump, será necessário convencer sete opositores. Nesta quarta-feira, Trump pressionou os republicanos acabar com uma ferramenta legislativa do país que dá poder à minoria democrata, o "filibuster", e acabar com a paralisação. VÍDEOS: em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1
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04/11 - A controversa e deslumbrante região da China que virou refúgio turístico com milhões de visitantes
Em 2024, Xinjiang recebeu 300 milhões de turistas Getty Images via BBC Quando Anna estava planejando sua primeira visita a Xinjiang em 2015, seus amigos ficaram cocados. "Eles não conseguiam entender por que eu iria a um lugar que, na época, era considerado uma das áreas mais perigosas da China." Uma de suas amigas desistiu da viagem e começou a evitar contato, disse a chinesa de 35 anos, que não quis revelar seu nome verdadeiro. "Ela disse que os pais a proibiram de se aproximar de Xinjiang e não queria mais se envolver." 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Anna foi mesmo assim em 2015 e retornou em junho deste ano. Mas, segundo ela, a região havia mudado. "Xinjiang estava tão bonita quanto eu me lembrava, mas agora há turistas demais, especialmente nas principais atrações." Durante anos, Xinjiang se rebelou sob o controle de Pequim, às vezes explodindo em violência, o que afastava muitos turistas chineses. Depois, a região se tornou conhecida no mundo inteiro por algumas das piores alegações de autoritarismo chinês, desde a detenção de mais de um milhão de muçulmanos uigures em chamados "campos de reeducação" até acusações de crimes contra a humanidade feitas pelas Nações Unidas. A China nega as alegações, mas a região é amplamente isolada para a mídia e observadores internacionais, enquanto uigures no exílio continuam a relatar histórias de parentes aterrorizados ou desaparecidos. Ainda assim, nos últimos anos, Xinjiang emergiu como destino turístico — dentro da China e, cada vez mais, fora do país. Pequim investiu bilhões de dólares em infraestrutura, ajudou a produzir séries de TV ambientados em suas paisagens únicas e, ocasionalmente, recebeu a mídia estrangeira em visitas cuidadosamente orquestradas. A China vem reposicionando a polêmica região como um refúgio turístico, promovendo não apenas sua beleza, mas também as experiências "étnicas" locais que grupos de direitos humanos dizem que estão tentando apagar. Xinjiang item montanhas desenhadas, cânions impressionantes e lagos cristalinos. Na foto, o Lago da Areia Branca Anna/Arquivo pessoal via BBC Estendendo-se pelo noroeste da China, Xinjiang faz fronteira com oito países: Rússia, Mongólia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Afeganistão, Paquistão e Índia. Localizadas ao longo da Rota da Seda, que impulsionou o comércio entre o Oriente e o Ocidente por séculos, algumas de suas cidades estão repletas de história. A região também abriga montanhas remotas e acidentadas, cânions majestosos e lagos cristalinos. "As paisagens superaram minhas expectativas em muito", diz Sun Shengyao, de Singapura, que visitou a região em maio de 2024, descrevendo-a como "Nova Zelândia, Suíça e Mongólia todas juntas em um só lugar". Diferentemente da maior parte da China, que tem maioria da população da etnia Han, Xinjiang é habitada principalmente por muçulmanos de língua túrquica, com os uigures sendo o maior grupo étnico. As tensões aumentaram ao longo das décadas de 1990 e 2000, à medida que as alegações de marginalização dos uigures pelos chineses Han alimentavam sentimentos separatistas e ataques mortais, intensificando a repressão de Pequim. Mas foi sob Xi Jinping que o Partido Comunista Chinês começou a apertar o controle como nunca, gerando acusações de assimilação forçada dos uigures à cultura Han. Em uma visita em setembro, Xi elogiou o desenvolvimento "revolucionário" da região e pediu a "sinização da religião" — a transformação das crenças para refletir a cultura e a sociedade chinesas. Xi Jinping durante encontro com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez Andres Martinez Casares/Pool via REUTERS Enquanto isso, investimentos têm chegado em peso à região. Cerca de 200 hotéis internacionais, incluindo nomes de destaque como Hilton e Marriott, já estão em operação ou planejando abrir em Xinjiang. Em 2024, a região recebeu cerca de 300 milhões de visitantes, mais do que o dobro do número registrado em 2018, segundo autoridades chinesas. A receita do turismo em Xinjiang cresceu cerca de 40% nesse período, atingindo 360 bilhões de yuans (R$ 274 bilhões). No primeiro semestre deste ano, cerca de 130 milhões de turistas visitaram a região, contribuindo com aproximadamente 143 bilhões de yuans em receita. Embora o turismo estrangeiro tenha crescido, a grande maioria dos visitantes ainda é doméstica. Pequim agora tem uma meta ambiciosa: mais de 400 milhões de visitantes por ano e receita turística de 1 trilhão de yuans até 2030. Veja como tirar o passaporte Algumas pessoas ainda têm medo de visitar a região. Sun diz que levou um tempo para reunir amigos para uma viagem em maio de 2024, já que muitos deles viam Xinjiang como insegura. O próprio jovem de 23 anos ficou nervoso no início, mas, à medida que a viagem avançava, esses receios desapareceram. Eles começaram as férias pelas movimentadas ruas da capital regional, Urumqi, e depois passaram oito dias na estrada com um motorista chinês, viajando por montanhas e estepes majestosas, o que deixou Sun impressionado. É comum que motoristas e guias turísticos em Xinjiang sejam chineses Han, que agora representam cerca de 40% da população da região. O grupo de Sun não interagiu extensivamente com os uigures locais, mas os poucos com quem conseguiram conversar foram "muito receptivos", diz ele. Desde que retornou, Sun se tornou algo como um defensor de Xinjiang, que, segundo ele, foi "mal interpretada" como perigosa e tensa. "Se eu conseguir inspirar apenas uma pessoa a aprender mais sobre a província, terei ajudado a reduzir um pouco o estigma." Para ele, as paisagens deslumbrantes que apreciou como turista parecem distantes das preocupantes acusações que colocaram Xinjiang nas manchetes internacionais. Tudo o que viu indicava que a região continua altamente vigiada, com postos policiais e câmeras de segurança sendo comuns, e estrangeiros obrigados a se hospedar em hotéis designados. Mas Sun não se incomodou com isso: "Há forte presença policial, mas isso não quer dizer que seja um grande problema." Nem todos os turistas ficam convencidos de que estão vendo a "verdadeira" Xinjiang. Thenmoli Silvadorie, de Singapura, que visitou a região com amigos por 10 dias em maio, disse: "Eu estava muito curiosa sobre a cultura uigur e queria ver como as coisas poderiam ser diferentes lá. Mas ficamos bastante desapontadas." Ela e suas amigas usavam hijabs e, segundo ela, vendedores de comida uigures se aproximaram dizendo que estavam "com inveja de que pudéssemos usar nossos hijabs livremente… mas não conseguimos ter conversas mais profundas". Elas também não puderam visitar a maioria das mesquitas locais, acrescentou. China 'reformou' a cidade antiga de Kashgar, centro da cultura uigur. Foto é de 2017 Getty Images via BBC Ainda assim, o apelo para visitantes estrangeiros é forte. A própria China é um destino extremamente popular, e Xinjiang surgiu como uma opção "intocada" e menos comercializada. Um número crescente de estrangeiros está "se aproximando de Xinjiang com mente aberta e um desejo genuíno de ver e avaliar a verdade por si mesmos", escreveu o jornal estatal chinês Global Times em maio. O governo chinês também tem promovido rapidamente conteúdos sobre Xinjiang feitos por influenciadores estrangeiros que se alinham à narrativa oficial. Entre eles está o vlogger alemão Ken Abroad, que em um de seus vídeos disse ter visto "mais mesquitas [em Xinjiang] do que nos EUA ou em qualquer país da Europa". Mas outros têm uma visão diferente. O escritor Josh Summers, que morou em Xinjiang na década de 2010, disse à BBC que a cidade antiga de Kashgar foi "completamente demolida, repensada e reconstruída de uma forma que não reflete em nada a cultura uigur". Segundo um relatório da Human Rights Watch de 2024, centenas de vilarejos em Xinjiang tiveram seus nomes — relacionados à religião, história ou cultura uigur — substituídos entre 2009 e 2023. O grupo também acusa as autoridades de fechar, destruir e reutilizar mesquitas em Xinjiang e em toda a China para restringir a prática do islamismo. Graves violações de direitos humanos também foram documentadas por outras organizações internacionais, incluindo a ONU. Reportagens da BBC de 2021 e 2022 encontraram evidências que apoiam a existência de campos de detenção, além de alegações de abuso sexual e esterilização forçada. Pequim, no entanto, nega todas essas acusações. Dentro do país, o partido tem remodelado a imagem do que antes era visto como uma província problemática para atrair mais turistas domésticos — e parece que a estratégia tem funcionado. Na segunda visita, Anna foi acompanhada de sua mãe, que estava ansiosa para conhecer a região depois de assistir a uma série dramática ambientada na região montanhosa de Altay, no norte. A série, To the Wonder, foi financiada pelo governo e promovida pela mídia estatal. Altay tem muitos fãs na internet chinesa. "Quem diria que eu iria me perder no jardim secreto de Deus em Altay? No Lago Ka Nasi, finalmente entendi o que significa estar no paraíso. Este é um lugar onde o romance das montanhas, rios, lagos e mares se entrelaça em uma única paisagem", dizia um comentário no RedNote. Outro comentário dizia: "Ao amanhecer, observo do albergue o gado pastando nos campos. Florestas douradas de bétulas brilham à luz do sol, e até o ar parece envolto em doçura — tal beleza intocada é a Altay que sempre desejei." Agências de viagem descrevem a região como "exótica" e "misteriosa". Oferece uma "fusão mágica de natureza e cultura que você não encontrará em nenhum outro lugar da China", afirma uma dessas agências, The Wandering Lens. Os preços desses passeios variam. Uma viagem de 10 dias pode custar entre R$ 8 mil e R$ 13,5 mil, sem contar as passagens aéreas. Um itinerário típico pelo norte inclui o Parque Nacional de Kanas, com passeios a lagos alpinos e à famosa praia das cinco cores, além de uma visita a uma vila uigur, onde é possível andar em carroças e passar tempo com uma família uigur. As viagens pelo sul são mais aventureiras, com trajetos pelo deserto, excursões a diversos lagos e uma visita a Kashgar, cidade da Rota da Seda com 2 mil anos de história. Os visitantes compartilham seus roteiros online, completos com mapas codificados por cores e fotos de iguarias uigures, como ensopado picante, o big plate chicken, espetinhos de cordeiro grelhado e vinho feito com leite de cavalo. Alguns até mencionam "performances que recriam o esplendor da Rota da Seda". Se você buscar Xinjiang nas redes sociais chinesas RedNote e Weibo, como era de se esperar, encontrará publicações elogiando sua beleza e arquitetura icônica. Não há menção às acusações que contrastam com esse apelo idílico. Nesta época do ano, as redes sociais chinesas estão repletas de fotografias das florestas de choupos de Xinjiang banhadas pelo brilho âmbar do outono. "O Partido Comunista está vendendo sua própria versão da cultura uigur, apresentando o povo uigur como atrações turísticas", diz Irade Kashgary, uigur-americana que deixou a região em 1998. "Eles estão dizendo ao mundo que não passamos de dançarinos coloridos, bonitos nas redes sociais." Observando sua cidade natal ganhar popularidade do outro lado do Pacífico, a ativista uigur incentiva os turistas a "reconhecerem os problemas sérios" em Xinjiang. "Não é meu papel dizer às pessoas para não visitarem, mas elas precisam perceber que o que vivenciam lá é uma versão maquiada de [Xinjiang]", afirma. "Enquanto isso, pessoas como eu nunca poderão voltar por causa do nosso ativismo. É longe de ser seguro… Por que eu não posso? Esta é a minha terra natal."
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31/10 - Quanto custa ficar nos 3 hotéis brasileiros entre os 100 melhores do mundo, segundo guia
Quanto custa ficar nos 3 hotéis brasileiros entre os 100 melhores do mundo, segundo guia Uma diária na cobertura mais luxuosa do Copacabana Palace, no Rio, pode chegar a R$ 150 mil. O hotel, ao lado do Rosewood São Paulo e do Hotel das Cataratas (PR), figura entre os 100 melhores do mundo, segundo o guia The World’s 50 Best Hotels (veja a lista completa abaixo). Nesta quinta-feira (30), o guia anunciou os 50 primeiros colocados. O Copacabana Palace ficou na 11ª posição, enquanto o Rosewood São Paulo aparece na 24ª. A primeira leva, publicada na primeira quinzena de outubro, apresentou os estabelecimentos que ficaram entre as posições 51 e 100 — caso do Hotel das Cataratas, que ocupa o 76º lugar. O que você achou do novo formato de vídeo que abre esta reportagem? Rosewood São Paulo, Hotel das Cataratas e Copacabana Palace Divulgação/Guia Michelin 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Brasil tem quatro novos restaurantes premiados pelo guia Michelin 2025; veja quais Veja os vídeos que estão em alta no g1 A seleção foi feita por um painel de mais de 800 especialistas em hotelaria, que votam de forma anônima nos melhores destinos de hospedagem ao redor do mundo. Veja quanto custa ficar em cada um deles abaixo. ➡️​11ª: Copacabana Palace - Rio de Janeiro Copacabana Palace Divulgação/Guia Michelin Com um século de história, o Copacabana Palace é um símbolo de luxo nacional. Ao longo dos anos, o hotel recebeu personalidades internacionais, como a princesa Diana, Brigitte Bardot e Mick Jagger. Entre os principais atrativos estão os restaurantes premiados, o deque da piscina e a localização privilegiada em frente à praia de Copacabana, um dos cartões-postais do Rio de Janeiro. De acordo com pesquisa realizada no site oficial em 30 de outubro, as diárias para o período de 16 a 17 de novembro partem de R$ 3,7 mil em um quarto para até duas pessoas com vista para a cidade. Na mesma data, a opção mais cara chega a R$ 150,7 mil — uma cobertura de frente para o mar com sete suítes e capacidade para até 14 pessoas. ➡️​24ª: Rosewood São Paulo - São Paulo (SP) Rosewood São Paulo Divulgação/Guia Michelin O Rosewood São Paulo está localizado na Cidade Matarazzo — um complexo de edifícios do século XX no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Ele se destaca por sua arquitetura e design. Uma diária no quarto clássico para duas pessoas, com café da manhã incluído, sai a partir de R$ 3,8 mil, de acordo com pesquisa feita no site oficial para o período de 16 a 17 de outubro. Vale destacar que esse é um valor de reserva antecipada, cotado no dia 9 de outubro, ou seja, com uma semana de antecedência. Na outra ponta, para a mesma data, a suíte mais luxuosa, com duas suítes, sala e cozinha, chega a R$ 26,1 mil por noite. Essa opção é descrita como uma estadia romântica, com champanhe e café da manhã servido no quarto, e acomoda até cinco pessoas. ➡️​76º: Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel - Foz do Iguaçu (PR) Hotel das Cataratas Reprodução/Belmond A localização é uma das características que mais chamam atenção no Hotel das Cataratas. Ele é o único alojamento dentro do Parque Nacional do Iguaçu e está a apenas 20 metros de uma das 275 quedas. As diárias partem de R$ 4,9 mil para um quarto duplo com café da manhã incluído, segundou uma pesquisa feita no dia 9 de outubro no site oficial para o período de 16 a 17 do mesmo mês. Já a categoria assinatura, com três quartos, três banheiros, adega e vista panorâmica para as cataratas, pode chegar a R$ 31,2 mil a diária e acomoda até sete pessoas. 🏨100 melhores hotéis do mundo em 2025 Rosewood Hong Kong – Hong Kong, China Four Seasons Bangkok at Chao Phraya River – Bangkok, Tailândia Capella Bangkok – Bangkok, Tailândia Passalacqua – Lago de Como, Itália Raffles Singapore – Singapura Atlantis The Royal – Dubai, Emirados Árabes Unidos Mandarin Oriental Bangkok – Bangkok, Tailândia Chablé Yucatán – Chocholá, México Four Seasons Firenze – Florença, Itália Upper House Hong Kong – Hong Kong, China Copacabana Palace – Rio de Janeiro, Brasil Capella Sydney – Sydney, Austrália Royal Mansour – Marrakech, Marrocos Mandarin Oriental Qianmen – Pequim, China Bulgari Tokyo – Tóquio, Japão Claridge's – Londres, Reino Unido Four Seasons Astir Palace – Atenas, Grécia Desa Potato Head – Bali, Indonésia Le Bristol – Paris, França Jumeirah Marsa Al Arab – Dubai, Emirados Árabes Unidos Cheval Blanc Paris – Paris, França Bulgari Roma – Roma, Itália Hôtel de Crillon – Paris, França Rosewood São Paulo – São Paulo, Brasil Aman Tokyo – Tóquio, Japão Hotel Il Pellicano – Porto Ercole, Itália Hôtel du Couvent – Nice, França Soneva Fushi – Maldivas The Connaught – Londres La Mamounia – Marrakech, Marrocos Raffles London at The OWO – Londres, Reino Unido The Emory – Londres, Reino Unido Maroma – Riviera Maya, México The Calile – Brisbane, Austrália The Lana – Dubai, Emirados Árabes Unidos Hôtel de Paris Monte-Carlo – Monaco Janu Tokyo – Tóquio, Japão The Taj Mahal Palace – Mumbai, Índia One&Only Mandarina – Riviera Nayarit, México Singita – Parque Nacional Kruger, África do Sul Mandarin Oriental Hong Kong – Hong Kong, China Hotel Bel-Air – Los Angeles, Estados Unidos The Mark – Nova York, Estados Unidos Las Ventanas al Paraíso – Los Cabos, México The Tokyo Edition Toranomon – Tóquio, Japão Hotel The Mitsui – Quioto, Japão Estelle Manor – Witney, Reino Unido Grand Park Hotel Rovinj – Rovinj, Croácia Hotel Sacher Vienna – Viena, Áustria Mandapa – Bali, Indonésia Aman Nai Lert — Bangkok, Tailândia Badrutt’s Palace — St. Moritz, Suíça Borgo Santandrea — Amalfi, Itália The Peninsula Hong Kong — Hong Kong, China Four Seasons Tamarindo — La Manzanilla, México Nihi Sumba — Ilha de Sumba, Indonésia Hotel du Cap-Eden-Roc — Antibes, França Four Seasons at The Surf Club — Surfside (Miami), EUA Park Hyatt Kyoto — Quioto, Japão Dusit Thani Bangkok —Bangkok, Tailândia Aman New York — Nova York, Estados Unidos Rosewood Bangkok — Bangcoc, Tailândia Borgo Egnazia — Savelletri, Itália The Carlyle — Nova York, Estados Unidos The Beverly Hills Hotel — Los Angeles, Estados Unidos Four Seasons Madrid — Madri, Espanha Montage Los Cabos — Cabo San Lucas, México San Ysidro Ranch — Santa Bárbara, Estados Unidos Southern Ocean Lodge — Ilha Kangaroo, Austrália The Siam — Bangcoc, Tailândia Mandarin Oriental Ritz Madrid — Madri, Espanha Hotel Cipriani — Veneza, Itália Mount Nelson — Cidade do Cabo, África do Sul Aman Kyoto — Quioto, Japão The Fifth Avenue Hotel — Nova York, Estados Unidos Hotel das Cataratas — Foz do Iguaçu, Brasil The Greenwich Hotel — Nova York, Estados Unidos Gleneagles — Auchterarder, Escócia (Reino Unido) Aman Venice — Veneza, Itália Plaza Athénée — Paris, França Reschio — Lisciano Niccone, Itália Casa Maria Luigia — Modena, Itália Splendido — Portofino, Itália Six Senses Zighy Bay — Zighy Bay, Omã The Datai — Langkawi, Malásia Four Seasons Hong Kong — Hong Kong, China Palacio Nazarenas — Cusco, Peru Huka Lodge — Taupō, Nova Zelândia Ett Hem — Estocolmo, Suécia Eden Rock — St. Barths, São Bartolomeu (Caribe francês) Suján Jawai — Jawai, Índia Soneva Secret — Maldivas The Johri — Jaipur, Índia Le Sirenuse — Positano, Itália Rosewood Mayakoba — Playa del Carmen, México Maçakızı — Bodrum, Turquia Amangalla — Galle, Sri Lanka Amangiri — Canyon Point, Estados Unidos Portrait Milano — Milão, Itália Amanbagh — Rajasthan, Índia Veja mais: Comissária da Emirates viraliza no TikTok ao revelar quanto ganha e benefícios que recebe
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30/10 - Copacabana Palace e outros dois hotéis brasileiros estão entre os 100 melhores do mundo, segundo guia
Rosewood São Paulo, Hotel das Cataratas e Copacabana Palace Divulgação/Guia Michelin O Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o Rosewood, em São Paulo, e o Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu (PR), foram incluídos na lista dos 100 melhores hotéis do mundo, divulgada pelo guia The World’s 50 Best Hotels (veja a lista completa abaixo). O ranking foi revelado em duas etapas. Nesta quinta-feira (30), foram anunciados os 50 primeiros colocados. O Copacabana Palace ficou na 11ª posição e o Rosewood São Paulo na 24ª posição. A primeira leva, publicada na primeira quinzena de outubro, apresentou os estabelecimentos que ficaram entre as posições 51 e 100 — caso do Hotel das Cataratas, que ocupa o 76º lugar. A seleção foi feita por um painel de mais de 800 especialistas em hotelaria, que votam de forma anônima nos melhores destinos de hospedagem ao redor do mundo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Brasil tem quatro novos restaurantes premiados pelo guia Michelin 2025; veja quais Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️​11ª: Copacabana Palace - Rio de Janeiro Copacabana Palace Divulgação/Guia Michelin Com um século de história, o Copacabana Palace é um símbolo de luxo nacional. Ao longo dos anos, o hotel recebeu personalidades internacionais, como a princesa Diana, Brigitte Bardot e Mick Jagger. Alguns dos seus destaques são os restaurantes, o deque da piscina e a proximidade com a praia de Copacabana, um dos principais atrativos da capital do Rio de Janeiro. ➡️​24ª: Rosewood São Paulo - São Paulo (SP) Rosewood São Paulo Divulgação/Guia Michelin O Rosewood São Paulo está localizado na Cidade Matarazzo — um complexo de edifícios do século XX no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Ele se destaca por sua arquitetura e design. ➡️​76º: Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel - Foz do Iguaçu (PR) Hotel das Cataratas Reprodução/Belmond A localização é uma das características que mais chamam atenção no Hotel das Cataratas. Ele é o único alojamento dentro do Parque Nacional do Iguaçu e está a apenas 20 metros de uma das 275 quedas. 🏨100 melhores hotéis do mundo em 2025 Rosewood Hong Kong – Hong Kong, China Four Seasons Bangkok at Chao Phraya River – Bangkok, Tailândia Capella Bangkok – Bangkok, Tailândia Passalacqua – Lago de Como, Itália Raffles Singapore – Singapura Atlantis The Royal – Dubai, Emirados Árabes Unidos Mandarin Oriental Bangkok – Bangkok, Tailândia Chablé Yucatán – Chocholá, México Four Seasons Firenze – Florença, Itália Upper House Hong Kong – Hong Kong, China Copacabana Palace – Rio de Janeiro, Brasil Capella Sydney – Sydney, Austrália Royal Mansour – Marrakech, Marrocos Mandarin Oriental Qianmen – Pequim, China Bulgari Tokyo – Tóquio, Japão Claridge's – Londres, Reino Unido Four Seasons Astir Palace – Atenas, Grécia Desa Potato Head – Bali, Indonésia Le Bristol – Paris, França Jumeirah Marsa Al Arab – Dubai, Emirados Árabes Unidos Cheval Blanc Paris – Paris, França Bulgari Roma – Roma, Itália Hôtel de Crillon – Paris, França Rosewood São Paulo – São Paulo, Brasil Aman Tokyo – Tóquio, Japão Hotel Il Pellicano – Porto Ercole, Itália Hôtel du Couvent – Nice, França Soneva Fushi – Maldivas The Connaught – Londres La Mamounia – Marrakech, Marrocos Raffles London at The OWO – Londres, Reino Unido The Emory – Londres, Reino Unido Maroma – Riviera Maya, México The Calile – Brisbane, Austrália The Lana – Dubai, Emirados Árabes Unidos Hôtel de Paris Monte-Carlo – Monaco Janu Tokyo – Tóquio, Japão The Taj Mahal Palace – Mumbai, Índia One&Only Mandarina – Riviera Nayarit, México Singita – Parque Nacional Kruger, África do Sul Mandarin Oriental Hong Kong – Hong Kong, China Hotel Bel-Air – Los Angeles, Estados Unidos The Mark – Nova York, Estados Unidos Las Ventanas al Paraíso – Los Cabos, México The Tokyo Edition Toranomon – Tóquio, Japão Hotel The Mitsui – Quioto, Japão Estelle Manor – Witney, Reino Unido Grand Park Hotel Rovinj – Rovinj, Croácia Hotel Sacher Vienna – Viena, Áustria Mandapa – Bali, Indonésia Aman Nai Lert — Bangkok, Tailândia Badrutt’s Palace — St. Moritz, Suíça Borgo Santandrea — Amalfi, Itália The Peninsula Hong Kong — Hong Kong, China Four Seasons Tamarindo — La Manzanilla, México Nihi Sumba — Ilha de Sumba, Indonésia Hotel du Cap-Eden-Roc — Antibes, França Four Seasons at The Surf Club — Surfside (Miami), EUA Park Hyatt Kyoto — Quioto, Japão Dusit Thani Bangkok —Bangkok, Tailândia Aman New York — Nova York, Estados Unidos Rosewood Bangkok — Bangcoc, Tailândia Borgo Egnazia — Savelletri, Itália The Carlyle — Nova York, Estados Unidos The Beverly Hills Hotel — Los Angeles, Estados Unidos Four Seasons Madrid — Madri, Espanha Montage Los Cabos — Cabo San Lucas, México San Ysidro Ranch — Santa Bárbara, Estados Unidos Southern Ocean Lodge — Ilha Kangaroo, Austrália The Siam — Bangcoc, Tailândia Mandarin Oriental Ritz Madrid — Madri, Espanha Hotel Cipriani — Veneza, Itália Mount Nelson — Cidade do Cabo, África do Sul Aman Kyoto — Quioto, Japão The Fifth Avenue Hotel — Nova York, Estados Unidos Hotel das Cataratas — Foz do Iguaçu, Brasil The Greenwich Hotel — Nova York, Estados Unidos Gleneagles — Auchterarder, Escócia (Reino Unido) Aman Venice — Veneza, Itália Plaza Athénée — Paris, França Reschio — Lisciano Niccone, Itália Casa Maria Luigia — Modena, Itália Splendido — Portofino, Itália Six Senses Zighy Bay — Zighy Bay, Omã The Datai — Langkawi, Malásia Four Seasons Hong Kong — Hong Kong, China Palacio Nazarenas — Cusco, Peru Huka Lodge — Taupō, Nova Zelândia Ett Hem — Estocolmo, Suécia Eden Rock — St. Barths, São Bartolomeu (Caribe francês) Suján Jawai — Jawai, Índia Soneva Secret — Maldivas The Johri — Jaipur, Índia Le Sirenuse — Positano, Itália Rosewood Mayakoba — Playa del Carmen, México Maçakızı — Bodrum, Turquia Amangalla — Galle, Sri Lanka Amangiri — Canyon Point, Estados Unidos Portrait Milano — Milão, Itália Amanbagh — Rajasthan, Índia Veja mais: Guia Michelin elege os 20 melhores hotéis do Brasil em 2025; veja quais são Quem são os chefs brasileiros entre os melhores do mundo em 2025, segundo guia Comissária da Emirates viraliza no TikTok ao revelar quanto ganha e benefícios que recebe
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30/10 - Basílica Sagrada Família ultrapassa igreja alemã e se torna a mais alta do mundo
Basílica da Sagrada Família AP Photo/Emilio Morenatti A Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, na Espanha, conquistou nesta quinta-feira (30) o título de igreja mais alta do mundo. A marca foi atingida após uma nova parte da torre central ser içada e instalada no topo da construção. A obra-prima do arquiteto Antoni Gaudí agora chega a 162,91 metros de altura, informou a administração da igreja em comunicado. O feito deixa para trás a Catedral de Ulmer, na Alemanha, que tem 161,53 metros e foi construída entre 1543 e 1890. A igreja luterana ocupava o posto de mais alta do mundo até agora. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Embora a Sagrada Família não reivindique o título, os números comprovam: ela é agora pouco mais de um metro (3,2 pés) mais alta que a igreja no sul da Alemanha. E a basílica ainda não chegou ao fim. A torre central de Jesus Cristo, ponto mais alto do projeto, deve alcançar 172 metros quando for concluída nos próximos meses. Na manhã desta quinta-feira, um guindaste posicionou a primeira parte dessa torre sobre a nave principal. Uma construção que atravessa séculos Basílica Sagrada Família AP Photo/Manu Fernandez, File A primeira pedra da Sagrada Família foi colocada em 1882, e o próprio Gaudí sabia que não veria a obra terminada. Quando ele morreu, apenas uma das torres estava concluída. Nas últimas décadas, os trabalhos ganharam ritmo, impulsionados pelo turismo. A basílica se tornou uma das principais atrações da Espanha, atraindo visitantes do mundo inteiro fascinados pela estética inconfundível de Gaudí — uma fusão de simbolismo católico e formas inspiradas na natureza. A construção é financiada com o dinheiro arrecadado pela venda de ingressos. Só no ano passado, 4,9 milhões de pessoas visitaram o local, sendo 15% vindos dos Estados Unidos. As obras nas fachadas e na decoração interna devem continuar pelos próximos anos. Segundo as autoridades da igreja, a previsão é que a Sagrada Família seja totalmente finalizada em cerca de uma década. Em 2026, Barcelona celebrará o centenário da morte de Gaudí, com uma série de eventos dedicados ao arquiteto e ao legado que ele deixou — não só na Sagrada Família, mas também em outros edifícios icônicos espalhados pela cidade e por outras regiões da Espanha. Veja mais: Por que este homem deixou de andar de avião e agora cruza a Europa de trem Voo internacional sem bagagem de mão: como são as tarifas mais básicas das empresas
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29/10 - Por que este homem deixou de andar de avião e agora cruza a Europa de trem
Mark Smith é apaixonado por viagens de trem. Reprodução/Facebook É uma manhã comum e movimentada na plataforma 12 da estação central de Berlim. Ecoa o som dos freios de um trem que chega a um dos principais pontos da rede ferroviária da Alemanha, e os passageiros se movem ao ritmo dos anúncios no alto-falante. Então soa um apito, as portas se fecham e as rodas começam a girar. Mark Smith está a bordo, na primeira parada noturna de uma longa viagem. O próximo trem o levará a Varsóvia, na Polônia. "Quando estou viajando, há uma sensação de expectativa e possibilidade", diz ele. "Se não fosse pela situação na Rússia, seria possível ir de trem até Hong Kong ou Singapura." 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Por que os trens não têm cinto de segurança? Veja os vídeos que estão em alta no g1 Embora desta vez não vá tão longe, sua viagem já é demorada o suficiente para que a maioria das pessoas descarte o trem como uma opção viável. Ele deixou sua casa perto de Londres, no Reino Unido, rumo a uma conferência na capital da Estônia, Tallinn. O trajeto de 1,8 mil quilômetros levará quatro dias, exigirá oito trens e custará cerca de 500 dólares (R$ 2,7 mil) apenas em passagens. De avião, a mesma viagem levaria menos de três horas e poderia custar apenas 25 dólares (R$ 135). Então, por que ele escolhe a opção mais lenta e cara? Uma vida dedicada aos trens Mark Smith trocou as viagens de avião pelas de trem Reprodução/Facebook A resposta está no fato de que Smith se apaixonou pelos trens aos 17 anos. "O que me conquistou foram as viagens escolares de trem para o sul da França e para a Rússia", recorda o passageiro, sentado no vagão-restaurante do trem para Varsóvia. "Havia paisagens, pessoas — uma realidade que as viagens de avião não têm." Mais tarde, quando queria ganhar dinheiro durante seus estudos universitários, ele trabalhou em uma agência de viagens vendendo bilhetes de trem. "Fazia o que gostava. Conhecia todas as conexões porque já tinha feito todas as viagens." Em 2001, Smith criou o site seat61.com ("assento 61”), nome inspirado em seu lugar favorito no trem Eurostar, que conecta Londres ao continente europeu pelo túnel do Canal da Mancha. O que começou como um passatempo se transformaria em trabalho em tempo integral. Ao longo dos anos, ele construiu uma espécie de Wikipédia das viagens de trem, com informações sobre rotas, tarifas, dados essenciais e truques para viajar de trem em mais de cem países. Segundo Smith, o site recebe até 1 milhão de visitas por mês. "Quando comecei, as pessoas me diziam que tinham fobia de voar ou restrições médicas. Mas agora me dizem que querem ter uma experiência melhor do que a de viajar de avião — e, além disso, reduzir suas emissões [de gases de efeito estufa]", afirma. Veja mais: Nove das viagens de trem mais sensacionais do mundo Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros Trens ganham a corrida contra emissões Trem em estação de Berlim, na Alemanha Daniel Abadia/Unsplash Em escala global, as viagens aéreas são responsáveis por cerca de 2,5% do total das emissões de dióxido de carbono (CO2) causadas pelo ser humano. Já os automóveis particulares correspondem a pouco menos de 10%, e os trens, a apenas 0,26%. Um voo direto de Londres a Tallinn emite cerca de 380 quilos de CO2 por passageiro. De carro, a quantidade é ainda maior, dependendo do combustível e do número de ocupantes. Já a viagem de trem gera apenas entre 110 e 140 quilos de CO2 por passageiro — e o valor deve cair ainda mais nos próximos anos, quando os últimos trens a diesel utilizados na rota forem substituídos por trens elétricos alimentados por energia renovável. Estresse é empecilho Mas viajar longas distâncias de trem também tem suas desvantagens, levando outra parte dos viajantes a preferir os aviões. "A fragmentação é o maior problema", afirma Smith. Para chegar a Tallinn, ele precisou usar trens de seis companhias ferroviárias diferentes, cada uma com o próprio sistema de reservas, idioma e moeda. E isso não é nada incomum — assim como a incerteza de que os itinerários seguirão conforme o previsto, o que pode gerar atrasos e frustração para o passageiro, bem como a perda de conexões. "Por muito tempo, as pessoas foram tratadas como carga", diz Pete Dyson, cientista comportamental da Universidade de Bath, no Reino Unido, que estuda como tornar os transportes mais amigáveis para as pessoas. "A prioridade tem sido apenas levar as pessoas do ponto A ao ponto B, como se fossem pacotes a serem entregues." Ele explica ainda que o fato de os trens eventualmente pararem de repente, em pontos remotos do trajeto, causa ansiedade em parte dos passageiros. Necessidade de renovação Além disso, partes da rede ferroviária europeia, que abrange mais de 200 mil quilômetros de trilhos, vêm se deteriorando há algum tempo. A modernização, entretanto, é cara. Em 2018, a construção de uma linha ferroviária de alta velocidade nos países da União Europeia custava, em média, 25 milhões de euros por quilômetro — o mesmo trecho de rodovia custa, no máximo, metade disso. O cabeamento elétrico e os sistemas de sinalização ao longo das rotas também encarecem a manutenção das redes ferroviárias. No transporte aéreo, por outro lado, os custos de infraestrutura física se limitam aos aeroportos. As companhias aéreas também contam com isenções fiscais sobre o combustível e os tributos aplicados em muitos países. Em alguns países, para a frustração de Smith, os passageiros chegam a pagar impostos sobre bilhetes de trem, mas não sobre passagens aéreas. "Não se trata de tornar o transporte aéreo menos atraente — e sim de parar de torná-lo deliberadamente mais atraente do que deveria ser", afirma. Apesar da desvantagem nos custos, o transporte ferroviário vem crescendo tanto na Europa quanto no restante do mundo — em quilômetros de trilhos e em número de passageiros. Em 2024, pela primeira vez, mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo viajaram em trens de longa distância ou interregionais. Veja mais: Sem bagagem de mão? Entenda como funcionam as tarifas mais baratas em voos internacionais Comissária da Emirates viraliza no TikTok ao revelar quanto ganha e benefícios que recebe
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28/10 - Governo dos EUA emite alerta de segurança para viajantes após operação no Rio
Cenas de guerra: megaoperação contra facção é a mais letal da história do RJ O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu um alerta de segurança para viajantes após a megaoperação policial contra o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). O aviso é voltado a cidadãos americanos que já estão na cidade. 🔴 AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da operação A ação ocorre nos complexos do Alemão e da Penha e se tornou a mais letal da história do estado, segundo números do governo do Rio de Janeiro. Ao todo, 121 pessoas morreram, incluindo quatro policiais. Como resposta à operação, criminosos realizaram bloqueios em diferentes pontos da cidade. A ação policial continuava em andamento até a última atualização desta reportagem. Em comunicado, o governo americano informou que os confrontos entre policiais e facções criminosas causaram interrupções no trânsito e que a situação está evoluindo rapidamente. Por esse motivo, o Departamento de Estado orientou que turistas no Rio fiquem atentos. “A situação está evoluindo rapidamente. Portanto, acompanhe as notícias e os aplicativos de mapas no celular para atualizações. Tenha cautela ao circular pela cidade e evite as áreas mais afetadas sempre que possível”, diz o comunicado. Initial plugin text O governo dos EUA também recomendou as seguintes medidas: evitar as áreas afetadas na Zona Norte, especialmente os arredores do Complexo do Alemão e da Penha; acompanhar a mídia local para atualizações; ficar atento a bloqueios no trânsito; planejar rotas alternativas; evitar deslocamentos desnecessários; manter um perfil discreto; estar atento ao que acontece ao redor; reavaliar planos de segurança pessoal; informar amigos e familiares sobre a própria localização e segurança. A ação Megaoperação com cerca de 2.500 policiais civis e militares é deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça- feira, 28 de outubro de 2025. Jose Lucena/TheNewsS2/Estadão Conteúdo A ação é mais uma etapa da Operação Contenção, iniciativa permanente do governo do estado para combater o avanço do Comando Vermelho por territórios fluminenses. Pelo menos 2,5 mil agentes das forças de segurança do Rio de Janeiro foram mobilizados para cumprir 100 mandados de prisão. Na chegada das equipes, ainda no fim da madrugada desta terça-feira, traficantes reagiram com tiros e ergueram barricadas em chamas. Um vídeo mostra quase 200 disparos em um minuto, em meio a colunas de fumaça. A Polícia Civil informou ainda que, em retaliação, criminosos lançaram explosivos com drones. Outros fugiram em fila indiana pela parte alta da comunidade, em uma cena semelhante à fuga de 2010, durante a ocupação do Alemão. Além disso, criminosos usaram veículos como barricadas para fechar diversas vias do Rio em retaliação à megaoperação. Veja no mapa abaixo. VÍDEOS: em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1
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28/10 - Instagram x realidade: como Bali virou vítima de seu próprio sucesso nas redes sociais
Turistas se queixam nas redes sociais sobre a 'diferença entre as expectativas e a realidade' na ilha de Bali, na Indonésia Getty Images via BBC Bali, o famoso paraíso tropical da Indonésia, vem cativando os turistas há muitos anos. Mas também vem deixando cada vez mais pessoas desiludidas, como aconteceu recentemente com Zoe Rae. "Desde que aterrissamos em Bali, algo parecia estar errado", conta ela, em um vídeo gravado em julho no seu quarto de hotel e publicado no YouTube. "Viemos para Bali com muitas expectativas porque havíamos visto todos se divertindo nas redes sociais. Mas, se você tirar uma foto da cafeteria e afastar o zoom, verá qual é a realidade." 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Viajantes indicam os 10 lugares mais românticos do mundo Rae não descreveu a realidade que ela observou, nem respondeu às perguntas encaminhadas pela BBC antes da publicação desta reportagem. Mas o que ela encontrou foi suficientemente inquietante para que ela reservasse um voo de última hora para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para continuar ali a comemoração do seu aniversário de casamento. E não é preciso ir muito longe para encontrar pistas. No auge do turismo, os congestionamentos em Bali aumentaram Getty Images via BBC As redes sociais estão repletas de publicações sobre "expectativas vs. realidade" em Bali. São imagens de pessoas comendo em um restaurante junto à praia, observando o pôr do sol. Ao lado delas, pilhas de lixo se espalham ao longo das frágeis escadas que levam para o local. Em outra foto, uma pose de biquíni em frente a uma cascata, enquanto uma enorme fila de turistas espera sua vez, sobre rochas escorregadias. Ou smoothies ao ar livre, com canudos de bambu, ao lado de motocicletas soltando fumaça, sem conseguir andar nas ruas congestionadas. Milhões de pessoas viajam para Bali todos os anos, em busca do Shangri-lá espiritual prometido no livro e no filme Comer, Rezar, Amar (2010). Mas o que elas encontram são multidões, trânsito e o barulho das obras, que se intensificaram com o auge do turismo, após a pandemia de covid-19. A poluição com plástico é um problema sério em determinadas praias de Bali Getty Images via BBC A crescente tensão na ilha provocou muitas queixas e gestos de incredulidade. Mas, em setembro, os acontecimentos tomaram um rumo sombrio. Mais de uma dezena de pessoas morreram em inundações incomuns na ilha. As autoridades afirmam que a má gestão dos resíduos e o desenvolvimento urbano descontrolado agravaram a situação. Desde então, o governo local anunciou que irá restringir as novas construções. Mas muitos consideram que essas medidas são insuficientes e chegaram tarde demais. Como Bali chegou a esta situação, depois de ter sido considerada por décadas o "último paraíso"? LEIA MAIS: Comissária da Emirates viraliza ao revelar salário e mostrar apartamento Saiba por que os trens não têm cinto de segurança? Comissária da Emirates viraliza no TikTok ao revelar quanto ganha e benefícios que recebe #Bali no Instagram Aventureiros ocidentais visitam Bali desde o início do século 20. A ilha era considerada um local exótico e afastado, que abrigava templos hindus e campos de arroz. Em Bali, existe profunda espiritualidade e respeito pela natureza. Macacos, vacas e pássaros possuem significado sagrado. Os moradores locais acreditam que as grandes árvores antigas abrigam espíritos e que o monte Batur, um vulcão popular e ideal para caminhadas, é protegido por uma deusa. Bali foi "um dos primeiros lugares onde se falou de utopia, grande beleza e cultura", afirma a escritora de viagens Gisela Williams. Ela mora em Berlim, na Alemanha, e visita a ilha desde os anos 1990. "A cultura hindu balinesa foi quem criou este mito local", destaca ela. Na última década, o turismo em Bali disparou, passando de 3,8 milhões de visitantes em 2014 para 6,3 milhões, no ano passado. Em 2025, a ilha aparentemente baterá um novo recorde. Bali está a caminho de receber mais de sete milhões de turistas estrangeiros. Mais do que pelas suas tradições únicas e seus locais idílicos, a ilha atualmente é mais conhecida pelos seus clubes de praia e casas de surfe. É fácil conseguir álcool e o uso de menos roupa é mais aceitável em Bali do que no restante da Indonésia, o maior país muçulmano do mundo. E a maioria dos visitantes também quer mergulhar nos luxuosos hotéis, pousadas e spas da ilha. "Muitos ocidentais realmente aproveitam a acessibilidade de um estilo de vida de luxo", segundo Williams. "Desde que as redes sociais tomaram o controle, elas se tornaram uma forma muito superficial de compreender um lugar... Você vê apenas uma foto e viaja em seguida." Na década de 1990, os turistas visitavam Bali, atraídos pelas tradições únicas da ilha Getty Images via BBC A desilusão de Zoe Rae com a realidade que encontrou em Bali questiona a imagem idealizada de muitos visitantes ocasionais. Em resposta à sua publicação, a criadora de conteúdo britânica Hollie Marie, que mora em Bali, alertou em um vídeo no TikTok que "simplesmente pesquisar Bali no Instagram trará uma realidade distorcida da ilha em si". "O problema em Bali é que as pessoas vêm para cá e ficam apenas em certas regiões porque querem ver cafeterias bonitas e visitar lugares instagramáveis", explica Marie à BBC. "E esquecem que Bali é uma ilha culturalmente muito rica." As pessoas que vivem ali, ou exploraram além dos lugares mais óbvios, irão dizer que a beleza natural de Bali está viva e radiante, desde o avistamento de golfinhos e explorações submarinas até a exuberante paisagem do norte da ilha, mais tranquilo. Bali é "muito, muito mais" do que os "lugares de festa" que os turistas costumam visitar, segundo Canny Claudya. Ela se mudou da capital da Indonésia, Jacarta, para Bali. "Se você acha que Bali está superlotada, é porque não está nos lugares adequados." Os clubes de praia são um grande atrativo da ilha, com suas impressionantes vistas do entardecer Getty Images via BBC 'Deteriorando-se dia após dia' Ainda assim, os moradores locais afirmam que sua ilha mudou, sem dúvida, devido às exigências do turismo. E, quando ouvem queixas de que aquele não é o paraíso que os visitantes esperavam, alguns destacam a ironia desses comentários. "Quando os turistas dizem que estão decepcionados porque Bali está mais concorrida, eles também fazem parte dessa multidão", afirma o pesquisador balinês I Made Vikannanda. Ele defende a proteção da natureza e da população da ilha. "É como quando estamos em um engarrafamento e nos perguntamos: 'Por que há tanto tráfego?'", exemplifica ele. "Mas nós estamos em um carro. Somos nós que dirigimos o carro, somos nós que provocamos o tráfego." Ni Kadek Sintya, de 22 anos, recorda uma época em que costumava percorrer na sua scooter as tranquilas estradas de Canggu, no litoral sudoeste da ilha, passando pelos arrozais onde parava para comer. Cinco anos depois, Canggu sofre com alguns dos maiores congestionamentos de Bali. O trajeto de Sintya até seu trabalho, em um resort, é repleto de pousadas e cafeterias. As buzinas de motoristas impacientes a acompanham por todo o caminho. "Não me dou ao trabalho de parar, muito menos descansar ali", ela conta. "Agora, sempre que passo pelo lugar onde costumava me sentar, sinto uma grande tristeza. Sinto que Bali está se deteriorando dia após dia." As estreitas estradas de Canggu, no sudoeste de Bali, que atravessavam campos de arroz, agora estão repletas de construções Ade Mardiyati via BBC À medida que o turismo aumenta, os hotéis, cafeterias e bares vão se expandindo a partir do congestionado sul da ilha. O último destino da moda é Canggu, antes uma tranquila vila de pescadores que passou a atrair surfistas de todo o mundo. Canggu segue os passos de outros locais da ilha, como Uluwatu e Seminyak, que eram tranquilos, mas se transformaram à medida que os turistas buscam novas "joias ocultas". Esta migração fez com que cafeterias da moda, academias e espaços de co-working surgissem ao longo de estreitas rodovias rurais. Pererenan, no norte de Bali, vem sendo aclamada como um Canggu mais tranquilo. E, ainda mais ao norte, nas florestas de Ubud, complexos turísticos são anunciados como santuários para escapar do rebuliço do sul. "É uma verdadeira encruzilhada", segundo Marie. "De um lado, sempre é bom incentivar as pessoas a visitar diferentes regiões... mas acredito que isso também traz um risco, pois animará as pessoas a construir em todo e qualquer lugar." "As pessoas cuidam de Bali meio que como se fosse um parque de diversões", lamenta ela. Os complexos turísticos das florestas do norte de Bali são anunciados como refúgios para escapar do rebuliço do sul da ilha Getty Images via BBC Não passa um mês sem que turistas mal comportados apareçam nas manchetes da imprensa. Eles se envolvem em acidentes graves dirigindo motos embriagados ou sem capacete. Há casos de estrangeiros deportados por andar nus em locais sagrados e outros enfrentam problemas causados por brigas sob o efeito do álcool. Somam-se às recentes tensões os milhares de cidadãos russos e ucranianos que se instalaram em Bali para fugir da guerra. O diretor da Agência Nacional de Narcóticos da Indonésia alertou recentemente sobre o problema cada vez maior causado pelos russos e ucranianos dedicados a atividades criminosas em Bali. Como muitas outras pessoas em Bali, Ni Kadek Sintya depende do turismo para ganhar a vida Ade Mardiyati via BBC Limpeza O ressentimento local vem se agravando e os justiceiros das redes sociais denunciam publicamente os turistas que se comportam mal. Mas os balineses mantêm sua hospitalidade mundialmente famosa. "Muitos turistas pensam que, como são eles que gastam dinheiro na nossa ilha, nós, moradores locais, deveríamos aceitar tudo o que eles fazem", segundo Sintya. Como muitas outras pessoas da sua geração, ela hoje depende da estabilidade proporcionada pela sua carreira no setor turístico. "Eu me sinto em uma armadilha porque vivemos do turismo", descreve ela. "Se deixarmos de receber turistas, vamos viver do quê?" No mês passado, ocorreram as piores inundações verificadas em Bali em uma década, destacando o problema da gestão de resíduos na ilha Getty Images via BBC Apesar do "crescimento descontrolado" do turismo, Vikannanda acredita que "o desenvolvimento de Bali e a harmonia com a natureza ainda podem ser mantidos". "Continuo otimista, especialmente com a participação dos jovens", afirma ele. De fato, empresas e ativistas colocaram em marcha iniciativas para incentivar o desenvolvimento sustentável — desde a educação sobre a gestão de resíduos até a limpeza das praias. As autoridades, criticadas por não regulamentar suficientemente o turismo, também estão tentando limpar a ilha. No início deste ano, Bali proibiu os plásticos descartáveis e publicou diretrizes de comportamento para os visitantes. O objetivo é "garantir que o turismo em Bali continue sendo respeitoso, sustentável e em harmonia com nossos valores locais". A polícia foi destacada para as regiões mais populares, para garantir que os visitantes cumpram as normas. "O governo indonésio finalmente compreendeu que Bali também é um bem natural, não apenas um mercado turístico a ser explorado", explica à BBC Maria Shollenbarger, editora de viagens da revista How To Spend It, do jornal britânico Financial Times. "Bali, em muitos sentidos, é uma prova de fogo para o turismo excessivo", afirma ela. "Mas, independentemente do lugar do mundo aonde você for, acredito que é importante que as pessoas tenham em mente que é sua responsabilidade, como turista, comportar-se no destino de forma responsável." Bali Unsplash/arty
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28/10 - Por que fazer 'piada' sobre bomba ou itens proibidos em aeroportos também é crime? Entenda
Por que fazer 'piada' sobre bomba ou itens proibidos em aeroportos também é crime? Entenda - "Tem algum item proibido na sua bagagem?" - "Só se for uma bomba..." O diálogo, aparentemente inocente, levou uma passageira a ser detida pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Brasília neste domingo (26). A mulher, identificada como Karyny Virgino Silva, até explicou que era só uma brincadeira. Mas, não teve jeito: a PF descartou a presença de explosivos e, ainda, assim, prendeu Karyny em flagrante (veja detalhes abaixo). Mulher é presa no Aeroporto de Brasília após falsa ameaça de bomba ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Dizer que está levando um explosivo ou fazer qualquer ameaça do tipo, mesmo como brincadeira, é crime – no Brasil e em boa parte dos países. A legislação brasileira trata qualquer menção a explosivos em aeroportos como ameaça à segurança de voo. Segundo especialistas, a fala é capaz de gerar pânico, mobilizar forças de segurança e interromper operações, ainda que, na prática, não haja risco real. O que diz a lei ⚖️ De acordo com o artigo 261 do Código Penal Brasileiro, colocar em risco a segurança de transporte público, como aviões, trens ou navios, é crime, com pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa. “Art. 261 — Expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar a navegação marítima, fluvial ou aérea.” Área de check-in do aeroporto, em imagem ilustrativa Lucas Marreiros/g1 Na prática, isso significa que qualquer declaração que sugira ameaça de bomba é tratada como risco real, até que a polícia comprove o contrário. O perito aeronáutico Daniel Calazans explica que, mesmo sem explosivo, a simples menção já obriga as autoridades a agir. "Se ela declarou que tinha bomba a bordo, a polícia não vai levar isso em termos de piada, não tem como. Ela vai investigar como se fosse verdade e tomar as providências cabíveis", afirma o especialista. ✈ Durante o check-in, as companhias aéreas fazem perguntas padronizadas sobre itens proibidos nas malas. A lista de itens que não podem ser despachados inclui explosivos, mas também combustíveis, gases em geral e materiais radioativos, por exemplo. O caso de Karynny não foi o primeiro a virar notícia. Veja exemplos: Agosto de 2013: uma passageira em São Paulo foi impedida de embarcar na Qatar Airlines, depois que funcionários da companhia ouviram o pai dela fazer uma piada sobre ela "não ter sido considerada terrorista". Agosto de 2019: um passageiro de 64 anos disse que estava transportando "inflamáveis" e, depois, afirmou que era "uma bomba". A ameaça era falsa, mas o homem foi retirado da aeronave em Recife e não conseguiu embarcar. Outubro de 2023: um passageiro em Teresina (PI) "brincou" que levava uma bomba na bagagem ao ser perguntado sobre itens proibidos – a aeronave teve de ser esvaziada e o voo atrasou quatro horas. Abril de 2024: os influenciadores Kel Ferretti e Igor Campioni foram retirados de um voo da Latam em Guarulhos (SP) após dizerem que iam soltar uma "bomba" no avião – em referência à ida de um deles ao banheiro. Caso em Brasília Karyny Virgino Silva ria embarcar em um voo para Confins (MG) pela Azul Linhas Aéreas, acompanhada de uma amiga – que também teve os pertences inspecionados, mas foi liberada. Ela vai responder por atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo. A defesa de Karyny afirmou à Justiça que a mulher fez a afirmação como uma "piada infeliz". "Se houve efetiva intenção (dolo específico) ou se se trata de mera brincadeira ou comentário aleatório, é questão a ser aferida em instrução, seja em sede de inquérito policial, seja em eventual ação penal", destaca trecho da audiência de custódia. Na audiência de custódia, a juíza concedeu liberdade provisória sem fiança. Karyny deverá: Comparecer a todos os atos do processo — audiências, etc. Não mudar de endereço sem avisar o juiz; Manter o endereço atualizado. A defesa de Karyny Virgino Silva afirmou à Justiça Federal que ela fazia o procedimento de check-in e despacho de mala, antes de embarcar, quando foi questionada se havia algum item proibido na bagagem. Em resposta, ela declarou: "Só se for uma bomba". Com a afirmação, a Polícia Federal foi acionada e inspecionou a mala da mulher. Mesmo sem encontrar nenhum explosivo, os policiais prenderam a mulher em flagrante e levaram ela à Superintendência da PF em Brasília. Vista aérea do Aeroporto de Brasília Bento Viana/Inframerica Quem é ela? Karyny é servidora do Banco do Brasil e iria embarcar em um voo para Confins, em Minas Gerais, pela Azul. Ela estava acompanhada de uma amiga, que também teve seus pertences inspecionados pela PF, mas foi liberada. Ao g1, a companhia aérea afirmou que "medidas como essas são necessárias para garantir a segurança de suas operações, valor primordial para a Azul". Procurado, o Banco do Brasil não quis se manifestar sobre o caso. Aeroporto de Brasília Divulgação LEIA TAMBÉM: VIOLÊNCIA CONTRA MULHER: homem espanca companheira, desfigura seu rosto e publica vídeos íntimos no DF CRIME EM CEILÂNDIA: suspeito de esfaquear motorista de aplicativo durante assalto no DF se entrega à polícia Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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27/10 - Bairro da Liberdade, no Centro de SP, é eleito um dos 25 melhores destinos turísticos do mundo por renomado guia de viagens
Bairro da Liberdade é eleito um dos 25 melhores destinos turísticos do mundo O bairro da Liberdade, na região central da cidade de São Paulo, foi eleito um dos 25 melhores destinos do mundo para viajar em 2026, segundo o ranking Best in Travel 2026, da Lonely Planet, editora referência em guias e revistas de viagem. O levantamento elenca diferentes lugares e experiências em todos os continentes. O distrito é o único representante brasileiro nessa categoria de “melhores destinos”. A Liberdade ganhou o selo de “melhor para o cruzamento de cultura e gastronomia”. Reduto da maior comunidade japonesa fora do Japão, o bairro se destaca pela forte herança cultural asiática e suas ruas decoradas com lanternas típicas. Famosa entre paulistanos e turistas, a Liberdade reúne uma grande variedade de comércios, feiras e restaurantes orientais. Bairro da Barra Funda, no Centro de SP, é eleito o 3º mais 'cool' do mundo por revista britânica A publicação da Lonely Planet ressalta também a memória negra do bairro. No fim da Rua dos Aflitos, fica a Capela dos Aflitos, igreja construída em 1779 onde havia um cemitério de escravizados. Entre as recomendações que o turista não pode deixar de fazer estão a Feira da Liberdade, aos finais de semana, e um passeio no Jardim Oriental, além de explorar as lojas de anime e itens asiáticos. Programa Ruas Abertas no bairro da Liberdade, em São Paulo CRIS FAGA/ESTADÃO CONTEÚDO Público no bairro da Liberdade, em SP ROBERTO SUNGI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Veja também: Ambulantes tomam conta do Ruas Abertas na região da Liberdade, em SP
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26/10 - Por que os trens não têm cinto de segurança?
Trem em estação de Berlim, na Alemanha Daniel Abadia/Unsplash Os trens de fato não são o meio de transporte mais comum no Brasil. Mas se você já viajou pela ferrovia Vitória-Minas, a Estrada de Ferro Carajás ou mesmo em um trem europeu, deve ter notado uma característica particular: não há cintos de segurança. Os carros têm, os ônibus e os aviões também, mas nos trens eles não são obrigatórios nem comuns. No Brasil, por exemplo, o cinto de segurança é obrigatório apenas nos assentos reservados para pessoa portadora de deficiência. A razão, segundo especialistas, não é a falta de preocupação com a segurança, mas sim uma combinação de fatores técnicos, práticos e econômicos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para começar, os acidentes ferroviários são extremamente raros. Dados da Comissão Europeia de 2019 indicam que o risco de morte para um passageiro de trem na União Europeia é de apenas 0,09 morte por bilhão de quilômetros percorridos, cerca de 28 vezes menor do que no transporte por automóvel. Diante dessa baixa taxa de acidentes, equipar todos os trens com cintos seria um gasto difícil de justificar, segundo o IFL Science. Mas a explicação vai além dos custos. Os trens são projetados de forma muito diferente dos carros: os passageiros podem viajar em pé, caminhar entre os vagões ou trocar de assento. Essa variedade de posições impossibilita garantir o uso do cinto no momento de um acidente. Neste cenário, os passageiros que circulam livremente podem se tornar projéteis humanos, colocando os demais em risco. Um relatório de segurança ferroviária explica que a maioria das lesões em acidentes de trem ocorre devido ao impacto dos passageiros contra os assentos. No entanto, nos trens, eles são projetados para absorver o choque e limitar o movimento corporal, reduzindo a gravidade das lesões. Nesse contexto, os cintos de segurança não trariam uma melhoria significativa e, em alguns casos, poderiam até piorar os resultados. LEIA MAIS: Tradução em tempo real pode revolucionar as viagens internacionais Como é viver nas cidades com tecnologia mais avançada do mundo Trem de passageiros no Japão Siborey Sean/Unsplash Pouco prático Pesquisadores também testaram a instalação de cintos de segurança de três pontos, semelhantes aos usados em automóveis. Os resultados foram mistos: os passageiros que os usavam sofriam menos lesões e os que não os utilizavam saíam mais prejudicados ao colidir com assentos mais rígidos. Entretanto, chegou-se a detectar um aumento de lesões cervicais em mulheres de baixa estatura e adolescentes. Além disso, o cinto de segurança de três pontos não pode ser facilmente adaptado aos assentos existentes dos trens, o que exigiria a substituição de toda a infraestrutura interna dos vagões. Veja também: Voo sem bagagem de mão? Entenda como funcionam as tarifas em viagens internacionais Voos mais baratos sem opção de bagagem de mão valem a pena? Assim, instalar cintos de segurança em trens também seria pouco prático. Segundo o jornal americano The New York Times, a opção mais simples e econômica — o cinto de dois pontos usado em aviões — não protegeria adequadamente os passageiros em trens, que se movem lateralmente, além de para frente e para trás. Em teoria, se todos os passageiros permanecessem sentados e com os cintos afivelados durante toda a viagem, os cintos poderiam melhorar a segurança. Mas isso quebraria a essência da experiência de viajar de trem, em que os passageiros valorizam a liberdade de se movimentar, levantar-se ou ir até o vagão-restaurante. "Isso tem sido considerado por muitos anos", explicou em 2017 Steven R. Ditmeyer, ex-diretor de pesquisa e desenvolvimento da Administração Federal Ferroviária dos Estados Unidos, ao site Global News. "Em nenhum lugar do mundo se usam cintos de segurança em trens. As pessoas gostam de viajar de trem justamente pela liberdade de se levantar e caminhar, e os funcionários não querem ter que obrigar os passageiros a usar cintos." Portanto, ao menos por enquanto, a resposta parece clara: os cintos de segurança não são necessários nos trens, não porque não sejam importantes, mas porque o design, a segurança estrutural e a baixa taxa de acidentes fazem com que viajar sem eles continue sendo uma das formas mais seguras de locomoção.
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23/10 - De queda a 120 km/h a montanha-russa invertida: as atrações do parque de SC que desbancou a Disney em lista
Beto Carrero World, em Penha (SC) Divulgação 🎢O parque temático Beto Carrero World, considerado o segundo melhor do mundo pelo Travelers’ Choice Awards 2025, recebe cerca de 2,7 milhões de visitantes por ano em Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina e é conhecido pela coleção de brinquedos radicais. O espaço que desbancou até mesmo os complexos da Disney no ranking anual, divulgado há alguns meses, fica a cerca de 123 km de Florianópolis e 39 km da badalada Balneário Camboriú. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Cruzes, lápides e caixões: Beto Carrero inaugura área para fumantes com tema de cemitério 🎡 O parque, que já chamou a atenção por ser o destino mais buscado por viajantes com dúvidas sobre passagens no Brasil e por inaugurar área para fumantes com tema de cemitério, tem 14 milhões de metros quadrados, sendo 23% de área construída. 🎠Há atrações para todos os gostos, de brinquedos radicais, a espetáculos e cinema 3D. Para quem é mais aventureiro, o parque recomenda ir nos brinquedos: "Rebuliço", "Big Drop", "Fire Whip" e "Star Mountain" (veja mais abaixo). A mais recente, inaugurada neste mês, também tem feito sucesso: no Hot Wheels Turbo Drive, famílias pilotam um carrinho em tamanho real e enfrentam tubarões, dinossauros e dragões na pista. ➡️O g1 preparou um guia com as principais atrações do parque e tudo que você precisa saber para curtir um dia de diversão no Beto Carrero World (veja abaixo). Big Drop A Big Drop (antiga Big Tower) tem 100 metros, altura equivalente a um prédio de mais de 30 andares. Na queda, o elevador chega a uma velocidade de 120km/h. Recentemente, uma idosa de 88 anos viralizou as encarar a atração, uma das mais radicais do parque; Big Tower no Beto Carrero World Divulgação Rebuliço Segundo o parque, o Rebuliço fica na área Cowboyland e desafia a gravidade em um voo acrobático com diversos loops. A altura mínima para brincar é de 1,20 metro. Rebuliço no Beto Carrero World Divulgação FireWhip Inaugurada em 28 de dezembro de 2008, a FireWhip é a primeira montanha-russa invertida do Brasil, onde o trilho fica sobre a sua cabeça e seus pés ficam pendurados. Promove uma sensação de voo em 700 metros a quase 100km/h, com cinco loopings. Fire Whip é uma das atrações mais radicais do parque Beto Carrero World/Divulgação Star Mountain Com uma queda inicial de 35 metros de altura, a Star Mountain é uma das maiores montanhas-russas da América Latina, segundo o parque. São dois loopings durante o percurso. A altura mínima para entrar no brinquedo é de 120 cm. Star Mountain no Beto Carrero Divulgação Hot Wheels Epic Show O Hot Wheels Epic é uma apresentação de veículos em alta velocidade com manobras radicais. Ela ocorre todos os dias, às 13h30, na área temática do Hot Wheels. Os carros foram projetados pelo Beto Carrero World, em conjunto com a Mattel. Turbo Drive, atração da Hot Wheel é uma das atrações mais radicais do parque Divulgação Spin Blast Ainda na lista de atrações radicais, o Spin Blast é um disco gigante para 40 pessoas que gira em cima de um trilho com o formato de onda. Spin Blast no Beto Carrero World Divulgação 10 melhores parques pelo Travelers’ Choice Awards 2025 Ferrari World Yas Island, Abu Dhabi Beto Carrero World, Penha, Brasil Waterbom Bali - Kuta, Indonésia Heide Park - Soltau, Alemanha Le Puy du Fou - Les Epesses, França Beach Park - Aquiraz, Brasil The Web Adventure Park - Wigginton, Reino Unido Paultons Park, Home of Peppa Pig World - Romsey, Reino Unido Drayton Manor Park - Tamworth, Reino Unido Escape Penang - Penang Island, Malásia ASSISTA: Idosa de 88 anos encara torre de queda livre de 100 metros de altura no parque VÍDEO: Idosa de 88 anos realiza sonho e encara torre de queda livre no Beto Carrero em SC VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
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23/10 - Comissária da Emirates viraliza no TikTok ao revelar salário e mostrar apartamento em Dubai
Comissária da Emirates viraliza no TikTok ao revelar quanto ganha e benefícios que recebe A comissária de bordo argentina Victoria Capano, de 28 anos, viralizou nas redes sociais ao falar sobre salários, benefícios e requisitos de trabalho na Emirates, uma das maiores companhias aéreas do mundo. O vídeo em que fala sobre remuneração foi publicado há cerca de dois meses e segue circulando nas redes. Ele soma 460 mil visualizações e mais de 35 mil comentários no TikTok. Nele, a comissária explica que o salário base do seu cargo na Emirates é de AED 4,9 mil por mês (cerca de R$ 7,3 mil). A esse valor se somam AED 69,6 (cerca de R$ 100) por hora de voo, segundo ela descreve na legenda. ➡️AED é a abreviação de dirham, a moeda oficial dos Emirados Árabes Unidos. Com uma média de 80 a 100 horas de voo por mês, ela calcula que o salário mensal chega, em média, a AED 11,2 mil (cerca de R$ 16,5 mil). Segundo Victoria, remuneração é um tema pouco falado abertamente, mas muito relevante. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Sapato no cofre e cabide na cortina: os truques de uma comissária de bordo para você não se dar mal em hotéis Comissária de bordo argentina revela salário e benefícios na Emirate Reprodução/TikTok ✈️​Moradia, benefícios e treinamento Além do salário, Victoria destaca os benefícios oferecidos pela Emirates aos comissários de bordo, como moradia e transporte. Ela conta que mora em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em um apartamento "totalmente equipado" custeado pela empresa. Em um dos seus vídeos, ela mostra o local (veja no início da reportagem). De acordo com o site oficial, os funcionários moram em apartamentos compartilhados com até dois colegas, mas cada um tem o seu próprio quarto. Victoria Capano, comissária da Emirates Reprodução/TikTok No vídeo, Victoria também diz que tem acesso a descontos em voos e hotéis pelo mundo, tanto da Emirates quanto de outras companhias. A comissária também respondeu nas suas redes sociais perguntas sobre o processo de seletivo para o cargo e sobre o seu contrato. 📝Ela conta que passou por um treinamento inicial de dois meses em Dubai, realizado inteiramente em inglês. Além disso, ela destaca que não é permitido ter tatuagens visíveis fora do uniforme, e que os candidatos precisam ter pelo menos 21 anos e 1,60 metro de altura. Victoria também explicou que os contratos de comissários de bordo com a Emirates têm duração de três anos, podendo ser renovados se a empresa concordar. Veja mais: Sem bagagem de mão? Entenda como funcionam as tarifas mais baratas em voos internacionais Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros Comissária de bordo ensina "gambiarras" de hotel
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22/10 - Museu do Louvre reabre para visitantes pela primeira vez após roubo de joias
Louvre reabre pela primeira vez desde o roubo de joias O Museu do Louvre, um dos mais famosos e o mais visitado do mundo, reabriu nesta quarta-feira (22), três dias após oito joias serem roubadas em um crime cinematográfico. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A sala invadida pelos criminosos – a Galeria de Apolo – continua fechada. Na segunda-feira (20), dia seguinte do roubo, o local amanheceu fechado e com segurança reforçada. O museu normalmente não abre às terças, e o funcionamento foi retomado nesta quarta. Seguranças armados foram vistos em frente ao museu. Na segunda-feira, usaram até cães farejadores para reforçar o perímetro. O ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, afirmou na segunda-feira que mandou reforçar a segurança nos arredores de museus e instituições culturais após o roubo. Ladrões invadiram o Louvre na manhã de domingo usando um guindaste, quebraram uma janela da Galeria de Apolo, que abriga itens que pertenceram à realeza francesa, e roubaram joias da coroa com um valor estimado de 88 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 550,2 milhões, em uma operação que durou sete minutos. Ao menos quatro suspeitos estão envolvidos no crime e ainda estão à solta, segundo a polícia. O local foi fechado e os turistas tiveram que evacuar o museu. (Leia mais detalhes abaixo) Muitos turistas se amontoaram perto da entrada do museu na manhã de segunda, porque já estavam na fila para entrar no museu e foram avisados que a visitação foi cancelada apenas uma hora após o horário previsto para a abertura. Visitantes fazem fila em 22 de outubro de 2025, dia da reabertura do Museu do Louvre após roubo de joias Thibaud Moritz/AFP Museu do Louvre reabre no dia 22 de outubro de 2025 com a Galeria de Apolo fechada; espaço que abrigava joias foi roubada Gonzalo Fuentes/Reuters Visitantes no Louvre em reabertura nesta quarta (22) Reprodução/Reuters Guardas no Louvre nesta quarta (22) Reprodução/Reuters Visitantes perto da Pirâmide de vidro do Louvre observam, por trás de alambrado, placa anunciando que museu permaneceria fechado em 20 de outubro de 2025 após roubo de joias. REUTERS/Benoit Tessier Muitos dos turistas criticaram a falta de aviso prévio. “Planejei este dia por meses”, disse à agência de notícias Reuters o colombiano Samuel Joya. “Eles deveriam ter nos avisado ontem à noite”, disse o visitante americano Michael Dalton. Os ministérios da Cultura e do Interior realizaram reuniões de emergência nesta segunda-feira, mas não deram uma data para a reabertura do museu até a última atualização desta reportagem. As autoridades prometeram reembolsos aos visitantes que não conseguiram visitar o museu. O roubo gerou indignação na França. Nesta segunda-feira, o ministro da Justiça francês, Gérald Darmanin, classificou o caso como “deplorável” e disse que “falhamos”. Darmanin afirmou também que o roubou "prejudica a imagem" do país. Segurança com cão de guarda próximo à Pirâmide de vidro do Museu do Louvre após roubo de joias em 20 de outubro de 2025. Benoit Tessier/Reuters LEIA TAMBÉM: VÍDEO E FOTOS: Veja joias do Louvre que foram levadas por ladrões; diamante de US$ 60 milhões ficou ROUBO: o que se sabe sobre o crime no Louvre, que fechou o museu mais visitado do mundo MACRON: presidente da França promete recuperar joias e punir suspeitos por roubo no Louvre Veja abaixo o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o crime que deixou o mundo em choque. Como foi o roubo? A invasão ocorreu por volta de 9h30 (madrugada no Brasil), cerca de 30 minutos após a abertura do museu. Segundo as autoridades francesas, ao menos quatro suspeitos participaram do roubo. Dois invadiram o Louvre pela fachada voltada para o Rio Sena usando um guindaste acoplado a um caminhão e arrombaram uma janela. O veículo estava estacionado ao lado do museu. Dentro da Galeria de Apolo, os ladrões quebraram as vitrines para pegar as joias. Depois, fugiram de moto com os comparsas. O que foi levado e o que não foi? Nove peças foram levadas, segundo o Ministério Público da França, mas uma delas já foi recuperada, após ser encontrada danificada em uma rua próxima ao museu. É a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas. Coroa da imperatriz francesa Eugênia, uma das peças roubadas do museu do Louvre em 19 de outubro de 2025 Museu do Louvre/Divulgação Alguns dos itens que permanecem desaparecidos: Coroa com safiras e quase 2.000 diamantes. Colar com oito safiras do Sri Lanka e mais de 600 diamantes da rainha consorte Maria Amélia. Colar e brincos da imperadora Maria Luisa, segunda esposa de Napoleão Bonaparte, com 32 esmeraldas e 1.138 diamantes. Broche com 2.634 diamantes da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, adquirido pelo Louvre em 2008 por € 6,72 milhões - cerca de R$ 42,2 milhões. Colar e brincos da imperatriz francesa Maria Luisa, que está entre as peças roubadas por ladrões do museu do Louvre, em Paris, em 19 de outubro de 2025. Divulgação/ Museu do Louvre O item mais caro da coleção não foi levado. É o diamante Regent, de 140 quilates, avaliado em US$ 60 milhões (cerca de R$ 377 milhões), segundo estimativas da casa de leilões Sotheby's. O que se sabe sobre os ladrões? Ninguém foi preso até agora, nem identificado. Os investigadores vão avaliar imagens de câmeras de segurança e interrogar funcionários para tentar chegar aos suspeitos. As autoridades também buscam saber se há envolvimento de algum trabalhador do museu para facilitar a entrada dos ladrões, que usavam coletes amarelos como disfarce. Todas as hipóteses são consideradas, disse Laure Beccuau, promotora de Paris. Uma das linhas de investigação, segundo ela, é que o roubo tenha sido encomendado por um colecionador. O envolvimento do crime organizado não está descartado. Neste caso, afirmou ela, as joias poderiam ser usadas em transações para lavar dinheiro de origem ilegal. "Hoje em dia, tudo pode estar ligado ao narcotráfico, dadas as somas significativas de dinheiro obtidas." Foto mostra janela por onde entraram os ladrões do Museu do Louvre Gonzalo Fuentes/Reuters O que disseram as autoridades? O presidente Emmanuel Macron, prometeu recuperar as joias roubadas e afirmou que os criminosos serão punidos e "levados à Justiça" em um post na rede social X. "O roubo do Louvre é um ataque a um patrimônio que prezamos porque faz parte da nossa história. Recuperaremos as obras e os responsáveis ​​serão levados à justiça. Tudo está sendo feito, em todos os lugares, para alcançar esse objetivo, sob a liderança do Ministério Público de Paris", disse. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, lamentou o crime e afirmou que as peças roubadas tinham um "valor inestimável". "Eles claramente fizeram um reconhecimento prévio. Parecem muito experientes. Essas joias tinham valor inestimável, eram um verdadeiro patrimônio", declarou o ministro. A ministra da Cultura do país, Rachida Dati, afirmou que ninguém ficou ferido na ação criminosa. Os relatos de quem estava no museu na hora do crime Exclusivo: vídeo de brasileira registra pancadas dos ladrões na janela do Museu do Louvre A brasileira Aline Lemos Ferreira registrou em vídeo o momento em que fortes pancadas foram ouvidas nas janelas da Galeria de Apolo, pouco antes da invasão. Veja acima. Aline contou que filmava a entrada da sala e o teto, quando o barulho chamou sua atenção e a fez interromper a gravação. “Eu estava bem próxima da janela no momento, quando começou um barulho de batidas bem alto. Nesse momento a funcionária da sala já alertou todos para saírem correndo. O museu tinha acabado de abrir, então não tinha quase ninguém nesse salão ainda", relatou. Os brasileiros Karen Ligeiro Schlickmann, de 31 anos, e Danilo Carvalho Gomes, de 36, estavam visitando o museu pela primeira vez e contaram que perceberam uma movimentação estranha antes de serem abordados pelos seguranças para deixarem o local. "Estávamos no nível 1 do museu, indo em direção à sala da Mona Lisa, quando percebi uma correria no sentido contrário. Acabou virando quase que uma manada de pessoas correndo, seguindo para a escada rolante", contou Danilo. Brasileiro mostra evacuação no Museu do Louvre, em Paris, após assalto de joias Qual é a importância do Museu do Louvre? O Louvre é o museu mais visitado do mundo e tem mais de 33 mil obras no acervo. São tesouros de civilizações antigas, mobiliários, esculturas e pinturas de mestres das artes. O museu recebeu quase nove milhões de visitantes no ano passado, sendo 80% estrangeiros. A estrela maior do Louvre é a Mona Lisa, obra de arte mais famosa do mundo. O enigmático retrato foi pintado por Leonardo da Vinci, gênio do Renascimento italiano. Mona Lisa, obra mais famosa do Museu do Louvre, em Paris Julia Demaree Nikhinson/AP A Mona Lisa atrai cerca de 20 mil pessoas diariamente à Salle des États, a maior sala do museu. Em 1911, a tela pintada por Da Vinci no século 16 desapareceu de sua moldura, roubada por Vincenzo Peruggia, um ex-funcionário que se escondeu dentro do museu e saiu com a obra debaixo do casaco. A Mona Lisa foi recuperada dois anos depois, em Florença. Também estão entre as principais obras a Vênus de Milo, O casamento em Caná e a Vitória de Samotrácia. Infográfico: onde foi o roubo de joias no Museu do Louvre, em Paris Arte/g1
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22/10 - Como as traduções em tempo real podem revolucionar as viagens internacionais — e o que perdemos com isso
iPhone 17: Apple lança versões Air e Pro, além de novos Apple Watch e AirPods 3 Pro Por cerca de cinco décadas, um romance de ficção científica fez seus leitores desejarem ter um peixe na sua orelha. Os personagens do Guia do Mochileiro das Galáxias (Ed. Arqueiro, 2021), de Douglas Adams (1952-2001), compreendem qualquer idioma graças ao pequeno (e, infelizmente, fictício) peixe Babel. "Se você introduzir no ouvido um peixe Babel, poderá compreender imediatamente tudo o que for dito a você, em qualquer língua", escreveu Adams. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Agora, esse sonho da ficção científica está chegando mais perto da realidade com os novos AirPods Pro 3 da Apple, que prometem tradução ao vivo. A nova função de tradução ao vivo da Apple é uma dádiva para os viajantes, mas a dependência excessiva da tradução por IA pode nos fazer repensar por que aprendemos idiomas estrangeiros Getty Images via BBC A empresa afirma que os usuários podem escutar conversas em diversos idiomas estrangeiros e ouvir as palavras traduzidas no ouvido, com a transcrição simultânea na tela do celular. Tudo sem a necessidade de transplante de um peixe alienígena. À primeira vista, esta função tem o potencial de deflagrar uma nova onda de viagens mais tranquilas, alterando a forma como visitamos restaurantes em outros países, fazemos amigos no exterior ou pedimos orientações em uma cidade desconhecida. Mas será que esta fluência instantânea traz custos escondidos? LEIA MAIS: Entenda como funciona a tradução ao vivo dos fones da Apple iPhone 17: Apple lança versão Air, a mais fina de todas 5 diferenças entre o iPhone 17 e o iPhone 16 Tecnologia profunda, mas imperfeita A reação dos especialistas foi de satisfação. "Isso é profundo", definiu uma crítica no jornal The New York Times, referindo-se à inovação da Apple como "um dos mais fortes exemplos de como podemos usar a inteligência artificial de forma prática e integrada para melhorar a vida das pessoas". Mas a tecnologia, atualmente, está longe de ser perfeita. Uma análise de tecnologia do portal CNET relatou que o software, ocasionalmente, inseriu palavrões dispersos na tradução. Estes deslizes, porém, ocorrem com frequência nos primeiros modelos das novas tecnologias. E as falhas podem ser rapidamente corrigidas quando o desenvolvedor publica atualizações, sem falar em todas as outras marcas que, agora, irão trabalhar furiosamente para lançar ferramentas similares. Demonstração de tradução ao vivo nos AirPods Pro. Reprodução/Apple Ainda assim, mesmo neste estágio inicial, a tradução ao vivo no seu bolso poderá incentivar milhões de pessoas a viajar mais e com mais frequência. Uma pesquisa do fornecedor de cursos de idiomas Preply, realizada em 2025, concluiu que um terço dos norte-americanos pesquisados seleciona intencionalmente destinos onde eles não terão problemas com um idioma estrangeiro. Dentre os que se aventuraram a visitar países que não falam inglês, cerca de 25% afirmam terem se comunicado simplesmente falando "mais alto e lentamente", o que raramente gera uma recepção calorosa. A pesquisa também observou que 17% dos participantes, temendo o labirinto de um menu estrangeiro, se restringem às redes americanas de fast food para as refeições no exterior. Mas a tradução instantânea poderá fazer mais do que ajudar os indivíduos a mergulhar em novas culturas e iniciar conversas. Ela poderá renovar setores inteiros da economia, levando as pessoas além das cadeias familiares e das armadilhas para os turistas, canalizando renda para pequenos fornecedores locais, cujo domínio do inglês é imperfeito. A executiva de serviços financeiros Gracie Teh conta a dificuldade que enfrentou para encaminhar sua bagagem para um novo hotel, quando visitou uma minúscula cidade no Japão. Apesar de não falar inglês, o concierge "se recusou a usar o Google Tradutor ou ler o que estávamos digitando nele", lamenta ela. Teh relembra as horas que passou sem saber ao certo se teria suas roupas disponíveis nos próximos dias. "Conseguir entendê-lo em tempo real pela tradução do AirPod teria sido uma boia de salvação", segundo ela. LEIA MAIS: Veja quais países e territórios dispensam visto para brasileiros Pode levar líquidos no avião? Veja as regras para bagagem de mão A tecnologia de tradução ao vivo facilitará o trânsito por lugares como o sistema de metrô de Pequim, na China Getty Images via BBC Fluência na linha de frente A tradução em tempo real também poderá ser de enorme ajuda para os profissionais do setor de transporte. O Aeroporto John F. Kennedy em Nova York, nos Estados Unidos, emprega dezenas de milhares de profissionais de atendimento a clientes. Eles atendem viajantes que falam dezenas de idiomas. Uma única interação que saia dos trilhos devido às barreiras de idioma pode criar um gargalo que irá paralisar o fluxo de passageiros em outras partes. Este fenômeno é tão comum que tem uma expressão para defini-lo: propagação de atrasos. Airpods Pro 3 Reprodução/Apple Estudos demonstraram que uma retenção de uma hora em um único voo de uma companhia aérea de manhã pode rapidamente resultar em um atraso de sete horas em toda a sua frota, devido ao efeito dominó do atraso das suas conexões. Outra pesquisa indica que o orçamento dos aeroportos menores, mesmo reconhecendo a necessidade de funcionários multilíngues em terra, simplesmente não é suficiente para oferecer o ensino formal de idiomas. Isso pode fazer com que os funcionários pratiquem seu inglês ouvindo músicas no idioma ou assistindo a filmes com legendas. Durante o voo, os riscos são ainda maiores. Diversos acidentes fatais já foram relacionados a mal-entendidos entre o controle de tráfego aéreo e os pilotos. O que pode ser difícil de entender no dia a dia, como um forte sotaque ou uma gíria estranha, passa a ser mortal quando o assunto são vetores de voo e a pista de aterrissagem correta. Às vezes, as confusões chegam a ocorrer até mesmo entre duas pessoas que falam o mesmo idioma. Um estudo indica que, "em dois relatos, um sotaque do sul dos Estados Unidos e outro de Nova York aumentaram a dificuldade de compreensão das comunicações da aviação". As traduções assistidas por inteligência artificial poderão ajudar neste cenário, mas o treinamento humano provavelmente ainda será necessário para fornecer às ferramentas de IA o diálogo mais claro para trabalhar. Aeroporto Lucas Marreiros/g1 Vamos deixar de aprender idiomas? Da mesma forma que as calculadoras reformularam nosso relacionamento com a matemática, a tradução por IA poderá reduzir nossa motivação para falar outras línguas. Por isso, as empresas que oferecem cursos de idiomas podem enfrentar dificuldades no futuro. Ying Okuse é a fundadora da empresa Lingoinn, que organiza estadias em residências que falam mandarim na China, Taiwan e Singapura. Ela conta que os tutores de IA já são populares entre seus clientes. Mas ela considera que esta é uma tendência positiva que, na verdade, poderá ampliar a demanda. Para Okuse, "existe uma grande diferença entre o que a IA pode oferecer e a experiência imersiva no mundo real de uma estadia no exterior". Afinal, os aplicativos ainda não conseguem decodificar indicações não verbais. Seu italiano médio pode dizer muito com um movimento desdenhoso do queixo, equivalente a dizer non me ne frega, "não me importo", levantando as pálpebras ("tenha cuidado") ou beijando a ponta dos dedos. Já os britânicos e australianos costumam usar seus mais fortes insultos como uma espécie de "cola social", para gerar conexão com seus amigos próximos. Tudo isso exige experiência de campo para apreciar. "Esse tipo de aprendizado vai além das telas", explica Okuse. "O idioma, em última análise, é questão de conexão, de entender as pessoas, a cultura e as emoções." Bernardette Holmes é uma ativista que promove o multilinguismo. Ela defende seus benefícios cognitivos. Aprender um idioma, para ela, resulta em "funcionamento executivo mais forte, maior controle da atenção, maior flexibilidade cognitiva e memória funcional". Ela destaca que a tradução em tempo real pela tecnologia tem os seus usos, "mas não pode substituir a alegria de se fazer entender em um novo idioma". Tradução ao vivo nos AirPods Disponível em contas da Apple fora da União Europeia. Idiomas atuais: inglês (britânico e americano), francês, alemão, português (Brasil) e espanhol (Espanha). A serem lançados ainda este ano: mandarim (simplificado e tradicional), japonês, coreano e italiano. Funciona com AirPods Pro 2 e posteriores, com traduções nos fones de ouvido e na tela. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Travel.
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19/10 - A revolução discreta da cidade italiana que virou alternativa ao turismo excessivo de Veneza
Melhores destinos para viajar sozinho em 2025, segundo turistas; veja único sul-americano O ar está carregado de sal e manteiga quando uma tigela de tagliatelle com anchovas derretidas e ovas de bacalhau lascadas chega à minha mesa, que está ao lado do canal. O estalo agudo de uma rolha quebra o burburinho do restaurante e a garçonete serve uma taça de vinho branco local. O almoço chegou. "Esta é a rainha das manteigas", diz minha garçonete, que afirma que a manteiga alpina — Primiero Botìro — que reveste minha massa é uma especialidade regional. Produzida em áreas de montanha com leite cru em julho e setembro, ela diz, "está mais saborosa agora". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Treviso está a meia hora de distância de Veneza Alamy É setembro e estou em Treviso, um dos destinos mais discretamente deliciosos do norte da Itália e um lugar por onde muitos viajantes só passam, desembarcando aqui em voos de companhias aéreas de baixo custo e seguindo direto para a vizinha Veneza. No entanto, vale a pena parar em Treviso: uma cidade histórica murada e repleta de canais, onde o tiramisù apareceu pela primeira vez nos cardápios e o radicchio e o prosecco moldam a vida cotidiana. É um destino que tem chamado cada vez mais atenção, mais recentemente por ter se tornado a primeira cidade italiana a ganhar o European Green Leaf Award, uma iniciativa da União Europeia que reconhece os esforços ambientais de cidades menores, que tenham entre 20 mil e 100 mil moradores. Com uma população de quase 94 mil habitantes, Treviso impressionou os jurados ao transformar um aterro sanitário abandonado em um parque solar, reformar seu sistema de canais para melhorar a qualidade da água e lançar projetos de biodiversidade para limpar o ar. A iniciativa verde também está se expandindo para além da cidade, para as Colinas de Prosecco, tombadas pela Unesco, onde produtores de vinho estão adotando práticas sustentáveis ​​para combater as mudanças climáticas. Os esforços de Treviso oferecem um contraponto interessante a Veneza, a apenas 30 minutos de distância, que continua a sofrer com o turismo excessivo, a poluição de suas águas e as dificuldades de infraestrutura. A tão alardeada taxa para visitantes que permaneçam um dia na cidade antiga arrecadou milhões em receita, mas não conseguiu reduzir significativamente o número de turistas, que ainda somam em média 13 mil por dia em 2025, em comparação com 16.676 em 2024. Cidade recebeu prêmio de sustentabilidade em 2025 Alamy "Temos muito orgulho da nossa cidade", afirma Alessandro Manera, vice-prefeito de Treviso. "Foi um desafio mostrar que uma cidade italiana poderia ganhar este prêmio. O objetivo do prêmio não é ser a cidade mais bonita e verde da Europa. Trata-se de mostrar quem está melhorando." Desde o lançamento de sua missão sustentável, há sete anos, Treviso construiu quilômetros de novas ciclovias para reduzir o uso de carros, implementou programas escolares de reciclagem e plantou 6 mil árvores. As árvores, afirma Manera, desempenham um papel fundamental na melhoria da qualidade do ar no município, localizado no Vale do Pó — uma bacia natural que retém poluentes. Outro projeto fundamental foi a modernização da infraestrutura de esgoto de Treviso, que chegava a apenas 27% da população da cidade. "Já estamos em 64% e [até o 10º ano] gostaríamos de terminar em 80%", afirma Manera. "É realmente uma revolução verde, porque todo aquele esgoto estava indo para os nossos rios." Para uma cidade cercada por água, a transformação é vital. Frequentemente apelidada de "pequena Veneza" pelos moradores locais, os canais de Treviso cortam o centro histórico da cidade, com 2.100 anos de história, passando por varandas floridas e salgueiros-chorões caídos ao longo das margens. "Esta é uma cidade onde os canais são os protagonistas", diz Ilaria Barbon, guia turística da Treviso Tours. "A presença do Rio Sile foi essencial para as origens e o desenvolvimento de Treviso. Os mesmos canais e as muralhas maciças protegiam Treviso no início do século 16." Ela acrescenta que a água continua sendo fundamental para a identidade de Treviso. "Hoje, a qualidade da água é muito boa. Temos muitas fontes, algumas delas famosas, como a Dei Tre Visi ou a Delle Tette. O Free Aqua é um aplicativo que permite monitorar o abastecimento da sua garrafa [de água]. Moro a 6 km de Treviso, e a administração local está distribuindo garrafas de alumínio para todas as crianças da escola — a meta é plástico zero." Moinhos de água centenários de Treviso estão sendo revitalizados para fornecer energia a partes da cidade Alamy Essa mesma água também alimenta a indústria de Treviso há bastante tempo. Antigos moinhos de água usados ​​para moer grãos no século 16 estão espalhados pela cidade. Eles foram reativados recentemente, e um deles chega a abastecer de energia as luzes do mercado central de peixes de Treviso. "Esse é o único local hoje abastecido porque, para toda a cidade, seria impossível", diz Manera. "Mas outro grande projeto — um projeto de 25 milhões de euros — é mudar toda a iluminação pública da cidade para LED. Concluiremos isso em seis a sete meses", diz ele, estimando que isso resultará em uma economia de energia de 70%. Essa mesma busca por uma vida mais sustentável vai além da infraestrutura. A guia turística Annalisa De Martin incentiva os viajantes a explorar Treviso sobre duas rodas, realizando passeios de bicicleta pelos canais, trilhas fluviais e pela paisagem circundante, enquanto se deliciam com a gastronomia da cidade. "Sempre termino meus passeios com uma fatia de tiramisù", ela me conta: "Foi inventado aqui." Reza a lenda que a sobremesa embebida em café foi criada no século 18 por uma cafetina que administrava um bordel local. Dizia-se que o tiramisù — que se traduz literalmente como "me anima" — era oferecido como afrodisíaco aos clientes. Visite qualquer um dos restaurantes da cidade e você quase certamente o verá no cardápio. Treviso também é famosa pela produção de radicchio — um tipo de chicória vermelha de sabor ligeiramente amargo que é frequentemente consumida com queijo. Os passeios percorrem a Estrada do Radicchio, um trecho repleto de fazendas abertas a visitação "O radicchio é usado de muitas maneiras aqui", diz De Martin. "Não apenas cru, mas também para risotos e assado. Também o usamos para molhos para massas e [para fazer chutney] para queijo. Temos um bolo de radicchio chamado fregolotta e alguém uma vez até fez um tiramisù de radicchio durante nossa Copa do Mundo de Tiramisù anual." Nas colinas de Prosecco, produtores estão adotando práticas sustentáveis ​​em resposta às mudanças nos padrões climáticos Alamy Para além de sobremesas e vegetais, as colinas ondulantes de Prosecco na região refletem o mesmo equilíbrio entre terra, tradição e inovação. O enólogo Sandro Bottega, fundador da Bottega Prosecco, afirma que as mudanças climáticas estão forçando os produtores a se adaptarem. "Estamos vivenciando muitas coisas", diz Bottega, "desde a evaporação excessiva de água durante os verões quentes até o aumento de chuva e granizo durante as estações mais frias, que danificam as videiras". Ele afirma que as mudanças climáticas estão tendo um grande impacto na produção, acrescentando que "em alguns vinhedos, no ano passado, perdemos 80% [de nossas colheitas]. Este ano, serão 50%". Em resposta, produtores como Bottega estão experimentando métodos de viticultura sustentáveis ​​para reduzir seu impacto de carbono — como técnicas de adubação verde para promover a fertilidade do solo, painéis solares, usados em busca de autonomia energética, e ar-condicionado geotérmico como controle climático natural. Um sinal, talvez, de que as ambições verdes de Treviso se espalharam para além dos muros da cidade. Juntos, eles mostram como um dos destinos mais tranquilos da Itália está moldando um futuro verde; um futuro enraizado nos prazeres simples de boa comida e bebida, água limpa e ação comunitária. Visto americano: mais pessoas terão que passar por entrevista a partir do dia 2 6 das 10 rotas de voo com mais turbulência do mundo estão na América do Sul
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19/10 - Pode levar líquidos no avião? Veja as regras para bagagem de mão em voos internacionais
Regras para levar líquidos em voos internacionais Na hora de arrumar a mala de mão para um voo internacional, vale redobrar a atenção com frascos de cremes, perfumes e líquidos em geral. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece regras específicas para o transporte desses produtos, que incluem limites de volume, tipo de embalagem e até exigências para compras em free shops. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Sem bagagem de mão? Entenda como funcionam as tarifas mais baratas em voos internacionais Veja o que é permitido e o que pode ser barrado na inspeção de embarque. ⚠️Atenção: essas regras valem para líquidos (como cremes, pomadas, géis e aerossóis): transportados em bagagens de mão; por áreas de embarque internacional. Seja para voos internacionais ou em conexões domésticas que passem por essas áreas (normalmente, devido à logística do aeroporto). ➡️Como levar líquidos na bagagem de mão? Regras para transporte de líquidos em voos. Reprodução/Freepik em frascos de até 100ml; todos os frascos devem estar em uma única embalagem plástica transparente que possa ser fechada (zip lock ou semelhantes). Ela deve ter capacidade de até 1 litro e os frascos devem caber nela com folga; cada passageiro pode levar apenas uma embalagem; esta deve ser apresentada separadamente da bagagem de mão ou de itens como paletós, jaquetas e laptops na hora da inspeção de embarque. ➡️Quais as exceções? medicamentos com prescrição médica; alimentação de bebês e líquidos de dietas especiais na quantidade necessária para todo o voo (incluindo escalas). ⚠️Atenção: os passageiros também devem apresentar esses itens para inspeção de embarque. ➡️E as compras no free shop? Produtos comprados em lojas duty free nos aeroportos ou dentro do avião seguem regras específicas. Eles podem ter mais que 100ml, desde que sigam algumas exigências. Veja a seguir. Se comprados no free shop antes do embarque internacional, devem estar: em embalagens plásticas padronizadas; com o recibo de compra visível. ⚠️Atenção: se o passageiro sair da área de embarque, perde esse direito. Se comprado em outro país ou dentro do avião por quem vai fazer conexão internacional, precisam: estar em embalagens plásticas padronizadas; ter o recibo (que mostre que a compra foi feita até 48h antes do voo) visível; ter passado por inspeção com detector de líquidos explosivos e ter sido colocados em uma nova embalagem selada. ⚠️Atenção: se o aeroporto não puder fazer a inspeção, o líquido não pode ir na cabine do avião. ➡️E se o passageiro não seguir as regras? A resolução da Anac não especifica diretamente as possíveis consequências para quem descumpre as regras sobre transporte de líquidos. Mas procedimentos internacionais de segurança na aviação civil indicam que: o passageiro precisará despachar as bagagens; ou os frascos devem ser descartados na hora da inspeção. Veja mais: Hotéis deverão seguir novas regras sobre limpeza e horários de check-in e check-out de hóspedes EUA deixam top 10 dos passaportes mais poderosos pela 1ª vez; veja como Brasil influenciou queda Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros
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18/10 - Bateria de lítio provoca incêndio em voo da Air China e avião faz pouso de emergência
Bateria de lítio provoca incêndio em voo da Air China e avião faz pouso de emergência Um incêndio atingiu neste sábado (18) o compartimento de bagagem de mão durante o voo CA139 da Air China, que seguia de Hangzhou, na China, para Seul, na Coreia do Sul. A causa teria sido a combustão espontânea de uma bateria de lítio na bagagem de um passageiro. 🔎Baterias de lítio são dispositivos recarregáveis que armazenam energia usando íons de lítio. Leves e com alta densidade energética, conseguem guardar muita energia em pouco espaço, tornando-se ideais para dispositivos portáteis. Elas são amplamente usadas em celulares, tablets, laptops, câmeras, drones, power banks e também em veículos elétricos, como carros e scooters. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em um comunicado na plataforma de mídia social chinesa Weibo, a companhia aérea disse que a tripulação da aeronave agiu rapidamente, conseguiu apagar o fogo e desviou o voo com segurança para o Aeroporto Internacional de Shanghai-Pudong, na China. Não houve feridos. Vídeos publicados nas redes sociais mostram fumaça saindo do compartimento de bagagem de mão e passageiros assustados. Initial plugin text A Air China informou que ainda não se sabe se a bateria que pegou fogo estava dentro de um aparelho ou se era uma bateria extra levada na bagagem. O incidente acontece poucos meses depois de a China ter proibido, em junho, algumas baterias portáteis a bordo de voos, devido ao risco crescente de incêndios. Companhias aéreas proíbem power banks em voos foto de arquivo mostra Boeing 747 da companhia Air China Petar Kujundzic/File Photo/Reuters Governos e companhias aéreas têm endurecido as regras para o transporte dessas baterias, determinando onde elas podem ser guardadas no avião. Na China, passageiros não podem levar baterias portáteis sem certificação de segurança chinesa em voos domésticos. A regra, porém, não se aplica a baterias removíveis — justamente o tipo que causou o incêndio neste voo, segundo a Air China. Após uma série de incidentes envolvendo baterias de lítio, várias companhias aéreas da Ásia estão restringindo o uso e o transporte de power banks e outros dispositivos portáteis a bordo. Um caso recente ocorreu em um voo da Air Busan, na Coreia do Sul, quando um power bank causou um incêndio antes da decolagem. Para reduzir riscos, Coreia do Sul, Tailândia, Singapura, Taiwan e Hong Kong proibiram que passageiros armazenem baterias nos compartimentos superiores ou as utilizem durante o voo, exigindo que fiquem sob o assento ou em bolsos das poltronas. Vídeos publicados nas redes sociais mostram fumaça saindo do compartimento de bagagem de mão e passageiros assustados. Reprodução/Redes Sociais
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18/10 - Quer viver ou abrir negócio na Itália? Vila na Toscana paga até R$ 126 mil; entenda como funciona
Quer viver ou abrir negócio na Itália? Vila na Toscana paga até R$ 126 mil Radicondoli, pequeno município localizado na região de Toscana, na Itália, passou a oferecer até 20 mil euros (cerca de R$ 127 mil) para pessoas que se disponham a comprar e morar em imóveis da cidade, que conta com 960 habitantes. Já quem prefere empreender pode receber até R$ 50 mil para abrir um negócio por lá. A medida é parte de um programa lançado em 2023 e que oferece uma série de incentivos financeiros para atrair novos residentes e estimular a economia local. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O que você achou do novo formato de vídeo que abre esta reportagem? Segundo o site oficial do programa, o município dispõe de quase 300 mil euros (o equivalente a R$ 1,9 milhão) para apoiar moradores, famílias e empreendedores que queiram comprar ou alugar um imóvel na cidade. Os incentivos estão organizados em quatro áreas principais: Casa, Família, Trabalho e Energia. Dentro desses pilares, há subsídios para compra de imóveis, apoio a contratos de aluguel, incentivo à abertura ou revitalização de negócios e auxílio a famílias com crianças em escolas e creches. O programa também oferece apoio financeiro a trabalhadores que se deslocam diariamente para municípios vizinhos, além de subsídios para instalação de sistemas de aquecimento urbano ou compra de combustível para quem não está conectado à rede elétrica. “Esses incentivos estão vinculados à residência – ou seja, à escolha de viver aqui. Se você decidir se mudar e transferir sua residência para Radicondoli, damos as boas-vindas com todas as oportunidades de financiamento disponíveis”, afirma a prefeitura em nota. O objetivo do projeto é movimentar a economia local, fortalecer a comunidade e atrair novos moradores, especialmente jovens. Vila italiana está pagando R$ 120 mil para quem topar morar e empreender no vilarejo Reprodução/Visit Radicondoli Entenda nesta reportagem como funciona o programa oferecido pelo município e veja como participar. 🏠 Compra de casa para residência ➡️ Aluguel de casa para moradia 💸 Novas atividades empreendedoras 🤔 Como participar 'Workation': conheça a tendência que une viagem de lazer ao trabalho adotada por algumas empresas no Brasil 🏠 Compra de casa para residência O programa oferece subsídios para compra de imóveis, estimulando o repovoamento e a revitalização de casas e apartamentos existentes. A prefeitura concede benefícios não reembolsáveis de 15% a 25% do valor de compra, com teto de 20 mil euros (aproximadamente R$ 127 mil), para quem se comprometer a morar no imóvel por pelo menos 10 anos. Podem participar cidadãos italianos, europeus ou estrangeiros com residência legal na Itália. O imóvel deve estar localizado no município e ser destinado ao uso residencial. As inscrições vão até 31 de dezembro. A seleção considera renda familiar, composição do núcleo familiar e tempo de residência na cidade. O edital completo está disponível no site oficial da prefeitura. Volte ao menu. ➡️ Aluguel de casa para moradia Outra iniciativa oferece subsídios para novos residentes que alugarem imóveis e fixarem residência por pelo menos quatro anos. O programa faz parte do projeto Wivoa Radicondoli 3.0, com recursos de 28,4 mil euros (cerca de R$ 180 mil), distribuídos em duas modalidades: Aluguel mensal: cobre 50% do valor do aluguel, com limite de 200 euros (R$ 1,2 mil) por mês, por até 24 meses, totalizando 4.800 euros (R$ 30,5 mil). O repasse é anual e retroativo, mediante comprovação dos pagamentos. Fiança: cobre 80% do valor da garantia exigida no contrato (chamado de fidejussione na Itália), substituindo ou complementando o depósito caução, com cobertura de até dois anos de aluguel. Podem participar cidadãos italianos, europeus ou estrangeiros com residência legal na Itália, que não tenham morado em Radicondoli até fevereiro de 2024. Jovens de até 35 anos que estão saindo da casa dos pais ou familiares sem outros auxílios públicos para moradia também são elegíveis. Moradores jovens que renovarem contrato de locação também podem participar. As inscrições vão até 31 de dezembro ou até esgotarem os recursos disponíveis. Volte ao menu. Vila italiana está pagando R$ 120 mil para quem topar morar e empreender no vilarejo Reprodução/Visit Radicondoli 💸 Novas atividades empreendedoras O município oferece apoio financeiro de até 8 mil euros (cerca de R$ 50 mil), cobrindo até 50% dos custos para abrir ou assumir um negócio em Radicondoli. O valor não precisa ser devolvido e visa fortalecer o empreendedorismo, gerar empregos e impulsionar setores como turismo, comércio, agricultura e serviços. Podem participar pessoas físicas ou empresas que desejem instalar sede operacional no município. As atividades elegíveis incluem: Comércio varejista e serviços à população Artesanato Turismo e hospedagem Agricultura e agroturismo Profissionais liberais com sede no município É necessário comprovar regularidade fiscal, registrar formalmente a atividade e manter o negócio por pelo menos três anos após o recebimento do recurso. Algumas atividades, como casas de jogos, comércio de armas ou sex shops, não são contempladas. Entre os custos cobertos estão: Registro e constituição da empresa Adequação de instalações e conexão ao sistema de aquecimento Compra de equipamentos, móveis e tecnologia Obras estruturais Certificações e cursos de capacitação Publicidade e marketing O edital vai até 31 de dezembro ou até o esgotamento dos recursos. O processo de seleção é por ordem de chegada, e a prestação de contas deve ocorrer até 28 de fevereiro de 2027. Volte ao menu. 🤔 Como participar Os interessados devem enviar a documentação por meio do protocolo da prefeitura, correio ou e-mail certificado (PEC) para comune.radicondoli@postacert.toscana.it. Todos os formulários e detalhes necessários estão disponíveis no site oficial do município ou do programa WivoaRadicondoli. Para informações sobre imóveis disponíveis para venda ou aluguel em Radicondoli, é possível entrar em contato com a Agência Immobiliare VP pelos telefones +39 0588 64717 ou +39 329 0322533, pelo e-mail info@vpimmobiliare.com, ou consultando diretamente as ofertas no site da agência. Com essa iniciativa, a administração municipal busca estimular a chegada de novos moradores, valorizar o patrimônio habitacional local e dinamizar a economia da região. Mais informações sobre os diversos programas da prefeitura também podem ser obtidas pelo e-mail info@comune.radicondoli.siena.it. Volte ao menu. Empreendedores fazem de tudo por likes, mas trends exigem cautela 'Workation': conheça a tendência que une viagem de lazer ao trabalho
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18/10 - Veja quais países e territórios dispensam visto para brasileiros
Veja como tirar o passaporte Os cidadãos do Brasil podem visitar mais de 160 países e territórios sem precisar de visto, segundo a consultoria norte-americana Henley & Partners, responsável pelo ranking dos passaportes mais poderosos do mundo. Segundo a lista divulgada em 7 de outubro, brasileiros têm acesso sem visto a 169 destinos. Por outro lado, 57 países e territórios exigem o documento (veja abaixo). O ranking, chamado Henley Passport Index, é atualizado regularmente e avalia a força de cada passaporte pelo número de países e territórios que permitem entrada sem visto. Ao todo, são analisados 199 passaportes e 227 destinos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na última edição, o passaporte brasileiro apareceu em 19º lugar, empatado com Argentina e San Marino. O mais poderoso do mundo é o de Singapura, com acesso a 193 destinos. O formato do Henley Passport Index aponta as posições dos passaportes sem considerar os países que estão empatados. Por isso, se o ranking tem três países empatados em 1º lugar, o próximo grupo aparece na 2ª posição, e não na 4ª. Se considerados os países que estão à frente do Brasil no ranking, o passaporte brasileiro fica na 46ª posição. LEIA MAIS: Passaporte dos EUA deixa top 10 de ranking pela 1ª vez, e Brasil teve influência 👉Quais os documentos necessários para tirar passaporte? Emissão de visto americano a brasileiros cai 25% de janeiro a maio Veja abaixo quais destinos dispensam e quais exigem visto para os brasileiros: Países e territórios que DISPENSAM visto para brasileiros (169) *Em outubro de 2025 África do Sul Albânia Alemanha Andorra Anguilla Antilhas Francesas Antígua e Barbuda Argentina Armênia Azerbaijão Aruba Áustria Bahamas Bahrein Barbados Belarus Bélgica Belize Bermudas Bolívia Bonaire, Santo Eustáquio e Saba Bósnia e Herzegovina Botsuana Bulgária Burundi Cabo Verde Camboja Catar Cazaquistão Chile China Chipre Colômbia Comores Coreia do Sul Costa Rica Croácia Curaçao Djibuti Dinamarca Dominica Egito El Salvador Emirados Árabes Unidos Equador Eslováquia Eslovênia Espanha Estônia Etiópia Essuatini (Suazilândia) Fiji Filipinas Finlândia França Geórgia Gibraltar Granada Grécia Groenlândia Guatemala Guiana Guiné-Bissau Haiti Holanda Honduras Hong Kong Hungria Ilhas Cayman Ilhas Cook Ilhas Falkland (Malvinas) Ilhas Faroe Ilhas Marshall Ilhas Salomão Ilhas Turks e Caicos Ilhas Virgens Britânicas Indonésia Irã Irlanda Islândia Israel Itália Jamaica Japão Jordânia Kiribati Kosovo Laos Letônia Líbano Liechtenstein Lituânia Luxemburgo Macau Macedônia do Norte Madagascar Malásia Malaui Maldivas Malta Marrocos Mauricio Mayotte Micronésia Moçambique Moldávia (Moldova) Mônaco Mongólia Montenegro Montserrat Namíbia Nepal Nova Caledônia Nova Zelândia Nicarágua Niue Noruega Omã Palau Palestina Panamá Paraguai Peru Polinésia Francesa Polônia Portugal Quênia Quirguistão Reino Unido República Dominicana República Tcheca (Tchéquia) Reunião Romênia Rússia Ruanda Samoa San Marino São Tomé e Príncipe Seicheles Senegal Serra Leoa Sérvia Singapura Santa Helena Santa Lúcia São Cristóvão e Névis São Martinho (St. Marteen) São Vicente e Granadinas Sri Lanka Suriname Suécia Suíça Tajiquistão Tailândia Tanzânia Timor Leste Tonga Trinidad e Tobago Tunísia Turquia Tuvalu Ucrânia Uruguai Uzbequistão Vanuatu Vaticano Venezuela Zâmbia Zimbábue Passaporte brasileiro Agência Brasil Países e territórios que EXIGEM visto para brasileiros (57) *Em outubro de 2025 Afeganistão Arábia Saudita Argélia Austrália Bangladesh Benin Brunei Burkina Faso Butão Camarões Canadá Chade Coreia do Norte Costa do Marfim Cuba Eritreia Estados Unidos Gabão Gâmbia Gana Guam Guiana Francesa Guiné Guiné Equatorial Iêmen Ilhas Marianas do Norte Ilhas Virgens Americanas Índia Iraque Jordânia Kuwait Lesoto Libéria Líbia Mali Mauritânia México Mianmar Nauru Níger Nigéria Papua Nova Guiné Paquistão Porto Rico República Centro-Africana República Democrática do Congo República do Congo Samoa Americana Síria Somália Sudão Sudão do Sul Taiwan Togo Turcomenistão Uganda Vietnã
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16/10 - EUA deixam top 10 dos passaportes mais poderosos pela 1ª vez; veja como Brasil influenciou queda
Veja como tirar o passaporte O passaporte americano deixou de estar no top 10 dos mais poderosos do mundo e agora ocupa a 12ª posição, empatado com o da Malásia, segundo o Henley Passport Index. É a primeira vez que o documento americano fica fora do top 10 do índice, que foi criado há 20 anos pela consultoria Henley & Partners e é atualizado regularmente. A nova edição foi divulgada no dia 7. O ranking avalia a força de cada passaporte pelo número de países e territórios que permitem entrada sem visto. Ao todo, são analisados 199 passaportes e 227 destinos (Veja o top 20 abaixo). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O formato do Henley Passport Index aponta as posições dos passaportes sem considerar os países que estão empatados. Por isso, o ranking pode ter, por exemplo, três países empatados em 1º lugar, e o próximo grupo aparece na 2ª posição, e não em 4º. Atualmente, o passaporte americano garante acesso sem visto a 180 destinos, dois a menos em relação ao mês de julho, e está atrás de 36 países. O mais poderoso do mundo continua sendo o de Singapura, com acesso a 193 destinos. De acordo com a Henley & Partners, a queda dos EUA no ranking foi influenciada, entre outros motivos, pela decisão do Brasil de voltar a exigir visto de entrada para turistas americanos em abril deste ano. A medida segue o princípio da reciprocidade, já que os brasileiros também precisam de visto para viajar aos Estados Unidos. O passaporte brasileiro perdeu acesso a um destino em relação a julho, quando ocupava o 16º lugar. Agora, está em 19º, com entrada em 169 locais, empatado com Argentina e San Marino. Se considerados os países que estão à frente do Brasil no ranking, o passaporte brasileiro fica na 46ª posição. Leia também: 👉Quais os documentos necessários para tirar passaporte? Visto americano: nova regra sobre entrevista começa a valer em outubro Etias: nova autorização para entrar na Europa só vale em 2026, mas já subiu de preço Emissão de visto americano a brasileiros cai 25% de janeiro a maio Passaporte americano já foi o mais poderoso Em 2014, o passaporte dos Estados Unidos ocupava o primeiro lugar no ranking mundial. A Henley & Partners afirma que a queda do documento americano na última década está relacionada a uma “mudança fundamental na mobilidade global e na dinâmica do soft power”. “Nações que abraçam a abertura e a cooperação estão avançando rapidamente, enquanto aquelas que se apoiam em privilégios do passado estão sendo deixadas para trás”, afirmou Christian H. Kaelin, criador do Henley Passport Index. Países asiáticos e europeus dominam o topo da lista. Depois de Singapura, aparecem Coreia do Sul e Japão, com acesso a 190 e 189 destinos, respectivamente. O passaporte mais fraco do mundo é o mesmo da última versão da lista: o afegão, que dá acesso a apenas 24 destinos sem visto. O ranking é feito com base em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Passaporte americano EUA Kelly Sikkema/Unsplash Os passaportes mais e menos poderosos de 2025 Os 20 passaportes mais poderosos do mundo: Singapura (193 destinos) Coreia do Sul (190 destinos) Japão (189 destinos) Alemanha, Itália, Luxemburgo, Espanha e Suíça (188 destinos) Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Irlanda e Holanda (187 destinos) Grécia, Hungria, Nova Zelândia, Noruega, Portugal e Suécia (186 destinos) Austrália, República Tcheca, Malta e Polônia (185 destinos) Croácia, Estônia, Eslováquia, Eslovênia, Emirados Árabes e Reino Unido (184 destinos) Canadá (183 destinos) Letônia e Liechtenstein (182 destinos) Islândia e Lituânia (181 destinos) Estados Unidos e Malásia (180 destinos) Romênia (179 destinos) Bulgária e Chipre (178 destinos) Mônaco (177 destinos) Chile (175 destinos) Andorra (171 destinos) Hong Kong (170 destinos) Argentina, Brasil e San Marino (169 destinos) Israel (165 destinos) Os 10 últimos colocados: 97. República Democrática do Congo e Sudão do Sul (43 destinos) 98. Irã, Sri Lanka e Sudão (41 destinos) 99. Eritreia, Líbia e Palestina (39 destinos) 100. Bangladesh e Coreia do Norte (38 destinos) 101. Nepal (36 destinos) 102. Somália (33 destinos) 103. Paquistão e Iêmen (31 destinos) 104. Iraque (29 destinos) 105. Síria (26 destinos) 106. Afeganistão (24 destinos)
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14/10 - Apenas um hotel brasileiro aparece no ranking dos 100 melhores do mundo até agora; veja qual
Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu (PR), é o único brasileiro na lista dos melhores hotéis do mundo divulgada nesta terça-feira (14) pelo guia The World’s 50 Best Hotels. O ranking apresentado nesta etapa mostra as posições de 51 a 100 (veja abaixo) e é organizado pelo grupo 50 Best, responsável também pelas premiações que elegem os melhores restaurantes e bares do planeta. O hotel brasileiro aparece na 76ª posição. O único outro representante da América do Sul é o Palacio Nazarenas, em Cusco, Peru, na 87ª posição. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quanto custa se hospedar nos melhores hotéis brasileiros do mundo, segundo o Guia Michelin A lista completa, com os 50 primeiros colocados — que pode incluir mais brasileiros — será divulgada em breve. Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel - Foz do Iguaçu (PR) Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel, está localizado perto das cataratas Divulgação/Guia Michelin A localização é uma das características que mais chama atenção no Hotel das Cataratas. Ele é o único alojamento dentro do Parque Nacional do Iguaçu, e está a apenas 20 metros de uma das quedas. Ele foi construído em estilo colonial português e cada um dos 200 quartos tem azulejos pintados à mão, segundo o 50 Best. O Hotel das Cataratas também foi um dos dois hotéis brasileiros incluídos no início de outubro na categoria "três chaves", a classificação máxima do Guia Michelin em 2025. Hotel das Cataratas Divulgação/ 50Best ➡️​Melhores hotéis do mundo 51. Aman Nai Lert — Bangkok, Tailândia 52. Badrutt’s Palace — St. Moritz, Suíça 53. Borgo Santandrea — Amalfi, Itália 54. The Peninsula Hong Kong — Hong Kong, China 55. Four Seasons Tamarindo — La Manzanilla, México 56. Nihi Sumba — Ilha de Sumba, Indonésia 57. Hotel du Cap-Eden-Roc — Antibes, França 58. Four Seasons at The Surf Club — Surfside (Miami), EUA 59. Park Hyatt Kyoto — Quioto, Japão 60. Dusit Thani Bangkok —Bangkok, Tailândia 61. Aman New York — Nova York, Estados Unidos 62. Rosewood Bangkok — Bangcoc, Tailândia 63. Borgo Egnazia — Savelletri, Itália 64. The Carlyle — Nova York, Estados Unidos 65. The Beverly Hills Hotel — Los Angeles, Estados Unidos 66. Four Seasons Madrid — Madri, Espanha 67. Montage Los Cabos — Cabo San Lucas, México 68. San Ysidro Ranch — Santa Bárbara, Estados Unidos 69. Southern Ocean Lodge — Ilha Kangaroo, Austrália 70. The Siam — Bangcoc, Tailândia 71. Mandarin Oriental Ritz Madrid — Madri, Espanha 72. Hotel Cipriani — Veneza, Itália 73. Mount Nelson — Cidade do Cabo, África do Sul 74. Aman Kyoto — Quioto, Japão 75. The Fifth Avenue Hotel — Nova York, Estados Unidos 76. Hotel das Cataratas — Foz do Iguaçu, Brasil 77. The Greenwich Hotel — Nova York, Estados Unidos 78. Gleneagles — Auchterarder, Escócia (Reino Unido) 79. Aman Venice — Veneza, Itália 80. Plaza Athénée — Paris, França 81. Reschio — Lisciano Niccone, Itália 82. Casa Maria Luigia — Modena, Itália 83. Splendido — Portofino, Itália 84. Six Senses Zighy Bay — Zighy Bay, Omã 85. The Datai — Langkawi, Malásia 86. Four Seasons Hong Kong — Hong Kong, China 87. Palacio Nazarenas — Cusco, Peru 88. Huka Lodge — Taupō, Nova Zelândia 89. Ett Hem — Estocolmo, Suécia 90. Eden Rock — St. Barths, São Bartolomeu (Caribe francês) 91. Suján Jawai — Jawai, Índia 92. Soneva Secret — Maldivas 93. The Johri — Jaipur, Índia 94. Le Sirenuse — Positano, Itália 95. Rosewood Mayakoba — Playa del Carmen, México 96. Maçakızı — Bodrum, Turquia 97. Amangalla — Galle, Sri Lanka 98. Amangiri — Canyon Point, Estados Unidos 99. Portrait Milano — Milão, Itália 100. Amanbagh — Rajasthan, Índia Veja mais: Brasil tem quatro novos restaurantes premiados pelo guia Michelin 2025; veja quais Quem são os chefs brasileiros entre os melhores do mundo em 2025, segundo guia Quanto custam as experiências oferecidas pela 'nata' do turismo?
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14/10 - 'Por favor, venham': a queda no número de visitantes em Las Vegas e o turismo nos EUA na era Trump
Visto americano: mais pessoas terão que passar por entrevista Visto americano: mais pessoas terão que passar por entrevista a partir do dia 2 "Por favor, venham. Nós amamos vocês, precisamos de vocês e sentimos sua falta." Este apelo vem da prefeita de Las Vegas, Shelley Berkley, e é dirigido aos canadenses, os principais visitantes estrangeiros da capital do entretenimento dos Estados Unidos. Berkley disse isso em meados de setembro, somente um mês após ter retratado, de forma contundente, o declínio do turismo na "Cidade do Pecado" e seu impacto na economia local em um evento semelhante. "As viagens internacionais estão em baixa. As pessoas não estão vindo para os Estados Unidos", afirmou ela em 7 de agosto, ao se referir primeiro ao país como um todo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Temos um mercado muito grande com canadenses, mas ele passou de uma torneira aberta para um gotejamento", continuou ela, agora se concentrando na cidade de Nevada, conhecida por seus cassinos e shows gigantescos. "E o mesmo [está acontecendo] com o México: costumávamos ter vários grandes apostadores que agora não estão interessados ​​em vir." As estatísticas corroboram seu medo. Las Vegas vem registrando, mês após mês, queda no número de turistas Las Vegas Review-Journal/Tribune News Service via Getty Images Julho marcou o sétimo mês consecutivo com queda anual no número de turistas. Houve 3,2 milhões de visitantes, uma queda de 12% em relação ao ano anterior, de acordo com os números mais recentes da Las Vegas Convention and Visitors Authority (LVCVA). Especialistas consultados pela BBC Mundo, o canal em espanhol da BBC, esclarecem que o verão, devido ao calor e à redução de conferências e convenções, costuma ser uma das estações com menor fluxo turístico em Las Vegas. Mas eles também enfatizam que o número significativamente menor deste ano coincide com a crescente preocupação com o potencial impacto das tarifas impostas pelo governo do presidente Donald Trump, bem como com sua nova política de imigração. Embora em menor grau, o panorama nacional reflete a mesma tendência. De acordo com dados da Administração de Comércio Internacional (ITA, nas siglas em inglês) do Departamento de Comércio, o número de visitantes que chegaram do exterior nos primeiros cinco meses do ano caiu 2,4%, em comparação com o mesmo período de 2024. Em abril, o diretor da Associação de Viagens dos EUA, uma organização sem fins lucrativos que representa o setor, testemunhou perante o Comitê de Segurança Interna da Câmara que o país não é mais o principal destino turístico global. LEIA TAMBÉM: Dar gorjeta no Japão? Turistas tentam, mas japoneses não gostam da ideia Adeus, carimbo no passaporte: Europa começa a dar fim à tradição neste domingo Guia Michelin elege os 20 melhores hotéis do Brasil em 2025; veja quais são Las Vegas como 'termômetro' Os meses de verão costumam ser mais tranquilos em Las Vegas, mas a queda é mais perceptível neste ano. Getty Images Andrew Woods, diretor do Centro de Pesquisa Econômica e Empresarial da Universidade de Nevada, costuma dizer que Las Vegas é uma espécie de termômetro da realidade turística e de consumo do país. "Os economistas tendem a argumentar que o que acontece aqui reflete, em certa medida, o desempenho da economia nacional, porque Las Vegas é muito dependente de gastos discricionários", explica ele à BBC Mundo. Um em cada quatro empregos na cidade e cerca de metade do orçamento de Nevada dependem de lazer e hospitalidade, então o impacto da desaceleração é rapidamente perceptível. E este ano, a maioria dos indicadores do setor mostra quedas. A taxa de ocupação hoteleira, por exemplo, apesar de superior à média nacional, caiu vários pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da LVCVA. Da mesma forma, em julho — os dados mais recentes — passaram pelo Aeroporto Internacional Harry Reid da cidade cerca de 287 mil passageiros a menos (-5,7%) em comparação com o mesmo mês de 2024. No total, entre chegadas domésticas e internacionais, desde janeiro a queda é de 4,4%. "São 6 da manhã de uma sexta-feira no aeroporto de Las Vegas e não há ninguém aqui", disse Jake Broke em um vídeo compartilhado nas redes sociais, expressando seu espanto e afirmando que nunca tinha visto o lugar tão vazio. "Não vi ninguém desde que estacionei meu carro. Isso é tão estranho." Especialistas atribuem o declínio do turismo doméstico à incerteza econômica. Getty Images Em suas aparições, a prefeita explicou a queda no número de visitantes que chegam a Las Vegas vindos de outros estados americanos como consequência direta da "tremenda" incerteza econômica e do fato de que "os consumidores estão guardando seu dinheiro caso a situação piore e eles percam seus empregos". A inflação continuou a acelerar em agosto, e o Federal Reserve — o Fed, o equivalente americano a um banco central — cortou as taxas de juros em 0,25 ponto percentual no início de setembro, em meio a crescentes preocupações com a saúde do mercado de trabalho do país. Embora permaneça baixa, a taxa de desemprego aumentou ligeiramente, argumentou o presidente do Fed, Jerome Powell. E a criação de novos empregos também foi afetada. "Não há mais pechinchas" Mas a prefeita Berkley, assim como outros especialistas, também atribui o fenômeno ao aumento dos preços na cidade. "Quando eu era jovem, Las Vegas era um bom lugar [para o entretenimento]. Você podia tomar café da manhã por 49 centavos (R$ 2,67 na conversão hoje) em qualquer um dos hotéis e um coquetel de camarão por 99 centavos (R$ 5,40). Os quartos eram baratos, a comida era barata. Você vinha para se divertir, para jogar", disse ela na entrevista coletiva de agosto. Nascida em Vegas, ela trabalhou no Sands Hotel quando era estudante universitária e se lembrava de como, aos domingos, era possível comer à vontade por 2,99 dólares (R$ 16,33). "Isso não existe mais, e as pessoas sentem que não estão recebendo mais o que pagam." Quando solicitada pela BBC Mundo a se aprofundar nos motivos, a LVCVA respondeu que não tinha representantes disponíveis para uma entrevista. Oliver Lovat, ddiretor-executivoda consultoria do setor de cassinos e resorts Denstone Group, também acha que o aumento dos preços espantou os turistas. "Para quem é cauteloso com gastos, Las Vegas pode não estar mais no radar. Porque se você procura pechinchas, este não é mais um destino de pechinchas", disse ele à rede de rádios NPR. O economista Andrew Woods, da Universidade de Nevada, também concorda. "Outros destinos populares nos EUA para o turismo doméstico, como Havaí ou Flórida, não parecem estar passando por um declínio, então pode ser devido à percepção de quão acessível Las Vegas é, considerando anos de inflação e a introdução de um modelo à la carte, onde parece haver taxas extras para tudo", observa o especialista. A maior queda vem do Canadá Mas não é somente o número de visitantes americanos à cidade que caiu, mas também o número de visitantes do exterior. O Aeroporto Internacional da cidade registrou também uma queda de 3,8% no número de passageiros internacionais em julho em comparação com o mesmo mês do ano passado. Dados da LVCVA, que, além dos números do aeroporto, recebe atualizações mensais da consultoria de serviços aéreos Ailevon Pacific, indicam uma queda de 1,8%. Esses números indicam uma tendência, embora não devam ser considerados uma contagem oficial, esclarece a agência, pois, além dos visitantes, incluem moradores que retornam e viajantes em trânsito. Seja como for, o que todas as estatísticas concordam é o que a prefeita Berkley já anunciou: que o declínio mais acentuado é de turistas canadenses. Historicamente, essa tem sido a principal fonte de visitantes internacionais para a cidade: em 2024, mais de 1,4 milhão de canadenses viajaram para Las Vegas, segundo dados da consultoria Tourism Economics. Nos primeiros sete meses do ano, houve queda dos passageiros canadenses em Las Vegas Las Vegas Review-Journal/Tribune News Service via Getty Images Economistas e analistas do setor concordam que o declínio do turismo canadense não se deve tanto ao aumento dos preços ou à instabilidade econômica, mas sim à indignação com a imposição de tarifas por Trump ao seu vizinho do norte. Outra razão nessa conta se deve aos comentários do presidente americano sobre querer tornar o Canadá o "51º estado dos EUA". Keith Serry, escritor e comediante de Montreal, cancelou cinco shows em Nova York em abril devido à situação política. "A verdade é que não me sinto seguro viajando para os Estados Unidos neste momento. Além disso, tenho uma forte aversão a gastar meu dinheiro de qualquer forma que possa ajudar a economia de um país hostil", escreveu ele em sua página no Facebook. "É essa retórica política que parece estar afastando os visitantes do Canadá", disse Woods à BBC Mundo. 'Os mexicanos pensam duas vezes' Embora a prefeita Berkeley tenha se referido a turistas do Canadá e do México na entrevista coletiva do mês passado, quando contatada pela BBC Mundo, ela esclareceu sua declaração. Após recusar o pedido de entrevista, um comunicado enviado pela prefeitura dizia: "A prefeita, cujos comentários se referiram à queda no número de visitantes em geral, está muito satisfeita em saber que o turismo do México aumentou 12% e espera que a tendência continue." Os dados da LVCVA sobre esse tipo específico de turistas, o segundo mais importante para a cidade em termos de volume, também apontam para um aumento. Em julho, houve um aumento de 9% no número de passageiros de companhias aéreas mexicanas em comparação com o mesmo mês de 2024. Dados fornecidos pelo aeroporto à BBC Mundo mostram que a Aeroméxico voou 9,1% a menos que no mês anterior, enquanto a Volaris reduziu em 3,4% seus voos. Apenas a companhia aérea de baixo custo Vivaaerobus aumentou seu número de passageiros para Las Vegas, em 45,5%. Na ausência de contagens oficiais, o Consulado Mexicano em Las Vegas afirma que recebeu menos turistas neste ano. "Não temos estatísticas sobre isso; medimos pelas chegadas ao Consulado", explicou a consulesa Patricia Cortés Guadarrama à BBC Mundo. Turistas mexicanos em Las Vegas em 2022 Fórmula 1 via Getty Images "Por exemplo, era comum lidarmos com casos de turistas afetados por roubo de passaporte ou incidentes semelhantes às segundas-feiras, e notamos uma diminuição", acrescenta. "Também fomos notificados de que alguns turistas tiveram seus vistos revogados ou foram impedidos de entrar no aeroporto pela CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras, nas siglas em inglês). O número não é muito alto, mas sabemos de casos em que isso aconteceu", continua. A consulesa não hesita em relacionar isso às políticas de imigração do governo Trump. "Os turistas mexicanos são muito fiéis a Las Vegas, mas agora as pessoas estão nervosas e pensam duas vezes antes de vir", diz. "E isso apesar de não vermos batidas massivas como em outros lugares." Queda nacional Talvez em nenhum outro lugar o impacto do declínio do turismo seja mais sentido do que em Las Vegas. Afinal, esse setor contribuiu com 85,2 bilhões de dólares para a economia de Nevada em 2024, incluindo 55,1 bilhões de dólares em gastos diretos. "O declínio é brutal", disse Roxana Salguero, que dirige um Uber na cidade, à rede KTNV. Desde o início do ano, ela passou de uma média de 30 passageiros por dia para 15. "[O declínio do turismo na cidade] é visível, mas é principalmente em nossos bolsos", disse ela à mídia local. "Foi o verão mais lento que já vi em Las Vegas", disse o taxista Paul Lueke, comparando aos anos da pandemia de covid-19. A situação "não é tão ruim, mas o declínio é perceptível". O declínio do turismo também foi registrado em outras partes dos Estados Unidos, da cidade de Nova York a Cabo Cod e à Califórnia. Manifestantes contra a política anti-canadense de Donald Trump UCG/Universal Images Group através da Getty Images Conforme o Departamento de Análise Econômica dos EUA (U.S. Bureau of Economic Analysis), em 2023 — os dados mais recentes — viagens e turismo (tanto nacionais quanto internacionais) representaram aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. Em maio de 2025, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTC, nas siglas em inglês), uma organização sem fins lucrativos do setor, previu que os gastos de visitantes internacionais nos EUA seriam de aproximadamente 169 bilhões de dólares em 2025, uma queda de 12 bilhões de dólares em relação a 2024. O conselho previu que os Estados Unidos seriam o único país onde os gastos de visitantes internacionais diminuiriam de 2024 para 2025. Outro estudo, publicado pela consultoria Tourism Economics em abril, estimou uma queda de 9,4% entre os turistas estrangeiros em comparação com o ano anterior. O mesmo estudo também estimou que eles gastariam 5% menos do que em 2024. Questionado sobre isso durante uma aparição no Salão Oval em abril, Trump disse que a queda "não é grande coisa". E quando um repórter perguntou se ele achava que os turistas teriam medo de viajar para os EUA, ele respondeu: "Tratamos bem nossos turistas. Turistas são um trunfo. E não há lugar melhor do que aqui (os Estados Unidos)." Enquanto isso, diante dessa situação, a prefeita de Las Vegas tinha apenas um apelo a fazer. "Queremos que as pessoas venham, se divirtam e voltem para casa... E voltem em seis meses." Voos mais baratos sem opção de bagagem de mão valem a pena? 6 das 10 rotas de voo com mais turbulência do mundo estão na América do Sul Passaporte brasileiro sobe no ranking dos mais poderosos do mundo em 2025; veja o top 20
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12/10 - Dar gorjeta no Japão? Turistas tentam, mas japoneses não gostam da ideia
Gorjeta não é comum no Japão Freepik Nunca se viajou tanto para o Japão. Mais de 21,5 milhões de estrangeiros visitaram o país no primeiro semestre de 2025, e tudo indica que esse número vai superar os 40 milhões no ano, um recorde. Para efeito de comparação, o Brasil recebeu 6,7 milhões de turistas estrangeiros em 2024. Junto das receitas do turismo, vieram os choques culturais e moradores em fúria – um combo que já é um clássico europeu. No caso do Japão, mesmo os visitantes mais generosos e educados parecem estar incomodando, já que o hábito de dar gorjeta, de forma geral, não é bem-visto entre os japoneses. Para além do código de costumes do país, que inclui tirar os sapatos na entrada e se curvar ao fazer reverências, existem também regras tácitas sobre como manusear e oferecer dinheiro. Por exemplo, presentes em dinheiro devem ser colocados em um envelope especial, e os pagamentos não são trocados com as mãos, mas sempre colocados em uma bandeja. No caso das gorjetas, a grande maioria dos japoneses não quer que o costume ocidental se torne a norma em seu país. LEIA MAIS: Esvaziadas, igrejas repensam uso de espaços e viram até balada na Alemanha Tumba de 3 mil anos do faraó reabre para visitação no Egito; veja fotos Regras para levar líquidos em voos internacionais Bom atendimento faz parte "Muitas vezes, quando entrego a conta a pessoas que suspeito estarem no Japão pela primeira vez, faço questão de dizer, educadamente, que uma das coisas maravilhosas do Japão é que não é necessário dar gorjeta, o que elimina imediatamente qualquer constrangimento", disse Andy Lunt, que ajuda a administrar o bar Shin Hinomoto, no centro de Tóquio. Lunt é cidadão britânico, casado com uma japonesa cuja família cuida do estabelecimento desde o fim da década de 1940. "Às vezes, eles perguntam por quê, e eu apenas digo que sempre foi assim aqui e que é bom que eles não tenham que pagar 20% a mais quando os preços estão subindo como têm subido", disse à DW. "Mas também é porque minha equipe e eu não achamos que precisamos receber um pagamento extra apenas por fazer nosso trabalho corretamente", acrescentou. "Se alguém deixar dinheiro em cima da mesa como gorjeta, é capaz que alguém da minha equipe corra atrás da pessoa para devolver." O salto do turismo estrangeiro no Japão está sendo impulsionado, em parte, pelo iene fraco, que faz com que tudo pareça relativamente barato para os viajantes. Em alguns bares, cafeterias e restaurantes, os proprietários começaram a deixar um pote de gorjetas ao lado da caixa registradora. Mas isso ainda é raro — e controverso, especialmente para os japoneses. Diferenças culturais No início deste ano, a rede de restaurantes Gyukatsu Motomura, especializada em costeletas de carne bovina, causou polêmica quando usuários das redes sociais postaram imagens de um pote de gorjetas em um dos restaurantes. "A cultura da gorjeta é ruim. Já trabalhei no setor de serviços e não demora muito para que as pessoas sintam que têm direito a gorjetas", dizia um dos comentários. "E então elas dizem coisas desagradáveis sobre quem não dá gorjeta ou dá apenas uma quantia pequena. No entanto, elas nunca parecem culpar seus empregadores." Os próprios donos de estabelecimentos esperam que a cultura de dar gorjetas não pegue no Japão, pelo pressuposto de que um bom atendimento é um requisito básico. "É uma diferença cultural e simplesmente não estamos acostumados a receber gorjetas", disse Mariko Shigeno, que até recentemente era proprietária do restaurante La Tour, no distrito de Kamika, na província de Kanagawa, ao sul de Tóquio. "Para mim, é meu trabalho garantir que o serviço seja bom e não há necessidade de me pagar a mais por isso", explicou ela. "Entendo que as gorjetas têm o objetivo de mostrar gratidão por um serviço excelente, mas eu já deveria estar prestando um serviço excelente." Taku Nakamura é proprietário do bar de vinhos Le Pipi d'Ange, no distrito de Motomachi, em Yokohama. Depois de viajar bastante pela Europa, ele disse que espera muito que as gorjetas não se tornem populares no Japão. "Para mim, parece que dar gorjeta é uma pessoa exibindo quanto dinheiro tem para outra pessoa que trabalha em um emprego de baixo nível e subalterno", disse ele. "No Japão, acho que a maioria das pessoas acredita que uma pessoa deve ser capaz de ganhar dinheiro suficiente para viver sem precisar de caridade." Empresa planeja táxi voador para 2027 no Japão Será que a moda pega? Ashley Harvey, analista de marketing de viagens que trabalha no setor de turismo no Japão há mais de 15 anos, está confiante de que, embora alguns visitantes estrangeiros continuem pagando pequenas gorjetas em suas refeições, o conceito não pegará entre os japoneses. Ele explica que a questão não é tão cotidiana quanto alguns podem pensar com base no aumento do número de visitantes estrangeiros ou nos debates nas redes sociais. "Embora tenha havido um aumento acentuado no número de turistas estrangeiros que visitam o Japão nos últimos anos, a grande maioria deles é proveniente de outras partes da Ásia, como China, Coreia do Sul, Taiwan e assim por diante, que também não têm a tradição de dar gorjetas", disse à DW. "É realmente uma pequena minoria de pessoas que tenta dar gorjetas." "Acho que qualquer restaurante ou bar que sinta que isso realmente vai causar grandes problemas deveria simplesmente colocar uma placa informando que gorjetas não são necessárias", disse Harvey. E embora ele diga ter visto "alguns potes de gorjetas", elas estão longe de se tornar comuns. "Tenho certeza de que não são os japoneses que estão colocando dinheiro lá", disse.
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12/10 - Adeus, carimbo no passaporte: Europa começa a dar fim à tradição neste domingo
Fim de uma era: Europa vai substituir carimbo de passaporte por sistema eletrônico O carimbo no passaporte começará a ser substituído por um sistema eletrônico em alguns países europeus a partir deste domingo (12). A implementação será gradual e deve ser concluída até o dia 9 de abril de 2026. Até lá, ainda será possível obter o selo manual. A novidade será adotada por 29 países europeus, entre eles Portugal, França e Espanha. O Reino Unido não vai participar (veja a lista completa ao final da reportagem). Chamado de Sistema de Entrada/Saída (EES), o novo recurso vai identificar viajantes por meio de dados biométricos, como imagem facial e impressões digitais. A tecnologia não terá custos para os viajantes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O EES será necessário para cidadãos de fora da União Europeia que não tenha nacionalidade da Islândia, de Liechtenstein, da Noruega ou da Suíça, e entrem em algum dos 29 países para estadias de 90 dias a cada 180 dias. É o caso dos brasileiros. Carimbo passaporte Unsplash/ Kit (formerly ConvertKit) Como o EES vai funcionar Na chegada, agentes de fronteira vão coletar as impressões digitais ou tirar uma foto do rosto do viajante. Também será possível cadastrar os dados em equipamentos em pontos de fronteira ou em um aplicativo oferecido pelo país de entrada, quando esses recursos estiverem disponíveis. ⚠️Atenção: mesmo com o pré-cadastro, será obrigatório passar pela checagem de um agente de imigração. Além disso, se necessário, os dados podem ser coletados novamente. O novo sistema faz parte de um pacote de mudanças que a União Europeia está implementando nos controles de fronteiras. Outra novidade é o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagens (Etias), que começará a funcionar no último trimestre de 2026. Essa autorização eletrônica será obrigatória para viajantes de países que não precisam de visto para estadias de até 90 dias na UE, como o Brasil, e vai custar 20 euros. Países europeus que vão implementar a EES: Áustria Bélgica Bulgária Croácia República Tcheca Dinamarca Estônia Finlândia França Alemanha Grécia Hungria Islândia Itália Letônia Liechtenstein Lituânia Luxemburgo Malta Holanda Noruega Polônia Portugal Romênia Eslováquia Eslovênia Espanha Suécia Suíça Veja mais: Passaporte brasileiro sobe no ranking dos mais poderosos do mundo em 2025 Quais os documentos necessários para tirar passaporte? Passaporte brasileiro sobe no ranking dos mais poderosos do mundo em 2025; veja o top 20
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11/10 - Sem bagagem de mão? Entenda como funcionam as tarifas mais baratas em voos internacionais
Voos mais baratos sem opção de bagagem de mão valem a pena? Já imaginou fazer uma viagem internacional só com um artigo pessoal que caiba embaixo do assento da frente, como uma bolsa ou uma mochila pequena? Essa é a proposta de uma nova categoria de viagem que a Gol vai lançar na próxima terça-feira (14). A proposta é oferecer uma opção mais econômica, na qual o passageiro abre mão não só de despachar bagagem, mas também de levar uma mala de mão, que normalmente vai no compartimento superior da cabine. Essa modalidade também é oferecida pela Latam. Nessa empresa, ela está disponível, por exemplo, para voos diretos do Brasil para outros países na América do Sul e voos domésticos em outros países sul-americanos e na América do Norte. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na Gol e na Latam, essa opção de passagem é chamada de Basic. No caso da Gol, a tarifa será oferecida inicialmente apenas em viagens com origem fora do Brasil, com exceção da rota que parte do aeroporto do Galeão (RJ) com destino a Montevidéu, no Uruguai. O g1 pediu exemplos de preços comparando a tarifa Basic com outras categorias da Gol, mas a companhia não respondeu. Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros Na Latam, uma cotação feita no site da companhia mostra que, em um voo de Guarulhos (SP) para Buenos Aires, no dia 6 de novembro, a tarifa Basic custaria R$ 53,23 menos que a Light, categoria mais barata que permite bagagem de mão. Essa diferença varia conforme o voo. ➡️​Quem comprar as demais tarifas dessas companhias continuará podendo levar um artigo pessoal e uma bagagem de mão padrão, que deve ir no compartimento superior da cabine. ➡️​Além disso, dependendo da tarifa escolhida, o passageiro também tem direito a uma bagagem despachada ou mais. Empresas aéreas podem cobrar para passageiro não ter que despachar bagagem de mão? Entenda regras Como taxas de bagagem cobradas por empresas aéreas viraram negócio bilionário Diferença entre artigo pessoal e bagagem de mão Veja abaixo o que as companhias consideram como artigo pessoal e bagagem de mão, e as medidas permitidas. 💼​Artigo pessoal: é um item como bolsa, mochila, pasta para laptop ou capa de câmera, que deve caber embaixo do assento da frente. As dimensões variam conforme a companhia aérea: Gol: até 32 cm (largura) x 22 cm (altura) x 43 cm (profundidade). Não especifica o peso; Latam: até 10 kg e dimensões de 45 cm (altura) x 35 cm (comprimento) x 20 cm (largura), incluindo bolsos, rodas e alça. 🧳Bagagem de mão: é a mala que precisa ser colocada no compartimento superior da cabine. Veja as dimensões máximas por companhia: Gol: até 10 kg e até de 55 cm (altura) x 35 cm (largura) x 25 cm (profundidade), incluindo rodinhas; Latam: até 55 cm (altura) x 35 cm (comprimento) x 25 cm (largura), incluindo bolsos, rodas e alça. O peso máximo é de 12 kg na cabine Economy e 16 kg nas cabines Premium Economy ou Premium Business. Avião Unsplash/Mohammad Arrahmanur Veja mais: Os perigos de deixar que a IA organize sua próxima viagem Líquido na bagagem de mão: quais as regras (e exceções) em viagens internacionais de avião? Visto americano: mais pessoas terão que passar por entrevista a partir do dia 2
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10/10 - Quanto custa se hospedar nos melhores hotéis brasileiros do mundo, segundo o Guia Michelin
g1 em 1 Minuto: conheça novas regras de check-in e check-out em hotéis Já imaginou pagar R$ 30 mil por uma diária em um hotel de luxo com a sua família? Esse é o valor da acomodação mais cara entre os dois hotéis brasileiros considerados os melhores do país pelo Guia Michelin. A publicação, conhecida mundialmente pelas estrelas concedidas a restaurantes, lançou uma nova classificação voltada para hotéis e divulgou, nesta quarta-feira (8), os 20 melhores do Brasil em 2025. A categoria de chaves segue a mesma lógica das estrelas: quanto mais chaves, maior o reconhecimento. A classificação máxima é de três chaves. 🗝️: estadia muito especial 🗝️​🗝️: estadia excepcional 🗝️​ 🗝️​🗝️​: estadia extraordinária Entre os premiados, apenas dois hotéis brasileiros alcançaram a nota máxima de três chaves, segundo o guia: o Rosewood São Paulo, na capital paulista, e o Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel, em Foz do Iguaçu (PR). Saiba quanto custa se hospedar neles abaixo. Além deles, outros dois hotéis brasileiros receberam duas chaves e 16 ficaram com uma (veja a lista completa ao final da reportagem). Segundo o guia, a seleção leva em conta critérios como: localização, design e arquitetura, serviço, individualidade e capacidade de proporcionar uma experiência extraordinária a um preço justo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Brasil tem quatro novos restaurantes premiados pelo guia Michelin 2025; veja quais Quanto custa ficar nos hotéis brasileiros com 🗝️​ 🗝️​🗝️​ Rosewood São Paulo - São Paulo (SP) Rosewood São Paulo Divulgação/Guia Michelin Localizado no bairro da Bela Vista, o Rosewood se destaca pela arquitetura e design. Segundo o Guia, o hotel “pode ser visto como o mais novo museu contemporâneo da capital paulista". Uma diária no quarto clássico para duas pessoas, com café da manhã incluído, sai a partir de R$ 3,8 mil, de acordo com pesquisa feita no site oficial para o período de 16 a 17 de outubro. Vale destacar que esse é um valor de reserva antecipada, cotado no dia 9 de outubro, ou seja, com uma semana de antecedência. Na outra ponta, para a mesma data, a suíte mais luxuosa, com duas suítes, sala e cozinha, chega a R$ 26,1 mil por noite. Essa opção é descrita como uma estadia romântica, com champanhe e café da manhã servido no quarto, e acomoda até cinco pessoas. Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel - Foz do Iguaçu (PR) Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel, está localizado perto das cataratas Divulgação/Guia Michelin A localização é uma das características que mais chama atenção no Hotel das Cataratas. Ele é o único alojamento dentro do Parque Nacional do Iguaçu, e está a apenas 20 metros de uma das 275 quedas, segundo o Guia. As diárias partem de R$ 4,9 mil para um quarto duplo com café da manhã incluído, segundou uma pesquisa feita no dia 9 de outubro no site oficial para o período de 16 a 17 do mesmo mês. Já a categoria assinatura, com três quartos, três banheiros, adega e vista panorâmica para as cataratas, pode chegar a R$ 31,2 mil a diária e acomoda até sete pessoas. Veja a lista completa de hotéis brasileiros selecionados pelo Guia Michelin: Hotéis com 🗝️​ 🗝️ Copacabana Palace, A Belmond Hotel - Rio de Janeiro (RJ) Palácio Tangará - São Paulo (SP) Hotéis com 🗝️ Fasano Angra dos Reis - Angra dos Reis (RJ) Kenoa Exclusive Beach & Spa Resort - Barra de São Miguel (AL) Botanique Hotel & Spa - Campos do Jordão (SP) Ponta dos Ganchos Exclusive Resort - Governador Celso Ramos (SC) Txai Resort - Itacaré (BA) Barracuda Hotel & Villas - Itacaré (BA) Fasano Boa Vista - Porto Feliz (SP) Fasano Trancoso - Porto Seguro (BA) Hotel Santa Teresa Rio MGallery - Rio de Janeiro (RJ) Fasano Salvador - Salvador (BA) Fera Palace Hotel - Salvador (BA) Emiliano São Paulo - São Paulo (SP) Fasano São Paulo - São Paulo (SP) Pulso Hotel Faria Lima - São Paulo (SP) Carmel Taíba Exclusive Resort - Taíba (CE) Toca da Coruja - Tibau do Sul (RN) Rosewood São Paulo e Hotel das Cataratas Divulgação/Guia Michelin Veja mais: Quem são os chefs brasileiros entre os melhores do mundo em 2025, segundo guia Voo internacional sem bagagem de mão: como são as tarifas mais básicas das empresas Antigas prisões viram hotéis inusitados pelo mundo
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09/10 - Guia Michelin elege os 20 melhores hotéis do Brasil em 2025; veja quais são
g1 em 1 Minuto: conheça novas regras de check-in e check-out em hotéis O guia Michelin lançou uma nova classificação voltada para hotéis e selecionou os 20 melhores do Brasil em 2025. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (8). A premiação é internacionalmente conhecida por selecionar os melhores restaurantes do mundo, aos quais concede estrelas Michelin, um símbolo de qualidade. Agora, o guia estreia o sistema de "chaves" para hotéis, seguindo a mesma lógica: quanto mais chaves, maior o reconhecimento. A classificação máxima é três chaves. 🗝️: estadia muito especial 🗝️​🗝️: estadia excepcional 🗝️​ 🗝️​🗝️​: estadia extraordinária Nesta primeira edição, o Brasil conta com 2 hotéis com três chaves, 2 com duas chaves e 16 com uma chave (veja abaixo). Segundo o guia, a seleção leva em conta critérios como: localização, design e arquitetura, serviço, individualidade e capacidade de proporcionar uma experiência extraordinária a um preço justo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quanto custa se hospedar nos melhores hotéis brasileiros do mundo Brasil tem quatro novos restaurantes premiados pelo guia Michelin 2025; veja quais Hotéis brasileiros com 🗝️​ 🗝️​🗝️​ Rosewood São Paulo - São Paulo (SP) Rosewood São Paulo Divulgação/Guia Michelin Localizado no bairro da Bela Vista, o Rosewood se destaca pela arquitetura e design. Segundo o guia, o hotel “pode ser visto como o mais novo museu contemporâneo da capital paulista". Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel - Foz do Iguaçu (PR) Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel, está localizado perto das cataratas Divulgação/Guia Michelin A localização é uma das características que mais chama atenção no Hotel das Cataratas. Ele é o único alojamento dentro do Parque Nacional do Iguaçu, e está a apenas 20 metros de uma das 275 quedas, segundo o guia. Hotéis brasileiros com 🗝️​ 🗝️ Copacabana Palace, A Belmond Hotel - Rio de Janeiro (RJ) Copacabana Palace Divulgação/Guia Michelin Com um século de história, o Copacabana Palace é um símbolo de luxo nacional. Ao longo dos anos, o hotel recebeu personalidades internacionais, como a princesa Diana, Brigitte Bardot e Mick Jagger. O guia destaca os restaurantes, o deque da piscina e a proximidade com a praia de Copacabana, um dos principais atrativos da capital do Rio de Janeiro. Palácio Tangará - São Paulo (SP) Restaurante ao ar livre no Palácio Tangará Reprodução/ Instagram @palaciotangara Inspirado na arquitetura de um palácio europeu, o Palácio Tangará se destaca pela localização no Parque Burle Marx, oferecendo uma experiência exclusiva em meio à natureza. Hotéis brasileiros com 🗝️ Fasano Angra dos Reis - Angra dos Reis (RJ) Kenoa Exclusive Beach & Spa Resort - Barra de São Miguel (AL) Botanique Hotel & Spa - Campos do Jordão (SP) Ponta dos Ganchos Exclusive Resort - Governador Celso Ramos (SC) Txai Resort - Itacaré (BA) Barracuda Hotel & Villas - Itacaré (BA) Fasano Boa Vista - Porto Feliz (SP) Fasano Trancoso - Porto Seguro (BA) Hotel Santa Teresa Rio MGallery - Rio de Janeiro (RJ) Fasano Salvador - Salvador (BA) Fera Palace Hotel - Salvador (BA) Emiliano São Paulo - São Paulo (SP) Fasano São Paulo - São Paulo (SP) Pulso Hotel Faria Lima - São Paulo (SP) Carmel Taíba Exclusive Resort - Taíba (CE) Toca da Coruja - Tibau do Sul (RN) Rosewood São Paulo, Hotel das Cataratas e Copacabana Palace Divulgação/Guia Michelin Veja mais: Quem são os chefs brasileiros entre os melhores do mundo em 2025, segundo guia Voo internacional sem bagagem de mão: como são as tarifas mais básicas das empresas Antigas prisões viram hotéis inusitados pelo mundo
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08/10 - Itália abre ao público pela 1ª vez passagem secreta usada pelos imperadores para entrar no Coliseu; VÍDEO
Itália abre ao público passagem secreta usada por imperadores para entrar no Coliseu Uma passagem secreta no Coliseu, batizada em homenagem ao temido imperador romano Cômodo (161-192), foi aberta ao público pela primeira vez em sua história. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O imperador que dá nome ao local é o temido governante retratado no longa-metragem de Hollywood "Gladiador". A Passagem de Cômodo permitia que imperadores entrassem na arena e assistissem a lutas de gladiadores e outros espetáculos sem se misturar à multidão. Passagem de Cômodo, no Coliseu de Roma, recém-aberta ao público Reprodução/Reuters Ela foi escavada nas fundações do Coliseu entre o final do século 1º e o início do século 2º, em um acréscimo ao projeto original. O Coliseu de Roma foi inaugurado em 80 d.C. "Esta passagem agora está aberta ao público, é a primeira vez. E assim (os visitantes) poderão apreciar como era ser um imperador", disse a arqueóloga Barbara Nazzaro à Reuters. O corredor foi descoberto no século 19 e relacionado a Cômodo porque crônicas históricas dizem que ele sobreviveu a uma tentativa de assassinato em uma passagem subterrânea. "Foi muito fácil fazer a conexão", acrescentou Nazzaro, que supervisionou a restauração do corredor antes de sua inauguração. Antigamente, o local possuía paredes de mármore, posteriormente substituídas por gesso decorado com paisagens, informou o Parque Arqueológico do Coliseu em um comunicado. Também havia estuques com cenas mitológicas na abóbada e representações de espetáculos de arena, incluindo lutas de ursos e acrobatas, em nichos na entrada. Coliseu, em Roma, em foto de julho de 2025 Farzad Felfelian/Unsplash Alguns vestígios das decorações permanecem, mas as condições de muita umidade na passagem subterrânea dificultaram a conservação. No entanto, os visitantes poderão ter uma ideia de como era na antiguidade graças a uma reconstrução virtual exibida em um vídeo, disse Nazzaro.
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08/10 - Tan Tan, em São Paulo, é eleito o 24º melhor bar do mundo; veja ranking
Tan Tan, de São Paulo, é eleito o 24º melhor bar do mundo Reprodução rede social Tan Tan O Tan Tan, localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo, foi eleito o 24º melhor bar do mundo, de acordo com o The World's 50 Best Bar 2025, divulgado nesta quarta-feira (8). O estabelecimento é o único brasileiro a figurar na lista, que reúne casas de coquetelaria de destaque em diversos países. O espaço paulistano se destaca por combinar sofisticação e atmosfera descontraída, equilibrando o conceito de bar e restaurante. Idealizado pelo chef e proprietário Thiago Bañares, o Tan Tan oferece uma fusão de sabores brasileiros e asiáticos, com um ambiente que reflete o dinamismo de São Paulo — cidade com a maior comunidade japonesa fora do Japão. De um lado, o público pode acompanhar o trabalho dos chefs na cozinha aberta, que prepara pratos como o katsu sando e as asinhas de frango aka teba com molho de pimenta doce caseiro. Do outro, os bartenders criam coquetéis autorais em um balcão de madeira que se tornou uma das marcas do lugar. A carta de drinques, criada por Caio Carvalhaes, é atualizada anualmente e traz uma abordagem inclusiva ao consumo de álcool. Segundo críticos, a novidade deste ano é o conceito “Pour-Hibition”, que propõe uma reflexão sobre o declínio global do consumo alcoólico e inclui coquetéis sem álcool, identificados pelo teor alcoólico (ABV). Entre os destaques está o Dirty Collins, que faz uma homenagem ao Brasil com cachaça branca, tequila, azeitona e limão taiti, servido ao som de uma trilha de hip-hop. O ambiente é intimista, mas animado — com sofás confortáveis e a possibilidade de sentar-se na rua para uma experiência mais casual. Veja a lista The World’s 50 Best Bars 2025 Bar Le Lone — Hong Kong Handshake Speakeasy — Cidade do México Sips — Barcelona Paradiso — Barcelona Tayēr + Elementary — Londres Connaught Bar — Londres Moebius Milano — Milão Line — Atenas Jigger & Pony — Singapura Tres Monos — Buenos Aires Alquímico — Cartagena Superbueno — Nova York Lady Bee — Lima Himkok — Oslo Bar Us — Bangkok Zest — Seul Bar Nouveau — Paris Bar Benfiddich — Tóquio Caretaker’s Cottage — Melbourne The Cambridge Public House — Paris Satan’s Whiskers — Londres Locale Firenze — Florença Tlecān — Cidade do México Tan Tan — São Paulo Mirror Bar — Bratislava CoChinChina — Buenos Aires Baba au Rum — Atenas Nouvelle Vague — Tirana Hope & Sesame — Guangzhou Danico — Paris Scarfes Bar — Londres Svanen — Oslo Sastrería Martinez — Lima Panda & Sons — Edimburgo Röda Huset — Estocolmo Mimi Kakushi — Dubai Salmon Guru — Madrid Coa — Hong Kong Sip & Guzzle — Nova York Drink Kong — Roma Double Chicken Please — Nova York Maybe Sammy — Sydney 1930 — Milão Jewel of the South — Nova Orleans Virtù — Tóquio Overstory — Nova York The Bar in Front of the Bar — Atenas The Bellwood — Tóquio BKK Social Club — Bangkok Nutmeg & Clove — Singapura Serviço 📍Localização: R. Fradique Coutinho, 153 - Pinheiros 📞 Telefone: (11) 2373-3587 🔗 Mais informações: Site oficial * Sob supervisão de Cíntia Acayaba Bruno Mars dança com cachaça na mão durante visita a bar em São Paulo
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08/10 - Voo internacional sem bagagem de mão: como são as tarifas mais básicas das empresas
Voos mais baratos sem opção de bagagem de mão valem a pena? Gol vai lançar, na próxima terça-feira (14), uma categoria de viagem internacional na qual os passageiros só vão poder levar um artigo pessoal, como uma bolsa ou mochila, que caiba embaixo do assento da frente. A ideia é oferecer uma opção mais barata, em que o passageiro abre mão não só de despachar bagagem, mas também de levar uma mala de mão, que normalmente vai no compartimento superior da cabine. Essa modalidade também é oferecida pela Latam. Nessa empresa, ela está disponível, por exemplo, para voos diretos do Brasil para outros países na América do Sul e voos domésticos em outros países sul-americanos e na América do Norte. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na Gol e na Latam, essa opção de passagem é chamada de Basic. No caso da Gol, a tarifa será oferecida inicialmente apenas em viagens com origem fora do Brasil, com exceção da rota que parte do aeroporto do Galeão (RJ) com destino a Montevidéu, no Uruguai. O g1 pediu exemplos de preços comparando a tarifa Basic com outras categorias da Gol, mas a companhia não respondeu. Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros Na Latam, uma cotação feita no site da companhia mostra que, em um voo de Guarulhos (SP) para Buenos Aires, no dia 6 de novembro, a tarifa Basic custaria R$ 53,23 menos que a Light, categoria mais barata que permite bagagem de mão. Essa diferença varia conforme o voo. ➡️​Quem comprar as demais tarifas dessas companhias continuará podendo levar um artigo pessoal e uma bagagem de mão padrão, que deve ir no compartimento superior da cabine. ➡️​Além disso, dependendo da tarifa escolhida, o passageiro também tem direito a uma bagagem despachada ou mais. Empresas aéreas podem cobrar para passageiro não ter que despachar bagagem de mão? Entenda regras Como taxas de bagagem cobradas por empresas aéreas viraram negócio bilionário Diferença entre artigo pessoal e bagagem de mão Veja abaixo o que as companhias consideram como artigo pessoal e bagagem de mão, e as medidas permitidas. 💼​Artigo pessoal: é um item como bolsa, mochila, pasta para laptop ou capa de câmera, que deve caber embaixo do assento da frente. As dimensões variam conforme a companhia aérea: Gol: até 32 cm (largura) x 22 cm (altura) x 43 cm (profundidade). Não especifica o peso; Latam: até 10 kg e dimensões de 45 cm (altura) x 35 cm (comprimento) x 20 cm (largura), incluindo bolsos, rodas e alça. 🧳Bagagem de mão: é a mala que precisa ser colocada no compartimento superior da cabine. Veja as dimensões máximas por companhia: Gol: até 10 kg e até de 55 cm (altura) x 35 cm (largura) x 25 cm (profundidade), incluindo rodinhas; Latam: até 55 cm (altura) x 35 cm (comprimento) x 25 cm (largura), incluindo bolsos, rodas e alça. O peso máximo é de 12 kg na cabine Economy e 16 kg nas cabines Premium Economy ou Premium Business. Veja mais: Os perigos de deixar que a IA organize sua próxima viagem Líquido na bagagem de mão: quais as regras (e exceções) em viagens internacionais de avião? Visto americano: mais pessoas terão que passar por entrevista a partir do dia 2
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07/10 - Tumba de 3 mil anos do faraó Amenhotep III reabre para visitação no Egito; veja fotos
Túmulo de Amenhotep III Amr Nabil/AP A tumba do faraó Amenhotep III, uma das maiores dos Vales dos Reis e das Rainhas, no sul do Egito, reabriu oficialmente ao público neste sábado (4), após anos de restauração. O ministro egípcio do Turismo e Antiguidades, Sherif Fathy, apresentou à imprensa a tumba de mais de 3.000 anos. O local foi documentado pela primeira vez em 1799, durante a breve conquista napoleônica do Egito. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Após uma longa história de escavações, saques e danos, a tumba foi restaurada com o apoio do governo japonês e da Unesco. Ela foi esculpida na encosta de uma colina na margem ocidental do rio Nilo, em frente à cidade de Luxor (Egito). Segundo a missão japonesa da Unesco, o local é "decorado com murais que figuram entre os mais bonitos das tumbas reais remanescentes da XVIII dinastia’". Tumba de Amenhotep III, no Egito AP/Amr Nabil Décadas de deterioração deixaram a estrutura em risco de desmoronamento. Amenhotep III ascendeu ao trono ainda adolescente e governou por cerca de 40 anos de prosperidade, estabilidade e esplendor artístico. Ele morreu em 1349 a.C., aos 50 anos. Ele foi enterrado na famosa Necrópole de Tebas, onde reis, rainhas, sacerdotes e escribas reais do Antigo Egito foram sepultados entre os séculos XVI e XI a.C. Turistas visitando a tumba de Amenhotep III AP/Amr Nabil Após as escavações francesas e britânicas de 1799 e 1915, grande parte do conteúdo da tumba foi transferido para o Museu do Louvre, em Paris (França), o Museu Metropolitano de Nova York (EUA) e o Castelo de Highclere no Reino Unido, segundo a Universidade de Waseda (Japão). A múmia e o sarcófago do faraó Amenhotep III estão preservados no Museu Nacional da Civilização Egípcia no Cairo, enquanto o Museu Egípcio de Tahrir e o novo Grande Museu Egípcio na capital abrigam estátuas colossais do faraó sentado ao lado de sua esposa. Guardas do túmulo de Amenófis III no Vale dos Reis, no Egito AP/Amr Nabil Perto de sua tumba, o enorme templo funerário de Amenhotep, conhecido como Kom el-Hetan, sofreu graves danos causados pelas inundações anuais do Nilo. Duas gigantescas estátuas de granito, os Colossos de Mêmnon, ainda se mantêm erguidas, dando as boas-vindas aos visitantes do antigo vale. Veja mais: Esvaziadas, igrejas repensam uso de espaços e viram até balada na Alemanha Líquido na bagagem de mão: quais as regras (e exceções) em viagens internacionais de avião? Turistas percorrem 12 km a pé para sair de Machu Picchu após suspensão de trens
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06/10 - Esvaziadas, igrejas repensam uso de espaços e viram até balada na Alemanha
Instalação artística na Catedral de Essen durante a edição de 2024 do Light Festival Photoshot/Picture alliance Há anos a perda de fiéis aflige as igrejas na Alemanha – tanto a católica quanto as de linha protestante, que estão cada vez mais vazias. Não raro, a cena se repete também em templos centenários, cuja manutenção custa caro. "Já não precisamos mais de metade das igrejas, e temos que encontrar outras possibilidades", admite a Igreja Evangélica na Alemanha Central (EKM), entidade responsável pelos estados da Saxônia-Anhalt e Turíngia e partes da Saxônia e de Brandemburgo. "No futuro, de cada dez igrejas, quatro ou cinco não serão mais usadas somente como espaço de culto", afirmou a professora e pesquisadora Stefanie Lieb, do Instituto de História da Arte da Universidade de Colônia, à emissora alemã WDR. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Algumas entidades, como a EKM, anunciam esses edifícios em portais imobiliários, mas vendê-los não é tarefa simples: muitos estão sujeitos a rígidas regras de proteção do patrimônio, e por isso não podem ser demolidos ou excessivamente modificados; outros estão em más condições. Em alguns casos, a solução para enxugar gastos é unir forças, trazendo católicos e protestantes para rezar debaixo de um mesmo teto, como já acontece em 51 templos na região de Oberpfalz, no sudeste alemão, por exemplo. Outra solução é repassar o uso do espaço para outras comunidades religiosas, como cristãos ortodoxos. Em outros casos, contudo, as igrejas podem abrir suas portas a outras atividades totalmente seculares e estranhas à sua função original: gastronomia, prática de esportes radicais, eventos empresariais, exposições e até mesmo baladas. A antiga igreja St. Peter na cidade de Mönchengladbach virou centro de escalada Roland Weihrauch/dpa/Picture alliance Como igrejas vazias estão sendo reaproveitadas na Alemanha Na pequena cidade de Bad Orb, próximo de Frankfurt, uma igreja católica fechada desde 2016 foi convertida em centro de escalada para crianças e jovens e rebatizado como "Boulder Church" (Igreja do Boulder). "O padre foi um dos primeiros a subir pelas paredes", diverte-se o empresário Marc Ihl, que investiu cerca de 500 mil euros no negócio, em entrevista ao Tagesschau. A ideia de Ihl não é exatamente nova: em 2009, a Alemanha ganhou sua primeira "igreja para escaladores", em Mönchengladbach, com uma rota de até 13 metros de altura. Gelsenkirchen também fez algo parecido. Em Limburg, no estado de Hessen, um empresário transformou uma igreja, a "Kapelle auf dem Schafsberg", em restaurante e espaço para eventos. Destino semelhante teve a antiga Igreja Martini de Bielefeld, na Renânia do Norte-Vestfália. Em Berlim, uma atração famosa é o café Pandoras, na igreja protestante Heilig-Kreuz, no bairro de Kreuzberg. Initial plugin text A moderninha Heilig-Kreuz, inclusive, é famosa por sediar eventos culturais, como exposições, concertos e espetáculos de dança e teatro e até mesmo noites de DJ. Outra igreja no mesmo bairro, a St. Thomas, já abrigou até rave. Iniciativas do tipo também ocorreram em outras cidades europeias. Um caso famoso é o da igreja de Santa Bárbara em Llanera, na Espanha, convertida no Kaos Temple, um espaço para skatistas. Igrejas cristãs em crise O número de pessoas que se declaram oficialmente como católicas ou protestantes vem caindo há anos na Alemanha, o que significa uma menor base de contribuintes para lidar com despesas administrativas cada vez maiores. Em média, os custos de manutenção de uma igreja na Alemanha giram em torno de 26,5 mil euros por ano, sem contar com eventuais reformas, segundo dados citados pelo portal alemão Tagesschau. Consideradas as cerca de 47 mil igrejas que existem no país, a conta gira em torno de 1,2 bilhão de euros anuais. Atualmente, a Igreja Católica reúne um total de 19,7 milhões de fiéis na Alemanha – 23,7% da população. Já a Igreja Protestante contabiliza cerca de 18 milhões de adeptos (21,5%). No início dos anos 1990, as duas somavam 57 milhões de fiéis; até 2060, esse número pode cair para 23 milhões, segundo projeções. Filiação religiosa é questão tributária na Alemanha Na Alemanha, a filiação religiosa é medida pelas declarações oficiais de pertencimento, usadas no recolhimento de impostos às denominações religiosas. Funciona assim: toda pessoa que reside na Alemanha tem que se registrar em um órgão da prefeitura. Se declarar no ato do registro que segue uma religião, ela terá parte de sua renda automaticamente recolhida em impostos destinados à manutenção de denominações oficialmente registradas e reconhecidas pelo Estado. As igrejas Católica e Evangélica recolhem valores que variam entre 8% e 9% da renda da pessoa física, descontado o teto de isenção fiscal. Algumas religiões, porém, prescindem desse imposto – é o caso do Islã e da Igreja Ortodoxa. Visto americano: mais pessoas terão que passar por entrevista a partir do dia 2 6 das 10 rotas de voo com mais turbulência do mundo estão na América do Sul Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros
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04/10 - Os perigos de deixar que a IA organize sua próxima viagem
Os turistas que usam a inteligência artificial para criar itinerários de viagem precisam ficar vigilantes e verificar todas as informações antes da partida Getty Images O fundador e diretor da empresa Evolution Treks Peru, Miguel Ángel Gongora Meza, se preparava para uma caminhada através dos Andes em uma cidade no interior do Peru, quando ouviu uma conversa curiosa. Dois turistas não acompanhados conversavam amigavelmente sobre seus planos de caminhar sozinhos nas montanhas, até o "Cânion Sagrado de Humantay". "Eles me mostraram a cópia de tela, redigida de forma convincente e repleta de adjetivos fulgurantes", conta ele. "Mas não é verdade. O Cânion Sagrado de Humantay não existe!" "O nome é uma combinação de dois lugares que não têm relação com a descrição. Os turistas pagaram cerca de US$ 160 [cerca de R$ 850] para chegar a uma estrada rural nos arredores de Mollepata [no Departamento peruano de Cusco] sem um guia nem [destino]." Mais do que isso, Gongora Meza afirma que esse erro aparentemente inocente poderia ter custado a vida dos viajantes. "Este tipo de desinformação é perigoso no Peru", explica ele. "A altitude, as mudanças climáticas e a acessibilidade dos caminhos precisam ser planejadas. Quando você [usa] um programa [como o ChatGPT], que combina imagens e nomes para criar uma fantasia, você pode acabar em uma altitude de 4 mil metros, sem oxigênio e sem sinal [telefônico]." Em poucos anos, ferramentas de inteligência artificial (IA), como o ChatGPT, Microsoft Copilot e Google Gemini, deixaram de ser uma mera novidade para se tornar parte integrante do planejamento de viagens de milhões de pessoas. Uma pesquisa indica que 30% dos turistas internacionais passaram a usar ferramentas de IA generativa e sites especializados criados por IA, como Wonderplan e Layla, para ajudar a organizar suas viagens. Estes programas podem oferecer dicas de viagem valiosas quando funcionam adequadamente. Mas também podem induzir as pessoas a situações frustrantes e até perigosas, quando suas informações estão erradas. Alguns turistas estão aprendendo esta lição quando chegam ao seu destino e descobrem que receberam informações incorretas ou foram direcionados para um lugar que só existe na imaginação cabeada de um robô. Dana Yao e seu marido vivenciaram recentemente esta situação. Ela é criadora de conteúdo e mantém um blog sobre viagens no Japão. No início deste ano, o casal usou o ChatGPT para planejar uma caminhada romântica até o topo do monte Misen, na ilha de Itsukushima. Depois de visitar a cidade de Miyajima sem problemas, eles saíram às 15 horas para subir até o pico da montanha a tempo para o pôr do sol, exatamente como instruiu o ChatGPT. "Foi aí que surgiram os problemas", conta Yao, "quando estávamos prontos para descer [a montanha] de teleférico." "O ChatGPT disse que o último teleférico descia às 17h30, mas, na verdade, ele já estava fechado. Por isso, ficamos presos no topo da montanha." A IA frequentemente oferece aos viajantes informações imprecisas e inverídicas. Às vezes, chega a criar destinos inexistentes. Getty Images Em 2024, uma reportagem da BBC contou que o site Layla informou usuários que havia uma Torre Eiffel em Pequim, na China. E também sugeriu a um visitante britânico uma rota de maratona pelo norte da Itália que era totalmente inviável. "Os itinerários não tinham muita lógica", disse o viajante. "Passamos mais tempo no transporte do que em outro lugar." Segundo uma pesquisa realizada em 2024, 37% das pessoas pesquisadas que usaram IA para ajudar a planejar suas viagens relataram que ela não conseguia fornecer informações suficientes, enquanto cerca de 33% afirmaram que as recomendações geradas por IA incluíram informações falsas. Estas questões decorrem da forma de geração das respostas pela IA. O professor de aprendizado de máquina Rayid Ghani, da Universidade Carnegie Melon, nos Estados Unidos, explica que programas como o ChatGPT talvez pareçam oferecer conselhos úteis e racionais, mas a forma como ele obtém as informações faz com que você nunca tenha total certeza se ele está ou não contando a verdade. "Ele não sabe a diferença entre conselhos de viagem, orientações ou receitas", segundo Ghani. "Ele só conhece palavras." "Por isso, ele fica emitindo palavras que fazem com que qualquer coisa que ele diga pareça realista e é daí que surgem muitas das questões subjacentes." Os grandes modelos de linguagem, como o ChatGPT, trabalham analisando imensas coleções de textos e reunindo palavras e frases que, estatisticamente, parecem respostas apropriadas. Às vezes, este processo gera informações perfeitas e precisas. Mas, em outras ocasiões, você recebe o que os especialistas em IA chamam de "alucinação" — as ferramentas simplesmente inventam coisas. Mas, como os programas de IA apresentam alucinações e respostas factuais da mesma forma, muitas vezes é difícil para os usuários diferenciar o que é real e o que não é. No caso do "Sagrado Cânion de Humantay", Ghani acredita que o programa de IA provavelmente tenha reunido palavras que pareciam apropriadas para a região. Da mesma forma, analisar todos aqueles dados não oferece necessariamente a uma ferramenta como o ChatGPT uma compreensão útil do mundo físico. Ele pode facilmente confundir uma caminhada de lazer de 4 km atravessando uma cidade com uma escalada de 4 km na encosta de uma montanha. Isso, sem falar nos casos de desinformação pura e simples. Diversos governos estudam a criação de regulamentações sobre IA que ajudarão a identificar a desinformação antes que viralize Getty Images Uma reportagem recente da revista Fast Company contou sobre um incidente ocorrido com um casal, que viajou até o local de um teleférico panorâmico na Malásia que eles haviam visto no TikTok. Só quando chegaram é que eles descobriram que a estrutura simplesmente não existia. Eles assistiram a um vídeo totalmente gerado por IA, seja para despertar engajamento ou por algum outro propósito desconhecido. Incidentes como este fazem parte de uma tendência maior de criações feitas por IA que podem alterar sutilmente (ou não tão sutilmente assim) os nossos sentidos em relação ao mundo. Um exemplo recente ocorreu em agosto, quando criadores de conteúdo perceberam que o YouTube vinha usando IA para alterar seus vídeos sem permissão, "editando" sutilmente imagens de roupas, cabelos e rostos de pessoas reais. A Netflix também ficou em maus lençóis ao empregar IA no início de 2025. Suas tentativas de "remasterizar" antigas séries de comédias criaram distorções surreais nos rostos de astros consagrados da televisão dos anos 1980 e 1990. Com o uso cada vez maior de IA para fazer estas pequenas alterações sem o nosso conhecimento, a fronteira entre a realidade e um novo mundo de sonhos, refinado pela IA, pode estar começando a desaparecer também da visão dos turistas. O psicoterapeuta clínico Javier Labourt estuda como viajar pode ajudar a melhorar nossa saúde mental e nosso sentido de conexão em geral. Ele receia que a proliferação desses problemas possa anular os benefícios intrínsecos oferecidos pelo turismo. Labourt acredita que viajar oferece uma oportunidade única. Podemos interagir com pessoas que, de outra forma, nunca conheceríamos e ainda aprender pessoalmente sobre diferentes culturas. Tudo isso pode gerar maior empatia e compreensão. Mas, quando as alucinações da IA oferecem desinformação aos usuários, elas trazem uma narrativa falsa sobre um dado lugar, antes mesmo que os turistas saiam de casa. Vigilância e regulamentação Existem atualmente tentativas de regulamentar como a IA apresenta suas informações aos usuários. Diversas propostas, da União Europeia e dos Estados Unidos, pretendem estabelecer a inclusão de marcas d'água ou outros sinais indicadores, que permitam aos observadores saber quando algo foi alterado ou gerado por IA. Mas Rayid Ghani acredita que esta seja uma batalha difícil. "Existe muito trabalho por aí em relação à desinformação. Como detectá-la? Como ajudar as pessoas [a identificá-la]? Hoje em dia, a mitigação é uma solução mais confiável do que a prevenção." Se estas regulamentações forem aprovadas, os viajantes poderão identificar vídeos ou imagens geradas por IA com mais facilidade. Mas as novas regras provavelmente não irão ajudar quando um chatbot de IA inventar algo no meio da conversa. Os especialistas — incluindo o CEO (diretor-executivo) da Google, Sundar Pichai — alertam que as alucinações podem ser uma "característica inerente" dos grandes modelos de linguagem, como o ChatGPT ou o Gemini da Google. Por isso, se você for usar IA, a única forma de se proteger é permanecer vigilante. Uma sugestão de Ghani é ser o mais específico possível nas suas consultas e verificar absolutamente tudo. Ele reconhece que o turismo traz dificuldades específicas em relação a este método, pois os viajantes, muitas vezes, fazem perguntas sobre destinos que eles não conhecem. Mas, se uma ferramenta de IA oferecer uma sugestão de viagem que pareça perfeita demais, desconfie. Ghani conclui destacando que o tempo gasto para verificar as informações geradas por IA, em alguns casos, pode tornar o processo tão trabalhoso quanto planejar a viagem pelos métodos antigos. Para Javier Labourt, o segredo para viajar bem, com ou sem IA, é manter a mente aberta e se adaptar quando as coisas dão errado. "Tente afastar a decepção por ter sido enganado por alguém", sugere ele. "Se você já estiver ali, como irá resolver? Você já está fazendo uma viagem incrível, sabe?" Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Travel. Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros Visto americano: mais pessoas terão que passar por entrevista a partir do dia 2 6 das 10 rotas de voo com mais turbulência do mundo estão na América do Sul
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04/10 - Chef dinamarquês é eleito o melhor do mundo pela 2ª vez; conheça suas propostas inusitadas
Chef Rasmus Munk e algumas de suas criações Divulgação/Guia Michelin Um prato que imita um globo ocular e esconde uma 'pupila' de caviar e frutos do mar e uma réplica de língua untada em tártaro. Essas são algumas das experiências gastronômicas que podem ser encontradas no Alchemist, restaurante do chef Rasmus Munk. O dinamarquês, de 33 anos, foi eleito novamente o melhor chef do mundo pelo prêmio internacional The Best Chef Awards, anunciado na última quinta-feira (2). É o segundo ano consecutivo em que ele conquista o topo do ranking, que em 2025 também incluiu 22 brasileiros. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ele virá ao Brasil em novembro para participar do Mesa São Paulo, encontro gastronômico que acontece de 30 de outubro a 1º de novembro, segundo a organização do evento. Quem é Rasmus Munk Chef Rasmus Munk Divulgação/The Best Chef Awards De origem humilde, Rasmus começou a se destacar ainda jovem. Aos 22 anos, assumiu a cozinha do restaurante TreeTop, em Vejle, onde iniciou suas primeiras experiências fora do padrão tradicional. Em 2015, abriu o Alchemist, hoje com duas estrelas Michelin e presença constante nos principais rankings internacionais: foi eleito o 5º melhor do mundo pelo 50 Best 2025 e o 6º melhor na categoria “únicos” pelo TripAdvisor. Além da carreira, o chef também mantém projetos sociais, segundo o seu perfil no The Best Chef Awards. Em 2020, durante a pandemia, fundou a Junk Food, que cozinha para pessoas em situação de vulnerabilidade. A experiência no Alchemist Restaurante Alchemist, na Dinamarca Divulgação/Guia Michelin O restaurante é descrito no site como uma imersão sensorial e teatral que pode durar de 4 a 8 horas. O jantar é dividido em “atos” e acontece em diferentes ambientes — um deles dentro de uma cúpula gigante com projeções que recriam cenários como o espaço ou o fundo do mar (veja na imagem acima). O menu completo, que custa 5.400 coroas dinamarquesas (cerca de R$ 4.500), traz em torno de 50 criações que unem impacto visual, técnica e mensagens provocativas. Entre os pratos já apresentados estão: uma réplica gigante do olho do próprio chef Rasmus, com caviar e frutos do mar no centro — onde seria a pupila —, segundo o Guia Michelin (veja abaixo); uma língua humana em silicone, untada com tártaro de tomate e morango e decorada com flores, segundo reportagem do The New Yorker (veja abaixo). Prato do Alchemist Divulgação/Guia Michelin Prato que imita língua do Alchemist Divulgação/Guia Michelin Veja mais: Quanto custa comer nos 8 restaurantes brasileiros entre os melhores do mundo Quanto custam as experiências oferecidas pela 'nata' do turismo?
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03/10 - Quem são os chefs brasileiros entre os melhores do mundo em 2025, segundo guia
Quem são os chefs brasileiros entre os melhores do mundo em 2025, segundo guia A lista dos melhores chefs de 2025, do The Best Chef Awards, foi divulgada nesta quinta-feira (2) e inclui 22 chefs brasileiros que atuam no país (veja abaixo). A premiação aconteceu em Milão, na Itália, e foi a nona edição do ranking. Uma das novidades desta edição foi a inclusão do chef Ivan Ralston Bielawski na categoria de três facas, a de maior prestígio do ranking. Ele se tornou o terceiro chef brasileiro atuante no país a alcançar esse patamar, ao lado de Alex Atala e Manu Buffara. Alex Atala, Ivan Ralston Bielawski e Manu Buffara Divulgação 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os melhores chefs do mundo de 2024 Quanto custa comer nos 8 restaurantes brasileiros entre os melhores do mundo O sistema de facas foi implementado na edição de 2024. Até o ano anterior, a The Best Chef Awards selecionava os 100 melhores chefs do mundo. Essa classificação é parecida com a de estrelas, usado para restaurantes e hotéis. Quanto maior for o número de facas dado a um chef, maior sua pontuação e, consequentemente, seu prestígio. Funciona assim: 🔪🔪🔪: chefs que alcançaram 80% ou mais da pontuação máxima, indicando maestria culinária de alto nível; 🔪🔪: chefs que atingiram 40% ou mais, destacando nível mundial; 🔪: chefs que alcançaram 20% ou mais, representando excelentes habilidades culinárias. No total, 783 chefs foram reconhecidos: 126 com três facas; 236 com duas e 421 com uma. A votação é feita por 972 profissionais da área gastronômica de 64 países. Eles dão pontos de 100 a 1.000 para os seus dez chefs favoritos, incluindo, obrigatoriamente, três do seu próprio país. ➡️​Mesmo com a inauguração do sistema de facas, a premiação manteve a divulgação dos três melhores chefs do mundo. São eles: Rasmus Munk: comanda a cozinha do restaurante Alchemist, localizado em Copenhague, na Dinamarca. Segundo o ranking, ele combina elementos teatrais com inovação culinária. Em 2024, ocupou a mesma posição; Ana Roš: especializada em sabores ousados, coordena o Hiša Franko, em Kobarid, na Eslovênia; Himanshu Saini: à frente do Trèsind Studio, em Dubai, nos Emirados Árabes, “reinventa a culinária indiana com precisão modernista”, segundo o guia. Entre os chefs brasileiros atuantes no país, três foram classificados com três facas, ou seja, atingiram 80% ou mais da pontuação máxima. ➡️Dois deles já tinham atingido esse patamar em 2024: Alex Atala e Manu Buffara. A novidade de 2025 para o Brasil é a entrada do chef Ivan Ralston Bielawski nessa categoria. Veja mais sobre eles abaixo: Ivan Ralston Bielawski Ivan Ralston Bielawski Reprodução/Instagram Nascido em São Paulo, Ivan comanda a cozinha do Tuju, localizado no bairro Jardim Paulistano, na mesma cidade. Filho de donos de restaurante, ele se formou em gastronomia pela Escuela de Hostelería Hofmann, em Barcelona, e também é graduado em música pela Berklee College of Music, em Boston. As informações estão no site do Tuju. No local, Ralston aposta em uma proposta de gastronomia sazonal paulista, oferecendo menus degustação que celebram as estações do ano. Em 2025, o Tuju conquistou a 70ª posição no ranking The World’s 50 Best Restaurants, sendo o brasileiro mais bem colocado da lista. Alex Atala Alex Atala, chef do restaurante D.O.M. Rubens Kato/Divulgação Reconhecido internacionalmente, Alex Atala comanda o D.O.M, em São Paulo, famoso por valorizar ingredientes brasileiros em pratos da alta gastronomia. Manu Buffara Manu Buffara Reprodução/Instagram Manoella Buffara, conhecida como Manu, comanda o restaurante de mesmo nome (Manu), localizado em Curitiba (PR). A casa é reconhecida pelo foco em vegetais e produtos frescos, e adota um conceito intimista. Confira os demais chefs brasileiros que atuam no país incluídos na premiação: Os 7 chefs brasileiros com 🔪​🔪 (​de nível mundial), seus restaurantes e localizações: Alberto Landgraf: Oteque, Rio de Janeiro; Fabrício Lemos e Lisiane Arouca: Origem, Salvador; Janaina Torres: Bar da Dona Onça, São Paulo; Jefferson Rueda: A Casa do Porco, São Paulo; Luiz Filipe Souza: Evvai, São Paulo; Rafa Costa e Silva: Lasai, Rio de Janeiro. Os 12 chefs brasileiros com ​🔪 (excelentes habilidades culinárias)​, seus restaurantes e localizações: Dante e Kafe Bassi: Manga, Salvador; Eduardo Ortiz e Luana Sabino: Metzi, São Paulo; Felipe Bronze: Oro, Rio de Janeiro; Geronimo Athuel: Ocyá Leblon, Rio de Janeiro; Helena Rizzo: Maní Manioca, São Paulo; Kazuo Harada: Kazuo, São Paulo; Rodrigo Oliveira: Mocotó, São Paulo; Tadashi Shiraishi: KANOE, São Paulo; Tássia Magalhães: Nelita, São Paulo; Thomas Troisgros: Oseille, Rio de Janeiro. Saiba mais: Veja as melhores hamburguerias e churrascarias do mundo em 2025 Quanto custa comer nas 6 pizzarias brasileiras entre as 100 melhores do mundo Passaporte brasileiro sobe no ranking dos mais poderosos do mundo em 2025; veja o top 20
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02/10 - Nove das viagens de trem mais sensacionais do mundo
As viagens sobre trilhos ainda exercem grande fascínio, 200 anos depois da inauguração do primeiro trem de passageiros BBC/Alamy No dia 27 de setembro de 1825, repórteres e observadores de toda a Inglaterra se reuniram na cidade mercante de Darlington, no nordeste do país, para presenciar uma novidade inovadora no setor de transporte. Naquele dia, centenas de clientes pagaram para se espremer em um dos 20 vagões da Stockton and Darlington Railway. O trem a vapor rodou por 40 km de trilhos, até a cidade de Stockton. Esta viagem curta e histórica foi a primeira de um trem de passageiros público e deu origem às ferrovias modernas. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Duzentos anos depois, os trens cruzam o globo terrestre, seja com lentas locomotivas antigas ou trens futuristas de alta velocidade. Nos anos 1950 e 1960, o transporte aéreo pode ter se tornado mais popular do que as viagens de trem em muitas partes do mundo, mas as ferrovias ainda evocam uma sensação de nostalgia e admiração entre muitos viajantes. E correr pelos trilhos ainda é um dos meios de transporte mais ecológicos que existem. Para comemorar o bicentenário do transporte ferroviário, aqui estão algumas das mais belas e simbólicas viagens de trem do mundo, que poderão servir de inspiração para suas próximas férias. A Ferrovia do Sr. Henderson leva seus passageiros para uma pitoresca viagem, que começa na baía de Gibraltar e atravessa o deslumbrante interior da Andaluzia, na Espanha BBC/Alamy Companhia aérea pode colocar passageiro em quarto com estranhos? Entenda as regras e direitos após voo cancelado Quanto custa comer nos 8 restaurantes brasileiros entre os melhores do mundo A ferrovia britânica de 135 anos na Espanha, que atravessa uma 'terra de bandidos' Conhecida como a "Ferrovia do Sr. Henderson", esta cápsula do tempo da era vitoriana cruza o interior da Andaluzia, no sul da Espanha. Ela foi criada em um momento interessante da história espanhola e do Reino Unido. A estrada de ferro recebeu o nome do financista ferroviário britânico Alexander Henderson (1850-1934). Ele financiou o projeto em 1892, como forma de ligar Gibraltar, controlado pelo Reino Unido, ao restante do território espanhol. As tentativas anteriores de criar uma ligação ferroviária entre o porto espanhol de Algeciras e o centro da Andaluzia fracassaram porque as florestas e os morros que, hoje, são cruzados pela ferrovia eram repletos de bandidos. Atualmente, o trem atravessa encostas montanhosas remotas e faz paradas em algumas das maravilhas naturais da região, como o Cañón de las Buitreras (Cânion dos Ninhos de Abutre), com 100 metros de altitude. A viagem de quatro horas através dos Gates Orientais, na Índia, passa por cenários exuberantes BBC/Alamy O lento trem que atravessa 58 túneis nos Gates Orientais indianos A histórica cidade de Gdansk, na Polônia, é uma das últimas paradas do Baltic Express Getty Images/BBC O Trem Especial de Passageiros Visakhapatnam-Kirandul leva seus visitantes em uma lenta e sinuosa viagem de quatro horas através dos Gates Orientais da Índia. Com 58 túneis, todos marcados pela rouca saudação dos passageiros, a ferrovia passa por montanhas enevoadas e florestas de carvalho, até chegar à cidade de Araku, onde os visitantes podem conhecer a próspera indústria cafeeira da região. O novo trem turístico da Europa Central O trem-bala japonês talvez seja a ferrovia de alta velocidade mais conhecida do mundo Getty Images/BBC Visite algumas das cidades mais vibrantes da Europa Central com o recém-lançado Baltic Express. A viagem começa em Praga, na República Checa, e atravessa florestas de pinheiros e bosques de carvalhos, até chegar à cidade costeira de Gdynia, na Polônia. Você pode embarcar e desembarcar diversas vezes durante o trajeto, pagando uma só passagem. O trajeto leva oito horas e oferece aos viajantes a oportunidade de conhecer algumas das joias menos conhecidas da região, como Pardubice, na República Checa, com suas casas em tons pastéis e os campanários das igrejas típicas do país. Ou Poznan, a capital cultural da Polônia. Sua praça histórica poderia ser o cenário de um filme da Disney. O passeio simbólico pelo Japão em alta velocidade O trem japonês Shinkansen, mais conhecido como "trem-bala", completou 60 anos em 2024. Trafegando pontualmente em velocidades de até 321 km/h, ele foi o primeiro trem de alta velocidade do mundo. Ele é conhecido tanto pela sua rapidez, quanto pela sua impecável pontualidade. O trem influenciou maciçamente as viagens no Japão. E, 60 anos depois, existem agora nove trajetos diferentes do Shinkansen, levando passageiros para todo o país. O mais recente deles é o Hokuriku Shinkansen, conhecido como a Nova Rota do Ouro, que vai de Tóquio até a cidade portuária de Tsuruga. O Tequila Express mexicano sai de Guadalajara e leva os visitantes para conhecer o interior do Estado de Jalisco, considerado Patrimônio Mundial da Unesco Getty Images/BBC O trem que mostra a história da bebida favorita do México O turismo da tequila vem crescendo no México. E o recém-inaugurado trem Tequila Express oferece uma forma única de fazer com que os visitantes conheçam melhor um dos mais populares produtos de exportação do país, enquanto observam os canteiros aparentemente sem fim das suculentas verde-azuladas espinhosas que compõem os campos de agave do Estado mexicano de Jalisco. A viagem leva duas horas, de Guadalajara até a cidade de Tequila, onde, segundo a lenda, a bebida foi inventada. É possível conhecer o vale do Vouga, em Portugal, pela única ferrovia de bitola estreita remanescente do país BBC/Alamy Uma viagem de trem nostálgica por Portugal O Comboio (trem) Histórico do Vouga oferece uma viagem pitoresca pelas encostas do vale do Vouga, em Portugal. Uma locomotiva a diesel de 1964, da ferrovia basca, percorre a única estrada de ferro de bitola métrica remanescente no país. Os vagões de madeira coloridos (pintados externamente de vermelho-terra, verde escuro e azul royal) contam com interior verde-menta e assentos envernizados de madeira escura. Eles também oferecem plataformas abertas, para que os passageiros possam respirar o ar puro da região durante a viagem, que dura seis horas. O trem só funciona no verão. Ele faz paradas em várias cidades, como Macinhata do Vouga, onde os passageiros são recebidos por um grupo folclórico de 10 pessoas em trajes típicos da região. Os visitantes podem também conhecer a colorida cidade artística de Águeda, conhecida pelas suas instalações, apresentações e obras de arte urbanas. A única ferrovia de montanha eletrificada das ilhas britânicas Aberta em 1895, the Snaefell Mountain Railway transporta os turistas para conhecer a vista panorâmica do ponto mais alto da Ilha de Man BBC/Alamy Viaje bem acima do mar da Irlanda pela Snaefell Mountain Railway, uma ferrovia que atravessa as montanhas da Ilha de Man, localizada entre a Irlanda e o Reino Unido. Única ferrovia de montanha eletrificada das ilhas britânicas, a linha foi fundamental para trazer o turismo para a ilha desde a sua inauguração, em 1893, ao lado de outra ferrovia, a Manx Electric Railway. Os veículos das duas linhas elétricas mantêm até hoje grande parte das suas características da era vitoriana, como seu interior de madeira, vestíbulos envidraçados e painéis espelhados. A Linha do Extremo Norte atravessa as Terras Altas da Escócia, reconhecidas pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade BBC/Alamy A aventura ferroviária mais remota da Escócia A beleza remota e acidentada das Terras Altas Escocesas pode ser admirada no trajeto da Far North Line ("Linha do Extremo Norte"), que liga as cidades de Inverness e Thurso. A viagem leva quatro horas e atravessa 270 km do maior sistema de turfa preservado do mundo, conhecido como The Flow Country — o único pântano de turfa declarado Patrimônio Mundial da Unesco. Mobile, no Estado americano do Alabama, é uma cidade portuária com carvalhos vivos e varandas de ferro forjado. Conta-se que foi nela que teve lugar o primeiro Mardi Gras (o festival da terça-feira gorda) dos Estados Unidos, no século 18. BBC/Alamy Explore a beleza do litoral do Golfo com o recém-restaurado Serviço Mardi Gras Duas décadas depois da devastação causada pelo furacão Katrina, a companhia ferroviária americana Amtrak retomou os serviços da linha do litoral do Golfo em 18 de agosto de 2025. Agora, ela é conhecida como Serviço Mardi Gras ("Terça-Feira Gorda"). O trem atravessa os pântanos costeiros, praias estonteantes e coloridas cidades litorâneas. Ele liga diversos locais lendários do sul dos Estados Unidos, como Mobile, no Alabama, e Nova Orleans, na Louisiana. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Travel. Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros
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01/10 - Por que cidade que foi cenário de 'Game of Thrones' agora tenta afastar turistas
Uma das medidas da prefeitura de Dubrovnik foi limitar a quantidade de pessoas simultaneamente dentro das muralhas da cidade Getty Images via BBC Limitar o número de visitantes, recusar o dinheiro dos cruzeiros e até proibir as malas com rodinhas. O prefeito de Dubrovnik, na Croácia, Mato Franković, vem tomando medidas radicais para que sua cidade, uma das mais visitadas pelos turistas na Europa, volte a ser um local onde seus moradores possam viver e que os visitantes possam apreciar. O jornal britânico The Telegraph não mediu palavras ao avaliar a cidade, em 2018: "O turismo matou Dubrovnik", escreveu o jornalista Greg Dickinson. Seu veredicto acompanhou o alerta feito pela Unesco, em 2016, de que as muralhas de pedra medievais da cidade poderiam deixar de ser Patrimônio Mundial, se a cidade não gerenciasse melhor a atividade turística. Conhecida como a "Pérola do Adriático", a cidade velha de Dubrovnik é um perfeito cartão-postal. Há muito tempo, ela é um ponto de parada popular para os navios de cruzeiro, pacotes de viagens e linhas aéreas econômicas, sem falar nos cineastas. Para as dezenas de milhões de pessoas que acompanharam Game of Thrones (2011-2019), Dubrovnik foi a principal cidade da série (Porto Real, ou King's Landing em inglês) e o cenário da famosa "caminhada da vergonha" da rainha Cersei Lannister. Mas toda essa popularidade tem um preço. Com o número de visitantes superando os moradores locais em razão de 27 para 1, Dubrovnik ficou conhecida como uma das cidades mais superlotadas de turistas da Europa. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Conheça os lugares mais coloridos do mundo Nos últimos anos, o excesso de turistas levou muitas cidades importantes da Europa a tomar medidas para reverter a situação. Veneza, na Itália, agora cobra entrada dos visitantes de um dia. Barcelona, na Espanha, limitou os leitos nos hotéis e Amsterdã, na Holanda, está restringindo os Airbnbs. Mas nenhum lugar foi tão longe quanto Dubrovnik, que estabeleceu um rígido limite máximo de pessoas que podem visitar suas muralhas de cada vez. "O turismo em massa não traz benefícios para todos em Dubrovnik", afirma o prefeito da cidade, Mato Franković. "No início, você sente que está ganhando, mas, no final, na verdade, você está perdendo em qualidade de vida e de serviços." "É simplesmente um jogo perdido. Por isso, revertemos tudo." LEIA TAMBÉM: Visto americano: nova regra sobre entrevista começa a valer nesta quarta Taxa do turista: destinos da Europa e Ásia tentam conter excesso de viajantes Quanto custa comer nos 8 restaurantes brasileiros entre os melhores do mundo Dubrovnik limitou a quantidade diária de navios de cruzeiro e aumentou seu período mínimo de atracação, para que os passageiros passem mais tempo na cidade Getty Images via BBC Sistema de controle Desde que tomou posse, em 2017, Franković criou iniciativas para controlar o fluxo de turistas na cidade. Além de limitar o número de navios de cruzeiro em dois por dia (o pico era de cerca de oito), Franković obrigou os navios a atracar por pelo menos oito horas. Esta medida possibilita que os passageiros tenham tempo de explorar a cidade à vontade e gastar mais dinheiro, em vez de visitar às pressas os pontos turísticos. A cidade também administra o fluxo de visitantes, usando as câmeras de circuito fechado instaladas durante a pandemia. Outra ferramenta fundamental é o Passaporte Dubrovnik. Ele oferece aos visitantes uma forma simples de visitar todos os museus e as muralhas da cidade e fornece à prefeitura os dados necessários para a tomada de decisões. De forma mais radical, o plano de gerenciamento criado em conjunto com a Universidade de Dubrovnik limitou o número máximo de pessoas dentro das muralhas em 11,2 mil. Em 2019, 9 mil a 9,5 mil visitantes chegavam diariamente dos navios de cruzeiro na temporada de férias, sem contar os turistas recebidos por via aérea ou terrestre. O sistema está funcionando. Franković indica que, este ano, os números não excederam 10,5 mil visitantes, em grande parte, graças à redução dos navios de cruzeiro. Em 2026, os turistas precisarão reservar, através do Passaporte, períodos para visitar as muralhas e os museus da cidade. Um sistema de semáforos mostra quais são os horários mais calmos e mais concorridos. Dubrovnik se transformou em uma das cidades que mais recebem turistas na Europa Getty Images via BBC Outras mudanças em vista, em relação ao turismo, incluem o fim do indesejável ruído das malas com rodinhas nas ruas com pedregulhos, com um serviço de entrega de bagagem de baixo custo. Além disso, novas regulamentações e impostos sobre os aluguéis de curto período farão com que o aluguel de apartamentos seja menos atraente para os moradores locais. Com isso, os preços dos hotéis podem aumentar. Mas as medidas menos convencionais talvez sejam a compra, pela prefeitura, de edifícios na cidade velha para alugar às famílias jovens e o estabelecimento de uma escola em um antigo palácio. Ao lado da nova legislação de aluguel de casas, o objetivo é relocar os moradores e trazer a vida de volta a uma cidade esvaziada pelo turismo, revertendo o que já foi descrito como a "Disneyficação" de Dubrovnik. "Isso é muito importante a longo prazo", explica Franković. "Estrategicamente, passo a passo, iremos ganhar cada vez mais casas dentro das muralhas da cidade. Esta é a principal maneira de trazer as pessoas de volta para a cidade velha." Mas nem todos são tão favoráveis às mudanças. O zelador escolar Marc van Bloemen aluga seus apartamentos para os turistas. Ele acredita que as mudanças não são suficientes. Van Bloemen compareceu a uma manifestação contra o turismo no início do ano, protestando para que as opiniões dos moradores fossem ouvidas. Para ele, "a cidade velha é uma máquina de fazer dinheiro. Ela está transformando esta cidade em um parque temático e as pessoas tentam viver aqui como se estivessem obstruindo o caminho." Van Bloemen acredita que a ideia dos períodos pretende colocar mais pessoas na cidade, não gerenciar o fluxo. E que os problemas de longo prazo não estão sendo analisados. "Nós nos mudamos para cá em 1972", ele conta, "mas não faríamos isso agora." Marko Milos é o proprietário da companhia de turismo Dubrovnik Local Guides e mora na cidade velha. Ele vê a questão de forma diferente. "Honestamente, na minha opinião, está muito melhor do que costumava ser", afirma ele. "Às vezes, é caótico e superconcorrido, mas, em comparação com 2017 e 2018, como guias locais, achamos que melhorou." Os turistas podem visitar mais facilmente as muralhas e os museus da cidade com o Passaporte Dubrovnik Getty Images via BBC A compra de residências com dinheiro público e seu aluguel para os moradores locais é uma estratégia cara, mas, até agora, parece estar funcionando. "Moro dentro das muralhas da cidade com 1 mil pessoas", prossegue Milos. "Cresci aqui e fui criado aqui." "Acho que eles estão fazendo o melhor que podem! A vida local está retornando com a escola que foi aberta no ano passado." "Para mim, como morador local que vive do turismo, quero uma cidade onde todos possamos viver bem e o turismo possa beneficiar a todos." Andrea Godfrey é gerente de marketing da agência de turismo Regent Holidays, com sede em Bristol, no Reino Unido, operadora de tours na região desde os anos 1970. Ela recebe as mudanças com cautela. "Ainda não está claro como a entrada programada irá funcionar", explica ela. "Talvez ela limite a flexibilidade e talvez aumente o tempo de espera, é difícil saber." "Mas a nossa equipe de vendas acredita que a entrada programada nas muralhas da cidade, de forma geral, é uma boa ideia. O turismo controlado e sustentável, certamente, é um bom argumento de vendas." "Mas, considerando o turismo excessivo na região em geral, estamos atualmente enviando mais pessoas para pontos mais tranquilos na Ístria e nas ilhas da Croácia, em vez de Dubrovnik", conta Godfrey. LEIA TAMBÉM: Hotéis deverão seguir novas regras sobre horários de check-in e check-out Veja como é o iate de luxo que os EUA confiscaram de bilionários russos Visto americano: mais pessoas terão que passar por entrevista a partir do dia 2 Prejuízos financeiros A enorme popularidade de Dubrovnik — e sua presença na quinta e última temporada da série de TV Outer Banks, a ser filmada na cidade — é um indício de que os visitantes não devem esperar ver ruas vazias. Mas as medidas do prefeito Franković marcam uma rara reviravolta no turismo de massa. A cidade rejeita os dólares do turismo pelo bem dos seus moradores. Em uma época em que a maioria dos destinos busca o crescimento a qualquer custo, Dubrovnik aposta na direção contrária: que a qualidade irá definir o seu futuro, não a quantidade. Ainda assim, as intervenções no setor turístico levam anos para restabelecer o equilíbrio desejado pelos moradores locais. Dubrovnik pode ter definido suas metas globais, mas a cidade continua superlotada. E Franković reconhece que sua aposta exige paciência. "Vejo a cidade de Dubrovnik daqui a três anos como uma cidade habitável, com cidadãos felizes e bons números no turismo", explica o prefeito. "Todos serão felizes, mas será preciso tomar decisões difíceis. Estou tentando convencer nossos cidadãos de que estou fazendo isso para o bem de todos." "No princípio, certamente estávamos perdendo renda. Agora, eles podem ver que estão tendo muito mais lucros do que costumavam ter, pois seus restaurantes estão cheios, as cafeterias estão cheias e as pessoas estão se divertindo." "Por isso, mais nem sempre é igual a mais. Às vezes, mais é igual a menos — e menos é mais", conclui Mato Franković. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Travel.
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